Distribuição

2014 em revista. O que marcou o comércio em Portugal

Passámos a pente fino o ano de 2014 no sector da distribuição, num texto dividido em três temas: legislação, tecnologia e insígnias

Rita Gonçalves
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2014 em revista. O que marcou o comércio em Portugal

Passámos a pente fino o ano de 2014 no sector da distribuição, num texto dividido em três temas: legislação, tecnologia e insígnias

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O último ano foi marcado pelas alterações legislativas nas actividades de comércio e por um avanço na tecnologia, sobretudo ao nível das soluções de pagamentos, disponíveis no retalho nacional.

1. ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO DO COMÉRCIO

Fevereiro – Entrada em vigor das PIRC

A 25 de Fevereiro de 2014 entrou em vigor o regime jurídico que impôs regras às práticas comerciais entre a distribuição e os fornecedores. O diploma das Práticas Individuais Restritivas do Comércio (PIRC) surgiu para combater os conflitos entre retalhistas e pequenos produtores. A distribuição representava, em Fevereiro do ano passado, cerca de 80% do comércio agro-alimentar e era dominado por dois grupos de distribuição com 50% de quota de mercado.

Com o objectivo de garantir mais transparência nas relações comerciais e assegurar que os preços praticados fossem os mais justos para toda a cadeia de abastecimento, o regulamento gerou polémica junto dos distribuidores, que anunciaram “impactos negativos”. Apesar de o Governo a considerar um impulso para as exportações, a APED (Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição) solicitou de imediato a revisão do regime, alegando que “as normas em causa do são fonte da maior turbulência no sector, alimentar e especializado, e geradoras de elevadíssima incerteza jurídica, a pior ‘inimiga’ da Economia”, pela voz de Ana Isabel Trigo Morais, Directora-Geral da associação.

Junho – Agenda para a Competitividade do Comércio

Mas as alterações de sistema legislativo para o comércio não ficaram por aqui. Em Junho do ano passado, o Governo aprovou um conjunto de 36 medidas com o objectivo de fazer com que os sectores do comércio, serviço e restauração “liderem o processo da retoma económica” até 2020, informou o ministério da Economia. Com a Agenda para a Competitividade do Comércio, Serviço e Restauração (ACCSR) 2014-2020, o Governo pretende aumentar os trabalhadores com altas qualificações no comércio e serviços para 28% (em 2013 o valor era de 23%), colocar a exportação de serviços a representar 14% do PIB e aumentar as empresas do comércio que recebem encomendas via Internet para os 35% (21% em 2013).

Entre as medidas, destacou-se o apoio governamental a projectos de qualificação comercial que apostassem no emprego e que modernizassem os centros urbanos com oferta de proximidade.

O incentivo à modernização do comércio foi de 40 milhões de euros, “20 milhões em incentivos mais 20 milhões de linha de crédito para estes projectos em ambiente rural e urbano”, explicou o ministério acerca da nova fase da Comércio Investe. As medidas previam ainda a introdução do livro de reclamações electrónico, a revisão do código da publicidade (adequado à economia digital e ao comércio electrónico) e a criação de processos de contratação.

Dezembro – Lei da Fiscalidade Verde

Já no final do ano, reacenderam as contestações dos comerciantes, desta vez por causa da Lei da Fiscalidade Verde, que vai aumentar as taxas sobre os sacos de plástico à venda ao público, que passam a custar dez cêntimos em Fevereiro. Neste momento, decorre o período de adaptação do comércio à nova lei, cujas contribuições revertem para a Autoridade Tributária e Aduaneira.

Dezembro – Novas regras para a informação nos rótulos

As novas regras relativas à declaração nutricional obrigatória em todos os géneros alimentícios pré-embalados, entram em aplicação apenas no final de 2016. No entanto, em Dezembro do ano passado, entrou em vigor a legislação relativa à prestação de informação nos rótulos, sobre os géneros alimentícios. Todos os estabelecimentos de restauração e cafetaria, desde as grandes empresas fornecedoras de estabelecimentos públicos (como escolas, hospitais, entre outros), ou empresas privadas, até aos estabelecimentos mais pequenos, são obrigados a prestar informação sobre os alergénios dos alimentos confeccionados e vendidos ao público.

Nos produtos embalados ou pré-embalados, os alergénios passaram a ser destacados na própria lista de ingredientes, em vez de ter um resumo à parte. Na restauração e cafetaria, os estabelecimentos são obrigados a apresentar, de forma visível, a indicação de que dispõem da informação sobre os alergénios dos produtos à venda, assim como capacidade para responder aos clientes interessados.

A lista de substâncias ou produtos que provocam alergias ou intolerâncias apresentada pelo Regulamento é constituída, nesta fase, por 14 alimentos e derivados com potencial alérgico, embora possa vir a ser alterada, à medida que novas informações forem surgindo.

A lei indica ainda que os rótulos dos produtos têm que apresentar uma dimensão mínima dos caracteres com vista a facilitar a leitura. Também nas vendas à distância, como a via online, são obrigados a disponibilizar toda a informação relativa ao género alimentício.

A data de congelação da carne, preparados de carne congelada e produtos de pesca congelados não transformados, passa também a ser obrigatória, além da indicação da origem para todas as carnes (fresca, congelada, refrigerada, mesmo que picada e bovino). Esta regra entra em vigor a 1 de Abril 2015.

Outra das alterações da declaração nutricional é que o sódio passa a aparecer como “sal”, embora possa ser complementado com a declaração de que o teor de sal se deve exclusivamente à presença natural de sódio. As declarações acerca de vitaminas ou sais minerais que não representem mais de 5%, não podem ser incluídas na informação nutricional, sendo que a referência ao colesterol deixa de ser permitida.

O consumidor passam, assim, a ter “acesso a mais informação, mais clara, precisa, objectiva e assim poderá passar a fazer escolhas mais informadas”, como sublinhou Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

2. TECNOLOGIA NO RETALHO NACIONAL

Outubro – Primeiro ATM de bitcoins em funcionamento

Em 2014, o primeiro ATM de bitcoins em Portugal começou a funcionar no centro comercial Saldanha Residence, em Lisboa. Na véspera da inauguração da máquina, que converte euros na moeda digital, o Banco de Portugal emitiu um alerta a relembrar os consumidores para “os riscos de utilização e de comercialização de moedas virtuais”.

A bitcoin é a primeira moeda electrónica com um software próprio oficial. A rede onde é distribuída é apenas composta por utilizadores, o que lhe confere uma base de segurança e liberdade. Nenhum banco ou processador de pagamentos é necessário para transaccionar a moeda, como é referido na página da Bitcoin Portugal.

A alternativa aos meios de pagamentos convencionais permite pagar com qualquer dispositivo, e através de SMS, e-mail, redes sociais, com o telemóvel ou pessoalmente. Com este modo de pagamento é possível vender para qualquer parte do mundo e o comerciante pode ainda controlar as devoluções. Todas as tarefas são geridas pela rede, onde não existe nenhuma autoridade a controlar as transacções. Esta autonomia faz com que nenhum utilizador corra o risco de a sua conta ser bloqueada.

Actualmente, mais de 21 mil estabelecimentos comerciais já dispõem de sistemas de pagamento através de bitcoins, via Coinbase, em todo o mundo.

Alguns gingantes do retalho, como a Amazon, Overstock, CVS e Expedia, já adoptaram o sistema de pagamento, que transporta o dinheiro para o mundo virtual.

A opção está a difundir-se rapidamente pelos pontos de vendas de todo o mundo. Durante o ano passado, a Overstock decidiu, inclusivamente, passar a pagar os bónus aos seus colaboradores com as moedas electrónicas.

Segundo a Mashable, um indicador significativo que dá conta da evolução é o valor das transacções de bitcoins, durante os dias da Black Friday e da Cyber Monday.

Em 2013, o número escalou de 99 (US) dólares, transaccionados em bitcoins em 2012, para os 6 296 dólares, na Black Friday. Por sua vez, 487 milhões de dólares foram transaccionados no dia de promoções, dedicado ao e-commerce. Em Novembro de 2013, o valor de cada bitcoin aumentou mais de mil dólares.

SIBS lança solução de pagamentos móveis

Ainda durante o mês de Outubro do ano transacto, a SIBS lançou o serviço MB WAY, que permite fazer compras e transferências bancárias instantâneas através de smartphone ou tablet, com sistema iOS ou Android, de forma segura, simples e cómoda. A empresa garante que o serviço está totalmente disponível a partir de Abril de 2015.

“Trata-se da primeira solução de pagamentos móveis do sistema bancário português para fazer compras e transferências instantâneas, utilizando apenas o número de telemóvel ou email”, explicou Luís Flores, Administrador do Grupo SIBS.

Com o MB WAY, basta introduzir o número de telemóvel ou o email para fazer a compra ou transferir dinheiro de forma instantânea. O serviço é totalmente seguro “porque o utilizador não tem de partilhar os seus dados bancários com o comerciante ou com o destinatário da transferência. Além do PIN que é sempre usado para validar as operações, é definido um montante máximo de utilização diário”.

Como explicou Luís Flores, o serviço representa a “evolução natural do Multibanco e funciona como mais um canal para que os clientes bancários façam compras e transferências.

3. O ANO DOS GRUPOS DE DISTRIBUIÇÃO

Janeiro – DIA abre primeiras lojas Clarel em Portugal

A DIA Portugal inaugurou, no início de 2014, as primeiras lojas da insígnia Clarel, cadeia de distribuição especializada na venda de produtos de cuidado pessoal, higiene, beleza e do lar.

Lisboa, Odivelas e Vila Nova de Gaia receberam as primeiras quatro unidades da insígnia do Grupo Dia, fruto da aquisição da rede de lojas Schlecker, na Península Ibérica.

No início de Fevereiro, foram inauguradas mais quatro lojas, nas localidades de Viana do Castelo. As lojas apostam numa “imagem moderna, funcional e agradável, estão localizadas em centros urbanos, com uma área de vendas entre os 160 e os 260 metros quadrados, com um sortido de produtos com aproximadamente 5 000 referências”, organizado em seis secções: beleza, higiene, infantil, animais, drogaria e alimentação. Actualmente, a insígnia tem 50 lojas em Portugal.

Julho – Auchan abre primeira clínica de ‘telemedicina’ em Portugal

O grupo Auchan, em parceria com uma empresa externa, abriu em Julho do ano passado, uma clínica médica, junto do Jumbo em Almada. A cadeia francesa queria avaliar a prestação do conceito, no qual um enfermeiro atende doentes sem marcação entre as 10 horas e as 24 horas, com o custo de 30 euros, sendo que o contacto com o médico é feito através de sistemas de telemedicina ou videoconferência. Para um serviço de saúde rápido e acessível, a Clínica do Centro dispunha de um enfermeiro para a colheita de sinais e sintomas, enquanto o médico fazia o diagnóstico e a proposta terapêutica. A Saúde 3.0, que já havia estabelecido uma parceria com o grupo para os espaços de saúde, bem-estar e ópticas, ficou responsável por explorar o modelo de negócio.

A Ordem dos Médicos (OM) pediu entretanto esclarecimentos à Entidade Reguladora da Saúde e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo sobre as condições de licenciamento do projecto, que acredita ser uma “forma de vender gato por lebre e transformar a medicina num mero comércio, que será potencialmente prejudicial”.

A entidade veio a público ameaçar instaurar processos disciplinares a todos os médicos que estejam a praticar “em primeira linha” a telemedicina em clínicas instaladas em espaço comerciais. Na perspectiva dos médicos, “associar a prestação de cuidados médicos a uma actividade de comércio a retalho constitui uma flagrante violação deontológica da profissão e a definitiva imposição de um modelo mercantilista na saúde”. No entendimento da OM, “a situação viola de forma objectiva os artigos 94º a 97º do Código Deontológico da Ordem dos Médicos (CDOM), que regulam a utilização da telemedicina, e não cumpre o dever de protecção de dados e confidencialidade defendido pela Comissão Nacional de Protecção de Dados.

No entanto, há quem entenda que não tarda muito para este ser um modelo de negócio comum na sociedade. A oferta de serviços médicos nos supermercados é uma tendência internacional e começou nos Estados Unidos, em gigantes como a Walmart e a Target. Sem centros de saúde ou urgências hospitalares acessíveis a qualquer cidadão, o conceito ganhou fama por todo o mundo, à excepção da Europa.

Agosto – Continente estreia listas de compras através de códigos de barras

O Continente, do grupo Sonae, foi a primeira marca do retalho a lançar uma aplicação que permite criar listas de compras, automaticamente e em qualquer lugar, através da leitura dos códigos de barras dos diferentes produtos. O funcionamento é simples. Para a utilizar, o cliente necessita de ter instalada no seu smartphone a aplicação Listas Continente.pt. Em seguida, basta ler o código de barras do produto que pretende e adicioná-lo à sua lista de compras. A grande vantagem é que o pode fazer em qualquer local, como por exemplo na comodidade de sua casa. Uma simples ‘visita’ à dispensa ou ao frigorífico permitirá ao cliente identificar os produtos que estão a terminar, ler os códigos de barras das embalagens e adicionar os respectivos produtos à lista de compras.

Depois de criada a lista, o utilizador pode, em qualquer altura, enviá-la para o carrinho da loja online. Por fim, só tem de aceder à loja online no seu computador, finalizar a encomenda e aguardar pela entrega em casa.

A aplicação encontra-se disponível gratuitamente para os sistemas operativos iOS e Android.

Mas as novidades da Sonae não se ficaram por aqui. Já no final do ano, a retalhista lançou um novo formato de negócio, virado para os animais.

Dezembro – Novo conceito de loja Sonae

A primeira loja ZU abriu na galeria do Continente de Matosinhos, no Porto, em Dezembro de 2014. O projecto nasceu com o objectivo de responder à necessidade das famílias em encontrar produtos e serviços especializados para cães e gatos. Com o novo conceito de ponto de venda, a Sonae, que detém a cadeia de hipermercados Continente, passou a comercializar “uma alargada gama de produtos das melhores marcas”, no que concerne a alimentação, produtos de higiene, têxteis, brinquedos e acessórios para cães e gatos.

Para já, a retalhista não prevê, ainda, a expansão geográfica do modelo de negócio mas já pensa no aumento da oferta. O grupo prevê o “alargamento da actividade a curto prazo”, e pretende passar a disponibilizar outros tipos de serviços para os animais, sendo que está confirmado um alargamento da oferta “ainda no primeiro trimestre de 2015”, com o lançamento de serviços veterinários, banhos, tosquias e treinos.

A insígnia promete revolucionar este segmento de mercado, proporcionando importantes mais-valias, que o grupo prevê que atinjam o reconhecimento das famílias, brevemente.

Marcas próprias da Sonae ganham 10 novos destinos

O ano foi positivo para o grupo, além de alargar a oferta ganhou mais destinos para onde exportar os produtos.

A retalhista alargou a actividade internacional durante os primeiros nove meses de 2014, aumentando a exportação de produtos na área alimentar. Ao todo, dez geografias foram acrescentadas ao portefólio de operações da empresa, o que fez com que “o volume de exportações aumentasse significativamente face ao mesmo período do ano anterior”, segundo Luis Moutinho, CEO da Sonae MC..

A aposta da Sonae MC no “wholesale” destaca os produtos das marcas por si desenvolvidas, nomeadamente a Continente, a Continente Gourmet, a É Continente, a Área Viva, a

Entre os mercados de exportação estão Cabo Verde, China Continental, Chipre, Croácia, Eslovénia, Macau, São Tomé e Príncipe, Sérvia, Tailândia e Timor, entre outros.

 Novembro – Jumbo continua a ser o mais barato

Depois de visitar 500 supermercados, em todos os distritos de Portugal, a Deco Proteste verificou que o Jumbo tem os preços mais baratos.

“Na morada certa, pode poupar € 350 por ano” revelou a organização sem fins lucrativos que, entre Julho e Setembro do ano passado, analisou mais de 40 mil preços para dois cabazes, sendo que cada um correspondia a um tipo de consumidor. Ao todo, foram seleccionados 83 produtos de características definidas, para um consumidor que privilegia as marcas de fabricante mais vendidas ou para quem combina marcas de fabricante com outras igualmente económicas.

A Deco apurou ainda que o Pingo Doce aproximou-se do Jumbo e ultrapassou o Continente com os preços mais baixos.

78 concelhos do País e quatro lojas online foram analisados. Globalmente, os preços do hipermercado do grupo Auchan são em média 11% mais baratos do que a cadeia que ocupa o último lugar do ranking, a SPAR.

Dezembro – Intermarché entrega prémios à produção nacional

A cadeia de hipermercados Intermarché lançou um concurso para premiar os três projectos que melhor combinaram inovação, sustentabilidade e respeito pelas origens, em Portugal. Os vencedores da primeira edição do Prémio Intermarché Produção Nacional foram conhecidos numa cerimónia, no Centro Cultural de Belém.

A Atlantic Sun Farms Portugal, na categoria de Legumes e preparados de legumes, a Cooperfrutas – Cooperativa de Produtores de Fruta e Produtos Hortícolas de Alcobaça, na categoria de Frutas e preparados de fruta, e a Fio Dourado – Transformação e Comercialização de Produtos Olivícolas, na categoria de Produtos Processados, foram as empresas vencedoras.

O Intermarché assegurou o escoamento dos produtos dos premiados, durante um ano, sendo que a margem é repartida entre o produtor e a cadeia de distribuição, que garantiu também a visibilidade dos projectos e dos produtos em diversos meios, incluindo em loja.

A primeira edição do Prémio Intermarché Produção Nacional contou com o Apoio Institucional do Ministério da Agricultura e do Mar e do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, e teve como parceiros associados a Confederação dos Agricultores de Portugal, a Faculdade de Medicina Veterinária, o Instituto Superior de Agronomia e a Quercus.

 

Sobre o autorRita Gonçalves

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Vinhos de Portugal 2025 reúne 1300 referências na disputa pelo título de melhor do ano

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional

Hipersuper

A 12ª edição do Concurso Vinhos de Portugal vai reunir perto de 1300 vinhos nacionais na disputa pelos títulos mais prestigiados do setor. Os Melhores do Ano serão revelados no jantar e cerimónia de entrega de prémios, que irá decorrer a 9 de maio, em Viseu.

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional, contando com um painel de especialistas para avaliar os candidatos. A competição decorre em duas fases. A primeira terá lugar a 5, 6 e 7 de maio, no CNEMA, em Santarém, com um painel de 72 especialistas nacionais e internacionais, incluindo enólogos, sommeliers, jornalistas e wine educators, a avaliaram os vinhos candidatos em sessões técnicas de prova.

A decisiva 2ª fase decorrerá nos dias 8 e 9 de maio, em Viseu, onde o Grande Júri irá eleger os Grandes Ouros e os Melhores do Ano, que serão revelados na cerimónia de entrega de prémios.
“Mais do que um galardão, o Concurso Vinhos de Portugal é um selo de qualidade e uma plataforma de promoção internacional. Os vinhos distinguidos com as Medalhas Grande Ouro e Ouro garantem presença em prestigiados eventos internacionais, reforçando a visibilidade e credibilidade do vinho português nos mercados externos”, destaca a ViniPortugal.
Mais informações sobre o Concurso Vinhos de Portugal e a lista completa de jurados, aqui

A ViniPortugal é a Associação Interprofissional do Vinho. Tem como missão promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos por excelência, valorizando a marca ‘Vinhos de Portugal/Wines of Portugal’, contribuindo para um crescimento sustentado do volume e do preço médio dos vinhos portugueses.

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Clube de Ténis do Porto recebe Torneio CTP Torrié Coffee 2025

O Clube de Ténis do Porto recebe, entre os dias 2 e 6 de abril, o Torneio CTP Torrié Coffee 2025, uma iniciativa que alia a energia competitiva do ténis à experiência sensorial proporcionada pela marca de café portuguesa. 

Hipersuper

Com um prize money total de 7.500 euros, distribuído pelos escalões de +35, +45, +55 e +65 anos, esta edição assume particular relevância no panorama nacional. Trata-se do maior valor alguma vez atribuído pelo Clube de Ténis do Porto nesta categoria e o segundo mais elevado em Portugal, refletindo o reforço do compromisso da Torrié com o desporto sénior e com os valores de superação e qualidade.

Mais do que um torneio, o CTP Torrié Coffee 2025 é apresentado como  uma experiência imersiva, onde atletas, adeptos e apreciadores de café poderão descobrir diferentes variedades da marca, selecionadas para intensificar os momentos de pausa e de partilha.

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Centromarca manifesta preocupação com tarifas e lembra: “Força e integridade do mercado único da UE nunca foram tão essenciais”

Centromarca manifesta preocupação com tarifas e pede medidas para proteger o mercado único. “Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais”, sublinha Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

Hipersuper

A Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca manifesta a sua “profunda preocupação” perante o anúncio do Governo dos Estados Unidos da América de uma tarifa generalizada de 20% sobre todos os bens exportados da União Europeia para o território norte-americano. Em linha com a posição já assumida pela AIM – Associação Europeia de Marcas, a associação portuguesa alerta para as graves consequências económicas desta medida unilateral.

Em comunicado, a Centromarca considera que a decisão dos EUA “corre o risco de agravar as já frágeis relações comerciais a nível mundial” e sublinha que “não trará qualquer benefício para os consumidores de ambos os lados do Atlântico”. O setor dos bens de consumo representa um dos principais pilares da economia europeia, sendo que 39% da produção – avaliada em 175 mil milhões de euros – é destinada à exportação para fora da UE.

A associação chama ainda a atenção para o impacto que esta tarifa poderá ter na competitividade da indústria europeia, num contexto já marcado pela volatilidade nas cadeias de abastecimento. “As marcas representadas pela Centromarca e pela AIM enfrentam agora mais incerteza e perturbações”, refere a nota.

Com base nos dados mais recentes do Barómetro de Bens de Consumo da AIM, as empresas do setor estão a operar num ambiente de instabilidade crescente, agora agravado pela ameaça de uma guerra comercial internacional em 2025. Para a Centromarca, este cenário reforça a urgência de proteger e fortalecer o mercado único europeu, responsável pela circulação anual de 276 mil milhões de euros em mercadorias. A eliminação de obstáculos internos e a criação de um ambiente comercial justo são apontadas como prioridades críticas.

“Em linha com o que tem sido defendido pela AIM, a Centromarca insta o Governo e a Comissão Europeia a considerar as implicações profundas que o estabelecimento de tarifas retaliatórias possa ter no valor da indústria dos bens de consumo. Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais. Espera-se que o nosso Governo e a Comissão Europeia possam dar prioridade à diplomacia e encontrem soluções benéficas que previnam danos maiores para os consumidores, as marcas e a competitividade do setor”, afirma Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

“Acima de tudo, os fabricantes de marcas europeias reafirmam o seu compromisso inabalável para com os consumidores europeus. Desde a pandemia de COVID-19 até à guerra na Ucrânia e ao aumento da inflação, a nossa indústria tem estado sempre ao lado dos consumidores durante as adversidades. Voltaremos a fazê-lo. Trabalhando de forma colaborativa em todas as nossas cadeias de valor, pretendemos minimizar as perturbações e manter o acesso a marcas apreciadas e de confiança,” refere Michelle Gibbons, diretora-geral da AIM.

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Expocosmética regressa este mês à Exponor

‘It´s just beauty’ é o tema deste ano da Expocosmética, um certame representativo de um setor que representa milhões de euros na atividade económica nacional.

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A 28ª edição da Expocosmética realiza-se na Exponor-Feira Internacional do Porto, de 5 a 7 de abril, e vai apresentar as novidades sobre beleza, dos novos produtos às novas técnicas de inteligência artificial. ‘It´s just beauty’ é o tema deste ano do fórum de beleza ibérico e pretende desafiar expositores e visitantes “a optarem por uma visão inclusiva e acessível do conceito de beleza, com os olhos postos na sustentabilidade económica e ambiental, esse caminho sem retorno em qualquer atividade económica”, refere a organização.

Materiais, coleções, técnicas inovadoras, nomes maiores da arte de cabeleireiro ou de blading estarão no recinto da feira, que este ano também dará uma atenção especial ao uso da inteligência artificial no mundo da beleza. Numa organização conjunta entre a Expocosmética e a Associação Nacional de Esteticismo Profissional (ANEP) terá lugar um congresso, no dia 7, para debater como a IA pode ser uma aliada do setor, melhorando a experiência do cliente, sem substituir o profissional.

As atividades do programa paralelo, incluem o International Hair Show com a apresentação da coleção Provoke, o Guilty Masters by Expocosmética, uma formação de maquilhagem profissional com cinco masterclasses e vários workshops, entre os quais um centrado nas técnicas de microblading adaptadas a pacientes oncológicos e com alopecia.

“Esta é uma das feiras profissionais de maior sucesso realizadas na Exponor e que toda a fileira identifica como o momento maior para as marcas mostrarem o que estão a fazer de novo, sendo uma montra facilitadora para negócios e parcerias que trazem proveitos para todos os stakeholders”, considera Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor – Feira Internacional do Porto.

As informações sobre a feira e a aquisição de bilhetes podem ser consultadasno site do certame. A Expocosmética está aberta das 10h às 20 (dia 5 de abril) e das 10h às 19h (dias 6 e 7).

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Inovação portuguesa cria o primeiro arroz 100% nacional

É a primeira variedade de Carolino 100% nacional. Todas as fases deste novo arroz, desde o desenvolvimento da semente, à produção, à industrialização e à comercialização decorrem em Portugal.

“Esta é uma parceria 100% portuguesa da qual nos orgulhamos muito e que assume particular importância uma vez que representa a nossa aposta na investigação e na sustentabilidade da produção nacional”, diz Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, em declarações ao Hipersuper. No âmbito da aposta na inovação e sustentabilidade da produção nacional, o Clube de Produtores Continente associou-se à produção do arroz Carolino Caravela, numa parceria com a Lusosem, detentora da patente da semente, e a Novarroz, responsável pela componente industrial e de processamento. A primeira variedade 100% portuguesa foi lançada no início deste ano em exclusivo nas lojas Continente.

Um “marco histórico”

Desenvolvida pelo INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e pelo COTArroz – Centro Operativo e Tecnológico do Arroz, no âmbito do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Arroz, a variedade Carolino portuguesa foi obtida através do cruzamento de variedades da coleção portuguesa guardada no Banco Português de Germoplasma Vegetal em Braga, e passou por um processo de seleção e avaliação que durou cerca de 15 anos.

“Este longo e complexo processo envolveu várias etapas de seleção em campo e avaliação da qualidade e produção. A investigação conjunta do INIAV e COTArroz foi crucial para o desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, sublinha Filipa Setas, diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem, que participou neste processo desde a etapa do Programa Nacional de Melhoramento Genético.

O Caravela caracteriza-se pela sua produtividade, resistência a doenças e adaptação às condições do solo e climáticas portuguesas. Esta variedade de Carolino nasce do melhoramento genético nacional e, por isso, tem “uma elevada adaptação às nossas condições edafo-climáticas, excelente produtividade e resistência à piricularia, principal doença que afeta a cultura em Portugal”, explica a responsável que não tem dúvidas acerca da importância da sua criação: “O desenvolvimento da primeira variedade de arroz Carolino 100% nacional – o Caravela – é um marco histórico para o setor agroalimentar português”.

Carolina Pereira, diretora de I&D da Novarroz, recorda que o arroz Carolino teve sempre um papel importante na gastronomia portuguesa, nomeadamente em “pratos tradicionais e especialmente caldosos”, destacando-se “pela elevada qualidade e pela crescente notoriedade que vem construindo no setor”. E revela que a aposta da Novarroz numa semente 100% nacional permitiu à empresa “reforçar a independência do setor e garantir um arroz com uma identidade própria, adaptado às condições do nosso solo e clima”. E que oferece, por isso, vantagens tanto aos produtores como aos consumidores. Também Filipa Setas defende que a existência de uma variedade de arroz nacional estável, produtiva, com qualidade e autenticidade, “oferece vantagens competitivas versus as variedades estrangeiras presentes no mercado nacional”, tanto a produtores como a consumidores.

O arroz Carolino ‘Caravela’ é o resultado da primeira variedade de Carolino 100% nacional

Para a chegada ao mercado de consumidores, foi importante o apoio do Clube de Produtores Continente, ao assumir o compromisso de comercializar esta variedade em todas as lojas Continente. “O Clube de Produtores Continente permitiu implementar um projeto de fileira, de dimensão relevante, tendo como base a investigação aplicada”, refere Ondina Afonso, que acredita que esta nova variedade é um importante passo na valorização da agricultura nacional. “A nova variedade representa um passo significativo na valorização do arroz Carolino. Através desta colaboração, o Continente é o primeiro retalhista a comercializar um arroz 100% português e que está assente no modelo que o Clube de Produtores Continente promove há mais de 25 anos, isto é, na colaboração entre todos os elos da cadeia de valor. Estamos a aliar a tradição às tendências atuais de consumo, valorizando um ingrediente tradicional da culinária portuguesa e que simultaneamente responde às necessidades de muitos consumidores, enquanto fonte de proteína vegetal e sem glúten”, sublinha.

Ensaio feito em três zonas arrozeiras

A Lusosem, que atua no desenvolvimento de sementes certificadas, fitofarmacêuticos ou agroquímicos e nutrição vegetal, iniciou a multiplicação do arroz Carolino Caravela em 2022, tendo confirmado a adaptabilidade desta variedade nacional às condições das principais zonas de produção nacionais. Os campos de multiplicação e /ou ensaios, como explica Filipa Setas, foram cultivados nas zonas arrozeiras do Mondego, Tejo e Sado e, iniciada a fase de multiplicação de semente em 2022 e 2023, “foi possível confirmar a grande adaptabilidade desta variedade às condições das principais zonas de produção nacionais”, recorda.

Em 2023 foram plantados 20 hectares de Caravela para produção de semente, que deram origem a 200 toneladas de semente, das quais 150 toneladas destinadas para a produção de arroz em 2024, acrescenta a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem. Em 2024, primeiro ano de produção, o Caravela ocupou cerca de 700 hectares para a produção do arroz que chegou este ano aos consumidores através do Continente.

A Lusosem tem acompanhado todo o processo no terreno e está envolvida em todas as etapas, desde a produção de sementes certificadas até a implementação de novas práticas e tecnologias para a sustentabilidade. Filipa Setas conta que, apesar da comercialização da variedade Caravela para os orizicultores portugueses ter-se em 2024, “desde 2022 a Lusosem produz e comercializa o arroz Carolino Caravela, destacando a importância de uma semente 100% portuguesa e o compromisso com a agricultura nacional”.

Mário Coelho, CEO da Novarroz (esq), Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente e António Sevinate Pinto, administrador da Novarroz

Estreita colaboração com os produtores

Também a Novarroz participou no processo de criação da variedade portuguesa de Carolino, desde os primeiros testes até à sua introdução no mercado. “A Novarroz teve um papel fundamental no desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, assinala Carolina Pereira, diretora de I&D da empresa. Durante toda a produção agrícola, a Novarroz trabalhou “em estreita colaboração com os produtores e parceiros do projeto” para garantir que esta variedade “reunisse os mais elevados padrões de qualidade e rendimento agrícola”.

O envolvimento da empresa passou pela avaliação da viabilidade da semente, pelo apoio na definição das melhores práticas agrícolas e pela otimização dos processos industriais, “para garantir que o grão pudesse chegar ao consumidor com as características ideais”, explica. A Novarroz está a produzir o Carolino Caravela no Baixo Mondego, no Vale do Tejo e Sado em parceria com agricultores locais, com a primeira colheita (2024) a acontecer “após um longo período de ensaios e validação da adaptação da variedade às condições agrícolas nacionais pelo Cotarroz”, recorda a diretora de I&D da empresa.

Carolina Pereira destaca a importância, em todo o processo, da parceria com a Lusosem e o Clube de Produtores Continente. A responsável afirma que a já longa parceria com a Lusosem foi “essencial para o sucesso deste projeto em específico”, dado o papel da sua equipa no apoio aos agricultores e no incentivo ao desenvolvimento do projeto de variedades nacionais. Quanto à colaboração com o Clube de Produtores Continente, a diretora de I&D da Novarroz diz que “garantiu uma estrutura adicional de apoio aos agricultores, bem como um canal privilegiado de comercialização, permitindo que o arroz Carolino Caravela seja entregue diretamente aos consumidores portugueses através das lojas Continente”.

Quanto à possível expansão da atual área de produção, estará sempre dependente da adesão dos produtores ao projeto e da aceitação dos consumidores. “Este primeiro ano de produção permitiu uma avaliação das condições de desenvolvimento da cultura, em larga escala nas diversas regiões, o que tornará possível implementar estratégias, junto dos produtores que assegurem uma produção sustentável e de maior qualidade no futuro”, refere. O objetivo é o de garantir uma maior disponibilidade deste arroz Carolino 100% nacional, “fortalecendo o setor e consolidando o papel desta variedade como uma referência na alimentação portuguesa”, assegura Carolina Pereira.

Para Filipa Setas é também importante que o Carolino Caravela “tenha uma aceitação por parte do consumidor nacional”, sabendo que este é um produto de agricultura portuguesa “com qualidade, rastreabilidade, identidade, diferenciador e sustentável”. “Que promova um incremento do consumo do nosso arroz versus os diferentes tipos de arroz que se encontram no nosso mercado, muitos de outras origens diversas, nomeadamente fora do espaço europeu. E que o reforço da sua aceitação pelo consumidor nacional permita a criação de valor na fileira e até uma valorização do arroz português também no exterior”, defende a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem.

Ondina Afonso toca também neste ponto importante. “Todos os consumidores que comprarem o que é nacional, como é exemplo o arroz Carolino Caravela, estão a contribuir para ajudar os produtores portugueses e a nossa economia”.



Ondina Afonso, Clube de Produtores Continente
Esta aliança entre a investigação e produção, a indústria e a distribuição, via Clube de Produtores Continente, terá continuidade na criação de sementes de outras variedades nacionais?
O Clube de Produtores Continente assume-se como um acelerador de incorporação de conhecimento junto da produção nacional, através das parcerias que faz com entidades do sistema científico e tecnológico nacional e internacional.
Muitas têm sido as iniciativas desenvolvidas que abrangem várias áreas, tais como a aposta em programas de agricultura regenerativa e agroecologia, respondendo ao compromisso da MC Sonae com a sustentabilidade. Nesse sentido, o Clube de Produtores Continente continuará a ser fiel ao modelo de parceria conhecimento – produção agrícola – indústria – retalho para continuar a promover um sistema agrícola e agroindustrial mais inovador, sustentável e competitivo.

 

Filipa Setas, Lusosem
Que importância tem a parceria com o Clube de Produtores Continente e a Novarroz?
Esta parceria é crucial quanto a nós para o sucesso do projeto da primeira variedade de arroz carolino 100% nacional junto do consumidor final. Este projeto, com base na investigação e produção nacional, deverá ser a bandeira da promoção do Arroz Carolino Nacional.
Só com esta parceria é que teremos o sucesso e a dimensão necessária para implementar este projeto de Fileira com objetivos comuns e com parceiros de excelência nas suas diferentes áreas. Com a Lusosem a assegurar a parte da autenticidade, qualidade, identidade e sustentabilidade, económica e ambiental, da produção.
O Clube de Produtores Continente, como plataforma de valorização da produção agrícola nacional ligando e aproximando agricultores ao consumidor, com a missão de valorizar a produção nacional, a sustentabilidade, rastreabilidade e a segurança alimentar. E também, colocando as suas competências, recursos e dinâmica na promoção e divulgação do nosso arroz junto do consumidor final.
A componente industrial e de processamento, fundamental na garantia e na produção do arroz Caravela, será assegurada pela Novarroz, empresa com forte trabalho desenvolvido.

 

Carolina Pereira, Novarroz
Esta nova variedade é um passo importante na valorização da agricultura nacional. Em termos económicos, que mais valias trará à empresa?
Ao apostar num arroz 100% português, desde a semente até ao produto final, o projeto Caravela reforça a identidade do setor, aumenta a rastreabilidade e a sustentabilidade da produção, reduzindo a dependência de sementes de origem externa e promovendo a autonomia dos agricultores nacionais.
Além disso, este projeto gera um impacto económico positivo em toda a cadeia produtiva. Para os produtores, oferece maior previsibilidade e estabilidade, graças ao modelo de parceria a longo prazo, ao suporte técnico especializado por parte dos parceiros e à implementação de boas práticas agrícolas, que assegurem tanto a produtividade quanto a rentabilidade.
Para a Novarroz, esta aposta reforça o nosso compromisso com a qualidade e inovação, garantindo um produto diferenciado que atende às exigências do consumidor moderno. O Carolino Caravela não só fortalece a nossa posição no mercado nacional como projeta a identidade do arroz português além-fronteiras, aumentando a competitividade do setor.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Retalho

Sport Zone reinaugura segunda maior loja do país no CascaiShopping

A Sport Zone reforça a sua aposta na inovação e experiência do cliente com a remodelação total da sua loja no CascaiShopping.

Hipersuper

Com uma área de 1.760 m², a Sport Zone reabre a sua loja no CascaiShopping, a segunda maior loja da marca em Portugal, com um novo conceito: sob o mote “Sport For Life”, o espaço foi desenhado para ultrapassar a tradicional lógica de venda de artigos desportivos, afirmando-se como um verdadeiro aliado dos clientes na prática e no estilo de vida ativo.

A nova loja mantém a diversidade de oferta para Mulher, Homem e Criança, com propostas para modalidades como Running, Outdoor, Fitness, Futebol, Natação e Desportos de Raquete (com destaque para ténis e padel). A oferta estende-se ainda ao ciclismo e às máquinas de ginásio, mantendo o ADN multidesportivo que caracteriza a insígnia.

Com um design moderno e intuitivo, o espaço aposta numa experiência de compra mais interativa e personalizada. Entre as principais inovações, avançadas em comunicado, destacam-se as projeções no solo para orientação dos clientes, uma zona de personalização de t-shirts de futebol, o serviço Click & Collect e várias experiências exclusivas. Neste campo, sobressaem iniciativas como o saltómetro – que mede a altura do salto dos participantes – e o pull-up challenge, que desafia os clientes a testar a sua resistência física. Ambas as atividades oferecem prémios e vantagens em loja.

A renovação da loja implicou também um reforço da equipa com 28 novas contratações .

“A reinauguração da nossa loja no CascaiShopping representa um passo estratégico na nossa missão de estar cada vez mais próximos dos clientes e proporcionar-lhes experiências inovadoras e envolventes. Queremos ser mais do que um ponto de venda de artigos desportivos; queremos ser um verdadeiro friendly coach para todos os que vivem o desporto. Esta nova loja traduz esse compromisso, combinando tecnologia, conveniência e um atendimento especializado para oferecer uma experiência diferenciadora a quem nos visita”, afirma Rosa Catalão, Communications Specialist da Sport Zone.

Sobre o autorHipersuper

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Alimentar

Salutem volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher

A corrida, que decorre a 6 de abril, promove o bem-estar e apoia a luta contra o cancro da mama. Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas.

Hipersuper

A Salutem, marca com foco na alimentação equilibrada e num estilo de vida saudável, volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher como patrocinadora oficial. “Esta parceria reforça o compromisso contínuo da marca com o bem-estar e a qualidade de vida, unindo-se a um evento solidário que apoia a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama”, destaca um comunicado da marca.

Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas. Para além de oferecer produtos que vão estar disponíveis nos kits da corrida, durante o evento a marca terá ainda um stand interativo onde os participantes vão poder girar uma roda de prémios e todos vão sair vencedores ao receber amostras Salutem. Com esta dinâmica, a marca vai promover a experimentação de produtos como granolas, barritas e bolas energéticas.

 

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Hipersuper

Equipa InPost (esq. para dir) - Fátima Espinar, Chain Acquisition manager,Vasilis Valaris, Iberia Corporate Chain manager, Mariana Costan, Brand Image specialist e Javier Gallego, International Account manager
Logística

Entregas não domiciliárias da InPost premiadas como ‘Melhor Serviço do Ano’

A escolha foi feita pelos consumidores espanhóis, através do voto num amplo inquérito, que distinguiram os pontos pack e os lockers da empresa.

Hipersuper

A InPost, empresa de tecnologia e logística especializada em entregas não domiciliárias, recebeu a distinção de ‘Melhor Serviço do Ano’ na categoria de correio e encomendas pelos consumidores espanhóis, num amplo inquérito que avalia todos os anos empresas, marcas e retalhistas.

“É uma honra e um orgulho receber o prémio de Melhor Serviço do Ano, porque resulta do voto direto dos consumidores e dos utilizadores, pelo que se trata de uma escolha consciente, livre e voluntária, que premeia o nosso trabalho no setor da logística”, afirmou Marc Vicente, CEO em Espanha e Portugal do Grupo InPost.

Todos os anos a organização Comercio del Año organiza um inquérito aos consumidores baseado no método Consumer Voice Ecosystem, de forma a elegerem as melhores empresas em três categorias: melhor retalhista do ano, melhor retalhista online do ano e melhor serviço do ano. O objetivo é premiar a excelência e reafirmar a confiança dos consumidores nas suas marcas e retalhistas preferidos, atribuindo um selo que representa a opinião de quem interage diariamente com estas empresas.

O prémio de ‘Melhor Serviço do Ano’, entregue a 2 de abril e cujo selo estará presente no site e nos materiais de comunicação da InPost, “servirá para reforçar a aposta da empresa no seu próprio crescimento”, destaca a empresa. A InPost possui uma rede de quase 10 mil pontos pack e lockers em Espanha. Até ao início de março deste ano, a InPost contabilizava 141 lockers ativos em Portugal Continental, num total de 7.414 compartimentos disponíveis ao público, de Norte a Sul do país.

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Andre Boto - 'Montanha-de Farinha' - Selecionado na categoria MPBAward for Innovation World Food Photography Awards
Alimentar

Quatro portugueses são finalistas dos World Food Photography Awards

A organização dos World Food Photography Awards anunciou a shortlist da edição de 2025, que tem a marca Bimi como principal patrocinador.

Hipersuper

Maria João Gala, André Boto, Ana Misskind e Jerónimo Heitor Coelho são os fotógrafos portugueses selecionados para a short list dos World Food Photography Awards 2025.

Na edição deste ano foram submetidas milhares de candidaturas de mais de 70 países, naquela que é considerada a maior celebração mundial de fotografia gastronómica. Desde o cultivo, produção e colheita até à confeção, consumo, celebração e sobrevivência, “as imagens oferecem uma perspetiva única sobre a vida das pessoas em todo o mundo, através da comida”, destaca a organização.

Maria Joao Gala – ‘Acores, onde as vacas circulam livremente’ – Selecionada na categoria Food in the Field / World Food Photography Awards

Os quatro fotógrafos portugueses vão competir pelo prémio principal. Os vencedores serão revelados na terça-feira, 20 de maio, em Londres, durante a cerimónia Champagne Taittinger Awards Evening, apresentada pelo chef, empresário e escritor gastronómico Yotam Ottolenghi. O grande vencedor do concurso levará para casa um prémio de cinco mil libras.
O painel global de jurados deste ano, presidido pelo conceitudo fotógrafo gastronómico David Loftus inclui  Henrique Sá Pessoa, chef Michelin, Claire Reichenbach, CEO da James Beard Foundation, Tom Athron, CEO da Fortnum & Mason, e Rein Skullerud, fotógrafo sénior e editor de fotografia do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.

Jeronimo Heitor Coelho – ‘Barris em Chamas’ -Selecionado na categoria Errazuriz Wine Photographer of the Year People / World Food Photography Awards

Uma exposição com todas as imagens terá a sua estreia nas Mall Galleries, em Londres, de quarta-feira, 21 de maio, a domingo, 25 de maio (entrada gratuita). Uma seleção de imagens será também exibida na Fortnum & Mason a partir de 2 de junho, assim como no Museum of the Home, em Londres de 3 de junho a 7 de setembro. Veja aqui a galeria com todas as imagens da shortlist.

Ana Misskind – ‘Happy Hour’ – Selecionada na categoria Production Paradise Previously Published / World Food Photography Awards

Marca do grupo Sakata, o Bimi é o pricipal patrocinador desta edição dos World Food Photography Awards. Os brócolos Bimi são uma variedade única de brócolos de caule longo.  Outros patrocinadores e parceiros são Action Against Hunger, Aho & Soldan Foundation, Bite Back 2030, Champagne Taittinger, Errazuriz Wines, Fortnum & Mason, Hotel Art Group, International Salon Culinaire, Marks & Spencer, MPB.com, Production Paradise, Tiptree, The Oxford Cultural Collective, The Royal Photographic Society, unearthed eWorld Food Programme das Nações Unidas. Os World Food Photography Awards são propriedade da The Food Awards Company.

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Retalho

Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”

Projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

Hipersuper

A loja Continente localizada no GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia, assinalou o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo com a implementação de um conjunto de medidas que visam transformar o espaço comercial num ambiente inclusivo, especialmente preparado para acolher pessoas com incapacidade ou deficiência, nomeadamente no espectro do autismo.

Entre os novos serviços disponibilizados, destacam-se uma sala de bem-estar para clientes e colaboradores, uma planta sensorial à entrada da loja — que assinala zonas com maior probabilidade de sobrecarga sensorial —, abafadores de som para adultos e crianças, carrinhos de compras adaptados e apoio personalizado durante as compras. Estas medidas visam proporcionar uma experiência mais tranquila, autónoma e ajustada às necessidades específicas de cada cliente.

Os colaboradores da loja receberam formação especializada para melhor compreenderem a neurodiversidade e os desafios associados ao autismo, tendo também sido sensibilizados para práticas inclusivas e iniciados na aprendizagem da Língua Gestual Portuguesa. Esta formação contou com a colaboração da Federação Portuguesa das Associações de Surdos e insere-se na estratégia de Diversidade, Equidade e Inclusão da MC, sob o programa “Poder Ser”.

Este projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

“Acreditamos que o retalho deve ser um espaço de inclusão, onde todos, independentemente das suas capacidades, possam realizar as suas compras com conforto e dignidade”, sublinha a marca em comunicado.

Para além das medidas inclusivas, a loja apresenta ainda um conjunto de renovações ao nível da experiência de compra, com destaque para o novo conceito de padaria “A Padaria de Toda a Gente”, que inclui casulos de self-service, uma nova zona de leitão na Cozinha Continente e áreas de beleza e cuidado animal reconfiguradas. Os apreciadores de vinho podem ainda explorar uma nova área dedicada, com uma seleção cuidada de vinhos nacionais e internacionais.

“Estamos comprometidos em promover uma cultura inclusiva, oferecendo espaços adaptados às necessidades sensoriais e cognitivas de todas as pessoas. Através deste projeto, garantimos a autonomia, o conforto e uma experiência de compra cada vez mais positiva e inclusiva. Temos como objetivo alargar o projeto a mais lojas, em estreita colaboração com as associações do setor que apoiam pessoas com deficiência, nomeadamente no espectro autista e as suas famílias”, sublinha Carlos Silva, diretor de insígnia Continente, em comunicado.
Sobre o autorHipersuper

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