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Especial

Indústria de lacticínios optimista para 2015

A indústria portuguesa de lacticínios deverá recuperar consumidores em 2015, impulsionada, sobretudo, pelo sector do queijo. Esta é, pelo menos, a convicção dos operadores do sector

Rita Gonçalves
Especial

Indústria de lacticínios optimista para 2015

A indústria portuguesa de lacticínios deverá recuperar consumidores em 2015, impulsionada, sobretudo, pelo sector do queijo. Esta é, pelo menos, a convicção dos operadores do sector

Rita Gonçalves
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A indústria portuguesa de lacticínios deverá recuperar consumidores em 2015, impulsionada, sobretudo, pelo sector do queijo. Esta é, pelo menos, a convicção dos operadores do sector.

O fim das quotas leiteiras, anunciado para Abril de 2015, traz novos desafios à indústria europeia de lacticínios e promete afectar a forma como as empresas operam neste mercado. E Portugal não é excepção.

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Vai, desde logo, “provocar maior instabilidade na evolução dos preços e da quantidade produzida, com ciclos mais curtos e imprevisíveis”, considera em entrevista ao HIPERSUPER Carlos Neves, Presidente da Aprolep, Associação dos Produtores de Leite em Portugal. “A longo prazo, dentro de dez anos, as perspectivas da União Europeia para o mercado mundial de lácteos são optimistas. Espera-se um aumento gradual do consumo nos países emergentes”. Podem, no entanto, surgir imprevistos, como o actual embargo da Rússia que agravou um ano já complicado. Para os próximos meses, estou muito apreensivo, sobretudo por causa do embargo russo. Há o risco de oportunismo na importação de excedentes do mercado europeu”.

As perspectivas a breve prazo para o mercado português são, no entanto, optimistas. “Em 2015, prevemos uma ligeira recuperação no consumo total de lactícinios, liderada pelo mercado do queijo. A categoria continuará a crescer, aliada à actividade promocional das marcas de fabricante e a alguma recuperação do poder de compra do consumidor no panorama económico nacional. O consumo per capita e sobretudo as novas formas de consumo têm ainda um grande potencial de crescimento e alteração”, sublinha Vera Mota, directora de marketing de comunicação da Saloio.

Sebastião Gomes, gerente da Lactoserra, empresa da Beira Alta fundada em 1895, vai mais longe e prevê 2015 com um ano de viragem, “com um crescimento visível do consumo e consequentemente aumento da produção e das vendas”.

A maior categoria

A categoria de lacticínios – leite, queijo, iogurte, manteiga e natas – é uma das maiores do sector alimentar, com taxas de penetração elevadas nos lares nacionais. Até Outubro, os lacticínios representaram vendas de 1,3 mil milhões de euros no retalho alimentar (hiper, supers e tradicionais), segundo os mais recentes dados da consultora Nielsen.

A categoria de iogurtes é a maior em volume de negócios. Até Outubro, alcançou vendas de 442 milhões de euros, menos 4% face ao período homólogo. Em volume, as vendas também caíram (-3%). As marcas de fabricante estão a ganhar terreno. A quota de mercado destas marcas subiu 4% para uma participação de 64%. Pelo contrário, as marcas da distribuição perderam quota (-15%). Danone, Nestlé e Lactogal, constituem o top 3 dos fabricantes líderes em valor no retalho alimentar, nesta categoria comprada por 97% dos lares nacionais.

O queijo é, por sua vez, a segunda maior categoria em facturação. As vendas de queijo no retalho alimentar aumentaram 3% até Outubro, para 437,6 milhões de euros. Em volume, pelo contrário, as vendas caíram 2%. Limiano, Terra Nostra e Castelões, são as marcas líderes da categoria, comprada por 96% dos lares. As marcas de distribuição também aumentaram a quota de mercado (+2%) para 34%.

O leite é mais um bem essencial que faz parte da categoria de lacticínios. As vendas deste produto caíram 6% para 522,7 milhões de litros. A Mimosa, a Gresso e a Agros, lideram o ranking das marcas líderes no retalho. 94% dos lares nacionais compraram leite no último ano e gastaram 3,40 euros por cada visita à loja. O sector movimentou 335,1 milhões de euros.

O produto que mais cresce

É a categoria mais pequena no sector dos lacticínios, mas as natas aumentaram em 4% o volume de negócios no período analisado pela Nielsen e são o produto que mais cresce no retalho. Venderam 32 milhões de euros apesar de terem sido comercializadas menos unidades. As marcas de fabricante revelaram-se especialmente dinâmicas, ao conquistar 7% de quota de mercado para uma participação global de 58%. Mimosa, Parmalat e Longa Vida, lideram a categoria. Quase 80% dos lares nacionais comprou natas nos últimos doze meses e gastou 1,45 euros por cada visita à loja.

Por último, a manteiga. Esta categoria perdeu vendas e movimentou 62 milhões de euros. A quota das marcas de fabricante manteve-se inalterada mas a das marcas de distribuição retrocedeu 8% para uma participação de 27%. Mimosa, Matinal e Milhafre, são as marcas preferidas dos portugueses. Um total de 63% dos lares portugueses comprou este alimento no último ano e despendeu 1,71 euros por cada visita à loja.

A Mimosa lidera em três categorias do sector dos lacticínios: leite, manteiga e natas. E as marcas da distribuição alcançam maiores quotas de mercado nas categorias de natas (42%), leite (41%) e iogurtes (36%).

Tendências

“Uma das principais tendências e transversal aos vários mercados da categoria de lacticínios é a crescente preocupação com a saúde e o bem-estar. Hoje, temos consumidores cada vez mais informados e preocupados com a sua saúde, alimentação e estilo de vida. Existe também a tendência de consumir o que é natural e original, sem corantes, conservantes ou outros artifícios. Há uma maior preocupação com a nutrição e é crescente a procura por produtos com menos gordura e menos sal”, revela em entrevista ao HIPERSUPER Paula Gomes, Directora de Marketing do Grupo Bel Portugal, assinalando ainda a “crescente valorização das marcas nacionais, um sentimento patriótico de consumir o que é nosso”.

“O movimento de preocupação crescente com a saúde, na vertente do viver bem e com equilíbrio, é uma tendência mundial que acompanha o aumento da esperança média de vida. Em Portugal, esta tendência também ocorre e é reforçada pela inversão da pirâmide geográfica que estamos a viver no nosso País. Esta tendência não deve de todo ser pouco valorizada, pois pode significar no médio prazo alterações significativas nos padrões de consumo, nomeadamente em algumas categorias. Por isso, estando atentas ao consumidor, as marcas têm reagido seja com adaptações de formulações, como ‘free from’, ‘reduced’ ou mesmo com novos produtos com benefícios funcionais acrescidos”, nota Paula Gomes.

Conveniência

Vera Mota, directora de marketing da Saloio, empresa da região Saloia especialista em produção de queijo, aponta, por sua vez, a conveniência, a sofisticação e o requinte, além da procura por produtos genuínos e naturais, como as principais tendências de consumo. “O consumidor valoriza soluções que lhe permitam, com pouco esforço e custo reduzido, apresentar propostas de valor originais. O posicionamento da Saloio adapta-se bem a estas novas tendências, o que permite responder de forma eficaz a estes desafios, uma vez que é líder no segmento de especialidades”. A preocupação com a saúde “não pode ser ignorada pela indústria na elaboração dos seus planos de desenvolvimento de novos produtos”, mas o sabor continua a ter um peso “relevante” nas decisões de compra. “Se juntarmos a estes aspectos o factor preço, que se tornou ainda mais importante no contexto de crise económica em que vivemos actualmente, temos as três principais variáveis que a indústria tem de saber conciliar para conseguir lançar produtos de sucesso”.

Diferenciação

A inovação e a diferenciação são os principais ingredientes no lançamento de novos produtos. Para conquistar novos consumidores, a Bel Portugal, detentora das duas marcas de queijo líderes no retalho no último ano – Limiano e Terra Nostra, segundo a Nielsen, tem apostado sobretudo na “diferenciação” através da “comunicação, activação da marca e da inovação”. A Limiano, por exemplo, lançou um queijo amanteigado com casca que se come até ao fim, em linha com a tendência de um maior aproveitamento dos alimentos, uma inovação que traz conveniência às famílias já que elimina desperdícios. A Terra Nostra, por sua vez, apostou no lançamento de uma nova imagem, suportada numa campanha que eleva as características da natureza dos Açores. “A marca que é um ‘shot’ de energia verde” também lançou novos produtos (Fatias com ervas finas) e uma nova embalagem de manteiga, mais moderna e conveniente. A empresa detém ainda as marcas A Vaca que Ri e Mini Babybel.

Inovação

Já a Saloio, que detém duas lojas nas fábricas de Torres Vedras e Abrantes, aposta sobretudo na inovação. “Somos a empresa líder em inovação no mercado de queijo em Portugal”, sublinha Vera Mota, acrescentando que a empresa lança 10 novos produtos por ano. “É uma importante forma de diferenciação, num mercado ainda muito tradicional e com baixo investimento em investigação”. Reforçar com novidades os segmentos de requeijão, queijo de cabra e queijo de vaca curado enriquecido com sabores exóticos, tem sido a aposta da dona da marca Palhais para recrutar novos consumidores. “No próximo ano, a actuação da empresa vai continuar a passar pelo foco na inovação, associada aos novos produtos e na apresentação de propostas diferenciadas e de valor acrescentado para o consumidor e no desenvolvimento de fórmulas para produção de produtos de custo mais baixo. Daremos continuidade ao trabalho constante de racionalização para manter níveis de preço adequados e relevantes para o consumidor”, garante a directora de marketing e comunicação da Saloio.

Marcas brancas

“O aumento do consumo de marcas brancas tem demonstrado ser uma oportunidade para as marcas mostrarem a sua capacidade de acrescentar valor ao consumidor, tornando-se ainda mais relevantes, mas também às suas categorias, aumentando o seu consumo e relevância no cabaz de compras”, sublinha Paula Gomes. “O sector dos lacticínios tem feito isso, seja com embalagens mais práticas e funcionais, seja indo ao encontro das preocupações financeiras, seja introduzindo novas experiências sensoriais”.

Para Vera Mota, por outro lado, o crescimento das marcas de distribuição (MdD) resulta sobretudo do nível de preços e da contracção do rendimento disponível. “No entanto, as marcas originais continuam a representar um papel fundamental no mercado porque são a garantia de qualidade, homogeneidade e ausência de risco para o consumidor, são a caução que garante a satisfação continuada e a repetição da experiência positiva”. Por isso, a empresa vai continuar a apostar no desenvolvimento de “marcas fortes, associadas a produtos inovadores, diferenciados e de valor acrescentado para o consumidor”.

Promoções

A actividade promocional tem sido uma das armas de arremesso da indústria das marcas e do retalho alimentar para animar o consumo. “A distribuição tem apostado de uma forma muito incisiva na actividade promocional como resposta à depressão no consumo, resultante do aprofundamento da crise económica. Esta estratégia é transversal a diferentes categorias no grande consumo mas ainda mais nos lacticínios, um importante gerador de tráfego nas lojas. Para as diferentes categorias do sector dos lacticínios, este aumento do nível promocional implica seguramente um aumento do volume de vendas em promoção versus sem promoção”, explica a directora de marketing da Bel Portugal.

O impacto destas promoções no volume de negócios “tem alguma importância”. Esta participação em campanhas promocionais “tem de ser vista como um investimento, já que a rentabilidade que resulta é muito diminuta”, sublinha, por sua vez, Miguel Moreira, director comercial da Lactoserra.

Para crescer, esta empresa da Beira Alta aposta nos mercados externos, onde tem ainda uma “pequena participação”, nomeadamente Europa – França, Luxemburgo, Suiça, Inglaterra, mas também EUA e Angola. “Em 2015, a estratégia passa por conquistar novos mercados fora da Europa e consolidar aqueles onde já estamos presentes”.

Exportação

A Bel exporta queijo para 15 países, mas também leite e manteiga. “É um negócio em amplo crescimento”, sublinha Paula Gomes. No próximo ano, é intenção da empresa reforçar a presença das marcas nos mercados onde estas já estão implementadas.

Já o negócio da Saloio nos mercados internacionais registou um crescimento de 15% em 2013, face ao ano anterior. A empresa exporta para 40 países. “Em 2014, prevemos um crescimento de 100% nas vendas para os mercados externos, possivelmente com a consolidação do negócio na Europa e em Angola”, sublinha Vera Mota. “A exportação é actualmente a única via para as PME [Pequenas e Médias Empresas] melhorarem o seu desempenho económico-financeiro. O crescimento sustentado das vendas para exportação permite reduzir a dependência do mercado português, atingir um crescimento orgânico, aumentar a competitividade e garantir as condições para a sustentabilidade do negócio a longo prazo”.

A aposta nos mercados internacionais passa estrategicamente por estabelecer parcerias com distribuidores e cadeias organizadas de distribuição local. “Depois de um ano em que conseguimos duplicar as vendas para exportação, o desafio passa agora por entrarmos com os nossos produtos em novas cadeias de distribuição moderna em países onde ainda não estamos presentes”.

DESAFIOS 

“Perante o cenário de crise económica, combinado com o crescimento das marcas de distribuição, os principais desafios do sector continuam a ser a justificação do ‘price premium’ das marcas, através da diferenciação e superiorização dos produtos e da relação de confiança que estabelecemos com os consumidores, além do lançamento de produtos inovadores”. 

Paula Gomes, Directora de Marketing da Bel Portugal

“A matéria-prima, de qualidade e em quantidade, e a inovação de produto, através da melhoria da proposta, da sua apresentação e da inovação do portefólio, são os principais desafios”.

 Miguel Moreira, Director Comercial da Lactoserra

“Os principais desafios que identificamos em 2015 passam por acelerar o processo de internacionalização das marcas, continuar a apostar em novos produtos inovadores para responder às necessidades e expectativas dos consumidores, intensificar o processo de construção de parcerias fortes com clientes e fornecedores e manter uma comunicação fluída e eficaz com o público-alvo”.

 Vera Mota, Directora de Marketing e Comunicação da Saloio


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Vendas das marcas nos centros VIA Outlets crescem 7% em 2024

A VIA Outlets, detentora em Portugal dos centros Freeport Lisboa Fashion Outlet e Vila do Conde Porto Fashion Outlet, sublinha o aumento de 6,8% nas vendas das marcas em relação a 2023, chegando a um novo máximo recorde de 1,45 mil milhões de euros.

Hipersuper

A VIA Outlets, detentora em Portugal dos centros Freeport Lisboa Fashion Outlet e Vila do Conde Porto Fashion Outlet,  acaba de divulgar os seus resultados anuais e sublinha o aumento de 6,8% nas vendas das marcas em relação a 2023, chegando a um novo máximo recorde de 1,45 mil milhões de euros. Os grandes projetos de remodelação e remerchandising geraram um crescimento de 5% no número de visitantes nos 11 centros da VIA Outlets em nove países europeus em 2024, com um total de visitas a atingir mais de 32 milhões de pessoas.

“O crescimento relevante da VIA Outlets nas vendas das marcas ao longo do ano passado demonstra a maior maturidade dos nossos centros outlet europeus como destinos de compras, assim como o sucesso da nossa estratégia dos 3-R, Remodelling, Remarketing e Remerchandising.” começa por explicar Otto Ambagtsheer, CEO da VIA Outlets.

“Embora continuemos a investir, como parte da nossa estratégia de crescimento orgânico, em grandes projetos de expansão e remodelação, como os da Suíça e de Portugal, também procuramos ativamente complementar o crescimento inorgânico da VIA Outlets com possíveis aquisições seletivas em mercados onde acreditamos que a nossa experiência pode acrescentar valor aos ativos.”, acrescenta.

“O ano de 2024 foi verdadeiramente excecional para os centros VIA Outlets em Portugal. Conseguimos bater novos recordes de vendas das marcas e convidados, o que reflete não apenas a qualidade da nossa oferta, mas também o impacto positivo das transformações que temos vindo a implementar”, afirma Jorge Pinto Fernandes, Business Director da VIA Outlets em Portugal. “Com a remodelação do Freeport Lisboa Fashion Outlet e a expansão do Vila do Conde Porto Fashion Outlet, estamos confiantes de que continuaremos a crescer e a consolidar a nossa posição como destinos de referência para as marcas e para quem nos visita.” Refira-se que o Vila do Conde Porto Fashion Outlet está a preparar uma expansão para os 10.000 m2, com inauguração prevista para o 4º trimestre de 2025.

 

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Hipersuper

Retalho

Missão Continente salva mais de 8 milhões de refeições em 2024

A ajuda chegou a 1099 instituições de apoio social e de bem-estar animal, de todo o país, com o equivalente a mais de 30 milhões de euros em doações.

Hipersuper

Na sequência do seu apoio às comunidades e aproximando-se do compromisso assumido pela MC em reduzir o desperdício alimentar em 50% até 2028 (base 2020), antecipando em 2 anos a meta legal imposta pela União Europeia para 2030, o Continente voltou a doar, os excedentes alimentares e não alimentares das suas 393 lojas, ao longo de 2024

Através da Missão Continente, a ajuda chegou a 1099 instituições de apoio social e de bem-estar animal, de todo o país, com o equivalente a mais de 30 milhões de euros em doações.

Só os bens alimentares doados, como frescos, mercearia, artigos de padaria entre muitos outros, que apresentavam perfeitas condições de consumo e que simultaneamente cumpriam os devidos requisitos legais, totalizaram mais de 28 milhões de euros, o equivalente a 8.800 toneladas de alimentos e a mais de 8 milhões de refeições salvas.

“Os resultados alcançados comprovam a eficácia da nossa política de doação de excedentes, que evitou o desperdício de milhares de toneladas de alimentos, mas também contribuiu para a segurança alimentar de várias comunidades vulneráveis. Além de reduzir impactos ambientais, promovendo a economia circular, essa iniciativa da Missão Continente fortalece a solidariedade social e incentiva a um consumo mais sustentável.”, sublinha Nádia Reis, diretora de brand responsibility do Continente.

 

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Hipersuper

Young parents and their small kids talking while having breakfast in dining room.

Alimentar

Nestlé Portugal lança série dedicada à literacia alimentar

A iniciativa ‘Alimentologia’ visa “contribuir para a literacia alimentar, saúde e bem-estar dos portugueses”, desmistificando mitos associados a alimentos e respetivos hábitos alimentares.

Hipersuper

Sob o mote ‘Alimentologia: A ciência por detrás dos mitos’, os conteúdos desta iniciativa da Nestlé Portugal foram desenvolvidos por especialistas em nutrição, que explicam, de forma clara e acessível, os princípios científicos que sustentam ou refutam crenças alimentares comuns.

Segundo a Nestlé Portugal, os conteúdos abordam temas essenciais para uma alimentação equilibrada e sustentável, esclarecendo dúvidas, como o papel do açúcar num padrão alimentar saudável, o impacto do consumo de café na saúde, a inclusão dos hidratos de carbono e outros aspetos fundamentais da nutrição, como a leitura e compreensão dos rótulos dos alimentos, ajudando os portugueses a fazer escolhas informadas.

“Dados recentes do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção Geral da Saúde revelam que os hábitos alimentares inadequados são o segundo fator de risco para a mortalidade precoce em Portugal. Dessa forma, a Nestlé pretende ser um agente promotor de impacto positivo e a nossa missão é tornar a informação baseada na ciência acessível aos consumidores, permitindo-lhes tomar decisões alimentares mais conscientes e saudáveis. Com o projeto Alimentologia, pretendemos aumentar o conhecimento sobre alimentação, contribuir para escolhas mais informadas, identificar mitos e clarificar conceitos, e, assim, promover a saúde das gerações atuais e futuras, e do nosso planeta.”, destaca Ana Leonor Perdigão, responsável de Nutrition, Health & Wellness da Nestlé Portugal

A iniciativa já se encontra disponível na plataforma digital Alimentologia, onde os consumidores podem aceder a conteúdos educativos e esclarecedores sobre nutrição.

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Bebidas

Casa Relvas aumenta o portfólio com três novos monocastas

Casa Relvas – Vinha do Vale Chardonnay 2024, Casa Relvas – Vinha do Ribeiro Syrah Sem Cor 2024 e Casa Relvas – Vinha de São Miguel Trincadeira 2023, são as novidades do produtor.

Hipersuper

Os novos Casa Relvas Chardonnay, Syrah Sem Cor e Trincadeira reforçam a oferta de vinhos monocastas, “destacando a diversidade e qualidade das vinhas da região, assim como a busca e novos terroirs”, apresenta a Casa Relvas. A gama de monovarietais do produtor alentejano passa a contar com 11 referências. Das colheitas de 2023 no vinho tinto, e 2024 nos brancos, estes novos vinhos vieram juntar-se às referências de monocastas apresentadas em 2022. Para além da própria casta, os rótulos destes vinhos têm também a indicação da vinha de onde são provenientes as uvas, bem como a sua localização.

“Nos últimos anos temos vindo a adquirir e plantar novas vinhas em diferentes terroirs que se têm vindo a provar de exceção, e por isso decidimos ir aumentando a nossa gama de monocastas com uvas provenientes de outros lugares, que achamos que têm resultados em vinhos muito interessantes”, explica Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas. “A produção de monovarietais é sempre um grande desafio, porque cada casta tem as suas especificidades, o seu tempo de maturação e diferentes níveis de adaptação aos solos, o que também é um estímulo para a equipa da Casa Relvas”, acrescenta.

O Casa Relvas – Vinha do Vale Chardonnay 2024 é produzido com uvas da Vinha do Vale, na Aldeia da Serra, num vale do sopé Sul da Serra d’Ossa. A Vinha do Vale está plantada em solos argilo-xistosos pouco profundos, que obrigam as plantas a lançarem as raízes na profundidade do xisto, o que origina vinhos com muita mineralidade e grande frescura. O Vinha do Vale Chardonnay 2024, com produção de dez mil garrafas, estagiou quatro meses em barricas de carvalho francês. “É um vinho amarelo citrino, de aroma fresco e vibrante, a maçã verde, melão, pêssego e aromas cítricos, em equilíbrio com notas de baunilha, muito discretas. Apresenta bom volume de boca e acidez muito equilibrada, a terminar num fim de boca longo”, apresenta o produtor.

Com uvas da Vinha do Ribeiro, plantada em 2015 em Orada, na região de Borba, o Casa Relvas – Vinha do Ribeiro Syrah Sem Cor 2024 é um Blanc de Noirs, um vinho branco feito exclusivamente a partir de uvas tintas, neste caso da casta Syrah. “O principal objetivo de se produzir um Blanc de Noirs vai muito para além do aspeto comercial, pois é através desta técnica que se conseguem obter vinhos brancos com mais estrutura e complexidade”, explica o produtor. Depois de um estágio de quatro meses ‘sur lies’ (manter o vinho em contato com as borras finas, ou seja, as leveduras) o resultado é um vinho de cor amarela, com laivos dourados. Com aroma complexo de pêssego, damasco, maçã verde, pera e frutas cítricas, é possível também identificar algumas notas de flores brancas, como jasmim e flor de laranjeira. Foram produzidas 40 mil garrafas deste Vinha do Ribeiro Syrah Sem Cor 2024.

Por último, o Casa Relvas – Vinha de São Miguel Trincadeira 2023 é feito com uvas da Herdade de São Miguel, Redondo, onde começou a a história da Casa e Família Relvas. A Vinha de São Miguel foi plantada em 2003, junto à barragem da Herdade de São Miguel, numa encosta virada a norte. Com uma estágio de 12 meses em tonel, “este é um vinho de cor rubi com reflexos violeta, que apresenta um aroma intrigante e sofisticado com delicadas notas de flores brancas, que lhe conferem um toque de leveza e frescura. “Revela também nuances de floresta molhada e, por fim, os aromas evoluem para subtis notas de tabaco, adicionando profundidade e elegância. Na boca sentem-se taninos sedosos e ligeiros com excelente persistência e mineralidade”, apresenta a Casa Relvas, que produziu 12.500 garrafas deste monovarietal.

 

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Alimentar

CONFAGRI diz ser “incompreensível” a redução do apoio à horticultura

A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal considera “incompreensível” a exclusão das culturas em regime de sequeiro, dos apoios dados à horticultura.

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A CONFAGRI afirma ser “incompreensível” que, só após os agricultores assumirem os custos de produção das sementeiras realizadas, “o grupo de pagamento ‘Horticultura’ deixe de conter, através de uma Orientação Técnica, as culturas hortícolas conduzidas em regime de sequeiro”. Essa alteração que incluí, agora, apenas apoios para as culturas de regadio, “irá traduzir-se numa impactante redução de apoio aos agricultores nacionais e deve, por isso, ser alvo de alteração por parte da tutela”, defende a Confederação.

“De facto, a alteração do grupo de pagamento para as culturas hortícolas conduzidas em regime de sequeiro indicada no ponto 2.2.4 da OT AG PEPACC N.º 16/2025, traduzir-se-ia numa redução do apoio em cerca de seis vezes, no caso da intervenção C.1.1.8 – ‘Agricultura biológica (reconversão e manutenção)’, e em cerca de 12 vezes no caso da intervenção C.1.1.7 – ‘Produção integrada (PRODI) – Culturas agrícolas'”, sublinha a CONFAGRI.
Para a Confederação, esta alteração carece de discussão e justificação técnica, “devendo ser objeto de decisão em sede de reprogramação do PEPAC e não apenas apresentada aos agricultores após estes terem assumido os custos de produção das sementeiras já realizadas”.

“Medidas como esta não trazem a previsibilidade desejada e prometida aos agricultores”, alerta Nuno Serra. O secretário-geral da CONFAGRI defende ser “urgente” que o Ministério da Agricultura e Pescas altere a Orientação Técnica em causa, “repondo os apoios previstos para as culturas hortícolas conduzidas em regime de sequeiro conforme disposto na Portaria n.º 360/2024/1, de 30 de dezembro”.

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Alimentar

Snacking é uma forma de conexão segundo estudo de tendências da Mondelēz

O estudo ‘State of Snacking’, da Mondelēz International conclui que os consumidores veem este produto “como uma forma de conexão e partilha”.

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A multinacional alimentar divulgou as informações sobre o amor, a conexão e os snacks no seu sexto relatório anual ‘State of Snacking’, um estudo global de tendências de consumo que analisa como os consumidores tomam decisões em relação ao snacking. “Os resultados do estudo indicam que 71% dos consumidores a nível global concordam que partilhar um snack com outras pessoas é uma ‘love language’, uma forma de expressar amor”, avança a Mondelēz International. Este valor é ainda mais alto entre os inquiridos da geração Millennial e da geração Z.

Desenvolvido em parceria com The Harris Poll, o estudo de 2024 acompanha as atitudes e comportamentos em relação aos snacks entre milhares de consumidores em 12 países e conclui que os consumidores estão cada vez mais a usar as pausas para snacks “como uma forma de expressar amor pelos outros, bem como por si próprios”.
A pausa para um snack é também uma forma de conexão, refere o estudo, acrescentando que os consumidores estão cada vez mais focados na conexão que os snacks proporcionam, com 64% a praticar o snacking regularmente para se conectar com os outros e 93% concordam que conseguem sempre encontrar um snack adequado para partilhar.

“A comida tem o poder de reunir as pessoas e fomentar uma sensação de conexão”, refere Melissa Davies, Senior Manager, Global Insights & Trendspotting da Mondelēz International. “À medida que os consumidores dão prioridade ao tempo para uma pequena indulgência, também fazem questão de partilhar essa experiência de prazer com os outros”, diz ainda

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Logística

HAVI implementa em Portugal um projeto-piloto de gestão de armazéns

Portugal foi o país escolhido pelo Grupo Havi para receber este projeto-piloto, pela dimensão adequada e qualificação das suas equipas

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A Havi, empresa global de soluções de cadeia de abastecimento para o setor da restauração, está a implementar o primeiro sistema de gestão de armazéns (WMS) da Infor, no seu centro de distribuição do Porto. “Este projeto-piloto implementado em Portugal representa um marco significativo na estratégia de transformação digital global da empresa”, destaca a multinacional, que refere ser este “um sistema avançado que ajuda na standadização”. “Utiliza ferramentas para melhorar a precisão do inventário, maximizar a utilização do espaço disponível, aumentar a eficiência do trabalho e melhorar a qualidade do serviço ao cliente. Para além disso, acompanha e controla o fluxo físico de mercadorias e o fluxo de informações à medida que os produtos circulam pelo armazém”, explica.

As características do centro de distribuição do Porto levaram a que fosse escolhido como instalação pioneira para testar este sistema, já que tem capacidade de servir como modelo para futuras implementações. Para a empresa, a implementação deste sistema no centro de distribuição do Porto “é um marco fundamental na jornada de transformação da Havi, e resulta da colaboração excecional, dedicação e trabalho árduo de todas as equipas envolvidas”, sublinha Luís Ferreira, Managing Director da Havi Portugal. “Este é um passo estratégico para reforçar a segurança das TI, simplificar operações e continuar a definir os padrões de referência do setor. Para além disso, com esta solução colocamos Portugal na vanguarda da mudança e tornamo-nos um exemplo a seguir por outros países”, conclui.

Fundada em 1974, a empresa serve mais de 300 clientes em mais de 100 países, com soluções na aquisição, no armazenamento ou na entrega de produtos.

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Retalho

Jerónimo Martins entre as 100 melhores empresas mundiais em diversidade e inclusão social

O Grupo Jerónimo Martins foi integrado no FTSE Diversity & Inclusion Index – Top 100, um índice de referência que lista as empresas cotadas em bolsa com melhor desempenho na promoção de locais de trabalho diversos e inclusivos.

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O FTSE Diversity & Inclusion Index analisa mais de 15.500 empresas cotadas em bolsa em todo o mundo e que integram índices como S&P 500, ASX300, MSCI World, MSCI Emerging Markets, FTSE100 ou Bovespa. A Jerónimo Martins ocupa a 46ª posição a nível mundial, sendo a única empresa portuguesa, bem como a única da indústria ‘supermercados e lojas de conveniência’, a figurar neste índice, informa o Grupo num comunicado.

A metodologia utilizada tem por base a recolha de 24 indicadores de entre os pilares Diversidade, Inclusão, Desenvolvimento de Pessoas e Controvérsias, recorrendo a informação pública e a uma equipa de mais de 700 analistas. “As 100 empresas mais bem classificadas são selecionadas para o índice, sendo organizadas de acordo com a pontuação global de Diversidade e Inclusão, numa escala de 0 a 100 pontos. O Grupo Jerónimo Martins conquistou uma avaliação de 74,25 pontos”, informa ainda.

A existência de serviços de apoio aos filhos dos colaboradores, como creches em Portugal, a existência de políticas que contribuem para o equilíbrio da vida pessoal e profissional, a percentagem de mulheres em cargos de gestão e a percentagem de colaboradores com deficiência e/ou incapacidade são alguns dos indicadores analisados.

As políticas de inclusão do Grupo Jerónimo Martins têm merecido distinções nacionais e internacionais de referência. Desde 2021 que a holding tem a distinção ‘Marca Entidade Empregadora Inclusiva’ atribuída pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), tendo subido ao nível de Excelência em 2023. Também o Recheio Cash & Carry é ‘Marca Entidade Empregadora Inclusiva’ desde 2021 e o Pingo Doce tem esta distinção desde 2023.

O Grupo viu também o seu Programa Incluir ser premiado na primeira edição dos European Commerce Awards, do EuroCommerce, como a melhor prática na categoria ‘Qualificação e Inclusão’. Mais recentemente, foi o Fórum Económico Mundial também a distinguir o Programa Incluir como um de oito case-studies em destaque no ‘Diversity, Equity and Inclusion Lighthouses 2025 Insight Report’, que revela iniciativas empresariais de grande impacto social desenvolvidas em todo o mundo.

 

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Bebidas

Essência do Vinho regressa ao Porto com 4.000 vinhos de 400 produtores

De 20 a 23 de fevereiro, no Palácio da Bolsa, a Essência do Vinho – Porto vai ainda acolher um concurso e várias provas comentadas.

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De acordo com a organização, durante os quatro dias, vão ser dados a provar cerca de 4.000 vinhos de 400 produtores representados. Do programa, destaca-se a ‘Revista de Vinhos – TOP 10 Vinhos Portugueses by Cork Supply’, prova com júri internacional que agrega um grupo de provadores formado por jornalistas, críticos, sommeliers e elegerá a dezena de vinhos mais entusiasmantes do país, tendo por base uma pré-seleção realizada pela publicação ao longo do último ano.

A 20 de fevereiro, o palco das provas comentadas terá referências nacionais e internacionais. ‘A nova Borgonha, para lá dos clássicos’, ‘Susana Esteban: Vertical Sidecar’, ‘Gaja, sonhar em Itália’ ou ‘A Sogrape também é ímpar’ são algumas das provas do dia.

Já no segundo dia de evento, as salas do Palácio da Bolsa vão dos Açores ao Douro, passando ainda pelos Vinhos Verdes e pelos vinhos do Brasil com as provas ‘Czar: o vinho do Pico que parece impossível’, ‘Os terroirs da Quinta do Vale Meão’, ‘Alvarinhos, de A a S: estilos de vinificações, tempos de estágio e diversidade de perfis’, ‘Symington: The Library Release Porto Vintage Collection’ e ‘Vinhos de Minas Gerais’.

O terceiro e penúltimo dia da Essência do Vinho – Porto, ‘Paulo Nunes: 20 anos de vindimas’, ‘Mosel, Alemanha: Weingut Max Ferd. Richet’, ‘Cachaça de Minas Gerais’, ‘Quinta de Lemos: 20 anos’ e ‘Tapada de Coelheiros Garrafeira’ são algumas das provas que a acontecer paralelamente às provas abertas que, ao longo dos  quatro dias, vão congregar 4.000 vinhos dos 400 produtores representados no Palácio da Bolsa, ao longo dos quatro dias de evento.

‘Dão revelado: o desafio dos sentidos’, ‘Brancos de guarda da região dos Vinhos Verdes’, ‘Maison Boizel: o pináculo do champanhe artesanal’, ‘Biondi-Santi: de Brunello di Montalcino, um Sangiovese singular’ são as provas agendadas para domingo, dia 23 de fevereiro.

A par da programação e das provas livres, destaque de novo para o ‘RV Room Experience’, um espaço exclusivo que apresenta grandes famílias do vinho.  Paralelamente, o projeto ‘Gosto do Porto / Taste of Porto’ volta a incidir sobre mais de 80 restaurantes, lojas, garrafeiras e wine bares da cidade, para um roteiro de experiências complementares.

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Exportação

Indústria alimentar e das bebidas exportou 8.190 M€ em 2024

O mercado espanhol continua a ser o mais relevante para as exportações portuguesas da indústria alimentar e das bebidas, representando quase 39%. Os países que mais contribuíram para o aumento foram Itália, Espanha, Países Baixos e Polónia.

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“Ao ultrapassar a barreira dos 8 mil milhões de euros, a indústria alimentar e das bebidas não só alcançou o objetivo previsto para 2024, como praticamente duplicou as exportações em valor na última década”, destaca o presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), em comunicado. Jorge Tomás Henriques afirma-se otimista para os resultados em 2025, apesar da situação na economia global em função das guerras comerciais e pacotes tarifários de alguns países e blocos económicos.

A União Europeia representou 5.593M€ nas exportações da indústria alimentar e das bebidas nacional, com os dados do Instituto Nacional de Estatística a indicarem que nos 12 meses de 2024, e por comparação a igual período de 2023, houve uma variação de 12,6% ao nível das exportações para os 27 Estados-membros.

O mercado espanhol continua a ser o mais relevante para as exportações portuguesas da indústria alimentar e das bebidas nacional, representando quase 39%. Os países que mais contribuíram para o aumento foram Itália, Espanha, Países Baixos e Polónia.

Já para fora do bloco comunitário as exportações alimentares e de bebidas alcançaram 2.596M€, o que representou um crescimento de 1,21% face a 2023. Brasil e Estados Unidos da América, com 13,9% e 4,2%, respetivamente, foram os países que mais contribuíram.

Ainda por comparação a 2023, o défice da balança comercial da indústria alimentar e das bebidas decresceu e situa-se agora em 5,44%.

“Os dados oficiais permitem perceber que a indústria alimentar e das bebidas tem sabido adaptar-se, antecipar-se e responder às exigências do consumidor, ao mesmo tempo que se afirma em mercados cada vez mais exigentes e contribuiu para mudar o perfil da economia portuguesa”, destaca a FIPA num comunicado.

A indústria alimentar e das bebidas é responsável por mais de 113 mil postos de trabalho diretos e cerca de 500 mil indiretos e “assume, simultaneamente, uma grande importância no desenvolvimento do tecido empresarial, nomeadamente nas zonas do interior, onde o setor situa as suas unidades industriais, e na afirmação do potencial de evolução da autossuficiência alimentar do país”, sublinha a Federação.

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