Só os portugueses permaneciam optimistas na recuperação económica
No terceiro trimestre do ano, os consumidores portugueses eram os únicos europeus que acreditavam na recuperação económica. Uma tendência que se pode inverter, agora que foi apresentado o Orçamento de Estado 2015

Ana Catarina Monteiro
CBRE lidera mercado de escritórios flexíveis em 2024
Vinha Maria renova imagem e apresenta novidades
Costa Boal Family Estates apresenta os primeiros vinhos 100% produzidos no Alentejo
Vieira lança novas embalagens sustentáveis e desafia consumidores com campanha Do It Yourself
Danone reforça compromisso com nutrição infantil com Actimel sem açúcares adicionados e sem adoçantes
Nuno Ferreira reforça equipa de retalho da Cushman & Wakefield
Tetra Pak e Schoeller Allibert desenvolvem embalagens logísticas feitas a partir de embalagens de cartão para bebidas recicladas
Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030
Conferência da APLOG debate os desafios de uma logística urbana mais eficiente
Chocolate do Dubai chega esta quarta-feira às lojas Galp
No terceiro trimestre do ano, os consumidores portugueses eram os únicos europeus que acreditavam na recuperação económica. Uma tendência que se pode inverter, agora que foi apresentado o Orçamento de Estado 2015.
Na sequência do crescimento registado no final do ano passado, nos últimos três meses os consumidores portugueses estavam confiantes de que a recuperação económica iria finalmente avançar. Segundo o estudo GfK Consumer Climate Europe, o indicador das expectativas económicas apresentou 5,1 pontos em Setembro, em Portugal. Esta é a segunda vez que se regista um valor positivo, desde o último mês de Julho, e é o valor mais elevado desde Março de 2000.
As conclusões do estudo são tiradas de uma sondagem aos consumidores, levada a cabo em todos os países da União Europeia para a Comissão da UE. Pela GfK são inquiridos mensalmente cerca de 40 mil indivíduos, representantes da população adulta em 28 países. Além das económicas, um total de cinco indicadores revelam as expectativas de preços, de rendimentos, disposição para comprar e propensão para poupar.
Em relação aos rendimentos, os dados indicam também expectativas positivas, apresentando -10,5 pontos em Setembro. Em Julho tinha atingido -9,9 pontos, o valor mais elevado desde Abril de 2010.
Porém, os dados indicam que a disposição dos portugueses para comprar continua a um nível baixo, situando-se em 29,0 pontos, já que o desemprego continua elevado e que os rendimentos ainda não registam melhorias. Mesmo optimistas, os consumidores portugueses não eram capazes de comprar mais do que o necessário para o dia-a-dia.
Já na restante Europa, os consumidores não mostraram estar tão satisfeitos quanto ao futuro, como estavam em Junho. Nos últimos três meses, as expectativas económicas diminuíram em quase todos os países da Europa. “A disposição para comprar parece ter chegado ao fim em muitos países”.
O desenvolvimento económico em quase todos os países da União Europeia (UE) tem sido significativamente inferior àquele previsto na Primavera, pelas instituições económicas e pelos governos, tendo até, em alguns países, começado a cair novamente.
A Alemanha deixou de ser o motor do crescimento económico na Europa, com a sua própria economia a registar um ligeiro declínio de 0,2 por cento no segundo trimestre. O índice do clima de consumo da GfK para os 28 países da UE encontra-se actualmente nos 4,2 pontos em comparação com os 9,1 pontos registados no trimestre anterior. Segundo os especialistas, prevê-se novamente um crescimento, embora fraco, para os próximos tempos.
O sector da exportação da economia alemã tem sido constrangido pela fraca procura externa, o que está a afectar os países da UE, além das nações emergentes, como o Brasil, a China e a Rússia. As economias destas regiões têm registado, nos últimos anos, um forte crescimento em certas áreas mas, as taxas de crescimento entretanto abrandaram, e encontram-se na faixa de apenas um dígito. Os consumidores estão a gastar menos dinheiro do que no passado.
“Os principais conflitos que recentemente dominam o palco mundial também devem ser levados em conta”. As tensões económicas entre a Rússia e a UE, a Guerra no Médio Oriente, a ameaça representada pelo Estado Islâmico e a transição política na Turquia contribuem para um aumento da incerteza entre os consumidores. Em consequência, as empresas e os bancos não têm investido, nem disponibilizam com facilidade empréstimos, o que tem um impacto directo no desempenho económico individual dos países.
O baixo nível de inflação também é um factor. Em Setembro, a inflação registava 0,3 por cento a nível europeu, o valor mais baixo em quase cinco anos. Vários países já estão a lutar contra a deflação, o que significa que os preços de consumo estão a baixar.
Empresas e consumidores europeus partilham da opinião de que a economia já não está tão estável como no princípio do Verão. Em Junho último, o indicador do Clima de Consumo GfK para todos os 28 países da UE era de 9,1 pontos, constituindo o valor mais elevado desde Abril de 2008. Desde então, recuou quase cinco pontos.
Os indicadores GfK Consumer Climate Europe baseiam-se em sondagens centradas nas opiniões dos consumidores, com respeito à situação económica geral nos diversos países, e à situação dos agregados familiares individuais. As perguntas são colocadas mensalmente, pelo telefone ou numa entrevista pessoal. De entre a gama mensal de 12 perguntas, são seleccionadas cinco para a sondagem, que têm um papel decisivo no clima de consumo.
A GfK é uma fonte de informação sobre mercados e consumidores que permite aos seus clientes tomar decisões. Mais de 13 000 peritos em estudos de mercado trabalham na empresa, com 80 anos de experiência em ciência de dados, o que permite à GfK oferecer perspectivas globais e informações locais de mercado para mais de 100 países.