10 ideias para pensar o consumidor sénior
10 ideias para pensar o consumidor sénior, segundo um estudo do C – The Consumer Intelligence Lab

Rita Gonçalves
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1. Mudar imagem estereotipada da velhice
Papel das marcas é fundamental: se não contariarem os estereótipos associados à velhice, estarão a perpectuar o eco do estigma.
2. Enquadrar um consumidor com maior capacidade de relativizar
Dos relatos de vida dos séniores ressalta um conjunto de aquisições materiais que surgem como simbólicos para a construção da própria imagem. Isto ajuda a decifrar o modo como estes indíviduos se relacionam com o consumo – se por um lado o valorizam, por outro parecem ser mais capazes de o relativizar. Quem já viveu com pouco, sabe do que pode abdicar.
3. Três papéis: shopper, consumidor e pagador
A desconstrução do ‘ser consumidor’ sénior passa por uma reflexão em torno da existência destes três papéis que, em particular nesta fase da vida, não são forçosamente representados pela mesma pessoa.
4. Novas concepções do tempo e do espaço
Tipicamento o quotidiano ganha forma através de um processo de desconstrução de tarefas que antes se desempenhavam de forma rápida, como ir às compras ao supermercado, por exemplo. Qualquer sénior sabe indicar a hora a que acorda, almoça ou se deita. Compreender esta nova configuração do tempo será a chave para desenhar novos serviços que alavanquem o tempo disponível para o consumo.
5. Oferta de bairro como ‘second place’
No que toca aos consumos do dia-a-dia, a organização quotidiana está intimamente relacionada com a vida que o bairro oferece. A mercearia, a farmácia, o café, a casa da vizinha ou o supermercado. Estes são os ‘second place’ destes consumidores.
6. Transição para a reforma: janela de oportunidade
A entrada na reforma constitui uma fase de transição implica interrogações quanto às condições com que se parte para este período que se avizinha longo. Como o avançar da idade, é notória a redução da predisposição para investir, ou investir muito, em novas aquisições.
7. Mercado aquém do potencial
Independentemente da sua condição pessoal, financeira ou mesmo de saúde, há uma evidência de contenção de comportamentos. A intensidade com que muitos séniores vivem a incerteza leva a um comportamento refreado. Um dos primeiros motivos estará na forma como estão a sentir a crise.
Há uma reserva de energia e tempo, e em alguns casos de dinheiro, que não está a ser explorada.
8. Procurar argumentário que justifique novas escolhas
A aprendizagem que adquiriam ao longo de muitos anos de experiência de consumo de determinadas categorias de produto confere-lhes legitimidade própria nesta avaliação. Novos marcadores têm que oferecer um argumentário sólido que consiga competir com a experiência de relação de uma vida.
9. Ser marca-ponte: inclusão digital e ligação ao mundo
O abandono da vida activa e o corte com a rede de sociabilidade tende a construir uma enorme disrupção em termos de afirmação pessoal para o indíviduo. O acesso à Internet ligou-os ao mundo. Inclui-os. No que toca à utilidade do potencial do digital, ainda há um grande espaço, sobretudo nos temas do consumo/valor económico, para criar plataformas que sejam a ponte entre estes individuos e o contexto onde se querem ver incluídos.
10. Determinar categoria a categoria, o target sénior relevante
Não há consenso nas características que devem definir um consumior sénior. A idade per si não é critério suficiente, pela multidimensionalidade que encerra. Cada sector/categoria deve reflectir sobre os critérios e as fronteiras etárias que melhor definem o seu target relevante. A mobilização dos séniores para a vida e para o consumo passa pela tipificação dos drivers da sua rotina e do mindset que poderá nortear desejos e necessidades. Pesam três factores: grau de resposta a terceiros (ligação à família), a vivência ou não em casal e o rendimento discricionário.
Fonte: C – The Consumer Intelligence Lab (amostra: 500 séniores, entre 55 até mais de 75 anos)