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Por Rui Goulart, managing partner Brandp
O universo das ativações de marca está a evoluir a um ritmo sem precedentes, impulsionado pelos avanços tecnológicos, pela mudança de comportamentos dos consumidores e por uma ênfase renovada na sustentabilidade e na inclusão. Nunca foi um setor parado, até porque a criatividade é imperativa quando nos tentamos destacar dos demais, mas se 2023 já foi desafiante, o próximo ano promete ser ainda pior.
Nem mesmo os mais puristas podem ignorar o peso da tecnologia no marketing, independentemente de estarmos a falar de ativações de marca, de eventos, de campanhas publicitárias ou qualquer outro projeto. Isto, claro, se quiserem manter-se na linha da frente. Mas tecnologia não é sinónimo de sucesso. Não basta juntar água e já está. A tecnologia é um trunfo importante, mas deve ser usada para promover o que queremos desde sempre: uma ligação entre o consumidor e a marca.
Em 2024 as tendências apontam para as tecnologias imersivas, como a realidade aumentada (RA) e a realidade virtual (RV). A primeira combina de forma perfeita os mundos físico e digital e consegue enriquecer a experiência em loja. A segunda transporta os consumidores para espaços virtuais imersivos. Ambas têm o potencial de experiências memoráveis e interativas que se repercutem nos consumidores modernos.
A Inteligência Artificial (IA) já deu cartas este ano e vai continuar a desempenhar um papel fundamental na ativação da marca, pela capacidade de oferecer experiências altamente personalizadas e conteúdo relevante em cada ponto de contacto. A relevância de uma oferta, no momento correto, é o melhor trunfo da atualidade. Com a IA, as marcas têm a oportunidade de estabelecer uma ligação mais profunda com os consumidores.
A sustentabilidade e a responsabilidade social são argumentos cada vez mais importantes. As marcas que alinham as suas ativações com causas ambientais e sociais estão a ganhar vantagem. Os materiais sustentáveis, as práticas ecológicas e as campanhas orientadas por objetivos não são apenas éticas, mas também ressoam com uma base de consumidores ambientalmente conscientes.
A integração de experiências físicas e digitais, conhecida como “phygital”, é uma tendência que está a ganhar força. As marcas estão a fundir ativações na loja com elementos digitais, criando jornadas omnicanal sem falhas. As interações baseadas em códigos QR, a tecnologia NFC e os ecrãs inteligentes melhoram a experiência de compra física, tornando-a mais interativa e envolvente.
Com a adoção generalizada de dispositivos ativados por voz, as marcas estão a explorar novas formas de se ligarem aos consumidores. Os assistentes de voz, os altifalantes inteligentes e a otimização da pesquisa por voz estão a tornar-se parte integrante das estratégias das marcas. As campanhas criativas ativadas por voz proporcionam uma forma única e conveniente de os consumidores interagirem com as marcas.
O cenário dos eventos virtuais, que ganhou destaque durante a pandemia, continua a evoluir. As marcas estão a investir em experiências virtuais e marketing experimental para envolver públicos remotos. Desde lançamentos de produtos virtuais a eventos online imersivos, esta tendência reflete uma mudança para um modelo híbrido que combina elementos físicos e digitais.
Não interessa quantos anos passam, confiança e transparência são cruciais para as marcas e a tecnologia blockchain está a dar cartas aqui. As marcas estão a utilizar a cadeia de blocos para verificar a autenticidade dos produtos, criar cadeias de fornecimento transparentes e até incentivar o envolvimento dos consumidores através de programas de fidelização baseados na cadeia de blocos. Esta inovação inspira confiança nos consumidores e promove a fidelidade à marca.
A gamificação não é uma novidade, mas é uma tendência crescente em 2024. Cada vez mais as marcas estão a incorporar jogos nas suas campanhas para aumentar o envolvimento e criar experiências memoráveis. Os programas de fidelização gamificados, os desafios interativos e os sistemas de recompensas contribuem para uma interação mais dinâmica e agradável entre o consumidor e a marca.
As marcas que se mantiverem ágeis e se adaptarem a estas tendências não só se destacarão como também criarão relações duradouras com a base de consumidores em constante evolução.