Entrevista

“Os brancos da região dos Vinhos Verdes envelhecem muito bem”

Brancos envelhecidos, tintos mais leves, rosés de cor aberta e monovarietais de castas típicas da região de Entre-Douro-e-Minho. Dora Simões, presidente da direção da Comissão dos Vinhos Verdes há cerca de um ano, conta, na primeira pessoa, a estratégia da organização interprofissional para os vinhos da região demarcada em 1908

Rita Gonçalves
Entrevista

“Os brancos da região dos Vinhos Verdes envelhecem muito bem”

Brancos envelhecidos, tintos mais leves, rosés de cor aberta e monovarietais de castas típicas da região de Entre-Douro-e-Minho. Dora Simões, presidente da direção da Comissão dos Vinhos Verdes há cerca de um ano, conta, na primeira pessoa, a estratégia da organização interprofissional para os vinhos da região demarcada em 1908

Rita Gonçalves
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Brancos envelhecidos, tintos mais leves, rosés de cor aberta e monovarietais de castas típicas da região de Entre-Douro-e-Minho. Dora Simões, presidente da direção da Comissão dos Vinhos Verdes há cerca de um ano, conta, na primeira pessoa, a estratégia da organização interprofissional para os vinhos da região demarcada em 1908

Rita Gonçalves

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A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) certificou (através da atribuição de selos de garantia de origem) 76 milhões de litros de vinho no ano passado. Cerca de metade ficou no mercado nacional e a outra metade partiu para os mercados externos.

As exportações de DOC Vinho Verde representaram 85 milhões de euros no ano passado (cerca de 35 milhões de litros), nas contas do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Eurostat.

Segundo dados da Nielsen, fornecidos pela CVRVV, as vendas dos vinhos desta região cifraram-se em 60 milhões de euros (20 milhões de litros) na grande distribuição, em 2022. Na restauração, a região vendeu cerca de seis milhões de litros que representaram 55 milhões de euros, embora, segundo a comissão, o tracking da Nielsen não inclua de forma exaustiva todos os pontos de venda.

Quando começa a sua ligação ao mundo do vinho?

Quando saí da universidade em Inglaterra fui viver para a Alemanha. Aí tive o meu primeiro trabalho no setor do vinho, na empresa californiana E & J Gallo Winery, a segunda maior produtora mundial de vinho. Foi uma das minhas primeiras experiências profissionais e marca a minha entrada no mundo do vinho.

Comecei com o cargo de responsável de marketing, numa altura que os vinhos californianos faziam as primeiras incursões na Europa Ocidental, depois de terem iniciado algum trabalho no Reino Unido.

A Gallo estava a dar início às exportações de vinhos para a Europa e, como em muitos casos, as grandes marcas vão um pouco à frente das regiões, porque têm interesses comerciais definidos e acabam por abrir caminho. Fiquei responsável, numa primeira fase, pela área de marketing e comunicação dos vinhos que iriam ser comercializados na Europa Central, na Alemanha, Suíça, Áustria e países nórdicos. Mais tarde, passei a trabalhar a categoria de fine wines, vinhos mais destinados à restauração e às lojas de especialidade, também na Europa Central.

Quando regressa a Portugal?

No final de 2002. E começo a trabalhar na ViniPortugal, recém-formada ainda sem atividade de promoção. Na altura, estava a criar-se a estratégia do estudo Porter para definir aquilo que seria a visão e a estratégia para os vinhos portugueses. Numa altura em que era preciso uma direção, uma orientação para as exportações, definir como se iria trabalhar a categoria de Vinhos de Portugal. Eu tinha acabado de chegar de fora, a ViniPortugal contratou-me para ser o pivô do estudo Porter.

Tive a sorte de integrar a equipa da Monitor Group e relacionar-me com todos os players que participaram no estudo. Foi uma forma ótima de conhecer o setor, a sua dinâmica e as pessoas chave. Depois disso, fui contratada ViniPortugal para o cargo de diretora geral que desempenhei durante seis anos. O presidente era o Vasco Avillez.

Do que se falava na altura?

Lembro-me que um dos temas era o vinho a copo. Um conceito difícil de colar e de passar em Portugal: de um consumo mais moderado, mas consistente, como forma rentabilizar a venda de vinho na restauração, e mantê-la viva, realizando mais dinheiro na venda do vinho. E até levar a uma experimentação de diferentes tipos de vinho na restauração, fosse esta mais económica ou de topo.

Naquela altura, ao contrário de muitos países na Europa, em Portugal a experiência de consumo de vinho a copo em Portugal era de muito baixa qualidade. Hoje, passados quase 20 anos, é raro ir a um restaurante, de qualquer categoria, que não tenha pelo menos um ou duas ofertas de vinho a copo.

Da ViniPortugal vai para a CVR do Alentejo.

Sim. Em 2008, a CVRA estava à procura de um novo presidente. O anterior presidente iria sair, numa altura em que as CVR deixaram de ter um representante do Estado. Candidatei-me e fiquei na posição durante sete anos. Saí no final de 2015 e dediquei-me ao negócio familiar, no Alentejo.

Dora Simões 2Entretanto, assumiu a presidência da CVRVV.

Há cerca de dois anos, estava já no Porto por motivos familiares, apresentou-se a possibilidade de me candidatar à comissão do vinho verde. Apesar de ter a minha atividade, que exercia entre o Porto e o Alentejo, tinha gostado muito de fazer este serviço na CVRA e, quando me desinquietaram para uma função similar, embora diferente, fiquei muito interessada e estou a gostar muito. Não é propriamente uma função fácil, mas tem desafios muitos interessantes, há sempre muita coisa a mudar, há muita coisa a pensar antes de mudar.

Faz, entretanto, em agosto um ano desde a sua tomada de posse.

Foi mesmo no final de julho que tomou posse a nova direção. Os meus colegas da direção são o Óscar Meireles (Quinta da Lixa) em representação do comércio e Rui Pinto (Terras Felgueiras) em representação da produção.

Que balanço faz do primeiro ano de atividade da comissão?

Numa altura em que o comércio está tão volátil e instável, e não sendo o vinho um bem essencial, é também verdade que é difícil retirá-lo dos hábitos de quem já o consome. É de facto uma forma muito gratificante de poder consumir algo que tem um apelo diferente dos outros produtos alimentares. Mas, mesmo assim, a situação económica tem vindo a dificultar a tarefa. Não é só no comércio, é em toda a cadeia, desde a viticultura à produção.

Quando entrei com os colegas desta direção, vivia-se um momento de grande incerteza que permanece. Há muitas áreas a precisarem de ser restruturadas, há os desafios da sustentabilidade, das alterações climáticas e do seu impacto na viticultura. Há muitos temas que já vêm de trás que precisam de ser pensados a médio e longo prazo para preparar a região para o futuro. É necessário priorizá-los, para os executar bem, ou pelo menos do que achamos que é bem aos olhos de hoje. Para isso, é preciso consultar bastante o setor.

Escutar. É o trabalho que têm vindo a fazer?

Sim, temos estado a fazer levantamento junto dos produtores e viticultores, a fazer visitas, comités técnicos e grupos técnicos de consulta onde vamos refletindo sobre estes levantamentos, procurando refletir as suas preocupações e expectativas no trabalho da comissão.

Não quero deixar de dizer que esta comissão está muito bem organizada, está muito sólida. Teve como presidente Manuel Pinheiro durante 22 anos, que fez um grande trabalho na área da promoção, na organização dos serviços, que permite à comissão pode fazer o seu trabalho de certificação quase sem mexidas. No entanto, é necessário ir adaptando aos tempos e às necessidades dos agentes económicos. Melhorar a eficiência dos serviços, a forma de os trabalhar, a informatização, o acesso à tecnologia por parte dos associados.

Que ilações já retiraram?

É preciso pensar em linhas gerais a Denominação de Origem (DO) e Identificação Geográfica (IP) Vinho Verde. Que caminho vão tomar? Quais as necessidades em termos de regulamentação e também daquilo que a região quer ter em termos de portefólio de produtos e estilos de vinho? Onde é que a região acha que deve ser um player e deve estar a jogar? Para nos prepararmos nessa medida, porque isso reflete-se na viticultura, na produção e nos estilos de vinho aprovados. Depois, há outras questões mais transversais e estratégicas ao setor, como as questões de auxílio aos produtores, no que diz respeito à implementação de medidas de sustentabilidade que são absolutamente necessárias. Dada a pulverização do negócio e da viticultura na região são mais difíceis de implementar porque são pequenos negócios, nos quais é necessário fazer um trabalho de proximidade no que diz respeito à formação, informação e passagem de conhecimento prático, que possa ser aplicado na viticultura no âmbito de boas práticas e que os leve a valorizar o valor da uva e do vinho.

Os desafios são muitos e estão identificados.

Sim, mas não ficam por aqui. Perceber em que áreas da investigação e desenvolvimento, e do conhecimento, é que vamos apostar para seguir caminho da melhor forma possível, como um acelerador da posição do vinho verde como um produto bem feito, de qualidade, que possa ser valorizado mais tarde.

Não quer isto dizer um produto totalmente moderno porque também é preciso valorizar a tradição, um aspeto a conhecer melhor através da história. Queremos preservar a herança da viticultura porque também é uma aposta em relação ao turismo e a uma série de outras áreas.

Falta ainda o património. Esta comissão é muito interessante e rica em património. O local onde estou a dar esta entrevista é a casa do vinho verde, o Palacete Silva Monteiro, que também necessita de ser restruturado e requalificado no sentido de servir o enoturismo e de ser o ponto de partida, o quilómetro zero, para a rota do vinho verde.

Temos ainda a Estação Vitivinícola Amândio Galhano (EVAG), localizada em Arcos de Valdevez, onde se fazia investigação, que necessita de ser revitalizada para continuar a fazer investigação e produzir essa experimentação em termos de viticultura. Este espaço deve ser exatamente um centro experimental que sirva aos produtores para se poderem ir lá informar e participar em estudos. Ter o seu próprio centro de inovação e desenvolvimento é uma coisa fantástica. Pelo que conheço não há nenhuma CVR que tenha. Demora algum tempo, mas temos de o fazer.

Já tem pistas sobre este caminho a seguir para o DO e IG? Falou por exemplo de necessidades de regulamentação.

Temos algumas pistas que resultam sobretudo de levantamentos feitos no passado. O vinho verde até há algum tempo era uma categoria muito ocupada por vinhos com um perfil mais jovem, leve e fresco. Atualmente, grande parte das empresas têm também no portefólio vinhos varietais, das castas Loureiro, Alvarinho, Avesso, Azal, entre outras, que resultam em vinhos com potencial de estágio.

A região ainda não fez, no entanto, o percurso de os colocar devidamente no conhecimento do público e deve fazer esse trabalho, porque atualmente o vinho branco está em alta, é muito procurado. Há até um défice de vinho branco de qualidade, que é o que a região mais tem, e isto está a ajudar-nos na comercialização. Uma região que quer ver a sua uva e o seu vinho valorizado tem de apostar, talvez, num menor volume dos lotes, mas ter vinhos de bastante qualidade, que estão bem em restaurantes, têm um preço mais elevado, afirmando-se pela qualidade em termos de topo de gama.

É este trabalho que é preciso ser feito. É uma das direções que é necessário continuar a trabalhar em segmentos específicos. O vinho verde tradicional tem o seu público e a sua ocasião. A ocasião de consumo determina também o tipo de vinho que bebemos. Depois, tem o outro segmento que tem de ser trabalhado e onde tem de ser feita uma aposta grande também por parte da CVR em termos de orçamento e de promoção.

Como se comportaram os vinhos verdes nos primeiros seis meses do ano?

Calculamos as vendas em função dos selos de garantia. A partir do momento em que o selo de garantia é vendido ao produtor, o vinho entrará no comércio, funcionando como uma antecipação do que vai ser comercializado. O que tem acontecido é que as vendas de vinho branco têm estado a aumentar. As vendas de selos analisadas no ano móvel de maio 2022 a maio deste ano, aumentaram 8% no vinho branco. Também aumentaram no rosado e mantiveram-se estáveis nos tintos.

É verdade que vendas estão a aumentar, em função de alguma sazonalidade neste período do ano e também das tendências de mercado.

Como estima que as vendas evoluam até ao final do ano?Dora Simões 5

A tendência não nos leva a acreditar que a situação se inverta. É verdade que pode haver alguma alteração, mas o mercado mantém-se bastante interessante pelo efeito muito positivo do turismo. Ainda que possa haver alguma estabilização no consumo de vinho por parte da população portuguesa, tem-se vindo a verificar que o consumo cresce, especialmente nos vinhos brancos.

Na exportação, se vai ter inflexão? Penso que tem muito a ver com os mercados. Há alguns mercados onde verificamos alguma retração, mercados onde o vinho verde tem posições importantes, o caso dos EUA e da Alemanha, por exemplo. Quando há retração de consumo nestes mercados em resposta a uma crise, o vinho está entre os produtos com maior decréscimo de consumo. Estamos a ver algum decréscimo nas vendas para os EUA, por exemplo, mas também há mercados onde as exportações estão a aumentar.

Se esta tendência de desvio nas exportações se mantiver, poderemos ficar numa situação mais neutra e não de grande impacto. Mas tudo depende das importações individuais de cada país. Para já, não vemos inflexão. A comercialização de selos aos produtores, que são quase de imediato colocados nas garrafas para serem comercializados está a subir e esse movimento dá-nos alguma segurança.

Quais são os mercados externos onde os verdes estão a ganhar vendas?

Há uma ideia generalizada de que tem havido uma valorização grande em todos os vinhos portugueses nos mercados de exportação. Penso que vendemos vinhos mais caros, de facto, porque os vinhos se tornaram mais caros para fazer face aos incrementos de preço nos componentes de embalagem, dos custos de produção, entre outros. Invariavelmente, todas as empresas fizeram uma atualização de preços nestes últimos dois anos. Mas esse aumento de preço está a fazer face a um aumento do custo de produção. Não é uma valorização intrínseca do produto, antes um reflexo dos seus custos.

Posto isto, o valor aumentou em todos os mercados, numa medida maior do que aumentou o volume, mas as maiores subidas em valor deram-se em Espanha, EUA, Letónia e Rússia. No Reino Unido também tem havido incremento, embora tenha um tracking diferente desde que não é membro da União Europeia, assim como na Irlanda e Polónia.

Pelo contrário, verificam-se decréscimos no Japão, no Brasil e na Estónia. Os que nos preocupam mais são países como Brasil, França, Canadá e Alemanha que tiveram algum decréscimo nas importações.

Noto que os produtores estão a dar atenção a outros mercados. Na organização da própria comissão estamos também a iniciar agora mercados onde não havia promoção, como é o caso da Coreia do Sul. Mesmo em Inglaterra não se fazia muita atividade. São iniciativas promocionais que ainda estão a arrancar, mas que têm em vista dar resposta a alterações de mercado que consideramos que vão acontecer nos próximos anos.

Quais as linhas estratégicas da promoção internacional?

A região tem vindo a acolher produtores que estão noutras regiões vinhateiras. Até pelo tipo de vinhos que aqui se pode produzir, a região tem vindo a receber uma série de novos agentes económicos. Ao ter produtores multi região, muitas vezes, por uma questão de oportunidade, a região organiza-se com a ViniPortugal mas também faz promoção com produtores locais que querem fazer parte daquilo que é a marca da região.

A região tem muita tradição de promoção no mercado nacional, mas principalmente em mercados externos. Tem uma vocação exportadora muito grande. A região dos vinhos verdes coordena-se com a ViniPortugal também no sentido de ter uma calendarização diferenciada. E temos também a possibilidade de ir a alguns mercados onde a ViniPortugal não está presente, da mesma forma que levamos produtores de menor dimensão, que de outra forma não tinham provavelmente capacidade para estar enquadrados nos programas da ViniPortugal. Os programas da região, pela sua especificidade, são ações mais micro e dedicados a determinadas categorias de produto.

Temos vindo a fazer ainda participações em feiras e recebemos a visita de jornalistas, importadores e líderes de opinião no sentido de divulgar o vinho verde e as virtudes da região.

Pode-se dizer que o alvarinho é a casta estrela da região?

É a estrela no topo de gama. Penso que talvez seja a casta mais valorizada em Portugal. Produz vinhos muito elegantes, frescos, vinhos que atualmente competem mundialmente, que estão a ganhar espaço nessa frente, e ajudam na promoção de qualidade da região.

O Loureiro é a casta mais plantada na região. Há ainda muito a descobrir sobre esta casta que já tinha alguma tradição em monovarietais e também em blends. Também o Avesso, o Azal, o Trajadura são muito utilizadas na produção de vinhos brancos.

A região faz uma produção muito baixa de vinhos tintos, dos que produz o Vinhão é a casta que se usa maioritariamente. Se bem que se começa a fazer um trabalho de descoberta de castas tintas mais aptas para fazer rosés. Este é um segmento que não existia nos verdes até há bem pouco tempo e os produtores estão a utilizar novas castas para fazer rosés de cor mais clara dando resposta às tendências de consumo.

Essa tendência já se materializa em vinhos?

Sim, o portefólio dos produtores abriu-se aos rosés. A maioria das empresas que têm castas tintas, há poucas só a fazer exclusivamente brancos, faz também rosés, com maior ou menor volume. Uma questão levantada nos comitês técnicos que temos feito com produtores e viticultores é exatamente a necessidade de plantar e saber mais sobre castas tintas que possam trazer à região bons vinhos rosés adaptados às necessidades de mercado. Porque naturalmente os vinhos da região já vão ter menos álcool e pouca acidez, sendo já muito adaptados às tendências de mercado no que diz respeito ao perfil. Vão ter de melhorar é a cor. O Vinhão não dá essa possibilidade. Dá um rosé bastante escuro. Há técnicas enológicas que permitem fazer um vinho mais claro, mas há uma necessidade de aperfeiçoar a região no que diz respeito a rosés e também tintos mais leves e de cor mais aberta.

Embora seja uma região altamente especializada em brancos e continuará a ser, quer também ter um percurso de qualidade e valor e de adaptação ao mercado nos tinto e rosés.

Qual a área cultivada de vinha na região?

São cerca de 17 mil os hectares plantados na região. Na última década e meia, a região modernizou-se. Era uma região muito tradicional nas técnicas de viticultura e de forma de condução da vinha. Apostou em conduções modernas que permitiram algum tipo de mecanização e também uma produção mais constante e com menos impacto das condições climáticas, porque permitem, por exemplo, maior arejamento e maior exposição solar.

O programa de apoio à reestruturação da vinha – o Vitis – teve um grande impacto no vinho verde. Apesar de ter diminuído a área de plantação de vinha, a modernização da viticultura no vinho verde tem aumentada a produção em virtude de um aumento da eficiência na vinha.

É preciso também ter cuidado com aquilo que é a paisagem tradicional de vinho verde, tem de haver um equilíbrio entre o que é a modernidade e a tradição para que não se percam valores importantes para o enoturismo. Ao nível da viticultura e da manutenção da paisagem, tem de haver também manutenção do enforcado, das ramadas, entre outros. Daquilo que é característico da região.

Como é que o terroir da região e as próprias castas influenciam o perfil dos vinhos e os distinguem dos restantes produzidos em Portugal?

Os vinhos verdes não são um estilo de vinho. São a DO. Há uma dificuldade em comunicar porque dizer vinho verde parece que é um tipo de vinho. Na verdade, é a DO. A região foi delimitada em 1908, assinala este ano 115 anos. Tem uma diversidade enorme, pela geografia montanhosa do próprio Minho. É quase um anfiteatro que vai até ao mar. Tem também muitos rios que são entradas de ventos do Atlântico na região. E tem altitude, uma vez que a região tem muita viticultura de montanha. Esta diversidade vai criar diferentes microclimas. A DO Vinho Verde permite assim vinhos de perfil muito diferente. Veja, por exemplo, o caso dos alvarinhos da sub-região de Monção e Melgaço.

O que se pode dizer transversalmente em relação ao vinho verde é que tradicionalmente têm acidez elevada, uma frescura aromática grande, graus de álcool inferiores e que muitas das castas utilizadas, se vinificadas da forma certa, vão ter potencial de envelhecimento. Estamos a ver esse potencial agora e já o podemos demonstrar. Há produtores que já podem fazer provas verticais com vinhos com mais de uma década de envelhecimento.

Este é um dos grandes tabus do vinho branco. Há a ideia de que o vinho branco não envelhece bem. Mas isto não é verdade em muitos vinhos brancos da região do vinho verde. Temos de alterar este paradigma que não é exclusivo dos vinhos verdes, nem de Portugal. Todos os brancos no mundo e em Portugal devem trilhar este caminho porque todos perdemos que não o fizermos.
*Entrevista originalmente publicada na edição 415

Sobre o autorRita Gonçalves

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António Boal, CEO da Costa Boal Family Estates
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Costa Boal Family Estates apresenta os primeiros vinhos 100% produzidos no Alentejo

As novas referências, Monte dos Cardeais e Quinta dos Cardeais, apresentam-se com uma imagem reformulada e marcam a estreia da assinatura enológica de Paulo Nunes na região. Herdade dos Cardeais representa já 30% da faturação global da Costa Boal Family Estates.

A Costa Boal Family Estates acaba de lançar os primeiros vinhos produzidos integralmente com viticultura e enologia próprias no Alentejo, consolidando a aposta iniciada com a aquisição da Herdade dos Cardeais, em Estremoz, em 2020. As novas referências, Monte dos Cardeais e Quinta dos Cardeais, apresentam-se com uma imagem reformulada e marcam a estreia da assinatura enológica de Paulo Nunes na região.

Segundo António Boal, CEO da empresa, estes vinhos já têm “o perfil que a nossa equipa pretendia, dado que os lançamentos de 2019, foram o seguimento do processo que já se encontrava em andamento quando a Herdade dos Cardeais foi adquirida”.

O produtor não tem planos de expansão territorial, mas pretende reforçar a presença na região com uma estratégia centrada em vinhos de parcela e monocastas, tirando partido das condições únicas do terroir alentejano.

O lançamento teve lugar no restaurante O Plano, do chef Vítor Adão, num evento que assinalou o início de uma nova fase para a marca Herdade dos Cardeais.

Com 10 hectares de vinha e adega própria, a herdade localiza-se numa sub-região fresca de Estremoz, caracterizada por solos de xisto. Entre as castas tintas, destacam-se Aragonês, Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet, todas com mais de duas décadas. No que respeita às castas brancas, plantadas em 2014, sobressaem Antão Vaz, Roupeiro e Arinto.

Para o enólogo, Paulo Nunes, o que estes vinhos trazem de diferenciador relativamente às colheitas de 2019 é a “expressão perfeita de toda a identidade da região, com um controlo de produção que passa por uma intervenção de viticultura e enologia minimalistas”.

“A nossa missão com a Herdade dos Cardeais é consolidar o Alentejo como um ponto de referência para vinhos de alta qualidade. Acreditamos no enorme potencial da região e estamos empenhados em explorar todas as suas valências, utilizando castas autênticas e técnicas inovadoras”, afirma o produtor, António Boal.

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Logística

Tetra Pak e Schoeller Allibert desenvolvem embalagens logísticas feitas a partir de embalagens de cartão para bebidas recicladas

Num passo significativo rumo à economia circular, a Tetra Pak e a Schoeller Allibert juntam-se para lançar uma nova linha de embalagens logísticas produzidas a partir de PolyAl reciclado, resultante da reciclagem de embalagens de cartão para bebidas. A inovação está a ser apresentada em Amesterdão, durante a feira Plastics Recycling Show.

A colaboração entre a multinacional de soluções de embalagem alimentar e a líder em embalagens reutilizáveis para transporte resultou no desenvolvimento de caixas de armazém e outras soluções logísticas reutilizáveis, compostas até 50% por PolyAl reciclado e materiais provenientes de outros fluxos de reciclagem, sem recurso a plástico virgem. As novas embalagens prometem uma alternativa mais sustentável e económica às soluções convencionais, cumprindo exigentes padrões de durabilidade e desempenho.

Atualmente em fase de testes rigorosos, estas embalagens estão destinadas a substituir mais de 50 mil unidades utilizadas no centro global de distribuição de peças da Tetra Pak, localizado em Lund, na Suécia. Esta iniciativa integra-se na estratégia da empresa de incorporar materiais reciclados e sustentáveis nas suas operações.

Britta Wyss Bisang, vice-presidente de Sustentabilidade e Comunicação Estratégica da Schoeller Allibert, destaca o papel da inovação nos materiais para a construção de cadeias de abastecimento mais sustentáveis e eficientes: “Para os nossos clientes, tornar as suas cadeias de abastecimento mais sustentáveis é uma prioridade e a inovação nos materiais é um dos principais fatores para o conseguir. Por isso, estamos a investir fortemente em novas formas de reduzir a utilização de plásticos virgens e a apostar em materiais reciclados como o PolyAl. Este projeto demonstra como soluções avançadas de reciclagem podem transformar resíduos em embalagens duradouras e reutilizáveis que promovem a logística circular e, consequentemente, a transição para uma economia circular.”.

“As embalagens assépticas são fundamentais para garantir o acesso a alimentos seguros e nutritivos. Na Tetra Pak, compreendemos a importância de considerar também o fim da vida útil das embalagens, mantendo os materiais valiosos em uso. Ao longo dos anos, temos vindo a explorar aplicações viáveis para o PolyAl reciclado e estamos satisfeitos por ver que a nossa colaboração com a Schoeller Allibert resultou num produto industrial robusto e competitivo. Continuaremos a trabalhar com recicladores de todo o mundo para desenvolver produtos comercialmente viáveis e expandir o seu mercado, ajudando assim a reduzir a utilização de plástico virgem e a avançar rumo a uma economia circular.”, explica Kinga Sieradzon, vice-presidente de Operações de Sustentabilidade da Tetra Pak.

Marie Sandin, diretora-geral da Tetra Pak Suécia, conclui: “Na fábrica da Tetra Pak em Lund, na Suécia, temos vindo a trabalhar há mais de um ano, de forma muito intensa, para incorporar materiais reciclados e sustentáveis em tudo o que fazemos. Por exemplo, já temos mobiliário interior e exterior feito de material PolyAl para os nossos funcionários. Com esta iniciativa, realizada em parceria com a Schoeller Allibert, o nosso objetivo era desenvolver uma caixa sustentável e económica, que proporcionasse um elevado desempenho. Os resultados são muito promissores para as nossas operações diárias: cada caixa é feita de aproximadamente 200 embalagens de cartão para bebidas recicladas”.

A Tetra Pak e a Schoeller Allibert estarão presentes no stand da Food & Beverage Carton Alliance na feira Plastics Recycling Show.

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Retalho

Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030

Estudo da DS Smith revela que, até 2030, serão utilizados quase 22 mil milhões de sacos de plástico nas entregas online de artigos de moda em seis grandes economias europeias, o equivalente a mais de 400 000 sacos de plástico entregues por hora. As medidas para limitar a utilização de sacos de plástico reduziram significativamente a sua presença no comércio tradicional, mas o aumento das compras online fez aumentar a sua utilização no e-commerce.

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Apesar dos avanços no retalho físico na redução do uso de plásticos, o comércio eletrónico de moda está a gerar volumes alarmantes de resíduos plásticos. De acordo com uma análise da Development Economics, encomendada pela empresa de packaging sustentável DS Smith, uma empresa da International Paper, só em 2024, os seis principais mercados europeus (Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália e Polónia) receberam 2,9 mil milhões de sacos de plástico “secundários” — utilizados para transporte — nas suas compras online, o equivalente a 7,8 milhões de unidades por dia.

Ao contrário do que se verifica no retalho tradicional, onde medidas como a cobrança obrigatória dos sacos reduziram significativamente o seu uso, o crescimento das vendas online tem impulsionado o consumo de embalagens plásticas. A tendência é preocupante: estima-se que, até 2030, o número de sacos secundários aumente 47%, atingindo os 4,2 mil milhões anuais, o que poderá resultar num total acumulado de 21,8 mil milhões de sacos nos próximos cinco anos.

O estudo revela também que apenas 7% destes sacos são atualmente reciclados ou reutilizados. Os restantes 93% — cerca de 2,6 mil milhões em 2024 — acabam em aterros ou incinerados. Mantendo-se o atual ritmo de crescimento do e-commerce e das baixas taxas de reciclagem, este número poderá ultrapassar os 3,8 mil milhões por ano até ao final da década.

“Em parceria com algumas das maiores marcas do mundo, estimamos que, nos últimos quatro anos, substituímos mais de mil milhões de elementos de plástico, mas precisamos de fazer mais”, refere Luis Serrano, sales, marketing & innovation Diretor da DS Smith Ibéria. “Embora as compras online tenham crescido, os retalhistas de e-commerce estão atrasados em relação às grandes superfícies no que diz respeito à substituição dos sacos de plástico”, acrescenta.

“As empresas podem sentir-se tentadas a focar-se apenas no preço, mas manter o plástico tem um custo: os consumidores não o querem e as marcas arriscam a sua reputação se o ignorarem. Acreditamos que a legislação pode e deve ser mais exigente para todos nós, eliminando gradualmente determinados plásticos para ajudar a criar um contexto de mercado que incentive a inovação e o investimento e gere uma concorrência saudável para os substituir”, sublinha ainda.

Algumas marcas já iniciaram a transição. A Zalando, por exemplo, substituiu desde 2020 os sacos de plástico por alternativas em papel com certificação FSC e conteúdo reciclado. A mudança teve impacto direto na perceção do consumidor: a satisfação com o packaging aumentou 16 pontos percentuais após a introdução da nova solução.

“A substituição dos sacos de plástico por sacos de papel mudou as regras do jogo. Após a introdução dos nossos primeiros sacos de papel nas entregas, a satisfação dos clientes com o nosso novo packaging registou um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A elevada taxa de aceitação deixa-nos confiantes de que estamos no caminho certo com sacos de papel que são fáceis de reciclar na maior parte da Europa.”, afirma David Fischer, director logistics sustainability & packaging da Zalando.

Contudo, e como sublinha a DS Smith em comunicado, persistem desafios. A escalabilidade das alternativas sustentáveis e o cumprimento dos requisitos logísticos continuam a limitar uma adoção mais abrangente. Ainda assim, o inquérito conduzido pela DS Smith revela que 74% dos consumidores apoiam a eliminação progressiva dos sacos de plástico, sempre que existam alternativas viáveis. E 68% preferem embalagens em papel ou cartão.

Além disso, metade dos inquiridos afirma sentir-se culpada pela quantidade de plástico recebida com as suas encomendas, e 55% mostra-se mais propensa a comprar a retalhistas que utilizem embalagens recicláveis.

A análise conduzida pela Development Economics avaliou o potencial de crescimento do mercado de embalagens secundárias – aquelas utilizadas para o transporte de produtos – no setor do e-commerce de moda em seis dos maiores mercados europeus. O estudo baseou-se em dados sobre o volume e valor do comércio eletrónico de moda, a utilização de embalagens plásticas, a proporção de embalagens de transporte, bem como nas taxas de reciclagem, reutilização e destino final dos resíduos plásticos, como a deposição em aterro ou a incineração.

Para sustentar as projeções até 2030, foram analisados dados publicados e não publicados, recolhidos através de uma pesquisa bibliográfica extensa, incluindo estatísticas do Eurostat e documentação política da União Europeia e do Governo do Reino Unido. O objetivo foi modelar cenários de evolução do setor em condições de mercado estáveis e em contextos de políticas mais ambiciosas. Complementarmente, foi realizada uma sondagem junto de 12.000 consumidores nos seis países abrangidos — Espanha, França, Itália, Alemanha, Polónia e Reino Unido — entre 19 e 24 de fevereiro de 2025, seguindo os princípios de rigor metodológico estabelecidos pelas normas da ESOMAR e da Market Research Society.

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A liderança da equipa de Enologia passa agora para Francisco Antunes
Bebidas

Grupo Bacalhôa reforça equipa de Enologia e cria nova Direção de Relações Institucionais

O Grupo Bacalhôa anunciou uma reorganização estratégica na sua estrutura de Enologia, com o objetivo de reforçar a competitividade no mercado nacional e internacional.

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A medida, liderada por Luís Ferreira, CEO do grupo desde dezembro de 2024, integra a criação de uma nova direção e uma renovação significativa na equipa técnica, refletindo o compromisso da empresa com a inovação, a qualidade e a excelência enológica.

Nova Direção de Relações Institucionais sob liderança de Vasco Penha Garcia

Vasco Penha Garcia

Como parte desta reorganização, o grupo criou a Direção de Relações Institucionais, confiada a Vasco Penha Garcia, que durante décadas liderou a área de Enologia da Bacalhôa. A nova função terá como foco o fortalecimento dos laços com parceiros estratégicos e entidades do setor, num esforço de aproximação institucional que visa sustentar a presença da empresa junto dos principais atores do mercado.

Francisco Antunes lidera renovação geracional da Enologia

A liderança da equipa de Enologia passa agora para Francisco Antunes, um dos nomes mais reconhecidos da enologia portuguesa. Com mais de 35 anos de experiência, o enólogo – distinguido com os prémios de Melhor Enólogo em 2006 (Essência do Vinho) e Enólogo do Ano em 2023 (revista Grandes Escolhas) – assume a missão de elevar a qualidade dos vinhos Bacalhôa. A sua carreira inclui a direção enológica da Aliança Vinhos de Portugal, abrangendo múltiplas regiões vitivinícolas, e é marcada por um profundo conhecimento técnico e uma abordagem versátil à vinificação.

Continuidade e reforço nas adegas do grupo

A nova estrutura mantém figuras históricas como Filipa Tomaz da Costa, que, após 42 vindimas, cede a direção enológica da Adega de Azeitão, mantendo-se como Enóloga Consultora. João Ramos, com formação internacional em viticultura e enologia, assume agora a responsabilidade pelos vinhos produzidos em Azeitão.

Na Aliança Vinhos de Portugal, Magda Costa, Enóloga Assistente desde 2022, sucede a Francisco Antunes na liderança dos vinhos, espumantes e aguardentes das regiões do Douro, Beira Interior, Dão e Bairrada. No Alentejo, Rui Vieira manterá a direção enológica da adega de Estremoz, assegurando a continuidade da certificação PSVA e o compromisso com a sustentabilidade.

Compromisso com a modernização e o legado

Luís Ferreira, CEO do Grupo Bacalhôa

Para Luís Ferreira, CEO do Grupo Bacalhôa, estas mudanças estratégicas reforçam o compromisso “com a inovação, a qualidade e a sustentabilidade e com o reforço desta nova geração de Enólogos na equipa de Enologia, estamos preparados para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais competitivo, mantendo o legado das gerações anteriores, quer na tradição de excelência na produção de vinhos, quer no compromisso de crescimento e transformação. Sendo a inovação um dos maiores desafios do nosso setor, estamos certos de que esta equipa dará continuidade à missão de posicionar a Bacalhôa na vanguarda do vinho português, reforçando a nossa modernidade e capacidade de marcar a agenda do setor.”.

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Bebidas

Adega da José Maria da Fonseca distinguida como a mais sustentável da Europa

A certificação Fair ‘N Green reconhece o compromisso da José Maria da Fonseca com práticas vitivinícolas responsáveis, eficiência energética e inovação ambiental. “Este reconhecimento pelo Fair ‘N Green é a confirmação de que estamos no caminho certo, aliando tradição, inovação e responsabilidade ambiental para garantir um futuro mais sustentável para o setor e para as próximas gerações”, sublinha António Maria Soares Franco, Co-CEO da José Maria da Fonseca.

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A José Maria da Fonseca foi reconhecida como a adega mais sustentável da Europa nos CARLO Business Awards 2024, promovidos pela organização internacional  Fair ‘N Green. A distinção, atribuída no passado dia 16 de março, durante a feira ProWein, em Düsseldorf, distingue a excelência da empresa portuguesa no setor da viticultura sustentável.

Este prémio europeu realça o compromisso contínuo da José Maria da Fonseca com a sustentabilidade, tanto ao nível ambiental como social e económico, premiando a sua estratégia de longo prazo centrada na inovação responsável. A cerimónia decorreu na sequência do painel “Sustentabilidade na Viticultura Europeia”, onde foram discutidas as boas práticas e os desafios do setor.

Além do reconhecimento institucional, o vinho Periquita Reserva 2022 recebeu o Carlo Wine Award, tornando-se o primeiro vinho certificado  Fair ‘N Green da empresa a ser distinguido. Este selo, que a José Maria da Fonseca detém desde 2022, envolve o cumprimento de cerca de 200 critérios que avaliam o desempenho global de sustentabilidade de um produtor de vinho.

“A adega mais sustentável da Europa é portuguesa e é precisamente a José Maria da Fonseca, o que nos deixa bastante satisfeitos. A sustentabilidade tem sido um pilar na nossa empresa, tanto a nível ambiental, social e económico, sendo essencial na forma como trabalhamos a viticultura e a produção de vinho. Somos uma empresa com 190 anos de história e fomos o primeiro produtor de vinho português a obter a certificação Fair ‘N Green. Um selo de garantia de boas práticas que recebemos desde 2022 e que temos renovado anualmente”, sublinha António Maria Soares Franco, Co-CEO da José Maria da Fonseca.

“Este reconhecimento pelo Fair ‘N Green é a confirmação de que estamos no caminho certo, aliando tradição, inovação e responsabilidade ambiental para garantir um futuro mais sustentável para o setor e para as próximas gerações”, acrescenta.

Com 190 anos de história, a José Maria da Fonseca tem sido pioneira na implementação de normas ambientais e de segurança alimentar no setor. Foi o primeiro produtor de vinho português a obter a certificação Fair ‘N Green, além de ter sido o primeiro no setor a alcançar a norma ISO14001. Na vertente alimentar, a empresa mantém a certificação BRCGS Food, com classificação máxima.

Entre as medidas de sustentabilidade em curso, destaca-se a instalação de um sistema solar fotovoltaico para autoconsumo na Quinta da Bassaqueira, em Vila Nogueira de Azeitão, que assegura uma poupança energética de 38% e evita a emissão anual de 250 toneladas de CO₂ — o equivalente a 55 hectares de floresta ou à retirada de 139 viaturas da estrada.

Outras iniciativas incluem a reutilização de águas residuais tratadas para rega de espaços verdes, o que permite à empresa evitar qualquer descarga da sua ETAR no meio hídrico desde 2007, além de metas anuais de redução de consumo de água e energia.

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Alimentar

Vitacress e STEF formalizam parceria estratégica para otimizar distribuição nacional de frescos

A Vitacress estabeleceu uma parceria estratégica com a STEF que visa otimizar a distribuição nacional dos produtos frescos da marca. “Estamos confiantes de que esta colaboração reforçará a proposta ao mercado, fortalecendo o nosso compromisso com a excelência”, sublinha Carlos Vicente, diretor-geral da Vitacress Portugal.

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A operação logística será diária, com início na unidade de produção da Vitacress em Boavista dos Pinheiros, no concelho de Odemira, assegurando a entrega dos produtos aos principais canais nacionais — retalho, distribuição e canal Horeca. O objetivo passa por garantir níveis máximos de frescura e qualidade, materializando o conceito farm-to-table e reforçando o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e uma cadeia de frio eficaz, sublinha em comunicado.

Carlos Vicente, diretor-geral da Vitacress Portugal, afirma que “Na Vitacress, a qualidade e a frescura dos nossos produtos são a nossa prioridade. Esta parceria com a STEF permite-nos garantir uma distribuição eficiente e segura, assegurando que as nossas saladas chegam aos consumidores com a máxima frescura. Estamos confiantes de que esta colaboração reforçará a proposta ao mercado, fortalecendo o nosso compromisso com a excelência”.

“Esta parceria representa um marco importante na nossa estratégia de crescimento sustentável em Portugal”, refere Mickael Tomas, diretor-geral da STEF Portugal. “A Vitacress é um parceiro que partilha a nossa visão de excelência operacional e compromisso com a qualidade, tornando esta colaboração natural e estratégica para ambos”, completa.

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Óscar Barranco, diretor da Empack and Logistics & Automation Porto
Óscar Barranco, diretor da Empack and Logistics & Automation Porto
Logística

Empack and Logistics & Automation Porto 2025: “A edição deste ano destaca-se pela forte presença de expositores com soluções inovadoras em sustentabilidade e automação”

Óscar Barranco, diretor da Empack and Logistics & Automation Porto, revela ao nosso jornal as principais novidades da 9.ª edição, que incluem avanços em exoesqueletos industriais, embalagens higiénicas para setores sensíveis e soluções de inteligência artificial para otimização logística. Além disso, destaca a crescente presença internacional de expositores e o reforço das áreas dedicadas à automação e à sustentabilidade, pilares fundamentais para o futuro da indústria.

A edição de 2025 da Empack and Logistics & Automation Porto, marcada para 9 e 10 de abril, na Exponor, promete consolidar-se como um dos eventos de referência nos setores da embalagem e logística, trazendo um leque alargado de inovações tecnológicas e sustentáveis. Com mais de 80 expositores e a expectativa de ultrapassar os 3.000 visitantes, a feira aposta em novas iniciativas, como duas salas de congresso, uma aplicação interativa para networking e um press point híbrido para divulgação de novidades em tempo real.

A Empack and Logistics & Automation Porto tem vindo a consolidar-se como um evento de referência no setor. Quais as principais novidades desta edição?
A edição de 2025 apresenta diversas novidades que reforçam o seu posicionamento como evento de referência no setor. Contamos com mais de 80 expositores, oferecendo uma visão abrangente sobre as últimas inovações em embalagem e logística. Introduzimos também duas salas de congressos, onde especialistas nacionais e internacionais irão debater temas essenciais para o futuro da indústria. Além disso, lançamos a App do evento, que facilitará a experiência dos visitantes, permitindo networking, acesso a conteúdos exclusivos e agendamento de reuniões. Teremos ainda um press point híbrido, promovendo a divulgação de novidades do setor em tempo real, e mais Innovation Tours, proporcionando uma visita guiada a soluções disruptivas apresentadas pelos expositores. Entre inúmeras novidades empresariais, muitas das quais só serão reveladas na feira, teremos uma empresa que nos trará os últimos avanços em exoesqueletos (equipamentos vestíveis que combinam engenharia avançada e tecnologia, para aumentar as capacidades físicas dos trabalhadores e reduzir o esforço físico em tarefas repetitivas ou exigentes). Uma outra que apresentará uma palete higiénica, especialmente produzida para acondicionar e movimentar produtos sensíveis (alimentares, farmacêuticos, cosméticos e químicos). Um nosso expositor destacará o primeiro big bag (contentores flexíveis de transporte de volumes) sem costuras nem forros, baseado numa tecnologia revolucionária que resolve os problemas associados aos big bags convencionais cosidos. Um conhecido fabricante internacional mostrará, por sua vez, uma solução baseada em IA que rastreia padrões de erro e minimiza autonomamente o tempo de inatividade e a intervenção humana no processo de picking logístico. Outra marca evidenciará no certame um novo sistema robótico para armazenamento multidirecional de paletes, com o qual pretende redefinir o padrão de armazenamento inteligente no setor. E haverá várias empresas a apresentar os últimos passos que estão a dar no sentido de tornar a pegada de carbono de todo o circuito bem mais sustentável. Mas haverá muitas mais novidades em carteira… Acreditamos que todas elas tornarão a Empack and Logistics & Automation Porto 2025 ainda mais dinâmica, interativa e enriquecedora para expositores e visitantes.

Quantos expositores e visitantes esperam receber este ano? Há um crescimento face a edições passadas?
A nossa previsão para 2025 aponta para um crescimento tanto no número de expositores como no de visitantes. Esperamos receber mais de 3.000 visitantes e contamos com a presença de mais de 80 expositores, o que representa um aumento significativo face à última edição. Nestas últimas semanas estamos a fazer tudo para que esse crescimento ronde os 20%. Este crescimento reflete o posicionamento consolidado da feira e o interesse gradualmente crescente do mercado pelas soluções apresentadas no evento. A três semanas da feira, mais de 40% das empresas confirmadas nesta 9.ª edição são internacionais. Espanha estará representada por mais de 30 operadores económicos, por exemplo, mas há também expositores da Alemanha, da Irlanda e da Suécia.

O evento divide-se em duas grandes áreas – Empack e Logistics & Automation. O que os visitantes podem esperar em cada uma delas?
A Empack reúne as principais inovações no setor da embalagem, destacando soluções que vão desde materiais sustentáveis até tecnologia avançada de impressão e etiquetagem. Os visitantes poderão conhecer as últimas novidades em máquinas de embalagem, soluções de packaging ecológico, rótulos inteligentes e novas tendências de design. O objetivo é ajudar as empresas a otimizar os seus processos e tornar o packaging mais eficiente e sustentável. Já a Logistics & Automation foca-se na intralogística, logística e transporte, trazendo expositores especializados em gestão de armazéns, automação de processos, robótica, software logístico e soluções para otimizar a cadeia de abastecimento. Nesta área, os visitantes encontrarão tecnologias que impulsionam a eficiência operacional e reduzem custos, com demonstrações ao vivo de equipamentos e sistemas inovadores. Ambas as áreas, que abrangem uma vintena de segmentos de atividade, proporcionam um espaço de conhecimento e networking essencial para os profissionais que procuram estar na vanguarda do setor.

Sustentabilidade e automação são temas cada vez mais centrais na logística e na embalagem. Como é que estas tendências se refletem na edição deste ano da feira?
A edição deste ano da Empack and Logistics & Automation Porto destaca-se pela forte presença de expositores que oferecem soluções inovadoras em sustentabilidade e automação. Empresas especializadas em materiais de embalagem ecológicos, tecnologias de reciclagem e processos de produção sustentáveis estarão presentes, permitindo aos visitantes explorar opções que reduzem o impacto ambiental das suas operações. Paralelamente, a automação será um dos focos principais, com expositores a apresentar avanços em robótica, sistemas de gestão automatizada de armazéns e soluções de inteligência artificial aplicadas à logística. Estas tecnologias visam aumentar a eficiência operacional, reduzir erros e otimizar a cadeia de abastecimento. Além das exposições, o congresso contará com sessões dedicadas a estes temas, onde especialistas discutirão as últimas tendências e desafios na implementação de práticas sustentáveis e tecnologias automatizadas no setor. Estas conferências proporcionarão insights valiosos e oportunidades de networking para profissionais interessados em transformar as suas operações através da sustentabilidade e automação.

O setor da logística e da embalagem tem enfrentado desafios significativos, desde a digitalização até às cadeias de abastecimento globais. Como olha para o estado atual dos setores?
O setor enfrenta desafios complexos, mas também oportunidades significativas. A digitalização tem acelerado a eficiência operacional, enquanto a automação e a inteligência artificial impulsionam a competitividade. No entanto, questões como a resiliência das cadeias de abastecimento e a necessidade de maior sustentabilidade continuam a ser temas prioritários. A Empack e Logistics & Automation Porto surge como um espaço essencial para discutir soluções e apresentar inovações que ajudam as empresas a superar estes desafios.

Há novidades ao nível das conferências ou iniciativas de networking?
Sim, este ano reforçamos o programa de conferências com duas salas de congresso, onde especialistas do setor irão abordar os temas mais relevantes da embalagem e logística, desde inovação e automação até sustentabilidade e inteligência artificial. Um dos grandes destaques será a presença de um keynote speaker internacional, que trará uma visão global sobre inovação e transformação digital no setor. Além disso, estamos a introduzir novas iniciativas de networking, como sessões de matchmaking através da nova app do evento. Esta funcionalidade permitirá que expositores e visitantes se conectem de forma mais eficiente, facilitando o agendamento de reuniões, a troca de contactos estratégicos e a criação de oportunidades de negócio personalizadas. A app será uma ferramenta essencial para maximizar a experiência na feira, ajudando os participantes a encontrar os parceiros certos e a otimizar o seu tempo no evento.

A inteligência artificial está a redefinir o mundo dos negócios. Na sua opinião, neste setor também está a ser um fator de diferenciação para uma maior competitividade?
Sem dúvida. A inteligência artificial está a transformar a logística e a embalagem ao otimizar processos, prever tendências de consumo e aumentar a eficiência operacional. Soluções como algoritmos preditivos, automação de armazéns e análise de dados em tempo real estão a permitir que as empresas tomem decisões mais informadas e melhorem a sua competitividade.

Quais são os planos para o crescimento da Empack and Logistics & Automation Porto nos próximos anos? Podemos esperar alguma expansão ou novas áreas temáticas?
A nossa ambição é continuar a crescer e a trazer inovação ao setor. Estamos a estudar a expansão do evento para incluir novas áreas temáticas, como inteligência artificial aplicada à logística e packaging. Além disso, queremos fortalecer a internacionalização da feira, atraindo ainda mais expositores e visitantes de mercados estratégicos.

Sobre o autorAna Rita Almeida

Ana Rita Almeida

Retalho

Havaianas estreia conceito de loja em Portugal

A loja do Centro Colombo foi a segunda na Europa a receber a remodelação que promete transportar os visitantes para uma moderna casa de praia brasileira. A nova imagem do espaço destaca-se ainda pelo compromisso com a sustentabilidade, um dos pilares da marca.

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A partir desta sexta-feira, os visitantes do Centro Colombo têm mais um motivo para marcar presença no centro comercial: a reabertura da loja Havaianas, localizada no Piso 2, que surge agora com um conceito totalmente renovado. O espaço foi o local escolhido pela marca brasileira para estrear, em Portugal, o seu novo modelo de loja, o segundo deste género na Europa.

Com uma área de 55 metros quadrados, a loja foi concebida para evocar uma moderna casa de praia brasileira.

A nova imagem do espaço destaca-se ainda pelo compromisso com a sustentabilidade, um dos pilares da marca. A loja integra materiais ecológicos e promove a reciclagem, numa abordagem alinhada com as exigências ambientais dos consumidores contemporâneos. A paleta de cores suaves e a disposição ampla do espaço contribuem para uma experiência de compra mais leve e agradável, em sintonia com o ADN da marca.

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Retalho

Pingo Doce e Fnac estabelecem parceria com campanha promocional exclusiva

O Pingo Doce e a Fnac uniram esforços numa campanha promocional pretende oferecer vantagens adicionais aos consumidores, reforçando a aposta em parcerias estratégicas no retalho nacional.

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A ação decorre exclusivamente até ao dia 30 de março e está limitada a compras realizadas com a App O Meu Pingo Doce ou através do Cartão Poupa Mais.

Durante este período, os clientes que efetuarem uma compra igual ou superior a 50 euros nas lojas Pingo Doce receberão um vale de 10 euros, válido para utilização nas lojas Fnac ou em Fnac.pt. O vale poderá ser descontado entre 1 e 7 de abril, numa única compra de valor igual ou superior a 50 euros.

Maria João Coelho, diretora de marketing do Pingo Doce, sublinha que “no Pingo Doce continuamos a oferecer, diariamente, as melhores oportunidades de poupança para os nossos clientes, que reforçamos com parceiros estratégicos, como a Fnac, para trazer ainda mais benefícios e vantagens exclusivas, em particular para membros registados da App O Meu Pingo Doce e do Cartão Poupa Mais”.

Pedro Falé, Diretor Comercial da FNAC Portugal, salienta que esta iniciativa “amplia a nossa oferta de descontos exclusivos, criando uma experiência única de compra, onde a tecnologia e o lazer se encontram com o retalho alimentar, proporcionando mais valor e conveniência aos nossos clientes.”.

A campanha está a ser divulgada através de um plano multicanal que inclui televisão, rádio, digital, comunicação nas lojas e na aplicação do Pingo Doce.

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Alimentar

Delícia de Pera Rocha: a nova aposta da Panidor com sabor português

A Delícia de Pera Rocha é um produto apto para dietas vegans, pronto a cozer, e destina-se ao canal profissional.

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A Panidor, empresa portuguesa de padaria e pastelaria ultracongelada sediada em Leiria, que tem mais de 30 anos de história, presente em 38 países, acaba de reforçar o seu portefólio com o lançamento da Delícia de Pera Rocha, um novo produto que conjuga tradição, inovação e valorização da produção local.

Inspirado na pastelaria portuguesa, este snack apresenta-se sob a forma triangular de massa folhada, com um recheio generoso de pedaços de Pera Rocha e finalizado com um topping de açúcar que confere crocância e textura. A escolha da Pera Rocha – variedade endógena e com Indicação Geográfica Protegida (IGP), predominantemente cultivada na região Oeste – reforça o compromisso da marca em apostar em ingredientes regionais de elevada qualidade.

A massa folhada utilizada, à base de margarina, é a mais comum na pastelaria portuguesa, permitindo que o sabor da fruta se destaque. Segundo a empresa, este lançamento reflete a estratégia da Panidor em promover os sabores portugueses no mercado externo, alinhando-se com uma tendência crescente de valorização da autenticidade, sustentabilidade e origem dos ingredientes.

A “Delícia de Pera Rocha” é um produto apto para dietas vegans, pronto a cozer, e destina-se ao canal profissional, permitindo a padarias, pastelarias e retalhistas oferecer uma proposta diferenciadora e alinhada com a procura por snacks práticos e com identidade local.

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