Abriram 2,5 empresas por cada uma encerrada no País em 2017. Retalho perde dinâmica
Surgiram 37 547 novas empresas e outras organizações no País entre janeiro e novembro de 2017, o que representa um aumento de 9,2% face aos primeiros 11 meses do ano anterior. […]

Ana Catarina Monteiro
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Surgiram 37 547 novas empresas e outras organizações no País entre janeiro e novembro de 2017, o que representa um aumento de 9,2% face aos primeiros 11 meses do ano anterior. O Retalho é a segunda atividade com mais encerramentos neste período e o setor cujo número de novas empresas mais caiu este ano, indica o mais recente Barómetro publicado pela Informa D&B. Nos últimos 12 meses, por cada empresa que encerrou em Portugal abriram 2,5, rácio que fica ligeiramente acima do verificado há um ano (2,3).
A um mês do final do ano, o número de empresas criadas no tecido empresarial português já ultrapassou as constituições registadas no ano completo de 2016. O setor dos Serviços continua a ser o mais dinâmico do tecido empresarial português, ostentando o maior número de constituições (12 133), assim como de encerramentos (fecharam 3105 empresas de serviços até novembro).
Em termos gerais, houve um abrandamento de 2,9% no número de empresas que cessaram atividade este ano (12 552 empresas fecharam portas até novembro) e um recuo de 19,5% nos processos de insolvência iniciados até novembro (2480) face ao período homólogo anterior. A performance de mais aberturas e menos encerramentos é transversal a quase todos os setores da economia portuguesa, assim como à maioria das regiões do País (informação abaixo).
Retalho regista maior queda em constituições
O Retalho destaca-se pela negativa, tendo reduzido a dinâmica de aberturas e aumentado o número de encerramentos. Em termos de novas empresas, foi ultrapassado pelo setor de Restauração e Alojamento (que regista 4673 constituições até novembro) enquanto segundo setor mais dinâmico registando, por outro lado, a maior queda em número de novas empresas – foram constituídas menos 113 novas empresas (-2,4%) ligadas ao Retalho até novembro face ao período homólogo de 2016.
Além de ter caído para terceiro posto na criação de novos negócios, o Retalho detém o segundo maior número de encerramentos, com um total de 2411 empresas fechadas entre janeiro e novembro deste ano. O que representa, ainda assim, uma queda de 5,4% face ao número de encerramentos registados neste setor no mesmo período de 2016.
A seguir ao Retalho, as Indústrias Transformadoras representam a segunda maior queda em dinâmica de aberturas – menos 77 novas empresas criadas este ano (-3,2%) – e o comércio Grossista detém o terceiro maior decréscimo em número de constituições – menos 3% (76 empresas) face ao número de novas empresas constituídas entre janeiro e novembro de 2016.
Já as Atividades Imobiliárias (mais 777 nascimentos/+27,1% face ao período homólogo) e Construção (mais 476 nascimentos, +17,3%) são, a seguir aos Serviços, os setores em que mais crescem em constituições de novos negócios.
Por regiões
A quase totalidade dos distritos sobe em número de constituições. O distrito de Bragança regista a maior subida com um total de 319 novas empresas (+20,4%), seguindo-se Faro com 2111 (+14,6%) e Setúbal com 2587 (+19,7%).
O distrito do Porto, segundo maior distrito em número de empresas, inverteu a tendência decrescente que registava desde 2016, tendo crescido 5,4% em constituições com 6596 novas entidades no acumulado dos 11 meses de 2017. Já Lisboa recebeu mais 12 659 novas empresas até novembro (+14,6%).
Em termos de encerramento, destaca-se também o Porto, distrito onde encerraram menos 249 empresas e outras organizações (-10,9%) face ao acumulado ente janeiro e novembro de 2016. Já o distrito de Lisboa mantém-se em contraciclo neste indicador, registando 85 encerramentos.
Por outro lado, a percentagem de empresas que pagam dentro dos prazos acordados (15,8%) atingiu o valor mais baixo desde 2007. O atraso médio de pagamento situa-se nos 26 dias, valor semelhante ao registado nos últimos 12 meses.