Especial

Especial Logística. Transportadoras promovem comércio sincronizado

A pressão para redução de custos, aliada à exigência de uma rede de distribuição flexível que garanta rápidas entregas, levou o setor da logística a reinventar a sua proposta de valor. Recorrendo à inovação tecnológica, hoje um poderoso aliado na gestão dos negócios

Ana Catarina Monteiro
Especial

Especial Logística. Transportadoras promovem comércio sincronizado

A pressão para redução de custos, aliada à exigência de uma rede de distribuição flexível que garanta rápidas entregas, levou o setor da logística a reinventar a sua proposta de valor. Recorrendo à inovação tecnológica, hoje um poderoso aliado na gestão dos negócios

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A globalização do comércio desenvolve-se à boleia das redes globais de distribuição inteligentes e dinâmicas, desenvolvidas pelas empresas de transporte. Desde a crise deflagrada em 2009, o retalho procura conter despesas e o setor dos serviços, onde se encaixam a logística e os transportes, tornou-se vulnerável a estes cortes. “A redução dos custos logísticos foi muito grande, a crise obrigou as empresas sobreviventes a repensar o negócio e a deduzir os desperdícios quer na área da produção, quer nas operações de suporte das quais a logística e transportes são parte integrante”, explica em entrevista ao HIPERSUPER Sofia Ferreira, general manager da Plogistics.
Esta situação concedeu uma consciência de otimização e inovação ao setor logístico, que foi alargando a outros segmentos de negócio, como por exemplo a analítica, para uma proposta de valor acrescentado. Os serviços disponibilizados abrangem hoje muito mais do que a simples gestão da cadeia de abastecimento, estendendo-se a todos os processos de um negócio, desde a atração do cliente final à antecipação das suas exigências.

logistica“Fotografia de todos os processos”

“Os sistemas de gestão de transporte fornecem hoje uma fotografia clara de todos processos de uma empresa. Este conjunto de dados permite fazer análises rápidas e claras de forma a melhorar e otimizar as diferentes atividades, bem como as suas interligações, e, assim, gerir melhor os processos de negócio. A analítica possibilita à gestão definir a quantidade de indicadores que serão úteis na melhoria da sua performance global. Com esta tecnologia, as empresas têm todas as condições para conhecerem a sua atividade – os seus clientes e os recursos afetos à gestão das operações -, saber de forma mais fiável qual a rentabilidade de um determinado cliente e, consequentemente, decidir em conformidade”, explica em entrevista José Cardoso, administrador da portuguesa Klog, fundada em 2012.

O responsável da empresa que atua nos segmentos terrestre, aéreo, marítimo multimodal (short sea e rail) e logística contratual entende que “os retalhistas estão cada vez mais a apostar na velocidade das entregas”. Os maiores desafios que estes assumem na gestão logística prendem-se com a “conciliação da redução de custos fixos e o crescimento da atividade”. A contratação da logística em “outsourcing” permite à distribuição focar-se na qualidade de atendimento e estratégias de promoção, que formam o seu ‘core business’. “As empresas atualmente têm ‘know-how’ e experiência suficientes que lhes permitem saber o que querem, definindo um caderno de encargos claro e preciso que faz com que o parceiro logístico produza serviços com qualidade e competitividade que são medidos diariamente mediante os KPI (Key Performance Indicator) contratualizados. Juntando a todo este processo os sistemas de informação, o cliente acaba por nem se aperceber que tem a sua operação logística em outsourcing”, reforça.

Cadeia de fornecimento focada no “trade-in-time”

UPS Frota ElétricaPara Carlos Pinheiro, BD manager da UPS, “assumindo-se como uma tendência cada vez mais forte, a estratégia relativa à ‘supply chain’ passa por localizar as várias etapas da produção – investigação e desenvolvimento, produção, fabricação de componentes, montagem final, marketing, distribuição e comercialização – o mais próximo possível dos melhores recursos disponíveis, para que assim se possa acrescentar valor aos produtos”. Desta forma, “os líderes na gestão das ‘supply chains’ encontram-se focados no ‘time-in-trade’, garantindo que cada componente da cadeia de valor se encontra precisamente no local certo, no momento certo, na condição certa e com um custo altamente competitivo. Em suma, falo do comércio sincronizado”. A empresa direciona “mil milhões de euros” do seu orçamento anual para tecnologia, apostando numa “abordagem holística na gestão da cadeia de abastecimento”. Uma das prioridades da multinacional é o aumento da sua “frota alternativa ao diesel, com intenção de reduzir o uso dos convencionais combustíveis fósseis até 12% por ano”. Além disso, lançou “nos Estados Unidos a solução de processamento de dados ORION (On-Road Integrated Optimization and Navigation) que utiliza detalhes da embalagem e mapas de dados online altamente personalizados, para criar a rota de entrega mais eficiente para os nossos motoristas”.

DHLPara uma maior eficiência das redes “há uma série de facilidades que podem ser exploradas e algumas que já estão a ser testadas, como por exemplo a utilização de robots (drones) nas entregas e outros produtos inovadores, dá conta em entrevista José Ferreira, diretor de operações da DHL em Portugal. “Para isso, o grupo DPDHL tem atualmente dois Centros de Inovação, um na Alemanha e outro em Singapura”. Além disso, a empresa detém “um departamento dedicado ao estudo de tendências de mercado e respetivas soluções que possam prever, antecipar e dar resposta às necessidades mais prementes dos nossos clientes”.

Aplicar ‘big data’ à logística

Com a automatização de processos através do investimento em tecnologia, que permite retirar mais CentroInovaçãoDHLinformações e controlar toda a cadeia, o setor de logística transforma-se num poderoso aliado para os processos de gestão dos negócios. “O setor está a orientar-se para rentabilizar a informação de que dispõe e encontra-se numa posição privilegiada para beneficiar dos avanços tecnológicos e metodológicos inerentes ao conceito ‘big data’. As empresas de logística gerem ao minuto um fluxo massivo de produtos que, por sua vez, origina muita informação. Por dia são monitorizados milhões de envios, com origem e destino diversos, e dimensões, peso e conteúdo distintos”.

A DHL realizou um estudo sobre o conceito ‘big data’ na área da logística (“Big Data in Logistics”), no âmbito do programa “Logistics Trend Radar”. Segundo este estudo, “o big data pode otimizar três categorias diferentes de informação na logística: eficiência operacional (otimização de rotas, gestão massiva de recolhas e entregas, planeamento estratégico de toda a rede e planeamento da capacidade operacional); a experiência do cliente (gestão dos níveis de fidelização de clientes, melhoria contínua do serviço e inovação de produtos, avaliação de risco e planeamento da capacidade de adaptação e de renovação); e os novos modelos de negócios (‘market intelligence’ para pequenas e médias empresas, análise financeira do mercado e de toda a cadeia de valor, e ‘environmental intelligence’). Sabemos que a análise de grandes volumes de informação, pelas áreas de gestão de produto, pode permitir fornecer serviços cada vez mais adaptados às necessidades do mercado e desejos dos clientes”.

entregasEcommerce: Aposta em pontos de recolha e ‘tracing’

Segundo o BD manager em Portugal da empresa UPS, sediada em Altanta, nos Estados Unidos, “os portugueses são cada vez mais adeptos do ecommerce, estando este setor a apresentar uma dinâmica de crescimento muito interessante. Os dados apontam que cerca de 4,8 milhões de cidadãos portugueses acederam a websites de comércio eletrónico a partir dos seus computadores pessoais no último trimestre de 2014. Este número corresponde, de acordo com os resultados do Netpanel da Marktest, a 79,7% dos internautas nacionais”.

O estudo da UPS “2014 Pulse of the Online Shopper”, revelou a ascensão do “cliente flex”, um comprador online que muda facilmente de canais e dispositivos para avaliar e comprar produtos. “Este novo modelo de consumo mudou os padrões de compra dos consumidores domésticos em muitos aspetos, nomeadamente ao nível da comparação de produtos. Usando cada vez mais múltiplos dispositivos, o omnicanal é também altamente valorizado por estes consumidores que esperam uma experiência positiva e consistente em todos os canais – desde o online e ‘mobile’ até à compra na loja física”.

As novas tecnologias revolucionaram a forma de fazer negócios e a atividade das transportadoras em particular. O mundo do comércio eletrónico abriu portas ao setor para as áreas de negócios B2C (Business to Consumer), que vieram trazer uma avalanche de novas possibilidades de operação.

Para a Chornospost Portugal, o ecommerce já representa “20% do volume da atividade e 15% da faturação”, revela Carla Pereira, diretora de Marketing e Comunicação da filial portuguesa da transportadora. Com a evolução do comércio eletrónico, a empresa sentiu necessidade de “alterar toda a estratégia e reformular a sua estrutura” para dar resposta às necessidades do eshopper, introduzindo uma série de novos serviços para otimizar a entregas.

Rede de recolha dos operadores logísticos

Uma das apostas foi a construção da rede ‘Pick up’, a partir de “2010”, formada em parceria com Pick meestabelecimentos comerciais. Em Portugal já conta com “500 lojas parceiras” e previsão aponta para as “600 insígnias aderentes no final de 2016”. Além do comércio tradicional, a rede ‘Pick up’ da Chronopost integra lojas de retalhistas como o AKI ou o Jumbo.

“O nosso objetivo é melhorar a conveniência destas lojas, sendo que atualmente já temos mais de 90% da população a menos de 15 minutos de distância de um destes pontos. Estamos certos da importância que a rede ‘Pick Up’ tem para os nossos clientes, razão pela qual passámos a entregar ao sábado, na nossa rede, as encomendas recolhidas à sexta-feira. A rede ‘Pick up’ teve um reforço superior a 10% em número de lojas e celebrou, em novembro passado, a encomenda cinco milhões”, explica a diretora.

“No setor da Distribuição são cada vez mais os retalhistas que procuram um operador logístico que lhes possibilite integrar as soluções de ‘shipping’, ‘tracing’ e de escolha do tipo de entrega nos seus próprios ‘websites’. E muitos já confiam as suas entregas na nossa rede de recolha para proporcionarem aos seus clientes uma nova experiência de entrega que dê resposta àquelas que são as necessidades de proximidade e de interatividade dos clientes finais”, salienta.

ChronopostnewFocada no consumidor final, a empresa lançou no “início do verão passado”, a solução ‘LiveTracking’, que “permite ao destinatário da encomenda acompanhar o percurso da mesma em ambiente ‘Google Maps’”. Um outro dos serviços de “bandeira” é o ‘Predict’, um alerta interativo ao destinatário que lhe permite controlar o dia e hora de entrega da sua encomenda. A solução está no mercado “desde 2013”. Além disso, a empresa alargou o serviço de entregas e recolha de encomendas ao domingo, tornando-se a “primeira operadora de entregas expresso a oferecer esta possibilidade”.

Os operadores batalham pela “redução do número de tentativas” na entrega de encomendas. “Os operadores logísticos têm-se esforçado para reduzir custos, recorrendo a formas mais inteligentes de fazer entregas, evitando desperdícios”, considera Carla Pereira. Constrangimentos da entrega ao domicilio levaram também a UPS a apostar num modelo de recolha na Europa, assim como no serviço “My Choice”, que faz com que os consumidores controlem, “de forma abrangente e em vários domínios”, as suas entregas no lar.

Outras das operadoras que tem vindo a apostar num modelo de recolha associado a “lojas de dhl_vinhoproximidade” é a DHL, que assegura a distribuição em Portugal Continental e Ilhas, através de 13 centros de distribuição. Presente em mais de 220 países, a empresa também passou por uma adaptação do negócio para dar resposta à expansão do comércio online. “Com o aparecimento e o crescimento repentino do modelo de negócio B2C, passámos a pensar na ótica do destinatário final. Nesse sentindo, criámos a solução ‘On Demand Delivery’ (ODD), que permite ao destinatário ser informado assim que a encomenda é recolhia no local de origem e aceder a um link, para que de forma rápida e cómoda possa decidir em que dia, hora e local pretende receber a encomenda. Esta solução permite pensar em conjunto, com o destinatário, a forma como este pretende receber a sua encomenda aumentando decisivamente as probabilidades de as entregas serem feitas com sucesso à primeira”, dá conta o diretor de operações em Portugal.

Reduzir o ‘lead time’ com soluções flexíveis

Com três plataformas logísticas (Vila do Conde, Coimbra e Lisboa) em Portugal e dois ‘hubs’ internacionais, em França (Poitiers) e Alemanha (região de Frankfurt), a operadora nacional Klog está neste momento a “preparar uma novo segmento de negócio para responder à expansão das compras online”.
“A nossa experiência diz que os retalhistas estão cada vez mais a apostar na velocidade das entregas”, explica o administrador. A operadora portuguesa que no último ano conquistou uma faturação de 33 milhões de euros, oferece “janelas horárias fixas para realizar estas entregas no mercado de grande consumo, normalmente ao início do dia até final da manhã e já começa a “sentir necessidade de entregas frequentes noturnas”. “Temos equipas de ‘customer service’ que funcionam 24 horas, de forma a responder com eficiência a todo este processo. Disponibilizamos ainda retorno de informação e comprovativo de entrega online e fazemos toda gestão documental associada a este processo”, sustenta José Cardoso. Com seis agências no mercado nacional, que asseguram a distribuição em todo o País em 24 horas, a empresa oferece “rotas de distribuição bi-diárias nos principais centros urbanos” para reduzir o ‘lead time’.

transportes_mercadoriasSendo que hoje as lojas “não têm stock devido à elevada rotatividade dos produtos”, a escolha no mercado de grande consumo passar por “centrar em grandes polos e distribuir”. “Aposta-se muito na troca entre lojas”, diz a diretora de marketing da Chornospost. O que sobrecarrega os operadores de transporte, que se deslocam com mais frequência e com volumes de encomendas fracionados, ao mesmo tempo que são pressionados para a redução do tempo de entrega.

Por outro lado, a dinâmica de abertura de lojas de proximidade também veio trazer novas exigências para os entrepostos logísticos, sobretudo ao nível da aquisição de espaços. “A concentração dos polos logísticos situados em locais estratégicos para o abastecimento das lojas é uma das consequências destas transformações a que temos assistido nos últimos anos e que comprovadamente criam sinergias, com a consequente redução de custos. A procura de armazéns e espaços logísticos está a aumentar novamente, mas a exigência dos ‘players’ é crescente. Vemos muitos espaços “abandonados” simplesmente porque a localização não faz sentido”, indica a general manager da Plogistics.
Para Carlos Pinheiro, da UPS, há uma tendência nos últimos anos “para abandonar armazéns em ‘velhos’ setores, abrindo novas lojas de grandes dimensões em áreas mais recentes e de maior desenvolvimento. Os operadores cuja atividade se baseia numa rede à escala nacional, desde a produção até à entrega final, tem que estar bem posicionado, de preferência perto dos aeroportos e da A1, a autoestrada que liga o Porto a Lisboa, dois dos principais centros populacionais. Para os operadores logísticos nacionais é mais rentável estar perto dos grandes centros de distribuição no País, o que, no caso do mercado alimentar, é a área da Azambuja, onde os grandes distribuidores estão concentrados”.
O setor logístico impulsiona também as exportações portuguesas e os centros de distribuição dos operadores logísticos devem estar localizados em zonas estratégicas. Para apoiar as exportações, a DHL inaugurou “em 2012 um terminal de carga expresso com mais de 12 500 metros quadrados no aeroporto do Porto e está a avançar com um projeto semelhante no aeroporto de Lisboa”. Por sua vez, a Chornospost tem apostado no serviço rodoviário “Chrono Classic”, que permite entregas “por exemplo do Porto para qualquer parte de França “em dois dias”. Já a Plogistics, além de ter parceiros em “praticamente todos os países do mundo”, garante “atrativas condições para envio de pequenas encomendas para destinos em Cabo Verde e Guiné-Bissau”.

Custo logístico está estável

UPS - Worldwide ExpressA UPS apresenta uma “Rede Multimodal” conciliando soluções de transporte “marítimos, aéreo e rodoviário” para uma maior flexibilidade nas soluções que oferece a empresas exportadoras. O BD manager destaca o apoio a empresas nacionais, como o produtor de vinhos de mesa mais antigo de Portugal José Maria da Fonseca (JMF), que encontrou na empresa “um conjunto de soluções projetadas para agilizar todo o processo – carga, despacho aduaneiro e entrega das encomendas. Hoje, 75% dos vinhos de maior qualidade da marca são exportados para retalhistas de mais de 70 países”. No setor do retalho, a rede da da operadora permitiu à retalhista portuguesa Salsa reduzir o “time to market” para as suas lojas. Consegue “fazer envios em qualquer dia útil para qualquer destino com tempos de entrega reduzidos, assim como a escolha do tipo de serviço mediante a urgência no envio”.

Segundo administrador da Klog, depois de uma “ligeira queda desde 2009”, os preços no setor da logística “estabilizaram” assim devem ficar, pelo menos, até final de 2016”.

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Vinhos de Portugal 2025 reúne 1300 referências na disputa pelo título de melhor do ano

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional

A 12ª edição do Concurso Vinhos de Portugal vai reunir perto de 1300 vinhos nacionais na disputa pelos títulos mais prestigiados do setor. Os Melhores do Ano serão revelados no jantar e cerimónia de entrega de prémios, que irá decorrer a 9 de maio, em Viseu.

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional, contando com um painel de especialistas para avaliar os candidatos. A competição decorre em duas fases. A primeira terá lugar a 5, 6 e 7 de maio, no CNEMA, em Santarém, com um painel de 72 especialistas nacionais e internacionais, incluindo enólogos, sommeliers, jornalistas e wine educators, a avaliaram os vinhos candidatos em sessões técnicas de prova.

A decisiva 2ª fase decorrerá nos dias 8 e 9 de maio, em Viseu, onde o Grande Júri irá eleger os Grandes Ouros e os Melhores do Ano, que serão revelados na cerimónia de entrega de prémios.
“Mais do que um galardão, o Concurso Vinhos de Portugal é um selo de qualidade e uma plataforma de promoção internacional. Os vinhos distinguidos com as Medalhas Grande Ouro e Ouro garantem presença em prestigiados eventos internacionais, reforçando a visibilidade e credibilidade do vinho português nos mercados externos”, destaca a ViniPortugal.
Mais informações sobre o Concurso Vinhos de Portugal e a lista completa de jurados, aqui

A ViniPortugal é a Associação Interprofissional do Vinho. Tem como missão promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos por excelência, valorizando a marca ‘Vinhos de Portugal/Wines of Portugal’, contribuindo para um crescimento sustentado do volume e do preço médio dos vinhos portugueses.

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Clube de Ténis do Porto recebe Torneio CTP Torrié Coffee 2025

O Clube de Ténis do Porto recebe, entre os dias 2 e 6 de abril, o Torneio CTP Torrié Coffee 2025, uma iniciativa que alia a energia competitiva do ténis à experiência sensorial proporcionada pela marca de café portuguesa. 

Com um prize money total de 7.500 euros, distribuído pelos escalões de +35, +45, +55 e +65 anos, esta edição assume particular relevância no panorama nacional. Trata-se do maior valor alguma vez atribuído pelo Clube de Ténis do Porto nesta categoria e o segundo mais elevado em Portugal, refletindo o reforço do compromisso da Torrié com o desporto sénior e com os valores de superação e qualidade.

Mais do que um torneio, o CTP Torrié Coffee 2025 é apresentado como  uma experiência imersiva, onde atletas, adeptos e apreciadores de café poderão descobrir diferentes variedades da marca, selecionadas para intensificar os momentos de pausa e de partilha.

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Centromarca manifesta preocupação com tarifas e lembra: “Força e integridade do mercado único da UE nunca foram tão essenciais”

Centromarca manifesta preocupação com tarifas e pede medidas para proteger o mercado único. “Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais”, sublinha Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

A Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca manifesta a sua “profunda preocupação” perante o anúncio do Governo dos Estados Unidos da América de uma tarifa generalizada de 20% sobre todos os bens exportados da União Europeia para o território norte-americano. Em linha com a posição já assumida pela AIM – Associação Europeia de Marcas, a associação portuguesa alerta para as graves consequências económicas desta medida unilateral.

Em comunicado, a Centromarca considera que a decisão dos EUA “corre o risco de agravar as já frágeis relações comerciais a nível mundial” e sublinha que “não trará qualquer benefício para os consumidores de ambos os lados do Atlântico”. O setor dos bens de consumo representa um dos principais pilares da economia europeia, sendo que 39% da produção – avaliada em 175 mil milhões de euros – é destinada à exportação para fora da UE.

A associação chama ainda a atenção para o impacto que esta tarifa poderá ter na competitividade da indústria europeia, num contexto já marcado pela volatilidade nas cadeias de abastecimento. “As marcas representadas pela Centromarca e pela AIM enfrentam agora mais incerteza e perturbações”, refere a nota.

Com base nos dados mais recentes do Barómetro de Bens de Consumo da AIM, as empresas do setor estão a operar num ambiente de instabilidade crescente, agora agravado pela ameaça de uma guerra comercial internacional em 2025. Para a Centromarca, este cenário reforça a urgência de proteger e fortalecer o mercado único europeu, responsável pela circulação anual de 276 mil milhões de euros em mercadorias. A eliminação de obstáculos internos e a criação de um ambiente comercial justo são apontadas como prioridades críticas.

“Em linha com o que tem sido defendido pela AIM, a Centromarca insta o Governo e a Comissão Europeia a considerar as implicações profundas que o estabelecimento de tarifas retaliatórias possa ter no valor da indústria dos bens de consumo. Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais. Espera-se que o nosso Governo e a Comissão Europeia possam dar prioridade à diplomacia e encontrem soluções benéficas que previnam danos maiores para os consumidores, as marcas e a competitividade do setor”, afirma Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

“Acima de tudo, os fabricantes de marcas europeias reafirmam o seu compromisso inabalável para com os consumidores europeus. Desde a pandemia de COVID-19 até à guerra na Ucrânia e ao aumento da inflação, a nossa indústria tem estado sempre ao lado dos consumidores durante as adversidades. Voltaremos a fazê-lo. Trabalhando de forma colaborativa em todas as nossas cadeias de valor, pretendemos minimizar as perturbações e manter o acesso a marcas apreciadas e de confiança,” refere Michelle Gibbons, diretora-geral da AIM.

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Expocosmética regressa este mês à Exponor

‘It´s just beauty’ é o tema deste ano da Expocosmética, um certame representativo de um setor que representa milhões de euros na atividade económica nacional.

A 28ª edição da Expocosmética realiza-se na Exponor-Feira Internacional do Porto, de 5 a 7 de abril, e vai apresentar as novidades sobre beleza, dos novos produtos às novas técnicas de inteligência artificial. ‘It´s just beauty’ é o tema deste ano do fórum de beleza ibérico e pretende desafiar expositores e visitantes “a optarem por uma visão inclusiva e acessível do conceito de beleza, com os olhos postos na sustentabilidade económica e ambiental, esse caminho sem retorno em qualquer atividade económica”, refere a organização.

Materiais, coleções, técnicas inovadoras, nomes maiores da arte de cabeleireiro ou de blading estarão no recinto da feira, que este ano também dará uma atenção especial ao uso da inteligência artificial no mundo da beleza. Numa organização conjunta entre a Expocosmética e a Associação Nacional de Esteticismo Profissional (ANEP) terá lugar um congresso, no dia 7, para debater como a IA pode ser uma aliada do setor, melhorando a experiência do cliente, sem substituir o profissional.

As atividades do programa paralelo, incluem o International Hair Show com a apresentação da coleção Provoke, o Guilty Masters by Expocosmética, uma formação de maquilhagem profissional com cinco masterclasses e vários workshops, entre os quais um centrado nas técnicas de microblading adaptadas a pacientes oncológicos e com alopecia.

“Esta é uma das feiras profissionais de maior sucesso realizadas na Exponor e que toda a fileira identifica como o momento maior para as marcas mostrarem o que estão a fazer de novo, sendo uma montra facilitadora para negócios e parcerias que trazem proveitos para todos os stakeholders”, considera Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor – Feira Internacional do Porto.

As informações sobre a feira e a aquisição de bilhetes podem ser consultadasno site do certame. A Expocosmética está aberta das 10h às 20 (dia 5 de abril) e das 10h às 19h (dias 6 e 7).

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Inovação portuguesa cria o primeiro arroz 100% nacional

É a primeira variedade de Carolino 100% nacional. Todas as fases deste novo arroz, desde o desenvolvimento da semente, à produção, à industrialização e à comercialização decorrem em Portugal.

“Esta é uma parceria 100% portuguesa da qual nos orgulhamos muito e que assume particular importância uma vez que representa a nossa aposta na investigação e na sustentabilidade da produção nacional”, diz Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, em declarações ao Hipersuper. No âmbito da aposta na inovação e sustentabilidade da produção nacional, o Clube de Produtores Continente associou-se à produção do arroz Carolino Caravela, numa parceria com a Lusosem, detentora da patente da semente, e a Novarroz, responsável pela componente industrial e de processamento. A primeira variedade 100% portuguesa foi lançada no início deste ano em exclusivo nas lojas Continente.

Um “marco histórico”

Desenvolvida pelo INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e pelo COTArroz – Centro Operativo e Tecnológico do Arroz, no âmbito do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Arroz, a variedade Carolino portuguesa foi obtida através do cruzamento de variedades da coleção portuguesa guardada no Banco Português de Germoplasma Vegetal em Braga, e passou por um processo de seleção e avaliação que durou cerca de 15 anos.

“Este longo e complexo processo envolveu várias etapas de seleção em campo e avaliação da qualidade e produção. A investigação conjunta do INIAV e COTArroz foi crucial para o desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, sublinha Filipa Setas, diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem, que participou neste processo desde a etapa do Programa Nacional de Melhoramento Genético.

O Caravela caracteriza-se pela sua produtividade, resistência a doenças e adaptação às condições do solo e climáticas portuguesas. Esta variedade de Carolino nasce do melhoramento genético nacional e, por isso, tem “uma elevada adaptação às nossas condições edafo-climáticas, excelente produtividade e resistência à piricularia, principal doença que afeta a cultura em Portugal”, explica a responsável que não tem dúvidas acerca da importância da sua criação: “O desenvolvimento da primeira variedade de arroz Carolino 100% nacional – o Caravela – é um marco histórico para o setor agroalimentar português”.

Carolina Pereira, diretora de I&D da Novarroz, recorda que o arroz Carolino teve sempre um papel importante na gastronomia portuguesa, nomeadamente em “pratos tradicionais e especialmente caldosos”, destacando-se “pela elevada qualidade e pela crescente notoriedade que vem construindo no setor”. E revela que a aposta da Novarroz numa semente 100% nacional permitiu à empresa “reforçar a independência do setor e garantir um arroz com uma identidade própria, adaptado às condições do nosso solo e clima”. E que oferece, por isso, vantagens tanto aos produtores como aos consumidores. Também Filipa Setas defende que a existência de uma variedade de arroz nacional estável, produtiva, com qualidade e autenticidade, “oferece vantagens competitivas versus as variedades estrangeiras presentes no mercado nacional”, tanto a produtores como a consumidores.

O arroz Carolino ‘Caravela’ é o resultado da primeira variedade de Carolino 100% nacional

Para a chegada ao mercado de consumidores, foi importante o apoio do Clube de Produtores Continente, ao assumir o compromisso de comercializar esta variedade em todas as lojas Continente. “O Clube de Produtores Continente permitiu implementar um projeto de fileira, de dimensão relevante, tendo como base a investigação aplicada”, refere Ondina Afonso, que acredita que esta nova variedade é um importante passo na valorização da agricultura nacional. “A nova variedade representa um passo significativo na valorização do arroz Carolino. Através desta colaboração, o Continente é o primeiro retalhista a comercializar um arroz 100% português e que está assente no modelo que o Clube de Produtores Continente promove há mais de 25 anos, isto é, na colaboração entre todos os elos da cadeia de valor. Estamos a aliar a tradição às tendências atuais de consumo, valorizando um ingrediente tradicional da culinária portuguesa e que simultaneamente responde às necessidades de muitos consumidores, enquanto fonte de proteína vegetal e sem glúten”, sublinha.

Ensaio feito em três zonas arrozeiras

A Lusosem, que atua no desenvolvimento de sementes certificadas, fitofarmacêuticos ou agroquímicos e nutrição vegetal, iniciou a multiplicação do arroz Carolino Caravela em 2022, tendo confirmado a adaptabilidade desta variedade nacional às condições das principais zonas de produção nacionais. Os campos de multiplicação e /ou ensaios, como explica Filipa Setas, foram cultivados nas zonas arrozeiras do Mondego, Tejo e Sado e, iniciada a fase de multiplicação de semente em 2022 e 2023, “foi possível confirmar a grande adaptabilidade desta variedade às condições das principais zonas de produção nacionais”, recorda.

Em 2023 foram plantados 20 hectares de Caravela para produção de semente, que deram origem a 200 toneladas de semente, das quais 150 toneladas destinadas para a produção de arroz em 2024, acrescenta a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem. Em 2024, primeiro ano de produção, o Caravela ocupou cerca de 700 hectares para a produção do arroz que chegou este ano aos consumidores através do Continente.

A Lusosem tem acompanhado todo o processo no terreno e está envolvida em todas as etapas, desde a produção de sementes certificadas até a implementação de novas práticas e tecnologias para a sustentabilidade. Filipa Setas conta que, apesar da comercialização da variedade Caravela para os orizicultores portugueses ter-se em 2024, “desde 2022 a Lusosem produz e comercializa o arroz Carolino Caravela, destacando a importância de uma semente 100% portuguesa e o compromisso com a agricultura nacional”.

Mário Coelho, CEO da Novarroz (esq), Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente e António Sevinate Pinto, administrador da Novarroz

Estreita colaboração com os produtores

Também a Novarroz participou no processo de criação da variedade portuguesa de Carolino, desde os primeiros testes até à sua introdução no mercado. “A Novarroz teve um papel fundamental no desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, assinala Carolina Pereira, diretora de I&D da empresa. Durante toda a produção agrícola, a Novarroz trabalhou “em estreita colaboração com os produtores e parceiros do projeto” para garantir que esta variedade “reunisse os mais elevados padrões de qualidade e rendimento agrícola”.

O envolvimento da empresa passou pela avaliação da viabilidade da semente, pelo apoio na definição das melhores práticas agrícolas e pela otimização dos processos industriais, “para garantir que o grão pudesse chegar ao consumidor com as características ideais”, explica. A Novarroz está a produzir o Carolino Caravela no Baixo Mondego, no Vale do Tejo e Sado em parceria com agricultores locais, com a primeira colheita (2024) a acontecer “após um longo período de ensaios e validação da adaptação da variedade às condições agrícolas nacionais pelo Cotarroz”, recorda a diretora de I&D da empresa.

Carolina Pereira destaca a importância, em todo o processo, da parceria com a Lusosem e o Clube de Produtores Continente. A responsável afirma que a já longa parceria com a Lusosem foi “essencial para o sucesso deste projeto em específico”, dado o papel da sua equipa no apoio aos agricultores e no incentivo ao desenvolvimento do projeto de variedades nacionais. Quanto à colaboração com o Clube de Produtores Continente, a diretora de I&D da Novarroz diz que “garantiu uma estrutura adicional de apoio aos agricultores, bem como um canal privilegiado de comercialização, permitindo que o arroz Carolino Caravela seja entregue diretamente aos consumidores portugueses através das lojas Continente”.

Quanto à possível expansão da atual área de produção, estará sempre dependente da adesão dos produtores ao projeto e da aceitação dos consumidores. “Este primeiro ano de produção permitiu uma avaliação das condições de desenvolvimento da cultura, em larga escala nas diversas regiões, o que tornará possível implementar estratégias, junto dos produtores que assegurem uma produção sustentável e de maior qualidade no futuro”, refere. O objetivo é o de garantir uma maior disponibilidade deste arroz Carolino 100% nacional, “fortalecendo o setor e consolidando o papel desta variedade como uma referência na alimentação portuguesa”, assegura Carolina Pereira.

Para Filipa Setas é também importante que o Carolino Caravela “tenha uma aceitação por parte do consumidor nacional”, sabendo que este é um produto de agricultura portuguesa “com qualidade, rastreabilidade, identidade, diferenciador e sustentável”. “Que promova um incremento do consumo do nosso arroz versus os diferentes tipos de arroz que se encontram no nosso mercado, muitos de outras origens diversas, nomeadamente fora do espaço europeu. E que o reforço da sua aceitação pelo consumidor nacional permita a criação de valor na fileira e até uma valorização do arroz português também no exterior”, defende a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem.

Ondina Afonso toca também neste ponto importante. “Todos os consumidores que comprarem o que é nacional, como é exemplo o arroz Carolino Caravela, estão a contribuir para ajudar os produtores portugueses e a nossa economia”.



Ondina Afonso, Clube de Produtores Continente
Esta aliança entre a investigação e produção, a indústria e a distribuição, via Clube de Produtores Continente, terá continuidade na criação de sementes de outras variedades nacionais?
O Clube de Produtores Continente assume-se como um acelerador de incorporação de conhecimento junto da produção nacional, através das parcerias que faz com entidades do sistema científico e tecnológico nacional e internacional.
Muitas têm sido as iniciativas desenvolvidas que abrangem várias áreas, tais como a aposta em programas de agricultura regenerativa e agroecologia, respondendo ao compromisso da MC Sonae com a sustentabilidade. Nesse sentido, o Clube de Produtores Continente continuará a ser fiel ao modelo de parceria conhecimento – produção agrícola – indústria – retalho para continuar a promover um sistema agrícola e agroindustrial mais inovador, sustentável e competitivo.

 

Filipa Setas, Lusosem
Que importância tem a parceria com o Clube de Produtores Continente e a Novarroz?
Esta parceria é crucial quanto a nós para o sucesso do projeto da primeira variedade de arroz carolino 100% nacional junto do consumidor final. Este projeto, com base na investigação e produção nacional, deverá ser a bandeira da promoção do Arroz Carolino Nacional.
Só com esta parceria é que teremos o sucesso e a dimensão necessária para implementar este projeto de Fileira com objetivos comuns e com parceiros de excelência nas suas diferentes áreas. Com a Lusosem a assegurar a parte da autenticidade, qualidade, identidade e sustentabilidade, económica e ambiental, da produção.
O Clube de Produtores Continente, como plataforma de valorização da produção agrícola nacional ligando e aproximando agricultores ao consumidor, com a missão de valorizar a produção nacional, a sustentabilidade, rastreabilidade e a segurança alimentar. E também, colocando as suas competências, recursos e dinâmica na promoção e divulgação do nosso arroz junto do consumidor final.
A componente industrial e de processamento, fundamental na garantia e na produção do arroz Caravela, será assegurada pela Novarroz, empresa com forte trabalho desenvolvido.

 

Carolina Pereira, Novarroz
Esta nova variedade é um passo importante na valorização da agricultura nacional. Em termos económicos, que mais valias trará à empresa?
Ao apostar num arroz 100% português, desde a semente até ao produto final, o projeto Caravela reforça a identidade do setor, aumenta a rastreabilidade e a sustentabilidade da produção, reduzindo a dependência de sementes de origem externa e promovendo a autonomia dos agricultores nacionais.
Além disso, este projeto gera um impacto económico positivo em toda a cadeia produtiva. Para os produtores, oferece maior previsibilidade e estabilidade, graças ao modelo de parceria a longo prazo, ao suporte técnico especializado por parte dos parceiros e à implementação de boas práticas agrícolas, que assegurem tanto a produtividade quanto a rentabilidade.
Para a Novarroz, esta aposta reforça o nosso compromisso com a qualidade e inovação, garantindo um produto diferenciado que atende às exigências do consumidor moderno. O Carolino Caravela não só fortalece a nossa posição no mercado nacional como projeta a identidade do arroz português além-fronteiras, aumentando a competitividade do setor.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Retalho

Sport Zone reinaugura segunda maior loja do país no CascaiShopping

A Sport Zone reforça a sua aposta na inovação e experiência do cliente com a remodelação total da sua loja no CascaiShopping.

Com uma área de 1.760 m², a Sport Zone reabre a sua loja no CascaiShopping, a segunda maior loja da marca em Portugal, com um novo conceito: sob o mote “Sport For Life”, o espaço foi desenhado para ultrapassar a tradicional lógica de venda de artigos desportivos, afirmando-se como um verdadeiro aliado dos clientes na prática e no estilo de vida ativo.

A nova loja mantém a diversidade de oferta para Mulher, Homem e Criança, com propostas para modalidades como Running, Outdoor, Fitness, Futebol, Natação e Desportos de Raquete (com destaque para ténis e padel). A oferta estende-se ainda ao ciclismo e às máquinas de ginásio, mantendo o ADN multidesportivo que caracteriza a insígnia.

Com um design moderno e intuitivo, o espaço aposta numa experiência de compra mais interativa e personalizada. Entre as principais inovações, avançadas em comunicado, destacam-se as projeções no solo para orientação dos clientes, uma zona de personalização de t-shirts de futebol, o serviço Click & Collect e várias experiências exclusivas. Neste campo, sobressaem iniciativas como o saltómetro – que mede a altura do salto dos participantes – e o pull-up challenge, que desafia os clientes a testar a sua resistência física. Ambas as atividades oferecem prémios e vantagens em loja.

A renovação da loja implicou também um reforço da equipa com 28 novas contratações .

“A reinauguração da nossa loja no CascaiShopping representa um passo estratégico na nossa missão de estar cada vez mais próximos dos clientes e proporcionar-lhes experiências inovadoras e envolventes. Queremos ser mais do que um ponto de venda de artigos desportivos; queremos ser um verdadeiro friendly coach para todos os que vivem o desporto. Esta nova loja traduz esse compromisso, combinando tecnologia, conveniência e um atendimento especializado para oferecer uma experiência diferenciadora a quem nos visita”, afirma Rosa Catalão, Communications Specialist da Sport Zone.

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Alimentar

Salutem volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher

A corrida, que decorre a 6 de abril, promove o bem-estar e apoia a luta contra o cancro da mama. Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas.

A Salutem, marca com foco na alimentação equilibrada e num estilo de vida saudável, volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher como patrocinadora oficial. “Esta parceria reforça o compromisso contínuo da marca com o bem-estar e a qualidade de vida, unindo-se a um evento solidário que apoia a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama”, destaca um comunicado da marca.

Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas. Para além de oferecer produtos que vão estar disponíveis nos kits da corrida, durante o evento a marca terá ainda um stand interativo onde os participantes vão poder girar uma roda de prémios e todos vão sair vencedores ao receber amostras Salutem. Com esta dinâmica, a marca vai promover a experimentação de produtos como granolas, barritas e bolas energéticas.

 

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Equipa InPost (esq. para dir) - Fátima Espinar, Chain Acquisition manager,Vasilis Valaris, Iberia Corporate Chain manager, Mariana Costan, Brand Image specialist e Javier Gallego, International Account manager
Logística

Entregas não domiciliárias da InPost premiadas como ‘Melhor Serviço do Ano’

A escolha foi feita pelos consumidores espanhóis, através do voto num amplo inquérito, que distinguiram os pontos pack e os lockers da empresa.

A InPost, empresa de tecnologia e logística especializada em entregas não domiciliárias, recebeu a distinção de ‘Melhor Serviço do Ano’ na categoria de correio e encomendas pelos consumidores espanhóis, num amplo inquérito que avalia todos os anos empresas, marcas e retalhistas.

“É uma honra e um orgulho receber o prémio de Melhor Serviço do Ano, porque resulta do voto direto dos consumidores e dos utilizadores, pelo que se trata de uma escolha consciente, livre e voluntária, que premeia o nosso trabalho no setor da logística”, afirmou Marc Vicente, CEO em Espanha e Portugal do Grupo InPost.

Todos os anos a organização Comercio del Año organiza um inquérito aos consumidores baseado no método Consumer Voice Ecosystem, de forma a elegerem as melhores empresas em três categorias: melhor retalhista do ano, melhor retalhista online do ano e melhor serviço do ano. O objetivo é premiar a excelência e reafirmar a confiança dos consumidores nas suas marcas e retalhistas preferidos, atribuindo um selo que representa a opinião de quem interage diariamente com estas empresas.

O prémio de ‘Melhor Serviço do Ano’, entregue a 2 de abril e cujo selo estará presente no site e nos materiais de comunicação da InPost, “servirá para reforçar a aposta da empresa no seu próprio crescimento”, destaca a empresa. A InPost possui uma rede de quase 10 mil pontos pack e lockers em Espanha. Até ao início de março deste ano, a InPost contabilizava 141 lockers ativos em Portugal Continental, num total de 7.414 compartimentos disponíveis ao público, de Norte a Sul do país.

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Andre Boto - 'Montanha-de Farinha' - Selecionado na categoria MPBAward for Innovation World Food Photography Awards
Alimentar

Quatro portugueses são finalistas dos World Food Photography Awards

A organização dos World Food Photography Awards anunciou a shortlist da edição de 2025, que tem a marca Bimi como principal patrocinador.

Maria João Gala, André Boto, Ana Misskind e Jerónimo Heitor Coelho são os fotógrafos portugueses selecionados para a short list dos World Food Photography Awards 2025.

Na edição deste ano foram submetidas milhares de candidaturas de mais de 70 países, naquela que é considerada a maior celebração mundial de fotografia gastronómica. Desde o cultivo, produção e colheita até à confeção, consumo, celebração e sobrevivência, “as imagens oferecem uma perspetiva única sobre a vida das pessoas em todo o mundo, através da comida”, destaca a organização.

Maria Joao Gala – ‘Acores, onde as vacas circulam livremente’ – Selecionada na categoria Food in the Field / World Food Photography Awards

Os quatro fotógrafos portugueses vão competir pelo prémio principal. Os vencedores serão revelados na terça-feira, 20 de maio, em Londres, durante a cerimónia Champagne Taittinger Awards Evening, apresentada pelo chef, empresário e escritor gastronómico Yotam Ottolenghi. O grande vencedor do concurso levará para casa um prémio de cinco mil libras.
O painel global de jurados deste ano, presidido pelo conceitudo fotógrafo gastronómico David Loftus inclui  Henrique Sá Pessoa, chef Michelin, Claire Reichenbach, CEO da James Beard Foundation, Tom Athron, CEO da Fortnum & Mason, e Rein Skullerud, fotógrafo sénior e editor de fotografia do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.

Jeronimo Heitor Coelho – ‘Barris em Chamas’ -Selecionado na categoria Errazuriz Wine Photographer of the Year People / World Food Photography Awards

Uma exposição com todas as imagens terá a sua estreia nas Mall Galleries, em Londres, de quarta-feira, 21 de maio, a domingo, 25 de maio (entrada gratuita). Uma seleção de imagens será também exibida na Fortnum & Mason a partir de 2 de junho, assim como no Museum of the Home, em Londres de 3 de junho a 7 de setembro. Veja aqui a galeria com todas as imagens da shortlist.

Ana Misskind – ‘Happy Hour’ – Selecionada na categoria Production Paradise Previously Published / World Food Photography Awards

Marca do grupo Sakata, o Bimi é o pricipal patrocinador desta edição dos World Food Photography Awards. Os brócolos Bimi são uma variedade única de brócolos de caule longo.  Outros patrocinadores e parceiros são Action Against Hunger, Aho & Soldan Foundation, Bite Back 2030, Champagne Taittinger, Errazuriz Wines, Fortnum & Mason, Hotel Art Group, International Salon Culinaire, Marks & Spencer, MPB.com, Production Paradise, Tiptree, The Oxford Cultural Collective, The Royal Photographic Society, unearthed eWorld Food Programme das Nações Unidas. Os World Food Photography Awards são propriedade da The Food Awards Company.

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Retalho

Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”

Projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

Hipersuper

A loja Continente localizada no GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia, assinalou o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo com a implementação de um conjunto de medidas que visam transformar o espaço comercial num ambiente inclusivo, especialmente preparado para acolher pessoas com incapacidade ou deficiência, nomeadamente no espectro do autismo.

Entre os novos serviços disponibilizados, destacam-se uma sala de bem-estar para clientes e colaboradores, uma planta sensorial à entrada da loja — que assinala zonas com maior probabilidade de sobrecarga sensorial —, abafadores de som para adultos e crianças, carrinhos de compras adaptados e apoio personalizado durante as compras. Estas medidas visam proporcionar uma experiência mais tranquila, autónoma e ajustada às necessidades específicas de cada cliente.

Os colaboradores da loja receberam formação especializada para melhor compreenderem a neurodiversidade e os desafios associados ao autismo, tendo também sido sensibilizados para práticas inclusivas e iniciados na aprendizagem da Língua Gestual Portuguesa. Esta formação contou com a colaboração da Federação Portuguesa das Associações de Surdos e insere-se na estratégia de Diversidade, Equidade e Inclusão da MC, sob o programa “Poder Ser”.

Este projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

“Acreditamos que o retalho deve ser um espaço de inclusão, onde todos, independentemente das suas capacidades, possam realizar as suas compras com conforto e dignidade”, sublinha a marca em comunicado.

Para além das medidas inclusivas, a loja apresenta ainda um conjunto de renovações ao nível da experiência de compra, com destaque para o novo conceito de padaria “A Padaria de Toda a Gente”, que inclui casulos de self-service, uma nova zona de leitão na Cozinha Continente e áreas de beleza e cuidado animal reconfiguradas. Os apreciadores de vinho podem ainda explorar uma nova área dedicada, com uma seleção cuidada de vinhos nacionais e internacionais.

“Estamos comprometidos em promover uma cultura inclusiva, oferecendo espaços adaptados às necessidades sensoriais e cognitivas de todas as pessoas. Através deste projeto, garantimos a autonomia, o conforto e uma experiência de compra cada vez mais positiva e inclusiva. Temos como objetivo alargar o projeto a mais lojas, em estreita colaboração com as associações do setor que apoiam pessoas com deficiência, nomeadamente no espectro autista e as suas famílias”, sublinha Carlos Silva, diretor de insígnia Continente, em comunicado.
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