Salão Multiple Foods é a grande novidade da Alimentaria Barcelona 2016
Durante a edição de 2015 da feira Alimentaria&Horexpo, a decorrer em Lisboa de 22 a 24 de novembro, o diretor-geral da Alimentaria Exhibitions, José Antonio Valls, deu a conhecer as novidades que estão a ser preparadas para a edição comemorativa dos 40 anos da feira internacional do setor agro-alimentar, assinalados em abril do próximo ano, com a realização da Alimentaria Barcelona 2016, em Espanha

Ana Catarina Monteiro
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Durante a edição de 2015 da feira Alimentaria&Horexpo, a decorrer em Lisboa de 22 a 24 de novembro, já se começa a perspetivar o que irá acontecer na Alimentaria 2016, que tem data marcada para o próximo abril em Barcelona, Espanha.
Cinco meses antes da edição espanhola, o diretor-geral da Alimentaria Exhibitions, José Antonio Valls, deu a conhecer em Lisboa as novidades que estão a ser preparadas para a edição comemorativa dos 40 anos da feira internacional do setor agro-alimentar, assinalados no próximo ano.
Para esta próxima edição comemorativa do Salão Internacional da Alimentação e Bebidas, a oferta em exposição foi “reconceptualizada”. A feira dividia-se em 14 áreas, que foram simplificadas para cinco, sendo que a novidade mais saliente é a nova zona denominada Multiple Foods, onde se incluem “vários pavilhões internacionais com oferta gastronómica transversal”.
Este espaço destinado a empresas multiproduto, está dividido em “áreas de tendências”, como a Healthy Food, onde se encaixa a indústria dirigida ao consumidor preocupado com a nutrição, assim como um canal ligado à farmácia, “setor que já começa a incorporar alimentos nutricionais”.
O Multiple Foods engloba ainda ainda uma zona destinada aos produtos internacionais, a área Mediterranean Foods, de promoção aos alimentos associados à dieta mediterrânica, como o azeite, a zona exclusiva para produtos espanhóis Lands Of Spain, na qual se dará destaque ao setor vitivinícola. “Queremos ser a principal feira de vinhos espanhóis”, diz o diretor-geral. Além destes produtos, no espaço “múltiplo” será possível encontrar ainda uma zona dedicada apenas às conservas (Expoconser), aos produtos artesanais (Fine Foods) e do setor da doçaria e aperitivos (Snacks, Biscuit e Confectionery).
Além desta área, que se subdivide em vários setores de exposição, a feira compõe-se com os espaços Intercarn, reservado para as indústrias ligadas à produção e venda de carne, a Interlact, para exposições de produtos lácteos, a Intervin, para bebidas, e por fim a Restaurama, dedicada ao canal Horeca. “A área dedicada a restauração e hotelaria tem crescido 120% a cada ano. No próximo ano ocupa 11 mil metros quadrados da exposição”.
O responsável considera que o ponto forte da Restaurama está na categoria de Food Service. “As empresas de Food Service participantes estão a internacionalizarem-se. Esta feira diferencia-se nesta oferta de outros certames internacionais, como a Anuga por exemplo”.
A Alimentaria Barcelona recebe cerca de 600 importadores e distribuidores internacionais. No último ano, a oferta internacional representava 30% da Alimentaria Barcelona, que recebeu mais de 140 mil visitantes, dos quais cerca de 42 mil internacionais, provenientes de 143 países. Do lado dos expositores, participaram perto de quatro mil negócios. Cerca de mil eram exposições internacionais, sendo que estavam representados 63 países. De Portugal chegaram mais de 60 empresas através do programa Portugal Foods.
Para o próximo ano, “o objetivo é superar os 45 mil visitantes estrangeiros”. A internacionalização é um dos principais focos da organização para a edição de 2016, essencialmente em certos produtos como o vinho e o azeite, que “têm oportunidades de exportação para mercado muito específicos”. “É preciso fazer “matching” [correspondência] entre a procura e a oferta. Temos que atrair compradores à feira e garantir-lhes que encontram o que procuram”.
Neste momento, a Alimentaria realiza-se em Portugal, Espanha e México, sendo que o Comité Organizador está a desenvolver a entrada do Chile na lista, que deve acontecer “a partir de uma feira do mesmo setor já implantada e reconhecida no País”. O mesmo deve acontecer com uma feira da China.
O responsável defende que os países organizadores devem privilegiar o contacto com os países para onde mais exportam e que representam mais oportunidades de negócio. “Por exemplo, Portugal está muito voltado para os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa)”, explica. Neste sentido, para a edição de Barcelona está-se a fazer um esforço de atração de possíveis comprados da América Latina, beneficiando do conhecimento que a realização da feira no México confere, acerca do mercado da região.