Distribuição

Agenda para o comércio: cumprir calendário agendando fora do timing?, por João Barreta

Entre os empresários dos setores abrangidos e estruturas associativas locais, raros serão aqueles que saberão da existência da Agenda, defende João Barreta, Mestre em Gestão do Território

Rita Gonçalves
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Agenda para o comércio: cumprir calendário agendando fora do timing?, por João Barreta

Entre os empresários dos setores abrangidos e estruturas associativas locais, raros serão aqueles que saberão da existência da Agenda, defende João Barreta, Mestre em Gestão do Território

Rita Gonçalves
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Joao_BarretaPor João Barreta, Mestre em Gestão do Território

Não se tratando, obviamente, de um plano estratégico, pelo qual o(s) setor(es) em causa muito anseia(m) e que já há muito justificam, a publicação da Agenda para a Competitividade do Comércio, Serviços e Restauração, para o período 2014 – 2020 (cfr. Resolução do Conselho de Ministros n.º 6-A/2015, Diário da República, 1.ª série — N.º 22 — de 2 de fevereiro), constitui-se como um documento oficial perante todos os atores económicos “visados” e, naturalmente, todas as suas estruturas associativas representativas, pelo que se depreende tratar-se de um documento que compromete, responsabiliza e condiciona, também e principalmente, quem o engendrou.

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Em primeiro lugar, o cabal (re)conhecimento da(s) tutela(s) da importância e do contributo da(s) atividade(s) económica(s) – Comércio, Serviços, Restauração e Similares, para a economia nacional, sob as mais diversas perspetivas, será um dado adquirido, dando, igualmente, um sinal evidente de que já não farão sentido as distinções entre Comércio e Serviços, por um lado, e Restauração e Similares, por outro.

Seja em contexto urbano ou rural, o planeamento e o ordenamento do território e das atividades (económicas e não só!) que nele se implantam e desenvolvem, terão de ser encaradas e trabalhadas de uma forma integrada, não fazendo qualquer sentido as destrinças e o argumentário de um passado ainda muito … presente!

A enumeração, ainda que possa parecer algo exaustiva, do conteúdo da Agenda, em termos da simples identificação de eixos e medidas, justificar-se-á, neste caso, por várias razões.

Em primeiro lugar destaco o desconhecimento, puro e simples, da Agenda por parte dos seus “principais destinatários”. Entre empresários dos setores abrangidos e estruturas associativas locais, raros serão aqueles que saberão sequer da existência da dita Agenda. Tal facto poderá deixar transparecer a ideia de que a Agenda terá servido para mero cumprimento de calendário, mas mesmo que assim não seja, pelo menos, aparenta!

Mais grave e gravoso, será o mais do que aparente desconhecimento, também por parte daqueles que se comprometem com a Agenda, ou seja, a adotá-la, a segui-la, a cumpri-la e … a fazê-la cumprir! (basta ler as Linhas de Orientação Geral para Elaboração do Programa Eleitoral e respetiva Carta de Garantias – documento(s) datado(s) de 03.06.2015, da coligação PSD/CDS, e verifica-se que a Agenda se terá … extraviado nos poucos meses que passaram desde a sua publicação em Diário da República! Mas, sejamos positivos, tenhamos alguma réstia de esperança e … aguardemos pelo respetivo Programa Eleitoral!).

Aliás no campo da política, desde sempre (reportando-me às últimas quatro décadas) que os Programas Eleitorais das diferentes forças partidárias têm primado pelo esquecimento (neste caso, não quero acreditar na ignorância ou no desprezo!) deste(s) setor(es) em termos de políticas públicas (medidas/ações) especificamente delineadas para os mesmos.

“Agradar a Gregos e Troianos”

Face a um tal vazio, e apesar de tudo, o surgimento desta Agenda, podia criar expetativas, mais do que legítimas, e que agora dificilmente poderiam vir a ser goradas, sob pena de se poder vir a criar mais uma comprometedora desmobilização destes setores económicos, cuja relevância me parece inquestionável e pouco dada a ignorância(s), tanto em termos de esquecimento(s) como de incompetência(s) .

Todavia, assumindo o “formato” de Agenda, que não terá sido obra do acaso, em vez de Plano, Programa ou outro mais … formal/oficial, era um risco sério (mas talvez calculado!) que se corria – as Agendas são o que são, e agendarão mais compromissos do que … comprometem!

Nesse contexto, tratando-se de uma Agenda, não deixará de ser estranho que a mesma seja publicada a pouco mais de seis meses de eleições legislativas, diga respeito ao período 2014-2020 (ou seja, assumindo, praticamente, como perdido o ano de 2014) e recorra, para atenuar este último efeito, ao artifício de incluir medidas “em curso” (inclusive, e ao que me parece, anteriores a … 2014!).

O facto de existirem medidas com taxas de implementação na ordem dos 60% (designadamente a Medida 4) e 40% (Medidas 1 e 5), à data da publicação da Agenda (início de 2015), cujo horizonte temporal, relembro, vai até 2020, retira-lhe alguma … credibilidade, revestindo-se de contornos que mais facilmente se associam a um “Relatório de Progresso” do que propriamente a uma … Agenda.

Ainda assim, e começando pelos eixos estratégicos definidos, afigura-se que existirá algum “desprendimento” entre a realidade, efetivamente, patenteada, em Portugal, pelos setores visados – Comércio, Serviços e Restauração, e aquilo que se entendeu definir como “estratégico” (e posteriormente, mais operacional) para os mesmos.

É certo que, à semelhança, de muito daquilo que se vai produzindo, desde há décadas, no nosso País, em matéria de “estudo”, os “capítulos” referentes aos diagnósticos, à caraterização do existente e às análises evolutivas, além de serem, quase sempre, excessivos (neste caso, corresponde a mais de metade do documento!) e inconsequentes, podem ser “trabalhados” no sentido de conduzir a tipologias de propostas/medidas “pré-definidas” (daí as tais “taxas de Implementação”, já mencionadas!).

Pelo teor das medidas expostas, com alguma facilidade se consegue chegar à mais que provável “autoria” da participação/colaboração das respetivas estruturas associativas dos setores visados, daí a “transformação lógica”, em sede de Agenda, das propostas (muitas delas, reivindicações de há muito) em medidas. Mal feita a comparação, e num momento melindroso para recorre a uma tal expressão, afigura-se querer “agradar a Gregos e Troianos”.

O mérito da formalização de um conjunto de medidas específicas, umas mais trabalhadas do que outras, é certo, e a sua assunção em documento merecedor de publicação em Diário da República, acaba por se diluir na sua total ausência de divulgação junto dos públicos-alvo, o que nesta “altura do calendário” pode ser revelador de alguma inabilidade, talvez até mais política do que técnica.

Por sua vez, ter privilegiado a forma em detrimento do conteúdo, que se pretenderia mais objetivo e fundamentado (como ocorre, por exemplo, e muito bem, com o caso da Medida 3.7, por se ter fundamentado em trabalho que se iniciou, praticamente, desde o arranque dos Quadros Comunitários de Apoio (QCA), em Portugal, com a experiência do PROCOM e da medida relativa ao urbanismo comercial, e todo o trabalho que se seguiu com o URBCOM e outros), constata-se que há medidas e … medidas, ficando evidente que a qualidade da Agenda não se pode medir pela quantidade de “eventos” que prevê, mas sim pela qualidade (e exequibilidade) dos mesmos.

Ter uma Agenda preenchida não é, de forma alguma, sinal de poder usufruir de tempo de qualidade, e infelizmente o tempo da(s) Agenda(s) nem sempre será o tempo do(s) calendário(s)!

 

TAXA DE IMPLEMENTAÇÃO ATÉ HOJE

 

A Agenda para a Competitividade do Comércio, Serviços e Restauração contempla 36 medidas, distribuídas por cinco eixos (estratégicos), a saber:

 

  1. Potenciar o conhecimento e o acompanhamento(Taxa de Implementação = 40%, em fevereiro/2015):
  • Conselho para o Comércio, Serviços e Restauração (CCSR);
  • Plataforma de Colaboração do Comércio, Serviços e Restauração;
  • Boletim Informativo com diagnóstico consolidado e regular dos setores de Comércio, Serviços e Restauração;
  • Via Verde para o Comércio, Serviços e Restauração;
  • Criação de Rede de Empresas de Comércio, Serviços e Restauração com proximidade às atividades de investigação científica e de desenvolvimento das universidades e politécnicos.

 

  1. “Reduzir custos de contexto e executar a simplificação administrativa” (Taxa de Implementação =20%):

 

  • Novo regime jurídico de acesso e exercício de atividades de Comércio, Serviços e Restauração;
  • Melhorar as condições e garantias para empresas e consumidores nas vendas à distância;
  • Introdução do livro de reclamações eletrónico;
  • Revisão do código de publicidades;
  • Avaliar os custos de contexto ao nível local;
  • Avaliar formas de agilizar as alterações aos Códigos de Atividade Económica;
  • Agilizar os processos de contratação nos setores e a valorização técnica nas áreas do comércio e dos serviços;
  • Resolução alternativa de litígios de consumo;
  • Grupo de trabalho para avaliar e promover a utilização de ‘Big Data’ em Portugal;
  • Criação de regras tendo em vista a proteção de informações comerciais confidenciais.

 

  1. “Incrementar a competitividade e o acesso ao financiamento” (Taxa de Implementação =30%, em fevereiro/2015):

 

  • Regime jurídico aplicável às práticas individuais restritivas do comércio;
  • Programa para a competitividade das pequenas e médias empresas;
  • Comércio Investe – Sistema de Incentivos ao Investimento;
  • Projetos conjuntos de qualificação comercial;
  • Portugal 2020 – Apoios para a competitividade do próximo período de programação 2014-2020;
  • Promover o financiamento colaborativo (crowdfunding);
  • Estratégia territorial para o comércio, serviços e restauração;
  • Alargar a marca «Portugal Sou Eu» junto aos setores dos serviços;
  • Capacitação das pequenas e médias empresas para a dinamização de modelos de negócios mais competitivos.

 

  1. “Capacitar a internacionalização e a economia digital” (Taxa de Implementação = 60%, em fevereiro/2015):

 

  • Maior presença das empresas de comércio, serviços e restauração no mercado digital global;
  • Mentor diáspora portuguesa para apoio à exportação;
  • Marca «Portugal Sou Eu» para apoio à internacionalização;
  • Alargamento dos instrumentos de apoio à promoção e internacionalização às empresas;
  • Concretizar uma presença unificada na Internet e em aplicações para telemóveis;
  • Maximização do potencial da Diretiva Serviços no mercado único Europeu;
  • Protocolo de estágios para recém-licenciados com Organizações Internacionais de Comércio.

 

  1. “Revitalizar e fomentar a restauração e similares” (Taxa de Implementação =40%, em fevereiro/2015):

 

  • Implementar um regime simplificado de prestação de cuidados de saúde ocupacional a trabalhadores isolados e ou de microempresas sem risco elevado;
  • Avaliar a criação de uma linha de financiamento específica para o setor da restauração entre as linhas de financiamento existentes;
  • Estudar a criação de uma linha de financiamento para capitalizar a restauração e similares;
  • Regulação da atividade das entidades de gestão coletiva do direito de autor e dos direitos conexos;
  • Protocolo de estágios para recém-licenciados com Organizações Internacionais de Hotelaria e Restauração.

 

 

Sobre o autorRita Gonçalves

Rita Gonçalves

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Retalho

Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030

Estudo da DS Smith revela que, até 2030, serão utilizados quase 22 mil milhões de sacos de plástico nas entregas online de artigos de moda em seis grandes economias europeias, o equivalente a mais de 400 000 sacos de plástico entregues por hora. As medidas para limitar a utilização de sacos de plástico reduziram significativamente a sua presença no comércio tradicional, mas o aumento das compras online fez aumentar a sua utilização no e-commerce.

Hipersuper

Apesar dos avanços no retalho físico na redução do uso de plásticos, o comércio eletrónico de moda está a gerar volumes alarmantes de resíduos plásticos. De acordo com uma análise da Development Economics, encomendada pela empresa de packaging sustentável DS Smith, uma empresa da International Paper, só em 2024, os seis principais mercados europeus (Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália e Polónia) receberam 2,9 mil milhões de sacos de plástico “secundários” — utilizados para transporte — nas suas compras online, o equivalente a 7,8 milhões de unidades por dia.

Ao contrário do que se verifica no retalho tradicional, onde medidas como a cobrança obrigatória dos sacos reduziram significativamente o seu uso, o crescimento das vendas online tem impulsionado o consumo de embalagens plásticas. A tendência é preocupante: estima-se que, até 2030, o número de sacos secundários aumente 47%, atingindo os 4,2 mil milhões anuais, o que poderá resultar num total acumulado de 21,8 mil milhões de sacos nos próximos cinco anos.

O estudo revela também que apenas 7% destes sacos são atualmente reciclados ou reutilizados. Os restantes 93% — cerca de 2,6 mil milhões em 2024 — acabam em aterros ou incinerados. Mantendo-se o atual ritmo de crescimento do e-commerce e das baixas taxas de reciclagem, este número poderá ultrapassar os 3,8 mil milhões por ano até ao final da década.

“Em parceria com algumas das maiores marcas do mundo, estimamos que, nos últimos quatro anos, substituímos mais de mil milhões de elementos de plástico, mas precisamos de fazer mais”, refere Luis Serrano, sales, marketing & innovation Diretor da DS Smith Ibéria. “Embora as compras online tenham crescido, os retalhistas de e-commerce estão atrasados em relação às grandes superfícies no que diz respeito à substituição dos sacos de plástico”, acrescenta.

“As empresas podem sentir-se tentadas a focar-se apenas no preço, mas manter o plástico tem um custo: os consumidores não o querem e as marcas arriscam a sua reputação se o ignorarem. Acreditamos que a legislação pode e deve ser mais exigente para todos nós, eliminando gradualmente determinados plásticos para ajudar a criar um contexto de mercado que incentive a inovação e o investimento e gere uma concorrência saudável para os substituir”, sublinha ainda.

Algumas marcas já iniciaram a transição. A Zalando, por exemplo, substituiu desde 2020 os sacos de plástico por alternativas em papel com certificação FSC e conteúdo reciclado. A mudança teve impacto direto na perceção do consumidor: a satisfação com o packaging aumentou 16 pontos percentuais após a introdução da nova solução.

“A substituição dos sacos de plástico por sacos de papel mudou as regras do jogo. Após a introdução dos nossos primeiros sacos de papel nas entregas, a satisfação dos clientes com o nosso novo packaging registou um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A elevada taxa de aceitação deixa-nos confiantes de que estamos no caminho certo com sacos de papel que são fáceis de reciclar na maior parte da Europa.”, afirma David Fischer, director logistics sustainability & packaging da Zalando.

Contudo, e como sublinha a DS Smith em comunicado, persistem desafios. A escalabilidade das alternativas sustentáveis e o cumprimento dos requisitos logísticos continuam a limitar uma adoção mais abrangente. Ainda assim, o inquérito conduzido pela DS Smith revela que 74% dos consumidores apoiam a eliminação progressiva dos sacos de plástico, sempre que existam alternativas viáveis. E 68% preferem embalagens em papel ou cartão.

Além disso, metade dos inquiridos afirma sentir-se culpada pela quantidade de plástico recebida com as suas encomendas, e 55% mostra-se mais propensa a comprar a retalhistas que utilizem embalagens recicláveis.

A análise conduzida pela Development Economics avaliou o potencial de crescimento do mercado de embalagens secundárias – aquelas utilizadas para o transporte de produtos – no setor do e-commerce de moda em seis dos maiores mercados europeus. O estudo baseou-se em dados sobre o volume e valor do comércio eletrónico de moda, a utilização de embalagens plásticas, a proporção de embalagens de transporte, bem como nas taxas de reciclagem, reutilização e destino final dos resíduos plásticos, como a deposição em aterro ou a incineração.

Para sustentar as projeções até 2030, foram analisados dados publicados e não publicados, recolhidos através de uma pesquisa bibliográfica extensa, incluindo estatísticas do Eurostat e documentação política da União Europeia e do Governo do Reino Unido. O objetivo foi modelar cenários de evolução do setor em condições de mercado estáveis e em contextos de políticas mais ambiciosas. Complementarmente, foi realizada uma sondagem junto de 12.000 consumidores nos seis países abrangidos — Espanha, França, Itália, Alemanha, Polónia e Reino Unido — entre 19 e 24 de fevereiro de 2025, seguindo os princípios de rigor metodológico estabelecidos pelas normas da ESOMAR e da Market Research Society.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Logística

Conferência da APLOG vai debater os desafios de uma logística urbana mais eficiente

“As cidades deverão dar cada vez mais atenção a este tema da logística urbana. Existem medidas que têm sido tomadas e projetos em curso, mas existe um longo caminho a percorrer”, defende Afonso Almeida, presidente da APLOG.

Apresentar, e discutir, os desafios e destacar as soluções para uma logística urbana mais eficiente, inovadora e sustentável é o objetivo da 6ª edição da conferência Cidades & Logística, que a APLOG (Associação Portuguesa de Logística) realiza esta quarta-feira, 2 de abril.

A logística urbana continua a ser um grande desafio para os players do setor. O aumento exponencial das entregas de artigos do compras on-line que veio influenciar a mobilidade na entrega de mercadorias, as infraestruturas, os meios de transporte, o aumento da frequência da entrega com consequências no aumento do tráfego e no congestionamento das cidades, são alguns desses desafios, aos quais as empresas estão a responder, mas que têm que ser trabalhados em parceria com autarquias.

“As cidades deverão dar cada vez mais atenção a este tema da logística urbana. Existem medidas que têm sido tomadas e projetos em curso, mas existe um longo caminho a percorrer. É um tema que nunca está terminado e deve ser importante envolver todas as partes interessada, no sentido de conseguir arranjar as melhores soluções para a cidade”, defendia o presidente da APLOG, Afonso Almeida, ao Hipersuper no seguimento da conferência Cidades & Logística de 2024.

A edição deste ano da conferência Cidades & Logística tem lugar no Templo da Poesia, Parque dos Poetas, em Oeiras, com início às 11h. Vai receber os profissionais e decisores “que querem estar na vanguarda da mobilidade urbana, logística sustentável e inovação nas cidades”, para um programa que ao longo do dia vai debater a logística urbana sustentável, a descarbonização na última milha, o estacionamento, o armazenamento urbano, as entregas silenciosas. Vai ainda apresentar a visão de quem abastece, as novas abordagens à última milha e ainda divulgar o projeto Standtrack.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Alimentar

Chocolate do Dubai chega esta quarta-feira às lojas Galp

O Chocolate do Dubai, a barra de chocolate de leite recheada de pistácio e Kadaif, que se tornou viral é a mais recente novidade na oferta de conveniência da Galp.

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A liderança da equipa de Enologia passa agora para Francisco Antunes
Bebidas

Grupo Bacalhôa reforça equipa de Enologia e cria nova Direção de Relações Institucionais

O Grupo Bacalhôa anunciou uma reorganização estratégica na sua estrutura de Enologia, com o objetivo de reforçar a competitividade no mercado nacional e internacional.

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A medida, liderada por Luís Ferreira, CEO do grupo desde dezembro de 2024, integra a criação de uma nova direção e uma renovação significativa na equipa técnica, refletindo o compromisso da empresa com a inovação, a qualidade e a excelência enológica.

Nova Direção de Relações Institucionais sob liderança de Vasco Penha Garcia

Vasco Penha Garcia

Como parte desta reorganização, o grupo criou a Direção de Relações Institucionais, confiada a Vasco Penha Garcia, que durante décadas liderou a área de Enologia da Bacalhôa. A nova função terá como foco o fortalecimento dos laços com parceiros estratégicos e entidades do setor, num esforço de aproximação institucional que visa sustentar a presença da empresa junto dos principais atores do mercado.

Francisco Antunes lidera renovação geracional da Enologia

A liderança da equipa de Enologia passa agora para Francisco Antunes, um dos nomes mais reconhecidos da enologia portuguesa. Com mais de 35 anos de experiência, o enólogo – distinguido com os prémios de Melhor Enólogo em 2006 (Essência do Vinho) e Enólogo do Ano em 2023 (revista Grandes Escolhas) – assume a missão de elevar a qualidade dos vinhos Bacalhôa. A sua carreira inclui a direção enológica da Aliança Vinhos de Portugal, abrangendo múltiplas regiões vitivinícolas, e é marcada por um profundo conhecimento técnico e uma abordagem versátil à vinificação.

Continuidade e reforço nas adegas do grupo

A nova estrutura mantém figuras históricas como Filipa Tomaz da Costa, que, após 42 vindimas, cede a direção enológica da Adega de Azeitão, mantendo-se como Enóloga Consultora. João Ramos, com formação internacional em viticultura e enologia, assume agora a responsabilidade pelos vinhos produzidos em Azeitão.

Na Aliança Vinhos de Portugal, Magda Costa, Enóloga Assistente desde 2022, sucede a Francisco Antunes na liderança dos vinhos, espumantes e aguardentes das regiões do Douro, Beira Interior, Dão e Bairrada. No Alentejo, Rui Vieira manterá a direção enológica da adega de Estremoz, assegurando a continuidade da certificação PSVA e o compromisso com a sustentabilidade.

Compromisso com a modernização e o legado

Luís Ferreira, CEO do Grupo Bacalhôa

Para Luís Ferreira, CEO do Grupo Bacalhôa, estas mudanças estratégicas reforçam o compromisso “com a inovação, a qualidade e a sustentabilidade e com o reforço desta nova geração de Enólogos na equipa de Enologia, estamos preparados para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais competitivo, mantendo o legado das gerações anteriores, quer na tradição de excelência na produção de vinhos, quer no compromisso de crescimento e transformação. Sendo a inovação um dos maiores desafios do nosso setor, estamos certos de que esta equipa dará continuidade à missão de posicionar a Bacalhôa na vanguarda do vinho português, reforçando a nossa modernidade e capacidade de marcar a agenda do setor.”.

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Alimentar

Vitacress e Flama unem-se num passatempo que premeia criatividade dos portugueses

A Vitacress aliou-se à Flama para lançar um passatempo dirigido ao consumidor final, com o objetivo de promover a conveniência e versatilidade das Batatas Vitacress.

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A iniciativa decorre ao longo do mês de abril e inclui prémios diários e um prémio final: um Micro-ondas Air Fryer & Forno 3 em 1 da FLAMA.

Segundo Nuno Crispim, diretor de marketing da Vitacress, esta ação procura valorizar a utilização das batatas em diferentes momentos de consumo: “Na Páscoa, a batata assume um protagonismo especial à mesa. Por isso, criámos um passatempo que destaca toda a versatilidade das Batatas Vitacress: podem ir diretamente ao micro-ondas, ficam especialmente estaladiças na air fryer e são ideais para os tradicionais assados no forno, pela sua textura e sabor únicos. Para celebrar esta tripla versatilidade, estabelecemos uma parceria com a FLAMA, cujo inovador eletrodoméstico 3 em 1 permite aos consumidores desfrutar plenamente das Batatas Vitacress em qualquer ocasião.”.

Para participar, basta adquirir uma embalagem de Batata Branca Vitacress (Mini 400g ou Média 500g), submeter o talão de compra e responder de forma criativa à pergunta: “Quais são as três razões que tornam as Batatas Vitacress práticas no seu dia a dia?”. A resposta mais original será premiada no final da campanha, com o vencedor anunciado a 9 de maio.

Durante os 31 dias da campanha, será atribuído diariamente um cabaz de produtos Vitacress ao participante que interagir com a marca no momento do passatempo. O prémio final – o eletrodoméstico 3 em 1 da FLAMA – pretende sublinhar a praticidade na preparação de refeições, reunindo três funções num único equipamento.

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Retalho

Portugália de Alvalade reabre com nova imagem e conceito

Este momento marca o início da comunicação oficial da celebração dos 100 anos da Portugália.

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Reabriu restaurante da Portugália de Alvalade, agora renovado e adaptado ao novo conceito e imagem da marca.

“A reabertura do restaurante de Alvalade é mais um importante momento na estratégia de transformação da marca Portugália. Mais uma vez demonstra que a marca se consegue modernizar e transportar para os dias de hoje sem perder aquilo que faz da Portugália uma marca única. Representa a harmonia entre a tradição e a modernidade, preservando o legado gastronómico que há mais de um século define a marca. Este momento também assinala o início das comemorações do centenário da Portugália, que será celebrado este ano.”, sublinha José Maria Carvalho Martins, diretor-geral da Portugália.

A arte continua a desempenhar um papel central nos espaços da Portugália. No restaurante de Alvalade, mantém-se o emblemático painel de azulejos de Júlio Pomar, uma obra que ocupa uma das paredes do interior do restaurante. Este painel foi idealizado pelo artista antes do seu falecimento, em maio de 2018, e concretizado pela Fábrica Viúva Lamego, reforçando a ligação da marca à cultura e ao património artístico.

O restaurante está aberto todos os dias das 12 às 23 horas e sextas, sábados e domingos das 12h00 às 00h00.

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Adega de Borba celebra 70 anos com visitas e provas gratuitas

No âmbito da celebração dos seus 70 anos, a Adega de Borba promove, entre abril e setembro, visitas gratuitas às suas instalações.

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Para assinalar sete décadas de fundação, a Adega de Borba vai realizar visitas gratuitas e provas de vinhos, que decorrem no primeiro sábado de cada mês, de abril a setembro.

As visitas dão a conhecer ao público a história e os bastidores da produção vitivinícola alentejana e incluem uma prova de vinhos e azeite, mediante reserva prévia. “Com esta ação, a Adega de Borba convida o público a conhecer de perto a sua história, os processos de produção e a qualidade dos seus produtos, numa verdadeira viagem ao coração da enologia alentejana”, convida.

O percurso inicia-se no edifício original da Adega, onde os visitantes poderão explorar espaços como a garrafeira histórica e a cave de estágio em garrafa. Segue-se o edifício mais recente, que integra o centro de vinificação com diferentes tecnologias de fermentação e um imponente espaço dedicado ao envelhecimento em barricas de carvalho francês, americano e português.

A experiência inclui uma prova de três vinhos: Adega de Borba Reserva Branco, Montes Claros Reserva Tinto e Senses (à escolha entre as diferentes monocastas disponíveis). A degustação decorre na sala de provas da Adega de Borba, com vista para a sala de barricas e para o centro de vinificação, e além da prova de um vinho branco e de dois tintos, contempla também o azeite virgem extra da marca, servido com pão regional. A visita termina na loja da Adega, onde os participantes poderão adquirir os produtos degustados e outras referências da Adega de Borba.

As visitas guiadas realizam-se às 11h e às 15h, com capacidade limitada a 50 pessoas por grupo. As reservas devem ser feitas através do email enoturismo@adegaborba.pt ou do telefone 268 891 660.

Fundada em 1955, a Adega de Borba tem 230 viticultores associados que cultivam cerca de 2.200 hectares de vinha distribuídos por 75% de castas tintas e 25% de castas brancas. A par da produção vinícola, a diversificação do negócio sob a sua marca estende-se a produtos como o azeite e vinagre e ao enoturismo.

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Receitas da Decathlon atingem 16,2 mil M€ em 2024

As vendas digitais representam agora 20% das receitas totais, incluindo e-commerce, marketplace e pedidos realizados em loja.

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O Grupo Decathlon fechou 2024 com um aumento de 5,2% face a 2023, tendo registado um volume de receitas de 16,2 mil milhões de euros, refere num comunicado onde revela ainda que as vendas digitais representam agora 20% das receitas totais, “incluindo e-commerce, marketplace e pedidos realizados em loja”.

“Medidas rigorosas de controlo de custos mitigaram o impacto da inflação, permitindo que a Decathlon mantivesse o seu dinamismo comercial, ao mesmo tempo que assegurava preços acessíveis para os clientes. A otimização das despesas operacionais continua a ser uma prioridade para 2025, com o objetivo de apoiar o crescimento a longo prazo”, define ainda no comunicado.

Presente em 79 territórios, a Decathlon mantém o foco na expansão internacional. Na Índia, a empresa anunciou um investimento significativo de 100 milhões de euros nos próximos cinco anos para aumentar o número de lojas e melhorar a capacidade de produção. Na Alemanha, planeia investir até 100 milhões de euros até 2027, tanto na abertura de novas lojas como na modernização das já existente. Também a Fundação Decathlon ampliou a sua área de atuação, tendo apoiado, em 2024, “96 novos projetos em 21 países, beneficiando mais de 395 mil pessoas”, destaca a multinacional.

O Grupo, que tem mais de 101.000 colaboradores e 1.750 lojas em todo o mundo, destaca ainda o investimento em sustentabilidade no centro das operações, através, entre outras medidas, do aumento da colaboração com parceiros industriais para descarbonizar processos produtivos e expandir modelos de negócios circulares. “Prolongar a vida útil dos produtos continua a ser uma prioridade, tornando mais fácil para os clientes reutilizarem, repararem e reciclarem o seu equipamento”, assegura.

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Action chega a Ovar, Évora e Sintra em abril

A Action vai abrir em Abril a 13ª, 14ª e 15ª lojas em Portugal, localizadas, respetivamente, em Ovar, Évora e Sintra.

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A Action, discount store de produtos não alimentares, abre a nova loja de Ovar no próximo dia 3 de abril, enquanto as de Évora e Sintra serão inauguradas a 24 de abril. Com estes novos espaços, a insígnia alarga a presença em Portugal.

A marca chega a estas três cidades com a mesma fórmula aplicada nas lojas já abertas: um protfólio de seis mil produtos em 14 categorias – como brinquedos e produtos para a casa, produtos de jardinagem, DIY (‘do it yourself’), alimentação – com o compromisso de preços mais baixos. “A Action oferece uma seleção de 150 novos produtos todas as semanas” e assume que “o preço médio de todos os produtos é inferior a 2 euros”, destaca.

“Estamos muito satisfeitos por abrir as primeiras lojas em Ovar, Évora e Sintra, apenas um ano depois de termos apresentado a nossa primeira loja em Portugal. Os clientes receberam-nos calorosamente e estamos felizes por podermos trazer a fórmula Action para mais perto deles. O nosso sucesso assenta na nossa fórmula forte e no empenho e compromisso das nossas equipas, de que muito nos orgulhamos. Quero agradecer a todos os que contribuíram para esta conquista: os nossos clientes, os nossos colegas, os nossos fornecedores e todos os que nos apoiaram,” afirma Sofia Mendoça, diretora-geral da Action em Portugal.

A nova loja de Ovar (Next Retail Park) tem 1088 metros quadrados, a de Évora terá 1125 metros quadrados e a de Sintra 1147 metros quadrados. A Action contratou uma equipa de 20 colaboradores para gerir a loja de Ovar, 24 para Évora (R. Armando Antunes da Silva) e 28 para a loja de Sintra ( Rua Do Urano, Rio de Mouro). As lojas estão abertas das 09h às 21hs, de segunda a domingo.

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Pombos-correio no marketing? Essa é a proposta da E-goi

Com vantagens como taxa de entrega de 100%, impressão biodegradável e uma frota exclusiva de pombos, a proposta promete revolucionar a comunicação digital.

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Em plena era da inovação tecnológica, a E-goi, plataforma de marketing omnicanal, surpreende hoje com o lançamento da tecnologia “Pidgital“, o primeiro sistema de mensagens inteligentes via pombos-correio do mundo. Uma proposta que combina nostalgia, tecnologia e sustentabilidade.

Entre as vantagens do serviço, a E-goi destaca:

  • Taxa de entrega de 100% (exceto se o pombo se perder)
  • Impressão biodegradável
  • Frota exclusiva de pombos “alimentados com os melhores grãos”
  • Tracking 360º com registos de abertura e leitura
  • Envio otimizado por IA com o algoritmo “Sending Optimisation”
  • Geolocalização em tempo real das rotas dos pombos
  • Testes A/B com dois pombos para análise comparativa
  • Retargeting com um segundo pombo reforçando a comunicação

Fiel à sua reputação de alta entregabilidade, a E-goi garante que o serviço conta com as autenticações clássicas do email marketing: DKIM (para evitar adulterações), SPF (para identificar falsificações) e BIMI (para identificação imediata do remetente).

Saiba mais sobre o Pidigital aqui.

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