Empresa do “Sabor do Ano” avalia satisfação dos consumidores em cosmética e bricolage
Eleitos os produtos “Sabor do Ano” 2012, a Tryp prepara o lançamento de dois novos conceitos que vão avaliar a satisfação dos consumidores nas áreas de cosmética e bricolage

Rita Gonçalves
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Entrevista a Rui Amaral, director-geral da Tryp Network
Eleitos os produtos “Sabor do Ano” 2012, a Tryp prepara o lançamento de dois novos conceitos que vão avaliar a satisfação dos consumidores nas áreas de cosmética e bricolage
Hipersuper (H.:) Que balanço faz da 5ª edição do Sabor do Ano em Portugal?
Rui Amaral (R.A.): É positivo. Na actual conjuntura económica, as marcas apostam em estratégias de marketing e diferenciação “low budget”. O “Sabor do Ano” tem um custo baixo e resultados rápidos. Porque diferencia o produto no ponto de venda e traz inteligência de mercado às empresas, através do acesso aos resultados do estudo sensorial feito pelos próprios consumidores num laboratório credenciado.
H.: Qual a metodologia do estudo sensorial?
R.A.: Para analisar cada categoria é escolhido um painel de consumidores que compram regularmente o produto. O teste é feito em prova cega e respeita as normas internacionais da AFNOR [Associação Francesa de Normas]. A prova cega tem a particularidade de retirar um conjunto de artimanhas de marketing que regra geral afectam a compra: o preço, a marca, as promoções, entre outros.
Os produtos são avaliados por categoria e cada empresa pode apresentar o número de produtos que desejar.
H: Como evoluiu o número de categorias face à edição de 2011?
R.A.: Todos os anos temos à volta de 30 categorias e este ano fizemos 27. Há muitas categorias que são anuladas porque a média padrão dos produtos não atinge uma nota superior a 6 pontos, numa escala de 1 a 10, na análise sensorial.
Participaram nesta edição cerca de 170 produtos com, em média, três variações de sabor. No total, são quase 100 empresas. O número de produtos candidatos ao selo cresceu cerca de 7%.
H: Quantas empresas são repetentes?
R.A.: Cerca de 80%. As repetentes mantém-se porque não têm preocupações em baixar o preço dos produtos ou fazer promoções porque oferecem qualidade. O selo “Sabor do Ano” tem 77% de notoriedade em Portugal junto do consumidor final. E 91% dos compradores na Distribuição conhecem o significado do selo.
H: Qual é a adesão da indústria nacional?
R.A.: É enorme. A grande maioria são empresas portuguesas. Mas estrategicamente dirigimo-nos também a empresas estrangeiras. Por exemplo, a Bacardi é um dos principais anunciantes a nível global. Ao anunciarem que são “Sabor do Ano” estão a capitalizar também a nossa marca.
H: Quais os segmentos do sector alimentar com mais adesão ao selo?
R.A.: Tem mudado muito de ano para ano. Este ano há uma adesão ímpar das bebidas alcoólicas. Penso que está relacionado com o facto de termos mais de 600 empresas em Portugal na área vitivinícola, um exagero para a dimensão do nosso mercado. Estas empresas sentem necessidade de se diferenciarem e absorverem vantagens competitivas.
H: Qual é o investimento?
R.A.: O valor está repartido em duas fases. A primeira é a inscrição. Custa 1,400,00 euros e garante acesso ao estudo sensorial. A qualificação para a próxima fase está dependente da análise do consumidor. Apenas 35% dos produtos conseguem passar à fase da certificação.
Na segunda fase, as empresas pagam um “fee” de cerca de 9.000,00 euros que permite utilizar o selo durante o ano e utilizar as nossas activações, como o Restaurant Week, o Clube do Sabor no centro comercial Alegro, a Feira do Sabor com a Auchan e ainda a activação que vamos fazer nos mercados municipais de Lisboa, com a presença dos chefs de Restaurant Week.
H: Há estudos que provam que o selo aumenta as vendas?
R.A.: Um estudo ibérico de neuromarketing, onde ‘linkamos’ com eléctrodos a nível cerebral e ocular um conjunto de pessoas afectas à exposição de publicidade, com e sem o logo “Sabor do Ano”, concluiu que a retenção da atenção em determinados momentos duplica e até mesmo triplica com a presença do selo.
H: O crescimento das vendas de produtos de marca própria afecta o desempenho do “Sabor do Ano”?
R.A.: O “Sabor do Ano” existe para a indústria, que mostra um esforço acrescido no desenvolvimento de novos produtos. A marca própria, por tradição, segue o que está desenvolvido pela indústria. As marcas da distribuição têm as suas vantagens, como o preço. No início, muniram-se muito de qualidade mas hoje, segundo o que tenho lido, estamos a assistir a um reflexo inverso, continuam a ter um bom preço mas a qualidade começa a ser mais baixa.
H: A Tryp Network lançou no ano passado em Itália o “Sapore dell Anno”. Como está a correr?
R.A.: Muito bem. A indústria italiana é muito forte e tem capacidade e necessidade de investir nesta ferramenta, que não existia.
Estamos ainda em Espanha, França, Bélgica, a lançar o “Sabor do Ano” no Brasil, e queremos ir para o México e Tunísia.
H: Quais os projectos da Tryp para 2012?
R.A.: Estamos a lançar pequenos projectos, como, por exemplo, aproveitar sinergias entre os projectos Sabor do Ano e Restaurant Week.
H: E o lançamento do Victorias de la Belleza está para breve?
R.A.: Sim. Vai ser lançado ainda este ano. Também pertence à Monadia e permite avaliar a satisfação do consumidor com produtos de beleza e cosmética. Esta avaliação é feita em casa, pelos consumidores. Em Portugal vai designar-se TOP Beleza.
Também vamos lançar este ano os Troféus da Casa – certificação para o sector da bricolage. Levamos os consumidores para um laboratório, onde podem construir e testar os produtos, acompanhados por técnicos especializados. Todos os produtos estão desmascarados de marca.