Valdemar Gomes de Freitas despede-se da CVR do Dão
Após oito anos de funções à frente da CVR do Dão, Valdemar Gomes de Freitas despede-se da presidência da Comissão com dever de “missão cumprida”.

Victor Jorge
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“Ao fim destes anos de trabalho intenso manifesto, com orgulho, um sentimento de missão cumprida. Quando assumi funções deparei-me com uma Região em estado de alguma letargia, nem sempre ciente dos problemas que enfrentava e muito menos com ânimo para reverter essa situação. A CVR do Dão rapidamente traçou o diagnóstico, multiplicou os alertas, mas foi um processo moroso o de contrariar estigmas e ajudar a mudar mentalidades”, afirma Valdemar Gomes de Freitas, prestes a terminar o seu mandato à frente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.
O ainda presidente da CVR do Dão recorda “o grande esforço” que a entidade empreendeu para recuperar de uma imagem “menos abonatória” que “teimava em pairar sobre a Região” nas últimas décadas. “O Vinho do Dão foi dos mais prejudicados pela política que privilegiou a quantidade em detrimento da qualidade”, reconhecendo que os produtores iniciaram, desde os anos 90, “um novo percurso, mais apostados na qualidade”.
No entanto e para que o nome da Região pudesse verdadeiramente ser alavancado, era necessário que a generalidade dos agentes económicos percebesse que teria de ser esse o caminho: “apostar na qualidade para recuperar o estatuto de eleição dos Vinhos do Dão”, explica Valdemar Gomes de Freitas.
No momento em que cessa actividade na estrutura responsável pela certificação e promoção dos vinhos do Dão, Valdemar de Freitas sublinha o novo patamar alcançado recorrendo a exemplos.
“Quando iniciei funções na CVR do Dão, poucos acreditariam que alguns dos mais influentes líderes de opinião internacionais elegessem os vinhos do Dão como algo que urge descobrir. Conseguimo-lo, trazendo-os à Região e mostrando-lhes o nosso incalculável património de castas, a nossa história, a nossa filosofia de produção, os nossos vinhos”, salienta.
Valdemar Gomes de Freitas considera ainda que os eventos promocionais realizados no Dão, em Lisboa, Porto e Algarve, as celebrações do primeiro Centenário da Região Demarcada dos Vinhos do Dão e as mais recentes acções desenvolvidas em mercados externos prioritários (como Angola, Brasil, Estados Unidos e Canadá) “ajudaram a conferir uma maior notoriedade aos Vinhos do Dão junto dos consumidores, especialistas e profissionais da hotelaria e restauração, além de proporcionarem um contacto comercial privilegiado aos agentes económicos que participaram nestas iniciativas”.
A presidência de Valdemar à frente da CVR do Dão teve, no entanto, alguns pontos negativos, destacando, entre eles o facto de não ter sido constituída uma única entidade certificadora para os vinhos da Região das Beiras, que fosse capaz de agregar o Dão, Lafões, Bairrada, Beira Interior e Távora-Varosa.
“A CVR do Dão investiu bastante neste processo e, a dado momento, sentiu que estava a ser a única realmente apostada em levar a bom porto um desfecho que reunisse todas as entidades num só estrutura certificadora. Infelizmente não fomos bem sucedidos, foi uma oportunidade perdida, mas mantenho a convicção que a médio prazo isso acabará por revelar-se inevitável”, estima Valdemar Gomes de Freitas.