Pingo Doce
Pingo Doce refuta acusações feitas por ONG que acusa o retalhista de ter fornecedores que maltratam galinhas
O Pingo Doce nega as acusações feitas pela organização Frente Animal (FA) que diz ter recebido “imagens chocantes de maus tratos em explorações que fornecem o Pingo Doce”, de “galinhas deformadas, aves incapazes de se mexerem, apinhadas entre cadáveres e manuseadas com violência”

Ana Rita Almeida
HAVI implementa em Portugal um projeto-piloto de gestão de armazéns
Jerónimo Martins entre as 100 melhores empresas mundiais em diversidade e inclusão social
Essência do Vinho regressa ao Porto com 4.000 vinhos de 400 produtores
Indústria alimentar e das bebidas exportou 8.190 M€ em 2024
Festival da Comida Continente de volta em julho
Embalagem e logística têm melhorado a eficiência operacional
Método de pagamento Bizum com crescimento de cerca de 2000% no último mês
Auchan lança campanha focada nas suas pessoas
Mercadona distinguida com dois prémios de inovação
ÚNICO vai operar em Portugal na gestão do plásticos de uso único
Segundo a organização não-governamental (ONG), as imagens, captadas em explorações portuguesas por fotojornalistas,”evidenciam práticas alarmantes dentro da indústria da carne de frango, incluindo o manuseamento agressivo dos animais, aves doentes e deformadas misturadas com animais mortos, e até mesmo atropeladas deliberadamente pelos camiões de transporte”.
O Pingo Doce refuta estas afirmações e garante que está a ser alvo de uma campanha “manifestamente ofensiva” do seu bom nome.
Em comunicado, o Pingo Doce refere que a “ONG faz referência a um compromisso de âmbito europeu que, até ao momento, não se encontra publicamente subscrito por nenhuma empresa de distribuição alimentar a operar em Portugal”. “Não se compreende, portanto, a não ser à luz de má-fé, a campanha difamatória dirigida exclusivamente contra o Pingo Doce”, acrescenta.
A retalhista informa que no passado dia 4 de Novembro, representantes do Pingo Doce receberam, na sede da Companhia, em Lisboa, a representante da Frente Animal, Joana Machado, que exibiu, nessa ocasião, algumas imagens totalmente descontextualizadas do que aparentava serem situações de sofrimento animal alegadamente ocorridas em explorações de fornecedores do Pingo Doce. “Os representantes da Companhia pediram repetidamente a Joana Machado que identificasse os alegados fornecedores em questão, sem que o que não seria possível intervir, mas a representante da Frente Animal recusou fazê-lo. Já em posterior troca de e-mails, o Pingo Doce insistiu para que fosse disponibilizada informação que permitisse à Companhia verificar as alegadas más práticas e a Frente Animal manteve a sua posição de falta de transparência”, sublinha.
O Pingo Doce garante ainda que a preocupação com o bem-estar animal, nomeadamente das galinhas, está bem patente no facto de, desde 2019, todos os ovos de Marca Própria à venda nas lojas da cadeia serem provenientes de galinhas não enjauladas. “Adicionalmente, está em curso um processo de certificação em bem-estar animal de acordo com o selo Welfair (baseado no referencial internacional Welfare Quality) junto dos nossos fornecedores de frango”, acrescenta.
“As auditorias regulares que o Pingo Doce faz aos seus fornecedores incluem critérios de bem-estar animal, com base na legislação em vigor e no referencial da Global G.A.P. (Global Good Agricultural Practices) que avalia a implementação de boas práticas na produção. “Em nenhuma destas auditorias foram identificadas situações como as apresentadas pela Frente Animal”, garante, informando que se “a campanha injuriosa” não cessar de imediato irá agir criminalmente contra a ONG.