José Duarte, presidente da CAMB
Bebidas

“A CAMB é o garante económico da nossa região”

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB) está a celebrar 70 anos. A campanha de 2023-2024 terminou com a receção de 47 milhões de quilos de azeitona, mas esta quantidade poderia ser maior, se houvesse mais acesso a água. O mote perfeito para uma entrevista com José Duarte, presidente da CAMB.

Ana Grácio Pinto
José Duarte, presidente da CAMB
Bebidas

“A CAMB é o garante económico da nossa região”

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB) está a celebrar 70 anos. A campanha de 2023-2024 terminou com a receção de 47 milhões de quilos de azeitona, mas esta quantidade poderia ser maior, se houvesse mais acesso a água. O mote perfeito para uma entrevista com José Duarte, presidente da CAMB.

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Ana Grácio Pinto
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A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB) tem quatro mil associados, dos quais 1.300 são olivicultores, e aqueles que entregam a azeitona. São 20 mil os hectares de olival dentro da área da abrangência da cooperativa, dos quais 65% é tradicional de sequeiro. A cooperativa comercializa cinco azeites no mercado nacional e nos mercados externos e, mais recentemente, inovou ao lançar outra marca, exclusivamente para a exportação.
“O grande objetivo da nossa cooperativa sempre foi – e para isso é que a cooperativa foi formada – comercializar da melhor forma a produção dos seus associados, valorizar essa produção e, com isso, garantir uma sustentabilidade económica, mas também social, para os produtores”, sublinha José Duarte, nesta entrevista.

A CAMB está a celebrar 70 anos, sete décadas de trabalho com os produtores. O que mudou ao longo destas sete décadas? E, por outro lado, o que a cooperativa mantém inalterado?
O que mudou ao longo destes 70 anos foi, primeiro, a transformação que o olival teve, principalmente nos últimos 20 anos, em que houve uma modernização muito grande, muito fruto do Alqueva. Tivemos água no Alentejo e isto transformou completamente a paisagem, transformou a olivicultura. Hoje, Portugal é uma referência na olivicultura mundial pela tecnologia, pela produção de azeite de qualidade. Nós, apesar de estarmos perto da barragem do Alqueva e de não termos ainda uma área de regadio muito grande dentro da área da abrangência da cooperativa, notamos que houve essa grande transformação.
Em relação aos princípios e os valores, acho que se mantiveram desde a essência da cooperativa. O grande objetivo da nossa cooperativa sempre foi – e para isso é que a cooperativa foi formada – comercializar da melhor forma a produção dos seus associados, valorizar essa produção e, com isso, garantir uma sustentabilidade económica, mas também social, para os produtores. E acho que esses princípios, ao longo destes 70 anos se têm mantido, criarmos um ecossistema dentro da nossa região, muito à volta do azeite e da azeitona, em que praticamente todas as famílias do concelho de Moura têm alguma dependência ou alguma ligação ao olival.
E estando nós numa zona de Alentejo profundo, onde o tecido empresarial é muito fraco, a cooperativa tem, também, essa responsabilidade social. É o grande garante económico, digamos assim, da nossa região. A cooperativa tem quatro mil associados, no geral, dos quais 1.300 são olivicultores, e são aqueles que efetivamente nos entregam a azeitona. Mas, depois, há um leque de pessoas, desde os colaboradores a associados, a prestadores de serviços, a todo o comércio, que acabam, de uma maneira ou de outra, por beneficiar do facto de a cooperativa existir.

A produção média de seis mil toneladas de azeite por ano mantém-se?
Sim, mantém-se. A média dos últimos anos tem sido os 6 milhões. Na melhor campanha da cooperativa, que foi em 2021-2022, obtivemos uma produção de 10 milhões e 500 mil quilos de azeite. Foi a produção recorde.

José Duarte, presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB)

José Duarte, presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB)

A gama comercializada pela CAMB é composta por quantos azeites?
O nosso produto de excelência embalado é o Azeite de Moura DOP. Nós somos a maior e a mais antiga DOP de Portugal e estamos no mercado já há muitos anos com este azeite, que continua a ser a nossa aposta de mercado.
O Azeite Moura DOP é de uma zona certificada, que é a DOP MOURA (Denominação de Origem Protegida). Esse azeite é feito com base num caderno de especificações – em que temos de ter determinadas variedades, variedades autóctones, que estão aqui na nossa região já há muitos séculos – e que nós cumprimos. A maior parte dessa azeitona é proveniente dos nossos olivais tradicionais de sequeiro e tem, obviamente, umas características organoléticas únicas.
Lançamos também um azeite mais premium, o Lote Seleção. É fruto dos melhores lotes de azeite que temos na cooperativa. Todos os anos os nossos técnicos escolhem os melhores lotes, fazem um blend e com base nesse blend comercializamos o azeite Lote Seleção.
No caso do Seleção, é um azeite virgem extra. No Azeite Moura DOP, temos no mercado um azeite virgem extra, um virgem extra bio e também um azeite virgem.
Depois, temos uma marca centenária, o Salúquia. Já esteve nas grandes superfícies na distribuição a nível nacional. Neste momento só está aqui, a nível regional. Temos esse azeite à venda por ser uma marca que tem cem anos e que queremos manter pelo menos aqui para o nosso mercado.
Temos uma outra marca, de um azeite não DOP. É o Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, feito com outro tipo de variedades de azeitona, que lançámos no ano passado para exportação.
Todo o azeite que nós vendemos é proveniente exclusivamente das azeitonas dos nossos associados. Nós não compramos nem azeitona, nem azeite a terceiros.

O que diferencia o azeite produzido na CAMB? Que características tem, o que diferencia do azeite de outras regiões?
O primeiro ponto é a qualidade. O nosso terroir é distinto do de muitas zonas onde existe olival mais recentemente. Não é por acaso que nós temos olival desde o tempo dos romanos, é porque nós temos características edafoclimáticas únicas e a nível organolético os nossos azeites são diferenciados também por causa disso.
E depois, obviamente, as variedades. Nós temos variedades, como é o caso do nosso DOP, onde temos a galega que dá um toque mais suave, mais aveludado, e depois temos azeites um pouco mais consistentes e mais fortes como é o caso da verdial e da cordovil. E estes blends fazem com que o nosso azeite seja diferenciado e muito apreciado pelo consumidor. Há também um saber preparar, fazer, isto é muito importante porque nós andamos no mercado já desde o século passado. E há um conhecimento que muitas vezes passa de pai para filho porque nós já cá estávamos antes desta transformação toda dos olivais.
Mesmo durante a pandemia a cooperativa não parou, nós aqui decidimos que não podia faltar azeite na casa dos portugueses. Trabalhámos com todas as condições de segurança, obviamente, mas fizemos turnos, trabalhámos 24 sobre 24 com turnos mais pequenos, e não falhámos uma única entrega, uma única encomenda que nos fizeram. E acho que da parte do consumidor também há esse reconhecimento de tudo aquilo que nós fazemos e proporcionamos ao mercado e com toda esta qualidade.

A campanha de 2023-2024 terminou com a receção de 47 milhões de quilos de azeitona. De quanto foi esse aumento em quilos e percentagem em relação à época anterior?
Nós viemos de uma campanha muito baixa, a campanha de 2022-2023, em que recebemos 27 milhões de quilos de azeitona, se não estou em erro. As nossas estimativas para a campanha que terminou em janeiro, eram de 40 milhões de quilos. E obtivemos 47 milhões de quilos de azeitona.
No entanto, em relação ao rendimento, tivemos, com os 47 milhões de quilos de azeitona, praticamente os mesmos quilos de azeite que estávamos à espera com os 40 milhões que tínhamos estimado.
Porque o rendimento não é um número fixo. Sofre variações em função do clima: se está mais calor, se atrasa a altura do amadurecimento do fruto ou não, ou se chove. Este ano choveu antes da campanha, o fruto ganhou água e o processo de formação de azeite parou naquela altura. E daí nós trazermos mais quilos, efetivamente, de azeitona para o lagar, mas depois quando é convertido e quando é transformado em azeite, há uma redução de azeite extraído porque efetivamente trouxemos uma grande quantidade de água. Todos os anos há variações em termos de rendimento. Por norma, estamos a falar em 15% de rendimento de azeite por azeitona. Em cada 1000 quilos de azeitona, temos 15%, ou seja, 150 quilos de azeite, em média.

A fraca campanha de 2022, por causa da pouco chuva, resultou na falta de Azeite Moura DOP nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais, e levou a CAMB a explicar os motivos…
Na história recente da cooperativa, foi o único ano em que efetivamente nos faltou azeite. O azeite da campanha é vendido durante o ano comercial a seguir. E foi o que aconteceu na anterior campanha. Tivemos uma campanha de 27 milhões de quilos com um rendimento também normal. Satisfizemos os nossos clientes, mas avisamo-los logo no início que tínhamos tido uma campanha fraca e que só tínhamos aquela quantidade de azeite.
E nós temos hoje em dia um handicap em relação a tudo o que se está a fazer aqui no Alentejo de olivicultura moderna. Temos 20 mil hectares de olival dentro da área da abrangência da cooperativa, mas cerca de 65% desse olival é tradicional de sequeiro. E em anos de seca, como há dois anos, que afetou muito o calor na altura da floração, tivemos produções baixíssimas e obviamente que aí não conseguimos abastecer o mercado.

Está a crescer a área de implantação do olival plantado em copa (intensivo), e o plantado em sebe (superintensivo)? Estão a alterar a paisagem, por uma questão de rentabilidade?
Está-se a alterar, mas há um fator que condiciona, neste momento, essa transformação: a falta de água. No concelho de Moura, neste momento, os nossos olivicultores têm dois problemas estruturais. Um é não termos água, não temos ainda blocos de rega do Alqueva. E para se fazer a transformação, para esse tipo de olival mais moderno, mais produtivo, precisamos de água. Enquanto não tivermos, não se pode fazer essa transformação.
O outro problema tem a ver com a rede Natura 2000. Nós temos grande parte dos nossos olivais tradicionais em rede Natura 2000 e esses hão-de continuar a ser sempre olivais tradicionais de sequeiro. Isso é um fator também limitante nas nossas produções. Em termos de área, na nossa cooperativa, por exemplo, em 20 mil hectares, não temos mil hectares de olival em sebe.
Olhamos com muita esperança, para que tenhamos água do Alqueva. Foi prometido, já por dois ministros, e já foi avançada a construção de dois blocos de rega, o bloco de rega de Moura e o bloco de rega de Póvoa Amareleja. E aí, não tenhamos dúvidas, vai haver uma transformação também no olival e um aumento de produção da própria cooperativa.

José Duarte, presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB)Então pode-se dizer que é o que deve ser feito de forma mais urgente? O calor e a chuva fora de época são fatores que os agricultores não conseguem controlar. Mas o acesso à água pode ser controlado…
Sem dúvida. Há aqui duas situações. Se nós queremos combater as alterações climáticas, só o conseguimos com água. Se nós tivermos água, nós conseguimos, primeiro que tudo, fixar as pessoas. E um problema que esta região e que todo o interior do país têm, é como fixar os jovens. Temos que criar condições para que um jovem que se queira instalar na agricultura seja competitivo, tenha rentabilidade. Não pode estar na agricultura para perder dinheiro, porque senão acaba por ir para o litoral e deixa o interior. Essa é a primeira situação.
Obviamente que a construção dos blocos de rega, previstos no nosso concelho, vai criar aqui as condições ideais para transformarmos a nossa região e termos a agricultura, a par de outras valências, como o turismo, como fatores que dinamizem a região, criem emprego e consigamos segurar os jovens à região. E no nosso caso, obviamente, que vemos com urgência a questão da construção dos blocos de rega, até para sermos competitivos. Porque hoje em dia, os agricultores do concelho de Moura e Barrancos, os agricultores do olival tradicional de sequeiro, não são competitivos. E é muito fácil percebermos o porquê. Quando temos produções de dois mil quilos de azeitona por hectare versus produção de 15 mil que dá um olival moderno, estamos a ver aqui a decalagem que há entre agricultores.

É um caminho natural para a CAMB, ‘mudar’ para os olivais modernos?
Eu acho que é um caminho perfeitamente natural a partir do momento em que tenhamos água e nas zonas onde vamos ter água. Porque grande parte dos nossos 20 mil hectares vão continuar no modo em que hoje ainda estão em produção por um conjunto de condicionantes como a rede Natura e por outras onde não há rede Natura mas também não há água. Os olivicultores não podem aí fazer grandes transformações.
Agora, é evolução. E aqui é uma forma de mecanizarmos mais um setor e com resultados. Porque efetivamente a olivicultura moderna dá resultados. Vejamos os números, por exemplo, das exportações de azeite, que em 2023 atingiram o recorde mil milhões de euros, um valor superior ao do vinho, e com um produto de qualidade. E o que nós exportamos é, atrevo-me a dizer, se calhar 100% de azeites virgens entre o virgem e o virgem extra.

São inúmeros os prémios recebidos pela CAMB, em Portugal e no estrangeiro. Estes prémios são também resultado de uma atenção à sustentabilidade dos olivais?
Também. E grande parte do mérito destes prémios está nos nossos olivicultores como é óbvio. Pela forma como trabalham a terra, como cuidam dos olivais. Há uma característica única nesta região: o facto de termos olival desde o tempo dos romanos; há aqui uma paixão enraizada nos olivicultores e a forma de trabalharmos até é diferente e tentamos criar aqui, sem dúvida, uma sustentabilidade. E o tal ecossistema entre o ambiental, o económico e o social é extremamente importante. Estes prémios são o reflexo também do conjunto destes três pilares. Cada prémio que nós ganhamos é obviamente um motivo de satisfação, mas é um motivo de satisfação coletivo. Ao fim e ao cabo, quem ganha o prémio é o agricultor porque é ele que está ao longo do ano a cuidar e a tratar do seu olival.

Como é que os olivicultores trabalham a sustentabilidade? Sabendo que grande parte da produção provém de olivais tradicionais…
Esse olival tradicional por norma é um olival que está a contribuir para baixarmos as emissões de carbono. E depois, no olival tradicional toda a fauna e a flora envolvente acaba também por ser um garante dessa sustentabilidade. E o facto do agricultor cuidar e tratar esse olival é, do meu ponto de vista, o expoente máximo da sustentabilidade. Porque o dia que esse agricultor não for produtivo e não tiver sustentabilidade económica e que decida abandonar esse olival vamos ter aí sim um problema grave naquilo que é a sustentabilidade ambiental.

A UE defende uma produção mais sustentável, com mais ênfase na estratégia ‘Farm to Fork’, com redução de pesticidas e fertilizantes. Alterar procedimentos para uma produção mais sustentável pode levar a uma quebra no rendimento agrícola e acarreta investimentos, às vezes difíceis de comportar sem apoios. Tal pode vir a acontecer no olival?
Vai, se a estratégia ‘Farm to Fork’ for para a frente da forma que foi criada. Houve recentemente um recuo, reflexo das manifestações dos agricultores. A União Europeia não vai fazer nada até junho, como é óbvio, mas depois com o novo Parlamento Europeu o ‘Farm to Fork’ vai voltar outra vez à ribalta e não sabemos de que forma. Obviamente que há uma consciencialização na parte ambiental, mas não nos podemos esquecer de uma coisa: a União Europeia faz parte de um mercado global e ao criar a estratégia ‘Farm to Fork’, estamos a colocar nos nossos agricultores um conjunto de limitações de produtos que a médio e longo prazo o que vão fazer é que tenhamos uma produção menor. Ao haver uma produção menor vai faltar produto no mercado e, das duas uma, ou subimos o preço do produto para equilibrar a balança ou então vamos comprar produtos a mercados fora da União Europeia com regulamentações próprias e que depois entram aqui com mais produto ainda do que aqueles que nos estão a restringir.
Tem que haver um pouco de bom senso e um equilíbrio também e penso que a União Europeia percebeu isso.

Por falar em preços, estes têm vindo a aumentar exponencialmente. Está relacionado com os custos na produção, ou também com um aumento do consumo?
A subida do preço do azeite tem a ver primeiro com uma questão de falta de produção. A nível mundial, viemos de duas campanhas seguidas em que houve produções baixas. E porquê? Choveu menos, fez calor em alturas chave do ciclo produtivo da oliveira, nomeadamente na floração, e isso fez com que tivéssemos produções baixas. E há um país que representa 50% da produção mundial de azeite, a nossa vizinha Espanha, que tem a maior parte do olival também em sistema tradicional de sequeiro, na zona de Jaén, e mesmo o olival de regadio naquela zona tem muitas limitações porque não tem o acesso à água.
Esta quebra de produção em dois anos levou a que não houvesse stocks a nível mundial e tivéssemos aqui uma campanha com pouco azeite e o que aconteceu foi uma subida acentuada no preço.
Mas há algo em que nós temos que pensar também. Fala-se muito que o preço está muito elevado, mas partimos de um pressuposto muito baixo: o preço do azeite há dois, três anos estava nos dois euros por quilo e dois euros por quilo está abaixo dos custos de produção do olival tradicional. Os nossos agricultores do olival tradicional há dois anos estavam a perder dinheiro porque o preço do azeite estava excessivamente baixo.
Tivemos outros fatores: um aumento da inflação a guerra na Ucrânia, a questão da mão de obra. No ano passado nesta altura tínhamos o preço praticamente a sete euros por quilo muito por fruto deste aumento de inflação e dos fatores de produção, da energia. Este aumento agora dos sete para os nove euros foi muito reflexo de não haver azeite no mercado e foi uma forma de se conseguir que se abastecesse o mercado ao longo do ano até ao início da próxima campanha.

José Duarte, presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB)Voltando aos prémios, estes abriram portas na exportação? Que percentagem representam os mercados externos?
Estes prémios ajudam a vender na exportação, mas também a nível nacional. A nossa estratégia sempre foi, desde o início, o mercado nacional até porque não tínhamos azeite para exportação pelas nossas características,: termos safra, contra-safra, termos olival tradicional com menos produtividade não nos dava para planificar. De há 10 anos para cá começamos a trabalhar o mercado de exportação, que representa mais ou menos 15% da venda da cooperativa. Obviamente que os prémios ajudam a abrir portas, é um sinal de qualidade, de notoriedade e obviamente que os nossos parceiros procuram sempre também equipas vencedoras.

A quantos mercados chegam os azeites da CAMB?
Estamos na Polónia, mercado que tem um peso importante para nós, e depois temos o chamado ‘mercado da saudade’: Alemanha, Suíça, França Bélgica, Holanda são os mercados onde estamos presentes. Entrámos nos Estados Unidos o ano passado, com a nova marca, um mercado de difícil entrada, mas o caminho, como se costuma dizer, faz-se caminhando e esperamos, ano após ano, irmos consolidando também essa esta nova marca.

Como surgiu a ideia de criar esta marca exclusiva para a exportação?
As produções da cooperativa foram aumentando ao longo dos últimos anos e ao ter mais produção só nos resta uma coisa: ou continuar no mercado dos embalados ou vender a granel. E a estratégia da cooperativa é vender embalado. Foi isso que nos levou também a criar uma nova marca e lançá-la para a exportação. Com a leitura que fazemos com base nos dados que temos, nos próximos anos vamos ter sempre produções não DOP superiores às DOP, e é mais fácil lançarmos uma marca das variedades de que vamos ter mais produção. Daí apostarmos nessa marca e apostarmos para já no mercado de exportação. Mas, quem sabe, daqui por um ano ou dois anos também apostar nessa marca em Portugal e termos duas marcas mais fortes, conceituadas e reconhecidas também pelo consumidor. Porque estamos a falar de azeites de qualidade superior mas a nível organoléctico com perfis distintos.

A Denominação de origem Protegida do azeite de Moura é a mais antiga?
É a mais antiga, desde 1994 e é composta das variedades Galega, Verdeal e Cordovil.

Tem sido difícil manter esta classificação DOP? No futuro que desafios se apresentam à continuação desta denominação?
Obviamente que há desafios e o primeiro é a produção: temos de ter produção para efetivamente conseguirmos escoar o produto com a nossa marca. Há outros desafios, como o consumidor reconhecer que ao comprar um azeite DOP está a contribuir para que se mantenha uma atividade numa região com características específicas: olival tradicional de sequeiro, com custos de produção elevados, com produções baixas – e que esteja disposto a pagar um preço obviamente superior àquilo que é o preço do mercado. Ao comprar um produto DOP, neste caso o azeite, está a comprar um produto diferenciado de variedades autóctones e que apresentam ao fim e ao cabo uma região e as suas gentes, as tradições e aquelas características.
Esse é o primeiro passo. O segundo passa pelos nossos compradores, pelos nossos parceiros também. Que percebam que quando colocamos um preço superior em relação a um azeite convencional, digamos, é porque efetivamente temos que o valorizar. E muitas vezes o que acontece é que nós não conseguimos vender esse azeite ao preço que pretendíamos por tudo aquilo que lhe falei há pouco. Porque se fôssemos colocar lá todos estes custos para dar rentabilidade ao agricultor, ainda tínhamos que subir muito mais o preço. E quando nós estamos muito acima há sempre uma certa relutância por parte dos nossos players em colocarem o azeite nas prateleiras porque não tem rotação ou porque isto ou aquilo ou porque está muito caro. Mas tem que haver essa consciência de que nós estamos a vender um produto diferenciado e que tem um consumidor fiel e isso é no meu ponto de vista também a parte mais interessante: nós temos consumidores que são fiéis à nossa marca e ao nosso produto independentemente do preço.
E há outra coisa muito importante. O Estado português deveria dar um sinal em relação às DOP e como o poderia fazer? Nos cadernos de encargos, nos concursos públicos para as cantinas para os refeitórios, alocar uma percentagem de 25%, 30% de produtos certificados – azeites queijos, massas, o que fosse, ao que é consumido. É um sinal de que estamos a valorizar o que é nosso, estamos a valorizar o que é diferente.
No plano estratégico da cooperativa está definido o aumento da capacidade de laboração do lagar, de uma forma a responder às necessidades dos sócios e à dinâmica do setor. Como está este objetivo?
Neste momento nas instalações onde estamos, a cooperativa tem capacidade para receber toda a azeitona dos sócios sem sobressaltos. Inclusivamente, depois do ano record que tivemos, de 62 milhões de quilos de azeitona, fizemos alguns investimentos para que não tivéssemos os sobressaltos que tivemos naquela campanha. E estamos perfeitamente à vontade para receber toda a produção atual dos sócios.
Com a construção dos blocos de regra e a sua conclusão, toda esta zona vai sofrer uma transformação. Nós, no nosso plano estratégico, tínhamos algumas soluções e a solução mais credível, na qual já estamos a trabalhar, é a construção de um novo lagar de raiz. É isso que nós vamos fazer dentro de dois, três, quatro anos. É um lagar pensado para crescer de uma forma estruturada e que consiga absorver as produções futuras dos nossos associados. Um lagar moderno, com toda a tecnologia de ponta.
O que nós estamos a fazer é adaptarmo-nos àquilo que o campo depois também vai fazer. Temos vindo a crescer aos poucos e a criar todas as condições para que quando haja produções e anos de muita produção, não tenhamos aqui nenhum problema a nível de receção de azeitona.
Há uma coisa que é extremamente importante e um fator de sucesso e de qualidade dos nossos azeites: o tempo de espera aqui na nossa cooperativa durante a campanha para descarregar a azeitona é muito diminuto. O nosso agricultor chega aqui e passado 30 minutos, 40 minutos no máximo, tem a sua azeitona já descarregada, está no tegão e começa a ser processada. Isso é extremamente importante para manter as qualidades da própria azeitona e depois de transformada temos uma diferenciação também estratégica. Porque é muito importante que não haja perdas de tempo entre o campo e a moenda.

De que necessitam os olivicultores, da parte do poder público, de quem gere e decide os mecanismos de apoio à agricultura?
Primeiro de tudo, que se cumpra a palavra dada. Muitas vezes em campanha ou mesmo sem estarmos em campanha fazemos anúncios que depois não cumprimos e acho que tem que haver seriedade por parte dos nossos políticos em cumprir com a palavra. Esse é o primeiro ponto. O segundo, que não se olhe só para o litoral, mas que se olhe muito também para o interior e que se pense que uma grande parte do nosso território está em vias de abandono e, que, se nada for feito, nos próximos anos criamos um problema muito grave na sustentabilidade até do próprio território. E há que, de uma vez por todas, criar condições. Não estamos a falar só da agricultura. Estamos a falar da educação, estamos a falar de saúde, estamos a falar de acessibilidades para que haja uma maior proximidade entre o interior e o litoral.
A nível da agricultura é cumprir com a palavra e principalmente olhar para uma coisa que é extremamente importante: a água. Tem que se criar uma rede nacional de água e essa rede nacional de água consiste numa coisa muito simples: aproveitarmos a água que do Norte não é aproveitada, vai para o oceano, e trazê-la para cá. E isso traz-se de inverno, não se traz de verão. Não é estar a tirar água aos agricultores e às populações do Norte. É aproveitarmos a altura da chuva, em que a água vai para o mar, e trazê-la para todo o território do interior de Portugal, não só o Alentejo. Só assim é que nós conseguimos ter um país coeso também a nível territorial porque senão vamos ter aqui grandes desigualdades. Onde há água há desenvolvimento, onde não há água não há nada.

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Diogo Barbot: “A inovação é uma prática contínua que nos diferencia no mercado”

A Barbot nasce no Porto em 1920. Cerca de dois anos após o fim da I Guerra Mundial, Diogo Barbot abriu uma fábrica em Santo Ildefonso, no Porto. Cento e cinco anos depois, a pequena empresa de cariz familiar deu lugar a um grupo internacional com mais de 350 colaboradores a nível mundial, que investe mais de 2M€ por ano e detém uma faturação global de mais de 60M€. “Nos mais de 100 anos de história, de onde passamos de ser um ator local para um player multinacional, procuramos sempre uma abordagem local, pensando global”, sublinha ao Hipersuper, Diogo Barbot, strategy director no Grupo Barbot.

Com uma dimensão global, o grupo empresarial português tem oito fábricas dispersas por cinco países em dois continentes – Portugal, Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde – e comercializa para mais de 26 países. O investimento em I&D e as práticas de inovação estão patentes num catálogo de 30 mil cores, “o maior catálogo de cores em Portugal”, assegura Diogo Barbot ao Hipersuper, e nas mais de quatro mil fórmulas criadas. “Não há limite para a nossa imaginação e ambição”, assegura Diogo Barbot.

A Barbot é uma empresa centenária, de cariz familiar, implantada no Grande Porto, que cresceu e levou os seus produtos a diversas geografias e continentes, mas mantém-se na sua região. Esta ligação é também parte do seu percurso de sucesso?
Nos mais de 100 anos de história, de onde passamos de ser um ator local para um player multinacional, procuramos sempre uma abordagem local, pensando global. Existimos para oferecer produtos e serviços de revestimento para o nosso consumidor que o façam viver novas emoções. Só o conseguimos fazer se procurarmos constantemente entender as necessidades dos nossos clientes, com uma escuta ativa e um espírito empreendedor em querer inovar. É por isso que apesar de estarmos em processo de expansão e internacionalização, atuando já em mais de 26 países, iremos sempre garantir que nos mercados onde atuamos, a nossa presença é de relação muito próxima com os nossos parceiros, fomentando a partilha de conhecimento e adequação às necessidades locais. Cimentar onde estamos, procurando crescer para onde queremos ir. O foco em crescimento é também essencial para os mercados onde já estamos presentes pois métodos de trabalho, produtos e serviços de outras regiões, podem sempre servir de aprendizagem para mercados maduros. Apesar de existir cada vez mais uma globalização da oferta, ainda que com as ameaças recentes ao multilateralismo, o setor da construção é o setor com menor digitalização, pelo que a adoção de novas práticas é morosa. Na Barbot, temos claro que o nosso foco é simplificar a vida dos nossos clientes no mundo dos revestimentos, atuando com o digital no centro do processo.

Laboratório

2020, o ano em que a empresa comemorou o seu centenário, foi marcado por uma pandemia. Nesse ano lançaram a loja online, comunicando que nunca fez tanto sentido ‘mudar de casa sem sair de casa’. Foi o mote para a nova abordagem de proximidade ao cliente?
Como referido, estarmos em contato com o cliente e termos a digitalização no centro dos nossos processos são dois vetores definidores da nossa forma de atuação. Por isso, quando confrontados, em pleno confinamento, com toda a população fechada em casa, apercebemo-nos desde cedo que existia uma grande predisposição do mercado em intervencionar a sua habitação. Este facto culminou com a visão que temos na marca Barbot há mais de 20 anos – que a tinta tem a capacidade de mudar de casa sem sair de casa, mas onde havia uma grande resistência no mercado, quer por falta de disponibilidade de tempo como financeira. Para nós sempre foi muito natural entender a importância da tinta para a população em Portugal.

Depois da pandemia, surgiram os conflitos externos, como a guerra na Ucrânia, o conflito israelo-palestiniano e ainda os ataques no Mar Vermelho. Como estão a enfrentar e ultrapassar a questão do fornecimento?
Em cada desafio procuramos a oportunidade, e o repensar nos nossos fluxos de abastecimento, privilegiando fornecedores mais próximos é uma dessas situações. Ao invés de procurarmos alternativas diretas para a mesma matéria-prima, rescrevemos o problema apresentado, procurando adereçar a sustentabilidade do nosso setor, desenvolvendo produtos com as mesmas prestações, mas com matérias-primas distintas, mais sustentáveis, e de parceiros situados em países com uma situação político-social mais estável.
Adicionalmente, ao escolhermos parceiros mais próximos, estamos a diminuir a pegada ecológica da produção do produto devido ao transporte. Transformamos uma barreira numa oportunidade, que exige um foco de inovação que se traduza em benefício para o consumidor final.
Com isto, não queremos dizer que colocamos de parte fornecedores, mas certos contextos tornam a viabilidade de compra mais difícil. Dou o exemplo do dióxido de titânio, um dos principais componentes duma formulação de tinta. Mais de 60% da produção mundial deste componente é feita na China. Sem qualquer aviso prévio, em 2024 a UE decretou uma taxa aduaneira de anti-dumping em x%, fazendo escalar o preço de custo dos produtos de toda a indústria de tintas. Queremos trabalhar com todos os fornecedores que nos permitam desenvolver o melhor produto que responde às necessidades dos consumidores, mas há um limite de custo que conseguimos absorver sem impactar a cadeia de valor.

As políticas sustentáveis são transversais às várias áreas da empresa? Como têm adaptado a Barbot a uma produção e comercialização mais sustentável? A Barbot Nature é disso exemplo?
A sustentabilidade é um dos nossos seis valores no Grupo Barbot que vai para além da sustentabilidade ambiental. Por sermos uma empresa de capital 100% familiar e português, não sofremos a pressão de ter de entregar resultados em muito curto prazo que coloquem o nosso futuro em causa, pelo que procuramos ser céleres na ação, garantindo a sustentabilidade económica da empresa para os próximos 100 anos. Para além do pilar de sustentabilidade económica, preocupamo-nos com os outros dois pilares da sustentabilidade: social e ambiental.
Dum ponto de vista social, orgulhamo-nos de ter uma oferta variada de marcas que procuram responder aos desafios técnicos de diversos clientes, sempre tendo em consideração a sua capacidade financeira. A marca Barbot é um bom exemplo disso: é a única marca em Portugal, disponível em todos os canais de venda – revenda, lojas, mass market e online – e que oferece desde produtos acessíveis até os mais tecnologicamente avançados. Orgulhamo-nos de dizer que não deixamos nenhum cidadão do mundo de fora: todos têm possibilidade de comprar produtos com o nome, marca e selo de garantia Barbot. Afinal de contas, são mais de 1,7 milhões de portugueses que vivem em pobreza habitacional. Também eles merecem poder ter uma marca reconhecida nas suas paredes para que se sintam em casa.
Por fim, a sustentabilidade ambiental é transversal à nossa forma de atuar, quer dum ponto de vista de produto, tal como no lançamento da primeira tinta à base de produtos de biomassa, o Barbot Nature, mas também no processo produtivo onde procuramos soluções de reutilização dos derivados de produção.

Em que investimentos e/ou produtos de cariz sustentável estão a trabalhar? A colaboração com a Hygienic Pigging Systems vem neste sentido?
A fonte principal de investimento no caminho da sustentabilidade está relacionada com todos os esforços que colocamos na investigação e desenvolvimento de produtos e processos mais sustentáveis, como foco principal na circularidade de materiais e durabilidade dos nossos produtos, de modo a diminuirmos o consumo. Por vezes, ao desenvolvermos soluções mais inócuas para o ambienta, vemo-nos confrontados com a necessidade de alterar o nosso processo produtivo. A instalação da Hygienic Pigging System vem precisamente nesse sentido. Trata-se de um sistema de limpeza com ar comprimido e água da tubagem de circulação de matéria-prima e produto acabado em todo o circuito, que garante a higienização total do nosso sistema produtivo. Esta aposta vem no seguimento da utilização de biocidas mais amigos das pessoas e do ambiente, o que faz com que tenhamos de garantir um circuito esterilizado.

Pode dizer-se que a inovação é parte integrante do ADN da empresa? E pressupõe um grande investimento em I&D…
Sem dúvida, a inovação não é apenas um pilar da Barbot, mas uma prática contínua que nos diferencia no mercado. Um exemplo claro disso foi a nossa decisão de sermos os primeiros em Portugal a apostar nas tintas de base aquosa, num momento em que o setor ainda operava maioritariamente com tintas solventes.
Esta mudança de paradigma não foi fácil. Enfrentámos sozinhos uma curva de aprendizagem técnica muito exigente, investindo fortemente em I&D para desenvolver produtos que garantissem a mesma qualidade, resistência e acabamento das tintas tradicionais, mas com um impacto ambiental significativamente reduzido. Fizemo-lo porque tínhamos a convicção de que era o caminho certo, não só em termos de sustentabilidade, mas também de segurança e conforto para os nossos clientes e aplicadores.
Ao liderarmos esta transformação, abrimos caminho para o setor e servimos de referência para outros operadores do mercado, reforçando o nosso compromisso com a inovação responsável. Este é apenas um dos muitos exemplos que demonstram como a Barbot não só acompanha as tendências, mas muitas vezes as antecipa, procurando sempre desenvolver soluções que conciliam performance, sustentabilidade e inovação.

Na Concreta de 2024 apresentaram uma nova ferramenta de Inteligência Artificial. O que representa para a empresa?
A apresentação da nossa nova ferramenta de Inteligência Artificial na Concreta 2024 representa um marco na evolução da Barbot e reforça o nosso compromisso contínuo com a inovação. Esta solução tecnológica foi desenvolvida para apoiar clientes e profissionais na escolha das melhores soluções de pintura e revestimento, simplificando a sua experiência e capacitando-os com o nosso conhecimento.
A IA permite-nos ir além da oferta tradicional de tintas, proporcionando recomendações inteligentes com base nas condições específicas do espaço, preferências estéticas e até mesmo na previsão de consumos e orçamentos. Desta forma, conseguimos tornar o processo mais intuitivo, acessível e informado, permitindo que os nossos clientes façam escolhas com maior confiança e precisão.
Mais do que um avanço tecnológico, esta inovação reforça o posicionamento da Barbot como uma marca que alia tradição e modernidade, antecipando as necessidades do mercado e elevando os padrões de qualidade e serviço no setor. É mais um passo no caminho da digitalização e personalização, garantindo que cada cliente tenha acesso às melhores soluções de forma simples e eficaz.

A Barbot é a única empresa no mundo a disponibilizar decoradores de inteligência artificial? Como surgiu este projeto e de que forma a IA está a moldar os produtos da Barbot?
A Barbot encara a Inteligência Artificial como um instrumento estratégico para criar valor real e não apenas como uma tendência tecnológica. O nosso decorador de IA é um exemplo disso – uma ferramenta com uma arquitetura inovadora, desenvolvida para dar respostas concretas às necessidades dos nossos clientes, e não apenas para marcar presença no mundo digital.
Mas este é apenas o começo. Temos em pipeline um conjunto vasto de ferramentas desenvolvidas pela nossa oficina técnica, que iremos gradualmente introduzir no mercado. Estas soluções irão complementar a experiência dos nossos clientes, ajudando-os não só na escolha de cores e produtos, mas também na otimização dos processos de pintura e revestimento. A IA continuará a desempenhar um papel central na inovação da Barbot, permitindo-nos personalizar ainda mais as nossas soluções, prever tendências de consumo e melhorar a eficiência dos nossos produtos e serviços. O nosso compromisso é claro: desenvolver tecnologia que faça realmente a diferença na vida dos nossos clientes e profissionais do setor.

Como está a ser trabalhada a expansão física da Barbot em Portugal, tanto em lojas como em unidades de produção?
A expansão física da Barbot em Portugal tem sido feita de forma estratégica e sustentada, tanto no reforço da rede de lojas como na modernização da capacidade produtiva. O nosso objetivo é aproximar-nos dos clientes, proporcionando-lhes um serviço cada vez mais especializado e experiências diferenciadoras.
Um exemplo claro desta abordagem é a nova loja em Loulé, inaugurada no final de 2024, que traz um conceito inovador. Mais do que um ponto de venda, esta loja representa um verdadeiro espaço de experiência e experimentação, onde os clientes podem explorar cores, texturas e soluções de revestimento com o apoio de especialistas. Destacamos ainda a zona de teste de produto, que permite aos profissionais e particulares experimentarem diretamente as nossas tintas e revestimentos antes da aplicação.

A nível internacional, que números representa a exportação e em quantos mercados já estão? No plano de internacionalização há novos mercados em vista ou o foco é crescer onde estão?
Relativamente ao volume de exportações, 2024 registou um volume 4,5M de euros. A Barbot tem vindo a consolidar a sua presença internacional, estando atualmente presente em diversos mercados europeus e africanos. A nossa estratégia de internacionalização levou-nos a estabelecer operações em países como Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique e temos diversos parceiros em outros países africanos.
No que concerne ao nosso plano de internacionalização, a Barbot mantém uma postura dinâmica e atenta às oportunidades de crescimento. Estamos empenhados em fortalecer a nossa posição nos mercados onde já operamos, garantindo a oferta de produtos de qualidade e serviços diferenciados. Simultaneamente, avaliamos continuamente novos mercados que, de forma sinérgica, se alinhem com a nossa estratégia de crescimento sustentável.

Até onde podem levar a inovação e as tendências em 2025 e nos próximos anos? Em que estão a trabalhar?
A inovação na Barbot sempre se baseou na ideia de que as tintas têm de incorporar mais valor e desempenhar funções que vão além da simples pintura. O futuro das tintas passa por incorporação de materiais que possam gerar energia a partir da luz solar, ou tintas regenerativas, que podem reparar pequenas fissuras por si mesmas. Não há limite para a nossa imaginação e ambição.

A empresa completou o seu primeiro século no mercado. Como estão a trabalhá-la e à nova geração, para que contribuam para a sua existência no próximo século?
A Barbot completou o seu primeiro século no mercado graças a uma cultura de inovação, resiliência e compromisso com a qualidade. Mas a nossa visão não é apenas celebrar o passado, é garantir que continuamos a crescer e a evoluir para os próximos 100 anos. Como? Inovação contínua. A inovação sempre foi um pilar fundamental da Barbot e continuará a ser como já detalhamos.
Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: A Barbot do futuro será mais sustentável. Estamos a trabalhar para reduzir a pegada ecológica dos nossos produtos e processos produtivos, com tintas de base aquosa, formulações com menor impacto ambiental e embalagens mais ecológicas. A sustentabilidade não é uma tendência, é uma responsabilidade que assumimos para as próximas gerações.
Formação e envolvimento da nova geração: o futuro da Barbot passa pelas pessoas. Estamos a apostar na formação contínua da nossa equipa, renovando e preparando uma nova geração para liderar a empresa com o mesmo espírito inovador que nos trouxe até aqui. Valorizamos o conhecimento interno e incentivamos a partilha de experiências entre gerações.
Transformação digital e proximidade com o cliente: Estamos a construir uma empresa cada vez mais digital, interativa e conectada com os clientes. Ferramentas como a Inteligência Artificial aplicada à escolha de tintas e a personalização da experiência do consumidor são apenas o início de uma nova era. Queremos estar onde os nossos clientes estão e dar-lhes mais autonomia e conhecimento na sua jornada com a Barbot.
Expansão e internacionalização estratégica: O crescimento sustentável passa por reforçar a nossa presença nos mercados onde já operamos e explorar novas oportunidades. A Barbot continuará a apostar na proximidade com os clientes, tanto a nível nacional como internacional, através de novas lojas e soluções inovadoras.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Fotografia Fruit Attraction
Fotografia de arquivo
Alimentar

Fruit Attraction 2025 reforça crescimento e liderança com nova organização de setores e pavilhões

A Fruit Attraction 2025, considerada a principal feira internacional dedicada à comercialização de frutas e legumes frescos, regressa a Madrid entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Hipersuper

Na sua 17.ª edição, o certame organizado pela IFEMA MADRID e pela FEPEX reforça a sua liderança global com uma expansão estratégica e uma nova organização setorial, que pretende otimizar a experiência dos expositores e visitantes.

O evento, que este ano ocupará dez pavilhões do recinto da IFEMA – nomeadamente os pavilhões 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12 e 14 – verá a sua área expositiva crescer para mais de 70 mil metros quadrados, resultado da incorporação dos pavilhões 12 e 14. Esta ampliação permitirá uma distribuição mais eficiente dos expositores por regiões geográficas, facilitando a identificação de produtores e fornecedores por país e promovendo novas oportunidades de negócio.

A nova setorização prevê uma divisão clara entre mercados e segmentos. Os pavilhões ímpares acolherão as novidades das empresas nacionais, com destaque para o espaço Innova&Tech no pavilhão 5. Já os pavilhões pares reúnem empresas europeias (4, 6 e 8), operadores globais (8 e 10), companhias das Américas (12), e players oriundos de África e da Ásia (14). O setor da logística alimentar fresca ficará concentrado no pavilhão 4. A maioria dos pavilhões integrará também uma zona dedicada à Indústria Auxiliar, garantindo a presença de toda a cadeia de valor.

A organização espera mais de 2.200 empresas participantes, que irão apresentar novos produtos, soluções logísticas, variedades, formatos, tendências e inovações, reforçando o papel da Fruit Attraction como plataforma de referência para o setor hortofrutícola mundial.

O evento decorrerá das 9:30 às 19 horas, nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, e até às 16 horas no dia 2 de outubro.

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Retalho

IKEA lança em Portugal plataforma de compra e venda em segunda mão

Depois de projetos-piloto, que o IKEA sublinha serem bem-sucedidos, na Noruega e em Espanha, é agora a vez de Portugal integrar esta iniciativa inovadora.

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A IKEA acaba de lançar em Portugal a IKEA preowned, o seu primeiro marketplace dedicado à compra e venda de produtos da marca em segunda mão. Esta nova plataforma, disponível de forma gratuita para membros IKEA Family, visa responder a uma tendência crescente no setor do mobiliário e reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a acessibilidade.

Depois de projetos-piloto bem-sucedidos na Noruega e em Espanha, é agora a vez de Portugal integrar esta iniciativa inovadora. De acordo com o estudo Second Hand Furnishing Market Size (Statista+), cerca de 10% do mercado global de mobiliário já é transacionado em segunda mão e 52% dos consumidores admitem comprar este tipo de artigos com frequência, quer para poupar, quer para prolongar a vida útil dos produtos.

“Os números em Portugal são claros, mais de 10% do mobiliário vendido e comprado em segunda mão em Portugal já é IKEA. Com a IKEA preowned, estamos a proporcionar aos nossos clientes uma plataforma ágil, intuitiva e segura, que Inter IKEA Systems B.V. 2023 permite não só aceder aos nossos produtos a um preço ainda mais acessível, como prolongar o seu ciclo de vida” comenta Maria João Franco, Digital Portfolio & Deployment Leader da IKEA Portugal, e uma das líderes do processo de implementação da plataforma no país.

“Fizemos um lançamento interno com os nossos colaboradores, e desafiámo-los a colocarem os seus próprios produtos para venda na plataforma, de forma a testarmos todas as funcionalidades e todos os processos. O feedback foi muito positivo, e estamos muito entusiasmados para perceber nas próximas semanas como vai responder o resto do país”, concluiu.

Para a IKEA, a aposta neste novo serviço representa também uma adaptação à evolução do comportamento dos consumidores, que procuram soluções mais económicas, práticas e sustentáveis.

Mercedes Gutierrez, New Business & Innovation Area Manager da IKEA a nível global, destaca que “o crescente interesse por mobiliário em segunda mão e a crescente procura por soluções de habitação acessíveis refletem uma mudança significativa na forma como as pessoas mobilam as suas casas. Na IKEA, vemos isto como uma oportunidade. Entramos em Portugal com muito otimismo, e pretendemos tornar as compras de segunda mão mais acessíveis, fluídas e integradas na nossa experiência do cliente. Embora já existam players fortes neste setor, a IKEA traz uma vantagem única através dos seus pontos de contacto globais, do seu profundo conhecimento de produto e do seu compromisso de longa data com a acessibilidade e a durabilidade do design.”.

A IKEA preowned inclui funcionalidades pensadas para facilitar a experiência do utilizador, como recomendações automáticas de preço (que podem ser ajustadas pelo vendedor), fotografias profissionais, medidas exatas, guias de montagem e instruções de manutenção.

Adicionalmente, os utilizadores que optarem por receber o pagamento em cartão reembolso IKEA beneficiam de um bónus de 15% adicional sobre o valor da venda, incentivando a reutilização dentro do ecossistema da marca.

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Retalho

Arena Shopping cria um jardim da Páscoa com várias atividades

O objetivo é criar momentos de entretenimento com várias atividades para o público infantil.

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Entre os dias 5 e 20 de abril, o Arena Shopping, em Torres Vedras, vai transformar o piso 2 num Jardim da Páscoa, com a promessa de “um cenário encantador dedicado à efeméride, onde coelhos, ovos e entretenimento se juntam para proporcionar momentos inesquecíveis aos mais pequenos”.

O espaço recriará uma casinha e um jardim com um pequeno lago e, até ao dia 20, vão ser dinamizados desafios e jogos. As atividades incluem um jogo de bowling com cenouras no lugar dos pinos e uma bola em forma de ovo, um jogo da pesca com canas magnéticas para apanhar ovos coloridos num lago decorativo e o tradicional jogo das argolas, com o objetivo de acertar nas cenouras. Existirá também um cantinho artístico onde cada criança poderá decorar um ovo de esferovite com marcadores, brilhantes e outros materiais, e levá-lo para casa como recordação.

Este jardim temático poderá ser visitado por todos gratuitamente e as atividades decorrerão das 14h30 às 18h30, durante a semana, e das 11h às 13h e das 14h30 às 19h30, aos fins de semana e no feriado.

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Bebidas

Nestlé Lindahls Protein lança “Good Move” para inspirar estilo de vida mais ativo

No âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, que se celebra a 6 de abril, a Nestlé Lindahls Protein apresenta o seu novo posicionamento de marca: “Good Move”.

Hipersuper

Mais do que uma campanha, esta é uma promessa da marca de inspirar e apoiar os portugueses na adoção de um estilo de vida mais ativo, equilibrado e saboroso.

Através da assinatura “Good Move”, a Nestlé Lindahls Protein pretende destacar a importância das pequenas escolhas diárias que, ao serem repetidas com consistência, contribuem para uma melhoria significativa da saúde e bem-estar. A marca sublinha que todos podem superar os seus desafios pessoais, independentemente do ponto de partida, bastando para isso dar o primeiro passo.

Entre os exemplos de “moves” sugeridos estão ações simples como usar as escadas em vez do elevador, fazer caminhadas ao ar livre, substituir lanches processados por opções nutritivas ou trocar horas no sofá por atividade física regular.

“Numa altura em que o ritmo do dia a dia nos impõe decisões imediatas e, por vezes, pouco pensadas, a Nestlé Lindahls Protein acredita ter um papel fundamental em relembrar os portugueses sobre a importância de fazer escolhas que promovam o bem-estar”, menciona Mariana Frazão, Group Brand Manager. “O nosso convite é simples: que todos possam optar por um “Good Move”, sendo este uma celebração das conquistas diárias dos portugueses e a prova de que uma boa decisão nunca vem só. E, sem dúvida, que, como marca que se posiciona no segmento de um estilo de vida equilibrada, temos um papel fundamental em alertar para a importância de pensar em nós”, conclui.

A Nestlé Lindahls Protein assume-se como um parceiro nesta jornada, colocando à disposição dos consumidores uma gama de produtos com alto teor de proteína, 0% de gordura e sem açúcares adicionados, reforçando que é possível fazer escolhas saudáveis sem abdicar do sabor.

Com esta nova abordagem, a marca reforça o seu compromisso com a promoção de hábitos mais saudáveis, incentivando uma atitude positiva e proativa, onde cada pequena decisão conta para alcançar um estilo de vida mais ativo e equilibrado.

A Nestlé Lindahls Protein deixa o convite para que os consumidores se movimentem, através de uma campanha disponível em diversos suportes, como televisão, Youtube, muppies e redes sociais, com imagens e um spot que revelam a energia e a paixão que impulsionaram a criação de “Good Move”.

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Foto: Facebook Cerveja Sagres
Bebidas

Cerveja Sagres reforça presença em eventos de música em Portugal

A Sagres é a cerveja oficial dos Prémios Play, Sol da Caparica, Festival F e Mar me Quer.

Hipersuper

A Cerveja Sagres reforça a aposta no território da música e marca presença em diversos eventos nacionais, como os Prémios Play, o Sol da Caparica (Costa da Caparica), Festival F (Faro) e Mar me Quer (Portimão). Catarina Ferraz, responsável de marketing da Cerveja Sagres, afirma que “o apoio à cultura portuguesa é uma prioridade para a Cerveja Sagres”. “Acreditamos que os eventos de música são uma celebração do que de melhor se faz em Portugal e sinónimo de convívio e união, valores que nos definem enquanto marca.”´, complementa.

Ainda em parceria com os Prémios Play, a marca volta a promover a ativação ‘Segredo bem guardado’. A primeira edição decorreu no ano passado e revelou o talento do artista Sérgio Onze e a Cerveja Sagres regressa este ano para dar a conhecer novos artistas emergentes. “Ana Moura, Iolanda e Buba Espinho, intérpretes nomeados aos Prémos Play 2025, foram desafiados a contar um ‘segredo’ e a partilhar com o público o nome de um artista que admirem e considerem merecedor de outro destaque no universo musical”, informa a marca.

Os ‘Segredos bem guardados’, que irão a votos no dia 10 de Abril, serão conhecidos através de vídeos e reels publicados no Instagram da Cerveja Sagres. Após 24 horas de votações, será anunciado o vencedor, premiado com uma subida a palco no Festival Sol da Caparica.
“É com orgulho que voltamos a marcar presença nos Prémios Play, entrando em palco e brindando ao talento e à carreira dos artistas portugueses e lusófonos”, destaca Catarina Ferraz.

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Bebidas

CVRTM dá a provar vinhos de Trás-os-Montes em Vilamoura

Este sábado, dia 5, há mais de 100 vinhos de 17 produtores da região de Trás-os-Montes, para provar em Vilamoura

Hipersuper

Vilamoura foi o palco escolhido pela Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM) para a estreia do Trás-os-Montes em Prova no Algarve. Neste sábado, dia 5, 17 produtores transmontanos dão a conhecer e a provar mais de 100 referências de vinho, no hotel Tivoli Marina Vilamoura, das 15h às 20h. Os bilhetes são vendidos exclusivamente no local do evento e custam 10 euros.

O evento, aberto a profissionais e ao público em geral, visa promover os vinhos de Trás-os-Montes no sul do país, “um mercado ainda pouco explorado, até à data, e que tanto os produtores como a Comissão acreditam ter um enorme potencial”, destaca a organização.

Casa do Joa, Casa José Pedro, Encostas de Sonim, Flandório, Ninho da Pita, Palmeirim D’Inglaterra, Parapente, Quinta das Corriças, Quinta de Arcossó e Quinta do Salvante, Quinta Recomeço, Quinta Serra d’Oura, Quinta Vale dos Montes, Terras de Mogadouro, Villela Seca, Vinho dos Mortos e Vinhos Mont’alegre, são os produtores presentes.

“O grande objetivo do Trás-os-Montes em Prova no Algarve é levar até esta região do país os melhores vinhos produzidos nas terras transmontadas, certos de que vão surpreender muitos dos visitantes, pela qualidade e personalidade que os vinhos de Trás-os-Montes apresentam. Aqui fica o convite para que todos os algarvios apareçam, para saberem um pouco mais sobre esta região que tem tanto para revelar.”, afirma Ana Alves, presidente da CVRTM.

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Logística

Parceria Spring GDS e MailAmericas visa e-commerce entre Europa e América Latina

A aliança visa facilitar o acesso das empresas europeias de e-commerce à América Latina, com soluções logísticas otimizadas.

Hipersuper

A Spring GDS, fornecedor de logística de última milha especializado em e-commerce, e a MailAmericas, emrpesa de serviços postais e de e-commerce na América Latina, assinaram um acordo estratégico para otimizar o comércio eletrónico entre a Europa e a América Latina.

A MailAmericas, que atualmente entrega entre 4 e 5 milhões de encomendas por mês nas regiões LATAM e África, identificou uma grande oportunidade na América Latina, onde os serviços postais tradicionais são acessíveis, mas apresentam desafios de rastreabilidade e controlo. “Estamos muito contentes por anunciar esta colaboração com a MailAmericas, líder no mercado latino-americano, e que nos vai ajudar a oferecer aos nossos clientes europeus uma solução de e-commerce robusta e eficiente para ganharem acesso aos mercados daquela região,” comentou Emiliano Vidal, Managing director Southern Europe (Portugal, Espanha, França) da Spring GDS.

A Spring GDS é um fornecedor de soluções logísticas especializado no transporte marítimo internacional de e-commerce, possuindo 20 centros de operações em três continentes. Colabora com mais de 230 parceiros logísticos internacionais, proporcionando entregas em 190 destinos em todo o mundo. A parceria vai permitir á empresa o acesso a mercados-chave como Brasil, Argentina e México, que são alguns dos destinos com maior volume de envios na região, destaca.

A MailAmericas conta com armazéns próprios na Argentina, México, Colômbia, Peru, Chile e República Dominicana, entre outras localizações, e está presente em todos os países da região LATAM. “A experiência e liderança da MailAmericas na transformação dos serviços postais e comerciais vai permitir-nos oferecer um serviço logístico mais robusto e eficiente a todos os clientes europeus que desejem expandir-se para a América Latina,” remata Guillermo López, diretor de Operações da Spring GDS.

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Bebidas

Hipersuper promove debate sobre inovação no packaging do vinho na Empack e Logistics & Automation Porto

O debate decorre às 16 horas, na Sala Panattoni, e integra a programação oficial da feira. A Empack e Logistics & Automation Porto arranca dia 9 e é ponto de encontro de embalagem e logística em Portugal.

Hipersuper

O Hipersuper vai promover, no próximo dia 9 de abril, uma mesa redonda dedicada ao tema “Tendências e inovação no packaging do vinho: sustentabilidade, design e funcionalidade”, no âmbito da Empack e Logistics & Automation Porto. A sessão decorre às 16 horas, na Sala Panattoni, e integra a programação oficial da feira.

Sob o mote “Jornada do Vinho”, o debate reúne profissionais do setor vitivinícola para discutir os desafios e oportunidades na evolução das embalagens de vinho. Sustentabilidade, design e funcionalidade serão os principais eixos da conversa, numa altura em que as marcas procuram diferenciar-se e responder a consumidores mais conscientes e exigentes.

A mesa redonda contará com a participação de Ana Sampaio, diretora de marketing da Aveleda, Joana Santiago, produtora de vinhos na Quinta de Santiago e presidente da Associação de Produtores de Monção e Melgaço e Fernando Félix, CEO da Webcomum, sendo moderada por Ana Rita Almeida, jornalista e diretora editorial do Hipersuper.

A iniciativa pretende lançar um olhar técnico e estratégico sobre as soluções de packaging que estão a transformar o posicionamento das marcas e o comportamento dos consumidores, num setor altamente competitivo e em constante inovação.

A participação é gratuita, mediante inscrição.

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Retalho

UBBO Shopping Resort dinamiza atividades de Páscoa

Até ao dia 20 de abril, o UBBO está a dinamizar atividades alusivas á Páscoa, para quem visitar aquele centro comercial. O fim de semana de 5 e 6 de […]

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Até ao dia 20 de abril, o UBBO está a dinamizar atividades alusivas á Páscoa, para quem visitar aquele centro comercial.

O fim de semana de 5 e 6 de abril , comemora o início desta época festiva com uma parada no dia 5, às 15h, na Praça Central, num evento com música, animação, pinturas faciais e ovos de chocolate para dar as boas vindas ao coelho da Páscoa.

Já o labirinto da Páscoa regressa ao átrio do piso 0, até 20 de Abril, “onde os mais novos vão poder brincar e gastar toda a energia das férias”, informa a administração do UBBO. A 6, 11, 12, 13, 18 e 19, no mesmo local, haverá caças aos ovos, destinadas a crianças dos 3 aos 12 anos, com prémios garantidos pelos lojistas parceiros do evento.
As atividades são gratuitas, sendo apenas necessário inscrição na app UBBO para as caças aos ovos.

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