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João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE)

João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE)

Bebidas

“É errado e inútil combater o consumo excessivo ou o alcoolismo apenas pelo aumento dos preços”

João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), defende que não podemos olhar para as políticas de combate ao alcoolismo ou consumo excessivo apenas pelo lado dos preços ou da eliminação de publicidade ao álcool. A aposta deve passar pela prevenção, sublinha ao Hipersuper.

Ana Rita Almeida
João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE)

João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE)

Bebidas

“É errado e inútil combater o consumo excessivo ou o alcoolismo apenas pelo aumento dos preços”

João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), defende que não podemos olhar para as políticas de combate ao alcoolismo ou consumo excessivo apenas pelo lado dos preços ou da eliminação de publicidade ao álcool. A aposta deve passar pela prevenção, sublinha ao Hipersuper.

Sobre o autor
Ana Rita Almeida
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Bebidas

João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas

Segundo dados divulgados pelo ICAD – Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, há um aumento do consumo de álcool em Portugal, sobretudo entre os jovens, e há quem defenda que uma das soluções passa por um aumento dos preços das bebidas alcoólicas ou por um aumento de preços definido em função da quantidade de álcool presente na bebida. Para os defensores desta ideia, este aumento iria dificultar a compra de álcool, essencialmente pelos mais novos.
Tem sido apresentado o exemplo da Escócia, que desde 2018 tem em vigor uma lei (MUP) que fixa um preço mínimo para a venda de bebidas alcoólicas – de 50 pence (0,57 cêntimos) por unidade de álcool (10ml ou 8g de álcool puro). Um artigo publicado no jornal The Brussels Times, promovido pela spiritsEUROPE, que atua como um órgão representativo para produtores de bebidas alcoólicas com membros que incluem 31 associações nacionais de 24 países, além de 11 grandes empresas multinacionais produtoras de bebidas alcoólicas, com o título “MUP – a half-baked policy which has failed to deliver, but will go on regardless”, refere que não há evidências que esta medida tenha trazido benefícios, indo inclusive mais longe: gerou mais problemas entre os grupos com dificuldades financeiras, que, por exemplo, deixaram de comprar comida para conseguirem comprar álcool.
Fomos ouvir João Vargas, secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), A ANEBE acredita que não podemos olhar para as políticas de combate ao alcoolismo ou consumo excessivo apenas pelo lado dos preços ou da eliminação de publicidade ao álcool e defende que a aposta deve passar pela prevenção, informação aos consumidores, essencialmente junto dos mais jovens, e que o ideal é existir um equilíbrio entre as medidas de saúde pública e as políticas de proteção social, de forma a garantir o bem-estar de todos os cidadãos.

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Tendo em conta a experiência da Escócia e o recente artigo publicado, qual é a posição e como olha a ANEBE para uma possível aplicabilidade desta medida em Portugal?
O relatório agora conhecido sobre a implementação do preço mínimo por unidade de álcool (MUP) na Escócia apresenta várias falhas, tendo já sido reconhecido que a medida, para além de não ter resultado numa diminuição da proporção de adultos dependentes do álcool, trouxe ainda problemas acrescidos, nomeadamente um impacto negativo nos grupos mais vulneráveis.
Temos muitas reservas quanto à sua eficácia e quanto à sua eventual aplicabilidade em Portugal ou noutro país. O que nós defendemos e aplicamos através dos nossos programas de responsabilidade social, é a aposta na prevenção, na informação aos consumidores, essencialmente junto dos mais jovens. É errado e inútil combater o consumo excessivo ou o alcoolismo apenas pelo aumento dos preços. E isso tem sido demonstrado através dos aumentos sucessivos dos impostos sobre o álcool em Portugal, sobretudo na categoria das bebidas espirituosas.

A MUP parece ter um efeito negativo em consumidores com menor capacidade financeira, levando-os a sacrificar outras necessidades básicas como alimentação. Como vê a ANEBE o equilíbrio entre as políticas de preço e a proteção dos grupos mais vulneráveis?
A informação conhecida diz-nos que, muitas vezes, e infelizmente, é isso mesmo que sucede. Entendemos que é fundamental perceber se medidas como a MUP resultem em sacrifícios das necessidades básicas das pessoas e avaliar a viabilidade real dessas medidas, até porque, como hoje já é possível perceber, o fator preço não deve ser a única dimensão de combate ao consumo abusivo do álcool. O ideal é existir um equilíbrio entre as medidas de saúde pública e as políticas de proteção social, de forma a garantir o bem-estar de todos os cidadãos, sem esquecer as imprescindíveis políticas de informação, prevenção e sensibilização dos consumidores. Num país como Portugal, onde apenas é investido 1% do Orçamento do Ministério da Saúde em prevenção das doenças ou de adições, as autoridades de saúde apenas tocam na tecla dos preços. E, como já referi, no nosso caso tem sido contraproducente, porque existe uma distinção entre categorias de álcool, quando na verdade uma grama de álcool é uma grama de álcool, sem distinção entre tipos de bebidas, ou seja, existem categorias de álcool muito acessíveis em termos de preços. Para nós é claro que, em conjunto, temos de fazer muito mais na política de prevenção e conhecimento dos efeitos do consumo nocivo e abusivo do álcool.

A ANEBE menciona a necessidade de focar mais na prevenção e na informação ao consumidor. Que tipo de iniciativas ou programas consideram mais eficazes?
A prevenção e a informação ao consumidor são pilares fundamentais para promover um consumo responsável de bebidas alcoólicas, sendo essencial a manutenção de um diálogo aberto entre o Governo, a indústria, especialistas em saúde pública e representantes da sociedade civil, para encontrar soluções eficazes. O consumo excessivo é uma das maiores preocupações e prioridades de ação de toda a indústria das bebidas espirituosas a nível europeu e da ANEBE em Portugal, que promove iniciativas que educam os consumidores sobre os riscos do consumo excessivo de álcool e promovem escolhas saudáveis. Nesse sentido, criou e desenvolve, com vários parceiros da sociedade civil, diversos programas de prevenção e sensibilização, como o “Beba com Cabeça”, que apela ao consumo moderado dos jovens, sobretudo através de campanhas em festivais de música, festas e encontros académicos, festas Erasmus, etc.. Como é o caso também do programa “Menores nem uma Gota”, que forma e apoia docentes e técnicos em escolas ou associações de intervenção em comunidades locais com novos recursos de promoção do consumo responsável do álcool em menores de idade. Ou do “100% Cool”, um programa de responsabilidade social corporativa, criado há 22 anos, com o objetivo de fazer um combate mais efetivo à sinistralidade rodoviária ligada ao álcool.

Bebidas

“Tenho de deixar uma palavra de preocupação face à crescente loucura sobre o aumento dos impostos sobre o álcool”

O boom do turismo e a maior diversificação de marcas impulsionou o crescimento do mercado das bebidas espirituosas mas a ANEBE tem vindo a demonstrar o seu descontentamento com o aumento dos impostos sobre o álcool que, como João Vargas sublinha, resultou na diminuição de 18,4% da receita fiscal na categoria. A ANEBE considera fundamental a definição de uma taxa que não retire competitividade às empresas portuguesas de bebidas espirituosas e defende o congelamento do imposto.

Quais as principais tendências no consumo de bebidas espirituosas em Portugal nos últimos anos?
O mercado das bebidas espirituosas tem tido altos e baixos nos últimos 15 anos. Iniciámos a década de 2010 com uma descida das vendas e, consequentemente, dos consumos. Obviamente, o boom do turismo e a maior diversificação de marcas, quer portuguesas, quer estrangeiras, impulsionou o crescimento do nosso mercado. Os milhões de turistas que visitam Portugal têm mexido significativamente no dinamismo da nossa indústria. Porém, importa salientar que este impacto do turismo e das vendas não indica necessariamente maiores consumos abusivos dos portugueses. Pelo contrário, os estudos de algumas entidades de saúde são bastante omissos sobre o impacto do turismo nos consumos (que dobra o número de pessoas a consumir no país).
Um outro aspeto relevante está relacionado com o efeito dos produtos premium no mercado. Há maior sofisticação e oferta premium das nossas marcas, mesmo as portuguesas, uma vez que as empresas têm apostado nos últimos anos em melhores produtos, portanto, mais caros, do que em grande volume. O mercado premium em Portugal está a florescer. Por outro lado, o número de operadores com oferta de cocktails e bebidas com maior valor acrescentado e menor teor alcoólico tem sido uma tendência consolidada, assim como bartenders e profissionais de bar que têm crescido e com maior qualidade, graças às nossas escolas de turismo. Ainda, para finalizar, a introdução de novos produtos no mercado, como os RTD’s (Ready To Drink), bebidas com baixo teor alcoólico e onde um cocktail chega a casa de qualquer consumidor já feito, e os produtos “No-Low” Alcohol, produtos sem álcool ou com baixo teor de álcool.

Como olha para o futuro?
Sobre o futuro, tenho de deixar uma palavra de preocupação face à crescente loucura sobre o aumento dos impostos sobre o álcool. Estamos a falar de valores altíssimos, se compararmos com outros países da União Europeia. O IABA – Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas – só entre 2023 e 2024 aumentou 15%. Consideramos que este aumento não tem qualquer justificação, tendo inclusive resultado na diminuição de 18,4% da receita fiscal na categoria de bebidas espirituosas e de 25,4% nas introduções ao consumo deste tipo de bebidas no primeiro trimestre deste ano quando comparado com o mesmo período do ano passado, o que pode sinalizar uma tendência preocupante. Estes números demonstram que ninguém tem a ganhar com a subida do imposto, porque esse aumento reflete-se numa subida de preços, que por sua vez anula a capacidade de investimento das empresas, e isso vai ter impactos nas vendas e no consumo, o que se vai refletir numa quebra da receita fiscal.
Perante este cenário, que ameaça a sustentabilidade das empresas, retirando-lhes competitividade, o que prevemos é que a quebra de vendas seja ainda maior este ano, acompanhada de uma diminuição nas introduções ao consumo.
A ANEBE considera fundamental a definição de uma taxa que não retire competitividade às empresas portuguesas de bebidas espirituosas, e defende o congelamento do imposto. Para além de uma imprescindível política de informação, prevenção e sensibilização dos consumidores, que combata eficazmente o consumo excessivo. Temos dinamismo, temos empresas a apostar em Portugal e empresas portuguesas com atividade, precisamos que não nos cortem mais as pernas para podermos florescer, apostar mais em inovação e internacionalização e apoiar o setor do turismo, que é o motor da nossa economia.

Entrevista publicada na edição 423 do Hipersuper

Sobre o autorAna Rita Almeida

Ana Rita Almeida

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Exportação

Indústria alimentar e das bebidas exportou 3.345 milhões de euros nos primeiros cinco meses

As exportações da indústria alimentar e das bebidas cresceram 10,64% de janeiro a maio deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023, informa o INE.

Nos primeiros cinco meses de 2024 as exportações da indústria alimentar e das bebidas traduziram-se em vendas de €.345 milhões de euros, revelam os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor representa um crescimento de 10,64% face a igual período de 2023, com a União Europeia a representar 2.241 milhões de euros.

“Os dados do INE permitem ainda perceber que nos primeiros cinco meses de 2024, e por comparação a igual período homologo de 2023, há uma variação de 14,81% ao nível das exportações para os 27 Estados-membros”, refere um comunicado divulgado pela FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares)

Outro dado a destacar refere-se às exportações para países fora da União Europeia, que haviam decrescido no primeiro trimestre do ano por comparação a igual período de 2023, e começam “a revelar alguma pujança”.

No global dos primeiros cinco meses de 2024 as vendas alcançaram 1.104 milhões de euros, “ou seja um crescimento de 3,05% face a igual período do ano passado”, destaca a FIPA.

Défice decresceu

Ainda por comparação a igual período de 2023, o défice da balança comercial da indústria alimentar e das bebidas decreceu nos primeiros cinco meses do ano e situa-se agora em 7,27%.

“Os dados do INE revelam que a indústria alimentar e das bebidas está, uma vez mais, a responder às expetativas, mesmo quando tem de enfrentar situações complexas ao longo de toda a cadeia”, afirma o presidente da FIPA.

Jorge Tomás Henriques acrescenta que os próximos tempos “continuarão a ser marcados por uma elevada imprevisibilidade e muitos desafios à vida das empresas”, mas sublinha que “o espírito de cooperação e união em prol da competitividade e da sustentabilidade da indústria portuguesa agroalimentar irão marcar cada vez mais o futuro da economia nacional”.

A indústria alimentar e das bebidas é a indústria transformadora que mais contribui para a economia nacional, tanto em volume de negócios (22,4 mil milhões de euros) como em valor acrescentado bruto (3,8 mil milhões de euros).

É a indústria transformadora que mais empregos gera, sendo responsável por mais de 112 mil postos de trabalho diretos e cerca de 500 mil indiretos.

“Assume, simultaneamente, uma grande importância no desenvolvimento do tecido empresarial, nomeadamente nas zonas do interior onde o setor situa as suas unidades industriais, e na afirmação do potencial de evolução da autossuficiência alimentar do país”, destaca a FIPA.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

I&D

Digital With Pupose Award atribuído a solução de IA para triagem de salmões invasores na Noruega

“A entrega do grande Prémio à solução de IA da Huawei para triagem de salmões invasores foi unânime entre todos os jurados. Não só pela inovação, mas também pelos resultados que alcançaram num curto espaço de tempo” afirmou Luís Neves, CEO da Global Enabling Sustainability Initiative (GeSI).

Hipersuper

O primeiro sistema de triagem de salmões baseado em inteligência artificial do mundo, desenvolvido pela Huawei, foi o vencedor do Digital with Purpose Award 2024, prémio que tem como objetivo destacar e promover soluções digitais que respondam às necessidades humanas, diminuam a pobreza, aumentem a inclusão e protejam a natureza.

Foi entregue pelo secretário de Estado das Infraestrutura, Hugo Espírito Santo, e por Luís Neves, CEO da GeSI, durante a cerimónia de encerramento do Digital With Purpose Global Summit, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril, entre 9 e 11 de julho.

O sistema de triagem de salmões baseado em inteligência artificial foi implementado em dois rios naturais na Noruega para isolar os salmões-rosa, uma espécie invasora que ameaça sobrepor-se ao salmão-do-atlântico selvagem e a outras espécies de peixes nativas. Esta solução, que permitiu reduzir o trabalho manual, que era feito até à data, em 90%, é composta por uma câmara subaquática, uma IA para identificar as espécies de peixes e uma armadilha para peixes automatizada que pode abrir/fechar o portão automaticamente assim que forem identificadas diferentes espécies de peixes. O salmão invasor é desviado para um aquário, enquanto outras espécies de peixes locais podem passar o portão para a corrente superior do rio. Desde 2023 já foram retirados mais de 6.000 salmões invasores. Todo o sistema é alimentado com energia verde, e um CPE 5G para carregar os dados para a nuvem quase em tempo real. A Huawei recebeu financiamento do Ministério do Ambiente da Noruega para continuar a melhorar a solução, na esperança de replicá-la a nível nacional.

“A entrega do grande Prémio à solução de IA da Huawei para triagem de salmões invasores foi unânime entre todos os jurados. Não só pela inovação, mas também pelos resultados que alcançaram num curto espaço de tempo. É um exemplo de como as soluções tecnológicas têm o poder de contribuir para a sustentabilidade do planeta e preservação dos ecossistemas. Devemos ainda reconhecer a excelência de todos os projetos que se candidataram este ano que estão a fazer do nosso mundo um lugar melhor através da inovação digital”, afirma Luís Neves, CEO da Global Enabling Sustainability Initiative (GeSI), entidade responsável pela organização da cimeira em Portugal.

O projeto da Huawei foi também distinguido com o “Biodiversity Award” do Digital With Purpose. Nas categorias de Educação, a distinção foi entregue à plataforma UBBU e na Smart Cities, o MyCharge, da Tawain Mobile, foi quem arrecadou o prémio.

O Digital with Purpose reuniu 300 líderes nacionais e internacionais no Centro de Congressos do Estoril, em Lisboa, durante três dias, com o objetivo de colocar a inovação e as soluções digitais no centro da agenda da sustentabilidade.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Retalho

Lidl abre nova loja em Torres Vedras e reabre a loja do Bombarral

O Lidl Portugal abriu uma nova loja em Torres Vedras, agora na freguesia de Silveira, e reabriu a loja do Bombaral, implantada num edifício histórico.

Hipersuper

A abertura de um novo supermercado em Torres Vedras vem reforçar a aposta da insígnia naquele concelho. A loja na freguesia de Silveira resulta de um investimento de mais de 7,5 milhões de euros, que incluiu alterações no espaço público e criou 18 postos de trabalho, informa o Lidl.

Com mais de 1400m² de área de loja, e um variado portefólio de produtos alimentares e não alimentares, o espaço conta com uma máquina de sumo de laranja, uma máquina de corte de pão, frango assado pronto a levar e seis caixas de pagamento rápido para cestos e carrinhos, para os clientes que preferem esta opção.

Lidl abre loja em Silveira

O parque de estacionamento inclui lugares dedicados a autocaravanas, bem como dois postos de carregamento para veículos elétricos, que possibilitam uma recarga de 80% da bateria em 30 minutos. Aos 18 novos colaboradores recrutados, juntam-se oito colaboradores provenientes de outras lojas, perfazendo um total de 26.

Já a loja do Lidl no Bombarral, instalada num edifício histórico, reabriu com mais espaço e com novas opções. Para além de novos serviços na zona de padaria, como uma máquina de corte de pão e uma máquina de sumo de laranja natural, inclui uma zona de bacalhau a corte e de frango assado, pronto a levar.

A par dos artigos de alimentação, a loja conta com artigos não alimentares, entre os quais ferramentas, têxteis e utensílios de cozinha. Das 11 caixas de pagamento, seis são de pagamento rápido. “Esta é a única loja do concelho e emprega um total de 27 colaboradores, tendo sido criados oito novos postos de trabalho“, informa o Lidl.

Com uma área de mais de 1400 m2, a loja do Lidl no Bombarral está implantada no antigo armazém de vinho que pertencia à Sociedade Abel Pereira da Fonseca e foi considerada, em 2021, pelo jornal britânico ‘The Sun’, como um dos supermercados mais bonitos do mundo.

A nova loja de Silveira irá colaborar com o Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Luz, em A-dos-Cunhados, parceiro do Lidl desde 2017 no âmbito do programa ‘Realimenta’, que faz chegar diariamente, mediante a doação de artigos em perfeitas condições de consumo, higiene e segurança, produtos a quem mais precisa.

Já a loja do Bombarral irá beneficiar o Centro Social Paroquial Senhora da Luz A-dos-Cunhados, instituição a quem o Lidl presta apoio também desde 2017 e que, no ano de 2023, recolheu um total de 22,31 toneladas de bens para um total de 70 beneficiários.

Sobre o autorHipersuper

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Bebidas

Sogrape lança nova colheita do vinho que homenageia Dona Antónia

A nova edição do Antónia Adelaide Ferreira DOC Douro Tinto 2020 está limitada a apenas 4.346 garrafas

Hipersuper

A Sogrape fez chegar ao mercado o Antónia Adelaide Ferreira DOC Douro Tinto 2020, a nova colheita de um vinho que celebra Dona Antónia e é lançado anualmente por altura do seu aniversário.

Limitada a apenas 4.346 garrafas esta edição especial reúne os terroirs Cima Corgo e Douro Superior.

“Antónia Adelaide Ferreira Tinto 2020 tem uma cor rubi, um aroma elegante e de grande complexidade, com fruta vermelha bem madura, notas de especiarias, a pimenta e a cravinho, notas balsâmicas a trufas e sous-bois, ligeiramente pedregoso, com uma madeira discreta e bem integrada”, apresenta a Sogrape.

Em 2011, deu-se início a um tributo para celebrar o 200º aniversário do nascimento de Antónia Adelaide Ferreira, uma das personalidades incontornáveis à história da Região do Douro Vinhateiro, através da criação de um vinho com o seu nome.

“Este é um vinho intenso, encorpado, volumoso e com grande complexidade. Após vinificação, os lotes finais foram criteriosamente escolhidos, de modo a mostrar a qualidade de cada terroir e, desse modo, podermos engarrafar o melhor do Douro, prestando o devido tributo a Dona Antónia que tanto fez por esta região”, refere Luís de Sottomayor.

A par deste lançamento, a Sogrape atribui anualmente os Prémios Dona Antónia, que destacam mulheres portuguesas com percursos de vida associados aos valores de liderança, empreendedorismo, inovação, humanismo e responsabilidade social.

Fundada em 1942 por Fernando Van Zeller Guedes, a Sogrape está presente em mais de 120 mercados, detendo hoje mais de 1.600 hectares de vinha distribuídos por Portugal, Espanha, Chile, Argentina e Nova Zelândia.

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Hipersuper

Retalho

Nhood Portugal comercializa mais de 240 lojas nos primeiros seis meses do ano

No total foram 242 lojas, entre aberturas e renovações, com uma taxa de ocupação próxima dos 100% nos ativos geridos. “Prosseguimos com a nossa estratégia de proporcionar uma melhor experiência ao consumidor, seja através da consolidação e constante reforço do portefólio de marcas que temos, seja fruto da melhoria da experiência de quem nos visita”, afirma Susana Maia Antunes, head of leasing da Nhood Portugal.

Hipersuper

A Nhood Portugal concluiu o primeiro semestre de 2024 com mais de 240 lojas comercializadas nos ativos sob a sua gestão, que incluem os centros comerciais Alegro, Alfragide, Castelo Branco, Montijo, Setúbal e Sintra, e outros ativos imobiliários.

No total foram 242 lojas, entre aberturas e renovações, com uma taxa de ocupação próxima dos 100% nos ativos geridos.

A plataforma de soluções imobiliárias para projetos mistos, detida pela Associação Familiar Mulliez (AFM), informa em comunicado que foram estabelecidos 44 novos contratos de abertura de loja com 35 marcas. Ao seu  portefólio acrescentou oito novas marcas, como a Primor, a A-100 ou a Fábrica dos Óculos.

“Prosseguimos com a nossa estratégia de proporcionar uma melhor experiência ao consumidor, seja através da consolidação e constante reforço do portefólio de marcas que temos, seja fruto da melhoria da experiência de quem nos visita”, afirma Susana Maia Antunes, head of leasing da Nhood Portugal.

“As novidades nas marcas que já registámos em 2024 demonstram o trabalho que temos vindo a desenvolver, sempre com o objetivo de responder às preferências e necessidades do consumidor, como atesta a aposta em marcas como a Normal ou a Pepco. Adicionalmente, o facto de já contarmos com contratos fechados para cinco novas aberturas em breve é um indicador da robustez da nossa estratégia e da atratividade dos ativos que gerimos na Nhood Portugal”, acrescenta.

 

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Hipersuper

Bebidas

José Maria da Fonseca recebe distinção do Tripadvisor pelo 10.º ano consecutivo

No ano em que celebra 190 anos a produtora de Azeitão recebe duas distinções: o enoturismo da Casa Museu José Maria da Fonseca, em Azeitão, e da Adega José de Sousa, em Reguengos de Monsaraz, estão entre as preferência dos utilizadores da plataforma de viajantes.

Hipersuper

No ano em que celebra 190 anos a produtora de Azeitão recebe duas distinções: o enoturismo da Casa Museu José Maria da Fonseca, em Azeitão, e da Adega José de Sousa, em Reguengos de Monsaraz, estão entre as preferência dos utilizadores da plataforma de viajantes.

Os Travellers’ Choice Award, atribuídos pelo Tripadvisor, distinguem a Casa Museu José Maria da Fonseca pelo 10.º ano consecutivo. O enoturismo da produtora portuguesa conta com mais de três centenas de avaliações e obteve uma média de 4,5 estrelas em 5 possíveis, sendo considerada a primeira atração em Azeitão pelos utilizadores desta plataforma de referência. A marca José Maria da Fonseca vê a sua Adega José de Sousa, situada em Reguengos de Monsaraz, também distinguida, igualmente com uma pontuação de 4,5 estrelas.

Este prémio pretende reconhecer os alojamentos, atrações e restaurantes que receberam excelentes avaliações por parte dos viajantes no último ano e estão entre os 10% das propriedades com melhor classificação do website.

“Ficamos muito felizes por recebermos a distinção do Tripadvisor há precisamente uma década. Este ano tem um significado especial – além da Casa Museu recebemos, pela segunda vez, a distinção para a Adega José de Sousa, precisamente no ano em que celebramos 190 anos. Um reconhecimento que reflete o nosso esforço e empenho para nos reinventarmos com quase dois séculos. Também no enoturismo o trabalho e dedicação diários da nossa equipa são valorizados pelos nossos visitantes, que nos atribuem excelentes avaliações. Temos criado, ano após ano, uma oferta diferenciadora, de forma a proporcionarmos experiências únicas e autênticas a quem nos visita”, refere Sofia Soares Franco, responsável pelo Enoturismo da José Maria da Fonseca.

 

 

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Hipersuper

Pingo Doce

Pingo Doce

Retalho

Distribuição e retalho entre os setores que mais valorizaram em 2024

Entre as marcas líder de setor, com mais valorização em 2024 destacam-se a CGD (988 milhões de euros) com uma valorização de 47%, o Pingo Doce (1,14 milhões de euros) com uma valorização de 38,4%, a Parfois (228 milhões de euros) com uma valoração de 34,1% e os CTT (227 milhões de euros) com uma valorização de 29,6%.

Hipersuper

A Consultora OnStrategy apresenta os resultados do estudo anual das Marcas Portuguesas Mais Valiosas de 37 setores de atividade, desenvolvido recorrendo à metodologia de Royalty Relief.

A OnStrategy sublinha que a análise permitiu obter uma visão abrangente e segmentada sobre a forma como as marcas evoluem, deixando perceber as variáveis que formam o seu valor. De acordo com João Baluarte, sócio responsável pelos estudos financeiros na OnStrategy, “este trabalho é o culminar de uma sequência de estudos de Marca que a OnStrategy tem vindo a divulgar desde o início do ano e que analisam a Reputação, Força e Energia de Marca e agora a Avaliação Financeira. Através da Avaliação Financeira, uma rigorosa análise certificada, conseguimos quantificar o valor financeiro de uma marca, e compreender, de uma forma muito concreta, o seu peso e a sua importância na atividade das organizações em diferentes setores, não apenas enquanto imagem, mas como um ativo intangível, um dos ativos mais importantes para as organizações”.

Entre as 37 marcas líderes setoriais, identificadas a partir da totalidade das 100 marcas portuguesas mais valiosas, a CGD (+47%), o Pingo Doce (+38,4%), a Parfois (+34,12%), os CTT (+29,6%), a Wells (+29,4%) e a Portugalia (+28,6%) destacaram-se como as marcas que mais valorizaram face a 2023.

Distribuição & Consumo Alimentar

Relativamente aos setores de produção, distribuição e retalho alimentar, as marcas líderes em 2024 foram o Pingo Doce no segmento de “Retail Food”, cuja proprietária Jerónimo Martins se destacou também como a marca de Holdings mais valiosa, a Delta, no segmento de “Beverages Non Alcohol”, a Super Bock, no segmento de “Beverages Alcohol”, a Lactogal, no segmento de “Food”, e a Portugália, no segmento de “Retail Restaurants”.

Indústria

O setor Indústria, que na comparação homóloga em abril de 2024 registou um crescimento de 3,4% em contraciclo com a tendência europeia, é liderado pela Navigator Company, que se assumiu como a marca mais valiosa do segmento de “Industrial Products” (281 milhões de euros).

Retalho

O setor de Retalho é liderado pela Parfois, a marca mais valiosa de “Retail Specialist”, seguida da Salsa, líder do segmento de “Retail Textile”, da Vista Alegre, a marca mais valiosa do segmento de “Luxury”, e do Gato Preto, líder do segmento de “Retail Home”.

Serviços

No segmento “Professional Services”, os CTT assumiram-se como a marca mais valiosa (227 milhões de euros).

Tecnologia

No setor de tecnologia destacaram-se, no período em análise, a Worten, a marca mais valiosa de “Retail Technology”, seguida da Novabase, líder do segmento de “Technology & Software”.

Esta metodologia está em conformidade com as normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira), em que todas as marcas são auditadas e avaliadas com base em informação pública, nomeadamente relatórios e contas, dados de mercado e indicadores de força de marca.

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Hipersuper

Logística

Smurfit Westrock passa a estar cotada em Londres e Nova Iorque

A Smurfit Westrock estreou-se nas bolsas de Londres e Nova Iorque na sequência da fusão entre a Smurfit Kappa e a Westrock.

Hipersuper

A Smurfit Westrock plc, fornecedora de soluções de embalagens de papel, acaba de anunciar a sua cotação primária na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE), sob o ticker “SW”, após a conclusão da combinação previamente anunciada da Smurfit Kappa e da WestRock em 5 de julho de 2024.

A empresa também está cotada na Bolsa de Valores de Londres (LSE) com o código “SWR”.

“A fusão da Smurfit Kappa e da WestRock cria uma empresa líder mundial no setor das embalagens sustentáveis, unindo a importante e distinta experiência e conhecimentos de ambas as empresas”, afirmou Tony Smurfit, CEO da Smurfit Westrock.” “Acreditamos que esta combinação criou o líder e parceiro de eleição no setor da embalagem sustentável. Estou orgulhoso por ter sido escolhido para liderar esta grande equipa de pessoas.”, acrescenta.

“Os acionistas da Smurfit Kappa e da WestRock apoiaram de forma decidida a nossa fusão. A Smurfit Westrock tem uma presença geográfica única e através das nossas aplicações líderes na indústria, uma capacidade inigualável de proporcionar valor aos nossos clientes”, acrescentou Ken Bowles, Diretor Financeiro da Smurfit Westrock.

A negociação teve início esta segunda-feira na LSE às 8:00 BST e na NYSE às 9:30 EDT, após uma cerimónia de toque de sinos.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

pepco

pepco

Retalho

Pepco abre nova loja em Vizela

A nova loja Pepco em Vizela faz parte do plano de expansão contínua da marca em Portugal.

Hipersuper
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A Pepco tem a partir desta terça-feira uma nova loja em Vizela, com 750 m2, saturada no Retail Park de Vizela, na Freguesia de São João Vizela (Caldas de Vizela). Esta é já a 15ª abertura em Portugal Continental, desde que a marca chegou ao mercado nacional, em maio do ano passado.

A nova loja Pepco em Vizela faz parte do plano de expansão contínua da marca em Portugal e promete oferecer aos clientes uma ampla variedade de produtos de alta qualidade, a preços acessíveis. A loja disponibilizará uma vasta gama de artigos, incluindo roupas para toda a família, produtos de decoração para o lar, brinquedos, utensílios domésticos, produtos de consumo, higiene, limpeza e lavandaria, artigos de cuidados pessoais, snacks, bebidas, confeitaria e categorias de animais de estimação.

“A abertura da nova loja em Vizela é um marco significativo para a marca, à medida que continuamos a crescer e a atender às necessidades de nossos clientes em Portugal,” afirma Jorge Barrie Ruiz, head of Pepco Iberia Region. “Estamos entusiasmados em trazer uma experiência de compras conveniente e acessível para a comunidade de Vizela e esperamos que todos desfrutem da nossa oferta.”

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Aquisição do licor Safari vai permitir à Casa Redondo crescer 70% nas exportações

A compra representa a maior aquisição de uma marca de bebidas espirituosas por uma empresa portuguesa e um “passo significativo” da Casa Redondo no seu crescimento internacional, destaca Daniel Redondo.

A Cara Redondo, proprietária do licor Beirão e cujo portfolio inclui várias outras marcas de bebidas espirituosas, anunciou a aquisição do licor Safari, marca holandesa premium lançada em 1984 na Holanda.

A compra representa a maior aquisição de uma marca de bebidas espirituosas por uma empresa portuguesa e um “passo significativo” da Casa Redondo no seu crescimento internacional, destaca Daniel Redondo, diretor executivo da empresa, em nota enviada ao Hipersuper.

A Casa Redondo adquiriu o licor Safari à Diageo Brands, fabricante de bebidas com sede em Londres, Reino Unido, e considerada o maior player mundial do setor das bebidas destiladas.

Com esta aquisição, a empresa portuguesa prevê um aumento “imediato” de cerca de 70% nas exportações globais do grupo e objetiva “triplicar este valor nos próximos cinco anos”. “A nossa empresa ambiciona fortalecer a sua presença em mercados estratégicos como Holanda, Bélgica e Alemanha”, revela ainda o diretor executivo da Casa Redondo.

“Safari é uma marca histórica no setor de bebidas espirituosas, e esta integração reforça o nosso compromisso em expandir o portefólio com ofertas premium, reconhecidas globalmente pelos consumidores”, acrescenta.

A aquisição, financiada com capitais próprios, vai permitir à empresa portuguesa criar sinergias de portefólio. O gestor fala no investimento em equipas comerciais e de marketing e no aprofundar de relações com os parceiros de distribuição, “consolidando assim a posição como um produtor de referência na categoria de licores”.

Em comunicado, a Diageo Brands informa que esta venda “está em linha com a estratégia de manter um enfoque acentuado” na gestão do seu portefólio, explicando que o licor Safari é predominantemente vendido na Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Portugal e Turquia.

“A Diageo acredita que a Casa Redondo é o proprietário certo para levar a Safari ao seu próximo capítulo de crescimento na Europa Europa e além fronteiras”, refere a empresa britânica.

Citados no comunicado, Daniel Redondo e Ricardo Redondo, diretor financeiro da Casa Redondo referem que esta transação sublinha o compromisso da empresa “de expandir o nosso portfólio com ofertas premium que que ressoam com os consumidores em todo o mundo”. “Estamos ansiosos por integrar esta marca na nossa família, continuando a inovar para os nossos clientes, garantindo ao mesmo tempo uma qualidade excecional”.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

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