Vendas da Auchan Retail recuam em 2019 mas EBITDA sobe 9% para 1,8 mil milhões
Os resultados são fruto do plano de revitalização que o grupo iniciou no último ano, que incluíram, por exemplo, a venda das operações em Itália e Vietname

Ana Catarina Monteiro
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A receita da retalhista francesa Auchan Retail fixou-se em 2019 nos 45,8 mil milhões de euros, um recuo de 1,4% face ao ano transato, de acordo com os resultados apresentados na passada sexta-feira.
Por outro lado, a divisão de retalho da Auchan Holding atingiu um EBITDA de 1,831 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 14% em comparação com o ano anterior (+9% em termos like-for-like).
Os resultados são fruto do plano de revitalização que o grupo iniciou no último ano, que incluíram, por exemplo, a venda das operações em Itália e Vietname. Este ano, a empresa mostra-se receosa quanto ao impacto que o surto do Covid-19 possa ter, sobretudo nas operações na China.
A Ceetrus, braço do grupo dedicado aos centros comerciais, detentora dos centros Alegro em Portugal, atingiu receitas de 612 milhões de euros em 2019, mais 7,9% face ao ano transato. O EBITDA da divisão subiu 7,1%.
No que diz respeito às atividades de retalho, a retalhista explica que a vendas subiram em nove dos 12 países onde opera. Portugal fica entre os mercados onde as receitas aumentaram. Em Espanha o volume de negócios manteve-se estável. Nos países do sul da Europa, as vendas aumentaram 0,5% e o EBITDA subiu 6%.
França e Rússia foram os únicos mercados onde as vendas caíram. No seu mercado de origem, o francês, a retalhista regista uma queda de 2% nas vendas, ainda que tenha aumentado o EBITDA em 37%. No total, a margem das vendas aumentou em 330 milhões de euros, explica a empresa em comunicado.
A Auchan Retail lançou no início de 2019 a iniciativa Renaissance, que consiste em um plano de revitalização para aumentar a margem de manobra financeira da operação de retalho.
Neste sentido, a empresa encerrou lojas com menor rentabilidade em França (21 lojas), Rússia (30), Espanha (17), China (5), Ucrânia e Polónia (uma loja em cada mercado). Por outro lado, vendeu as operações detidas em Itália e no Vietnam, na segunda metade de 2019. E, em contrapartida., tem vindo a apostar na otimização dos espaços detidos, em termos de custos. Todas estas operações tiveram um impacto de 239 milhões de euros no EBITDA do grupo, face a 2018. Um terço do valor diz respeito à venda das operações em Itália e Vietname, salienta o grupo.
“Em 2019, começamos a ver os primeiros resultados destas medidas. Ao mesmo tempo, enquanto as nossas bases passam por esse processo de reabilitação, comprometemo-nos a uma mudança profunda e de longo prazo que visa restaurar os recursos exclusivos de nossa oferta de produtos e colocar significado de volta em nossas lojas, começando pelos hipermercados. Este trabalho será realizado com a ajuda de todos os nossos stakeholders (funcionários, clientes, produtores, fabricantes, start-ups, ONGs, entre outros)”, declara Edgard Bonte, CEO da Auchan Retail.
As medidas tomadas na iniciativa Renaissance permitem ao grupo manter-se confiante para atingir o objetivo de uma margem de lucro (EBITDA) de 6% em 2022, devido às poupanças de 1,1 mil milhões de euros alcançados. O objetivo representa o dobro da margem de lucro de 3% atingida em 2018, estando também acima dos 4% alcançados em 2019.
No entanto, para este ano, a retalhista explica que o desempenho dependerá do impacto do surto do Covid-19, sobretudo na atividade da cadeia de hipermercados Sun Art Retail, que a empresa opera na China.
O mercado asiático representa 29% das receitas da Auchan Retail que, a 31 de dezembro de 2019, operava 921 hipermercados, 746 lojas de proximidade e 347 de ultra-proximidade, espalhadas por 12 mercados.
A empresa tem vindo a apostar em novos formatos de lojas, como é o caso da insígnia de ultra-proximidade MyAuchan, que conta já com 29 lojas em Portugal. Além disso, o grupo conta com 30 hipermercados e cinco lojas de proximidade no mercado nacional.