Grupo DIA regista perdas de 790,5 milhões de euros em 2019
Em Portugal, o EBITDA da empresa caiu 65,1%, dos 10,7 milhões de euros para os 30,7 milhões de euros. A companhia faturou 593,9 milhões de euros com as lojas Minipreço, uma diminuição de 7,9% face a 2018

Ana Catarina Monteiro
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O grupo DIA regista perdas de 790,5 milhões de euros em 2019, segundo os resultados comunicados esta quinta-feira.
As vendas líquidas cifraram-se em 6.870 milhões de euros, menos 9,3% face ao ano anterior.
O EBITDA ajustado fixou-se em 34,1 milhões de euros, o que compara com os 376 milhões de euros registados no ano transato, numa queda de 90,9% face a 2018.
A dívida financeira líquida da empresa espahola, no final de 2019, era de 1.320 milhões de euros, o que significa uma descida de 133,8 milhões de euros face ao ano transato.
Em Portugal, o EBITDA da empresa caiu 65,1%, dos 10,7 milhões de euros para os 30,7 milhões de euros. A companhia faturou 593,9 milhões de euros com as lojas Minipreço, uma diminuição de 7,9% face a 2018. Em termos comparáveis, as vendas do grupo no País mostram um decréscimo mais acentuado, face ao ano transato, tendo caído 4,6%, após uma diminuição de 4,4% em 2018.
“A partir do segundo semestre definimos bases muito importantes para o futuro de Portugal. O projeto de frescos e revisão do sortido, a preparação da transformação do modelo operativo de loja e uma nova logística de frescos, permitiu-nos começar a ver uma mudança de tendência que temos de consolidar como objetivo para 2020. O compromisso de todos, franqueados, colaboradores e fornecedores foi e será a chave para assegurar e avançar com este processo de mudança e transformação da companhia”, declara Miguel Guinea, CEO do DIA Portugal, citado em comunicado.
Em termos comparáveis, as vendas acumuladas do grupo diminuíram 7,6% face a 2018, impulsionadas por uma redução de 7% no valor médio de compra, explica, em comunicado, o grupo que durante 2019 escapou à falência técnica.
O parque de lojas da companhia apresenta uma redução de 861 para os 6.626 espaços, distribuídos pelos quatros mercados. Em Portugal, o número de lojas reduziu em 29 para os 576 pontos de venda.
Para salvar o grupo da falência, em novembro de 2019, os investidores do grupo concluíram o aumento de capital de 605 milhões de euros.
Neste momento, a empresa leva a cabo um processo de excisão de operações, com a transferência das principais unidades para subsidiárias participadas direta e indiretamente. No processo de reestruturação das operações, a empresa tem também introduzido novos líderes com conhecimento local nos países onde atua.
Ainda este mês, o grupo foi buscar Ricardo Álvarez à concorrente Lidl, para se tornar diretor-geral do DIA para Espanha. Depois disso, no Brasil, nomeou o brasileiro Marcelo Maia para o cargo de presidente executivo no Brasil, substituindo o croata Marin Dokozic. Ao longo do último ano, nos quatro países onde atua, foram incorporados às equipas de gestão 87 profissionais com grande experiência e conhecimento do mercado local, dá conta em comunicado.