Continente Angola, Condis e SODIBA abrangidas em arresto a bens de Isabel dos Santos
A Continente Angola, a Condis – Sociedade de Distribuição de Angola e a SODIBA – Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola estão entre as nove empresas visadas na providência […]

Ana Catarina Monteiro
Costa Boal Family Estates apresenta os primeiros vinhos 100% produzidos no Alentejo
Vieira lança novas embalagens sustentáveis e desafia consumidores com campanha Do It Yourself
Danone reforça compromisso com nutrição infantil com Actimel sem açúcares adicionados e sem adoçantes
Nuno Ferreira reforça equipa de retalho da Cushman & Wakefield
Tetra Pak e Schoeller Allibert desenvolvem embalagens logísticas feitas a partir de embalagens de cartão para bebidas recicladas
Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030
Conferência da APLOG debate os desafios de uma logística urbana mais eficiente
Chocolate do Dubai chega esta quarta-feira às lojas Galp
Grupo Bacalhôa reforça equipa de Enologia e cria nova Direção de Relações Institucionais
Vitacress e Flama unem-se num passatempo que premeia criatividade dos portugueses
A Continente Angola, a Condis – Sociedade de Distribuição de Angola e a SODIBA – Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola estão entre as nove empresas visadas na providência cautelar de arresto às participações de Isabel dos Santos, do seu marido, Sindika Dokolo, e também de Mário Leite da Silva, gestor de interesses em Portugal da filha do ex-presidente de Angola.
Com esta medida, decretada no início desta semana, o Tribunal Providencial de Luanda conclui que os requeridos prejudicaram o Estado angolano em cerca de 1.136 milhões de dólares, na moeda norte-americana.
O valor diz respeito a negócios que evolveram financiamento do Estado angolano, através das empresas públicas Sonangol e Sodiam, ligadas aos setores petrolífero e de diamantes, sendo que a acordada devolução dos montantes injetados não foi efetuada.
Segundo o despacho, os requeridos “estão a ocultar património obtido às custas do Estado angolano”, transferindo-o para outras unidades.
“Quase todo o património” dos requeridos encontra-se fora de Angola, onde estão “maioritariamente participações sociais em várias empresas”, cujo capital “em maioria dos casos, foi já exportado”. Assim sendo, o Estado angolano “terá dificuldades a ver satisfeitas as suas necessidades de crédito por via destas participações”.
O documento especifica ainda que a Polícia Judiciária portuguesa interceptou a transferência de dez milhões de euros, numa tentativa de desviar alguns dos negócios de Isabel dos Santos para a Rússia, através de Leopoldino Fragoso de Nascimento.
Uma das formas de pagar a dívida ao Estado de Angola seria através da Unitel, da qual Isabel dos Santos é sócia, lê-se no despacho. No entanto, os Serviços de Inteligência de Angola obtiveram conhecimento de que a empresária tem intenções de vender a participação que detém naquela empresa a um “cidadão árabe” que “já encetou diligências em Angola” para o efeito.
Entre as empresas visadas no arresto das participações estão a cadeia de loja Continente em Angola e a Condis – Sociedade de Distribuição de Angola, na qual Isabel dos Santos detém uma participação de 90% (e o seu marido outra de 7%).
Foi através desta empresa que foi firmada a parceria com a Sonae, em 2011, para expandir a marca Continente no mercado angolano. No entanto, a parceria não avançou, tendo a empresária criado a marca Candando sob a qual abriu o primeiro hipermercado em 2016. Contou para isso com a ajuda de dois ex-quadros da Sonae.
Além das participações em nove empresas, a providência cautelar dita o congelamento de contas bancárias pessoais dos requeridos em várias entidades bancárias de Angola.
Depois de ter pedido “tranquilidade” aos colaboradores, através da rede social Twitter, Isabel dos Santos admitiu, numa sessão promovida no Instagram, que a decisão de arresto pode determinar o fecho de algumas empresas.
*Notícia atualizada às 17h30 do dia 2 de janeiro de 2020 – acrescento de um esclarecimento sobre a relação da Sonae com a empresa de distribuição angolana de Isabel dos Santos