Continente inaugura primeira zona de frutas e legumes “plastic free” em Portugal
Desde a última semana que o supermercado Continente Bom Dia instalado no centro Via Catarina, na baixa do Porto, apresenta uma praça de frutas e legumes sem plástico

Ana Catarina Monteiro
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Desde a última semana que o supermercado Continente Bom Dia instalado no centro Via Catarina, na baixa do Porto, apresenta uma praça de frutas e legumes sem plástico.
Na loja, os clientes encontram, como alternativas, sacos de algodão ou poliéster, reutilizáveis e laváveis, e sacos de papel, gratuitos, que suportam até 2,5 kg. Os consumidores podem ainda levar os seus próprios sacos de casa.
Com esta medida, a cadeia da Sonae torna-se a primeira retalhista alimentar em Portugal a eliminar os sacos de plástico de utilização única da secção de frutas e legumes, antecipando o Decreto-Lei que proíbe, a partir de 2023, os sacos de plástico descartáveis e de cuvetes em plástico para as frutas e legumes.
“Este projeto piloto [na loja do Via Catarina] ainda está em período de teste, pelo que, neste momento, ainda não conseguimos prever uma data no sentido de fazer o roll out para todas as lojas”, explica o departamento de comunicação e relações públicas da Sonae MC, ao Hipersuper.
Não obstante, “até 2023, o Continente compromete-se a ter este modelo em todas as lojas (sem plástico descartável), assumindo-se como o primeiro retalhista alimentar português a responder ao Decreto-Lei n.º 351/XIII”, garante.
“O compromisso assumido pelo Continente é o de antecipar, para 2025, a ambição definida pela União Europeia para 2030, reduzindo (ou mesmo eliminando quando possível) a utilização de materiais de plástico de origem fóssil, no que diz respeito aos produtos de marca própria, assegurando que todos eles têm embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis”, explica a retalhista do grupo Sonae, em comunicado.
No entanto, na loja do Via Catarina encontram-se ainda, fora da zona 0% plástico, frescos embalados em plástico “por razões relacionadas com o acondicionamento de alimentos delicados e de pequeno porte (por exemplo, bagas), a preservação de fracionados para agregados mais pequenos (como melancia) ou a conservação de frescos que contêm humidade (alface), evitando assim o desperdício alimentar”, esclarece o Continente.
“Desde o início do ano que a marca Continente tem vindo a defender a política de utilização responsável do plástico, reconhecendo em casos específicos a mais-valia deste material”.
Através da revisão dos casos de utilização de plástico que está a levar a cabo, a cadeia prevê uma poupança anual “superior a 115 toneladas de plástico”, tendo em conta apenas as secções de frutas e legumes de todas as lojas.
Esta revisão abrange “não apenas nas embalagens – como é o caso dos mini tomates, alho francês e ervas aromáticas -, mas também na venda a granel com a eliminação dos alvéolos de plásticos das caixas das frutas”, explica.