A chave para o crescimento do retalho em 2018
O ecommerce ainda absorve uma fatia residual do total de vendas a retalho, mas está a crescer a um ritmo quatro vezes superior ao crescimento das lojas físicas. E são as compras através de dispositivos móveis que justificam o elevado crescimento do comércio online. Os motivos pelos quais em 2018 os retalhistas devem investir no canal mobile e algumas dicas para o fazer

Ana Catarina Monteiro
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O ecommerce ainda absorve uma fatia residual do total de vendas a retalho, mas está a crescer a um ritmo quatro vezes superior ao crescimento das lojas físicas. Nos Estados Unidos, segundo dados da Business Insider, estima-se que retalho físico termine o ano com um aumento de 3,8% das vendas, no quarto trimestre do ano, enquanto as vendas online devem subir, em termos homólogos, 14% – depois de crescerem 15,5% no terceiro trimestre do ano.
E são as compras através de dispositivos móveis que justificam o elevado crescimento do comércio online. Em 2017, estima-se que o comércio mobile represente 23% das compras digitais nos Estados Unidos (108 mil milhões de US dólares), percentagem que deve subir para os 45% (357 mil milhões de dólares) em 2021.
Por isso, o canal “mobile” está a tornar-se o mais importante canal de vendas para os operadores de ecommerce, explica o Business Insider.
Atualmente, os consumidores nos Estados Unidos dispensam em média 2 horas e 51 minutos nos seus telemóveis – tempo superior aos que gastam em qualquer outro dispositivo móvel.
Em Portugal, de acordo com dados da Maktest Consulting, o acesso a sites através de smartphones cresceu nove pontos percentuais entre novembro de 2016 e o mesmo mês deste ano, atingindo os 39% dos acessos. No mesmo período, o desktop desceu de uma quota de 65% para 56% e o tablet mantêm-se com 5% dos acessos.
85% daquelas quase três horas gastas por dia em frente ao telemóvel pelos consumidores norte-americanos são gastas em aplicações (apps). Assim, 51% das compras “mobile” nos Estados Unidos são já realizadas através de apps (49% utilizam a web para comprar via dispositivos móveis) e a tendência é global. Na Alemanha, 52% do mcommerce é realizado via aplicações, no Reino Unido o valor é de 59%, em Itália 45% e Espanha 43%.
Os consumidores consideram que as apps permitem “poupar tempo e dinheiro” mas estão dispostos a esperar apenas até “cinco segundos” para a instalação de uma app.
Ao mesmo tempo, 60% dos consumidores admitem já ter abandonado uma compra feita através de dispositivos móveis.
Por sua vez, crescer em vendas online é a atual prioridade para 66% dos retalhistas consultados pela Business Insider. No entanto, apenas 38% tenciona aumentar o seu investimento no canal mobile.
A publicação nota que os retalhistas têm a oportunidade de alavancar vendas através de notificações enviadas aos utilizadores que já não utilizam as aplicações mas que ainda as têm instaladas no smartphone, já que os consumidores tendem a manter as apps nos seus telemóveis mesmo que não as usem.
Os retalhistas que usam as notificações para reter consumidores assistem a “9,6 vezes mais compras concluídas” e a um crescimento de “16% do valor médio de compra” através da aplicação.