APED de pé atrás em relação aos sacos de plástico
A APED, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, questiona a natureza ambiental da taxa imposta pelo Governo sobre os sacos de plástico

Ana Catarina Monteiro
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A APED, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, questiona a natureza ambiental da taxa imposta pelo Governo sobre os sacos de plástico.
Depois de ter sido pioneira na adopção de práticas de consumo sustentável, desenvolvendo até campanhas de sensibilização para a redução do consumo de sacos de plástico, a associação duvida da eficácia ambiental do imposto.
A iniciativa Saco Verde, foi lançada pela APED, como sensibilização para a redução dos sacos de plástico, e registou uma adesão, por parte dos consumidores, verificada em 11 milhões de sacos reutilizáveis vendidos desde o lançamento, em 1998.
Muitos associados têm já introduzido o pagamento simbólico dos sacos de plástico de forma a desincentivar uma utilização excessiva, bem como disponibilizam hoje várias soluções sustentáveis para o transporte das compras.
“Quem mais sensibilizou o consumidor foram os retalhistas, desempenhando um papel fundamental nesta questão, que levou inclusive a que, nos últimos anos, tenha havido já uma alteração significativa de comportamento dos consumidores”, afirma Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED.
A associação partilha as preocupações ambientais que o Governo tem na matéria mas, considera que existem medidas mais eficazes, que passam pela definição de metas a atingir.
“Tememos que esta taxa tenha essencialmente a natureza de um imposto e se desvie do seu principal objectivo: sensibilizar os consumidores, consistindo apenas numa forma de arrecadar receita”, sublinha a representante.
A APED considera ainda que esta opção da fiscalidade verde não incentiva ao investimento, por parte das empresas, nas campanhas de informação ao consumidor. Por outro lado, o pagamento dos sacos de plástico será efectuado nos pontos de venda, o que suscita reservas relativamente à eficácia do imposto criado, uma vez que “pode desviar o consumidor para opções menos amigas do ambiente”.
“A nossa expectativa é que durante a discussão do diploma na Assembleia da República se introduza clareza no diploma, que neste momento não conhecemos em detalhe, bem como no proceso de cobrança desta taxa a suportar pelos portugueses quando vão a uma loja e têm de levar as suas compras para casa”, sustenta Ana Isabel Trigo Morais.