“Segmento de proteicos continuará a ser principal alavanca de crescimento da categoria de iogurtes”, João Magueijo (Longa Vida)
O Hipersuper conversou com João Magueijo, diretor de marketing da Longa Vida (Lactalis Nestlé Portugal), para fazer um balanço do mercado de iogurtes em Portugal e levantar um pouco o véu da estratégia da empresa para tirar partido das tendências de consumo e das oportunidades de crescimento

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O Hipersuper conversou com João Magueijo, diretor de marketing da Longa Vida (Lactalis Nestlé Portugal), para fazer um balanço do mercado de iogurtes em Portugal e levantar um pouco o véu da estratégia da empresa para tirar partido das tendências de consumo e das oportunidades de crescimento.
Que balanço faz das vendas de lacticínios no mercado nacional em 2022?
O ano de 2022 resume-se em duas tendências: crescimento extremamente acelerado das marcas da distribuição e “explosão” do segmento de proteínas.
Quanto à performance em vendas, foi um ano extremamente desafiante no mercado de refrigerados lácteos.
Um mercado que cresceu ligeiramente em volume, muito perto dos 2%, mas a valorizar muito e com um fecho em valor acima dos 8%. No entanto, esta performance positiva foi na íntegra devida às marcas da distribuição que fecharam o ano a ganhar perto dos 20% em volume e quase 30% em valor. Do lado das marcas, todas encerram o ano a cair em volume e apenas algumas a crescer muito ligeiramente em valor.
E em particular das vossas marcas?
Para a Longa Vida a performance foi em linha com as restantes marcas e fechamos o ano a valorizar, no entanto a cair em volume.
Quais as expectativas para 2023?
2023 será mais um ano extremamente complicado. O crescimento das marcas de distribuição irá certamente manter a sua tendência acelerada e as marcas de fabricante irão continuar a procurar evitar a saída dos seus shoppers para a marca própria.
Prevejo que o segmento de iogurtes proteicos continuará a ser a principal alavanca de crescimento da categoria, a par das categorias de iogurtes mais básicos (sólidos e líquidos) que continuarão a recrutar consumidores vindos de outros segmentos mais caros.
Vão apresentar novidades ao mercado este ano? Pode levantar um bocadinho o véu?
O modelo de negócio da Longa Vida sempre assentou na inovação. Faz parte do nosso ADN procurar trazer inovações relevantes, deliciosas e que façam bem aos consumidores portugueses.
No entanto, este ano, iremos ainda mais olhar para “dentro de casa” e reforçar a cultura de qualidade a que sempre nos habituámos. 2023 será, assim, um ano muito focado na melhoria das nossas receitas de forma a garantir a total satisfação dos portugueses nos produtos que já fazem parte do seu dia a dia.
Tendo em conta o crescimento das alternativas aos lacticínios tradicionais, que aposta estão a fazer neste segmento em particular?
Os novos subsegmentos de saúde, quer eles sejam proteicos, sem lactose ou kefir, são estratégicos para a empresa não só por irem ao encontro da nossa promessa de trazer iogurtes que melhoram o bem-estar do consumidor, mas também porque é uma enorme tendência a nível global.
Que estratégia desenharam para fazer crescer as marcas?
Apostar no equilíbrio entre a inovação em alguns subsegmentos e a renovação de outros.
Comunicar as marcas pilares e continuar a construir a relação de proximidade e confiança com os nossos clientes e os nossos consumidores.
É muito importante olhar para o futuro, mas com a certeza que estamos a fazer o melhor possível no presente, pois todos sabemos que sem o hoje, não há certamente o amanhã.
Onde identificaram oportunidades de crescimento?
As grandes tendências de saúde serão a nossa prioridade de crescimento em 2023, no entanto em 2022 relançámos a marca A Leiteira com excelentes resultados e 2023 deverá ser um ano de consolidação da performance desta marca.
Por outro lado, temos as nossas marcas pilares como Yoggi, Yoco ou Smarties que continuarão a ser objeto de foco claro por parte dos vários stakeholders internos.