Máquinas e Equipamentos

“A inteligência é o pináculo da maturidade nos sistemas da fábrica do futuro”

O mercado de consultoria industrial em Portugal está tradicionalmente focado na otimização de processos, área que representa 40% da faturação da Bosch Industry Consulting (BIC). Mas o paradigma está a mudar. As agendas de investimento estão atualmente focadas em produto. Metodologias de redução de complexidade, engenharia de valor, avaliação avançada de cadeias de valor e digitalização, são áreas em crescimento

Rita Gonçalves
Máquinas e Equipamentos

“A inteligência é o pináculo da maturidade nos sistemas da fábrica do futuro”

O mercado de consultoria industrial em Portugal está tradicionalmente focado na otimização de processos, área que representa 40% da faturação da Bosch Industry Consulting (BIC). Mas o paradigma está a mudar. As agendas de investimento estão atualmente focadas em produto. Metodologias de redução de complexidade, engenharia de valor, avaliação avançada de cadeias de valor e digitalização, são áreas em crescimento

Rita Gonçalves
Sobre o autor
Rita Gonçalves
Artigos relacionados
Vinhos de Portugal 2025 reúne 1300 referências na disputa pelo título de melhor do ano
Bebidas
Clube de Ténis do Porto recebe Torneio CTP Torrié Coffee 2025
Bebidas
Centromarca manifesta preocupação com tarifas e lembra: “Força e integridade do mercado único da UE nunca foram tão essenciais”
Distribuição
Expocosmética regressa este mês à Exponor
Não Alimentar
Inovação portuguesa cria o primeiro arroz 100% nacional
Alimentar
Sport Zone reinaugura segunda maior loja do país no CascaiShopping
Retalho
Salutem volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher
Alimentar
Entregas não domiciliárias da InPost premiadas como ‘Melhor Serviço do Ano’
Logística
Quatro portugueses são finalistas dos World Food Photography Awards
Alimentar
Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”
Retalho
PUB

Tiago Sacchetti_Bosh

O mercado de consultoria industrial em Portugal está tradicionalmente focado na otimização de processos, área que representa 40% da faturação da Bosch Industry Consulting (BIC). Mas o paradigma está a mudar. As agendas de investimento estão atualmente focadas em produto. Metodologias de redução de complexidade, engenharia de valor, avaliação avançada de cadeias de valor e digitalização, são áreas em crescimento

PUB

A Bosch está a apostar forte na unidade de negócio “Industry Consulting”, lançada em 2018. Que balanço faz desta área de negócio?

A aposta no desenvolvimento deste negócio na Península Ibérica está claramente ganha. O objetivo de rentabilidade foi atingido um ano antes do que havíamos planeado, apesar da recessão provocada pela pandemia. É uma enorme fonte de orgulho e motivação poder hoje oferecer no mercado um leque cada vez mais alargado de serviços de consultoria industrial que permite aos nossos clientes melhorar as suas operações de forma integrada. Consolidado este resultado, o caminho agora é continuar a fazer crescer o negócio.

Como evolui o portefólio de serviços prestados pela BIC neste período?

O mercado da consultoria industrial em Portugal está historicamente focado na otimização de processos. Esta é uma área onde a Bosch já conta com algumas décadas de experiência não só na aplicação do chamado Lean, mas também no desenvolvimento de metodologias e ferramentas de suporte, pelo que não tivemos dúvidas de que deveríamos estar presentes nesse mercado, que representa hoje cerca de 40% da nossa faturação.

No entanto, a experiência industrial da Bosch não se resume à melhoria de operações existentes, pelo que o nosso portefólio de serviços tem vindo a refletir justamente essa abrangência.

Que serviços prestam atualmente?

Oferecemos, hoje, serviços de desenvolvimento de produto e processo, de forma simultânea, utilizando metodologias que são utilizadas e melhoradas continuamente sempre que desenvolvemos novos produtos. Numa altura em que as agendas de investimento se focalizam no produto, é importante realçar que a BIC disponibiliza know-how neste campo que possibilita melhorias significativas nas margens operacionais logo após o SOP [da expressão inglesa Standart Operating Procedures]. Estamos a falar de metodologias de redução de complexidade, engenharia de valor e avaliação avançada de cadeias de valor que permitem justamente a otimização de processos muito antes de se tomar decisões de investimento. Além disso, potenciam e protegem as vantagens competitivas decorrentes dos processos de inovação de produto e processo.

Há ainda várias outras áreas onde oferecemos valor para os nossos clientes industriais: gestão de grandes projetos industriais (fábricas novas, transferências, expansões, entre outros), industrialização de processos, desenho de sistemas de trabalho e ergonomia, formação lean&i4.0, entre outros.

Atualmente, não é possível falar de indústria sem incluir a dimensão digital e pensar o valor dos dados desde o início do projeto. Nesse sentido, oferecemos frequentemente soluções que incluem a dimensão digital em diversos graus (desde opcional a completas transformações do negócio e das operações).

Com que ferramentas e sistemas trabalham?

O leque de ferramentas, metodologias e sistemas que utilizamos é enorme, mas de uma forma geral podemos dizer que utilizamos o método que melhor se adeque à situação, segundo a experiência das nossas mais de 240 fábricas a operar em variadíssimos setores e cadeias de valor. Por exemplo, no que respeita ao desenho de processos industriais utilizamos uma framework padronizada que inclui várias ferramentas desde DFMA [Design para Fabricação e Montagem] até ao mapeamento de fluxos de materiais e informação, passando pelo Scaling, que permite definir a estratégia de investimento de acordo com o ciclo de vida do produto e o risco organizacional correspondente.

Quando falamos de desenho de postos de trabalho utilizamos frequentemente o MTM [da expressão inglesa Methods Time Measurement], uma metodologia que nos permite definir e controlar com exatidão a eficiência dos processos manuais, possibilitando ganhos de produtividade até 35%. Apesar de ser uma metodologia relativamente antiga não deixamos de recorrer às mais recentes ferramentas informáticas para facilitar a análise, gestão e integração dos tempos do método, nomeadamente com os ERP [Sistema integrado de gestão empresarial].

Quando trabalhamos cadeias de processo novas é comum utilizarmos sistemas de simulação de operações que permitem a já referida otimização muito antes da decisão de investimento, além de criarem frequentemente a primeira representação do gémeo digital dos equipamentos fabris.

A que tipo de áreas de atividade se dirigem?

Os nossos serviços adequam-se melhor a processos de produção de produtos discretos, tendo em conta que é essa a área de maior experiência da Bosch.

Como se constitui a equipa da BIC? Quais as principais competências e skills?

A equipa da BIC é composta por profissionais com uma experiência média de 22 anos em desenho e gestão de operações industriais em diversas fábricas em todo mundo. As nossas competências nucleares são o Lean, o i4.0 e a gestão de projetos (waterfall e agile). Em cima desta base comum a toda a equipa, desenvolvemos competências de acordo com as necessidades especificas dos projetos que realizamos. O MTM é um exemplo de uma dessas ferramentas que frequentemente usamos para a análise e definição de sistemas de trabalho de conteúdo maioritariamente manual.

O framework Bosch de Desenho de Operações Industriais é outro exemplo de um conjunto de ferramentas que permitem definir cadeias de processos de forma padronizada, tendo em consideração todas as variáveis importantes para a gestão de operações industriais. Desde o desenho do produto adequado à sua fabricação, até à especificação detalhada de equipamentos e meios de movimentação, passando pela definição da semântica de dado, e a estratégia de investimento adequada ao ciclo de vida do produto e à maturidade da organização.

Quais os critérios a ter em conta e os primeiros passos a dar para definir e implementar uma estratégia de transformação digital de um processo de produção industrial e de logística?

A pergunta é interessante porque refere uma dimensão que deve ser bem pensada no início dos projetos de transformação digital e que é o âmbito da transformação. Tipicamente assistimos a um de três focos das empresas no que à transformação digital diz respeito: projetos adhoc, transformação digital de processos e ou transformação de cadeias de valor completas. Como se pode antever, o esforço e o benefício são ambos crescentes nesta sequência. É importante ainda referir que para manter a competitividade atual, existem estudos que referem que uma empresa industrial terá de, pelo menos, investir na transformação digital dos seus processos. A i4.0 – que há uns anos se apresentava como uma oportunidade – transforma-se, assim, numa ameaça caso não seja executada.

A BIC disponibiliza um programa de transformação digital das operações que se inicia com o mapeamento dos fluxos de materiais e informação (incluindo dados gerados e consumidos nos processos em toda a cadeia de valor). Este mapa permite determinar o grau de digitalização atual, além de identificar oportunidades e dificuldades. De seguida realizamos normalmente um programa de visitas a fábricas benchmark com o propósito de conhecer e avaliar tecnologias potencialmente interessantes para a definição da visão digital de operações do cliente. Após contraste dessa visão com a estratégia global do negócio e as macrotendências económicas, passamos a uma fase de detalhe, garantindo a presença dos elementos necessários, como segurança, fácil integração, escalabilidade, gémeo digital, presença em todo ciclo de vida do produto, entre outros.

Com a evolução da tecnologia, como se define hoje uma fábrica inteligente?

Mais do que definir um estereótipo é importante que as empresas elaborem a sua própria descrição do que será a sua fábrica inteligente. Essa descrição será com certeza mais próxima da sua realidade e motivará a ação concreta imediata e a execução de projetos de mudança no sentido de se aproximarem dessa visão.

Atualmente não faltam fontes de inspiração e representações dos componentes de uma fábrica inteligente: sistemas, pessoas, produtos e máquinas conectadas num mundo virtual (gémeo digital) seguro, de fácil integração, resiliente, capaz de acelerar o tempo e prever o futuro, como a manutenção preditiva, por exemplo.

É, no entanto, importante referir que os avanços tecnológicos recentes têm facilitado o uso da Inteligência Artificial (IA). Cada vez mais assistimos ao uso desta tecnologia para otimizar processos industriais de produção e logística e é lógico que assim seja, uma vez que tipicamente são estes processos diretos que geram uma maior quantidade de dados. Isto é bastante relevante pois a inteligência é justamente o pináculo da maturidade nos sistemas da fábrica do futuro. De facto, no passado colocámos muita atenção na conetividade de máquinas, mas este é apenas um requisito para se poder ter acesso a dados que se podem transformar em informação, depois em conhecimento e melhores decisões, que poderão eventualmente ser automatizadas.

De referir ainda a necessidade de criar sistemas inteligentes que sejam controláveis, ou seja, que se considere a possibilidade bem real de que um sistema de IA tome más decisões. Deve ser sempre possível avaliar a sua performance, compreender as suas decisões e melhorar o sistema. Isto não é uma tarefa fácil do ponto de vista tecnológico, mas temos necessariamente de manter as pessoas no centro das decisões porque elas serão, no limite, responsáveis pelo resultado final.

Que taxas de eficiência e produtividade podem ser alcançadas, tendo em conta a vossa experiência?

No que respeita ao negócio de otimização de processos que lida justamente com as melhorias de produtividade e eficiência, dependendo da maturidade do sistema de produção dos nossos clientes, alcançamos resultados tipicamente entre 18% e 40%. E estamos a falar de melhorias sustentadas, isto é, processos estáveis e com pouco necessidade de atenção.

Os nossos clientes operam em mercados bastante distintos desde a mobilidade, como é exemplo o [produtor português de bicicletas] RTE, o mercado dos bens de consumo e conforto em casa, do qual é exemplo a Aquinos, ou mesmo a produção de ferramentas complexas, como é o caso da MD-Moldes. Nestas empresas trabalhamos não só a melhoria das operações diretas, como também alguns processos de suporte, como o planeamento de produção.

Que impacto teve e está a ter a pandemia na indústria de transformação digital dos processos industriais e logísticos?

Apesar de a pandemia ter aumentado o ritmo de adoção de ferramentas de colaboração digital, também trouxe o inevitável aumento de cautela num cenário bastante incerto do ponto de vista económico. Como tal, alguns projetos de transformação digital nos nossos clientes foram considerados menos urgentes que outros de adaptação de capacidade e melhoria da produtividade. Isto obrigou-nos a realocar recursos entre estas áreas de negócio. No entanto, desde o final de 2020 assistimos a um retomar do interesse na transformação digital como forma de emergir da crise com uma competitividade acrescida aliada à oportunidade de poder beneficiar dos programas de apoio à recuperação.

Quais são os principais desafios que o tecido empresarial português enfrenta nesta matéria?

A questão do financiamento é importante nesta matéria uma vez que os programas de transformação digital obrigam a um investimento superior em relação aos programas de melhoria de produtividade, por exemplo. Avaliar investimentos de digitalização de operações de forma adhoc leva muitas vezes a decisões negativas porque os prazos de retorno de capital são tipicamente superiores ao ROI (retorno do investimento) de um programa mais clássico de melhoria industrial. Numa altura de pressão nas tesourarias, é normal que as decisões de enveredar por um programa de transformação digital sejam pouco frequentes. O problema é que podemos estar a pôr em risco a competitividade futura das empresas ao não investirmos seriamente no uso da tecnologia nas operações industriais.

O segundo desafio é o conhecimento. Efetivamente muito se fala de i4.0, existem até avaliadores de maturidade. Contudo, existe muito pouca oferta de desenho de operações digitais concretas e de uma forma integrada para toda a cadeia de valor. É difícil para um empresário visualizar o que poderão ser as suas operações daqui a quatro ou cinco anos. Não estou a falar de cenários genéricos de fábricas inteligentes, mas sim de propostas concretas desenhadas com as premissas do cliente e tendo em vista o seu negócio real. É justamente aqui que a Bosch Industry Consulting ajuda os clientes.

Em que estágio de desenvolvimento nos encontramos relativamente, por exemplo, aos nossos vizinhos espanhóis?

Há quatro anos estávamos em posições semelhantes, mas atualmente as empresas industriais espanholas adotam um ritmo de mudança superior. Portugal continua a ser um país de custo de mão-de-obra relativamente baixo e esse facto leva inevitavelmente a decisões diferentes no momento de decidir investir ou não em tecnologia. Isto é especialmente visível sempre que os subprojectos do programa de transformação digital obrigam à aquisição de hardware (sensores, controladores, antenas, leitores, wearables, entre outros). No entanto, há uma grande oportunidade para Portugal no que se refere ao desenho, desenvolvimento e operação de sistemas de controlo da cadeia de valor. Neste caso, o custo reduzido de mão-de-obra de TI [Tecnologias de Informação] no mercado nacional joga a favor das decisões de investimento neste tipo de sistemas.

Que setores de atividade se encontram, por um lado, mais adiantados na adoção de estratégias de transformação digital?

É de facto interessante comparar o grau de transformação em diferentes setores. A produção de bens de consumo, o setor automóvel e os produtos que necessitam de operações de montagem em geral são setores que tradicionalmente colocam grande atenção nas questões da eficiência, qualidade e controlo de processos. O setor automóvel, com a sua longa cadeia de fornecimento, é um exemplo deste tipo de preocupações. Mesmo assim, quando comparamos o ritmo de transformação digital deste setor com, por exemplo, o retalho, os media e o entretenimento, a diferença é abismal. E mais espantoso é quando observamos as oportunidades enormes que a integração das cadeias de fornecimento, no caso da indústria automóvel, poderia trazer. É comum ver muito bem definido nos contratos de fornecimento: o preço, os descontos de eficiência anual esperados, a não-qualidade admitida sem penalização, mas é mais raro ver referências aos meta dados que são esperados na relação entre cliente e fornecedor.

De que forma as empresas podem tirar partido do Plano de Recuperação e Resiliência (PPR) no caminho para a indústria 4.0?

Temos assistido nas últimas semanas à publicação das regras de acesso a alguns programas de financiamento do PRR. O caminho de acesso fica, portanto, mais claro e as empresas podem já preparar as suas candidaturas que podem incluir um grau maior ou menor de digitalização de operações, dependendo dos objetivos e das regras traçadas em cada programa.

Como se faz o equilíbrio entre pessoas e máquinas?

No que respeita à questão das pessoas e das máquinas, é importante referir três pontos chave: o primeiro tem a ver com a tecnologia que irá continuar a transformar os locais de trabalho, o que apresenta ameaças e oportunidades. Por exemplo, a diminuição do custo dos robots irá levar ao aumento do grau de automatização de algumas operações, mas, por outro lado, a tecnologia também irá ajudar mais pessoas a realizar tarefas que atualmente não seriam capazes. A partir daqui chegamos ao segundo ponto: responsabilidade sobre os processos continuará a ser das pessoas. Isto é, caso um processo automatizado com a mais recente tecnologia de IA cometa um erro grave, haverá com certeza consequências para alguém na organização. É, portanto, evidente que temos de construir sistemas inteligentes que continuem a obedecer a um princípio já antigo na indústria que é o da melhoria contínua. Isto é, têm de ser sistemas que se comportem de forma padronizada para que possam ser verificados e para que se possa reagir em caso de desvios. No fundo, têm de ser sistemas melhoráveis.

O ponto um e dois leva-nos à necessidade importantíssima de formação para todos os níveis da organização, desde os operadores até ao CEO, obviamente com conteúdos diferentes, mas todos conectados com o tema da digitalização. Para responder a essa necessidade, a BIC oferece um programa de formação rápida em lean digital onde supervisores, engenheiros de processo, analistas logísticos e diretores de operações contatam diretamente com diversas tecnologias de monitorização em tempo real de operações industriais e aprendem a fazer uso dessa tecnologia para resolver problemas, alterar conceitos de produção e melhorar fluxos de informação nas suas organizações.

Entrevista originalmente publicada na edição 394 do jornal Hipersuper

Sobre o autorRita Gonçalves

Rita Gonçalves

Artigos relacionados
Vinhos de Portugal 2025 reúne 1300 referências na disputa pelo título de melhor do ano
Bebidas
Clube de Ténis do Porto recebe Torneio CTP Torrié Coffee 2025
Bebidas
Centromarca manifesta preocupação com tarifas e lembra: “Força e integridade do mercado único da UE nunca foram tão essenciais”
Distribuição
Expocosmética regressa este mês à Exponor
Não Alimentar
Inovação portuguesa cria o primeiro arroz 100% nacional
Alimentar
Sport Zone reinaugura segunda maior loja do país no CascaiShopping
Retalho
Salutem volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher
Alimentar
Entregas não domiciliárias da InPost premiadas como ‘Melhor Serviço do Ano’
Logística
Quatro portugueses são finalistas dos World Food Photography Awards
Alimentar
Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”
Retalho
Bebidas

Vinhos de Portugal 2025 reúne 1300 referências na disputa pelo título de melhor do ano

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional

Hipersuper

A 12ª edição do Concurso Vinhos de Portugal vai reunir perto de 1300 vinhos nacionais na disputa pelos títulos mais prestigiados do setor. Os Melhores do Ano serão revelados no jantar e cerimónia de entrega de prémios, que irá decorrer a 9 de maio, em Viseu.

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional, contando com um painel de especialistas para avaliar os candidatos. A competição decorre em duas fases. A primeira terá lugar a 5, 6 e 7 de maio, no CNEMA, em Santarém, com um painel de 72 especialistas nacionais e internacionais, incluindo enólogos, sommeliers, jornalistas e wine educators, a avaliaram os vinhos candidatos em sessões técnicas de prova.

A decisiva 2ª fase decorrerá nos dias 8 e 9 de maio, em Viseu, onde o Grande Júri irá eleger os Grandes Ouros e os Melhores do Ano, que serão revelados na cerimónia de entrega de prémios.
“Mais do que um galardão, o Concurso Vinhos de Portugal é um selo de qualidade e uma plataforma de promoção internacional. Os vinhos distinguidos com as Medalhas Grande Ouro e Ouro garantem presença em prestigiados eventos internacionais, reforçando a visibilidade e credibilidade do vinho português nos mercados externos”, destaca a ViniPortugal.
Mais informações sobre o Concurso Vinhos de Portugal e a lista completa de jurados, aqui

A ViniPortugal é a Associação Interprofissional do Vinho. Tem como missão promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos por excelência, valorizando a marca ‘Vinhos de Portugal/Wines of Portugal’, contribuindo para um crescimento sustentado do volume e do preço médio dos vinhos portugueses.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Bebidas

Clube de Ténis do Porto recebe Torneio CTP Torrié Coffee 2025

O Clube de Ténis do Porto recebe, entre os dias 2 e 6 de abril, o Torneio CTP Torrié Coffee 2025, uma iniciativa que alia a energia competitiva do ténis à experiência sensorial proporcionada pela marca de café portuguesa. 

Hipersuper

Com um prize money total de 7.500 euros, distribuído pelos escalões de +35, +45, +55 e +65 anos, esta edição assume particular relevância no panorama nacional. Trata-se do maior valor alguma vez atribuído pelo Clube de Ténis do Porto nesta categoria e o segundo mais elevado em Portugal, refletindo o reforço do compromisso da Torrié com o desporto sénior e com os valores de superação e qualidade.

Mais do que um torneio, o CTP Torrié Coffee 2025 é apresentado como  uma experiência imersiva, onde atletas, adeptos e apreciadores de café poderão descobrir diferentes variedades da marca, selecionadas para intensificar os momentos de pausa e de partilha.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Distribuição

Centromarca manifesta preocupação com tarifas e lembra: “Força e integridade do mercado único da UE nunca foram tão essenciais”

Centromarca manifesta preocupação com tarifas e pede medidas para proteger o mercado único. “Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais”, sublinha Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

Hipersuper

A Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca manifesta a sua “profunda preocupação” perante o anúncio do Governo dos Estados Unidos da América de uma tarifa generalizada de 20% sobre todos os bens exportados da União Europeia para o território norte-americano. Em linha com a posição já assumida pela AIM – Associação Europeia de Marcas, a associação portuguesa alerta para as graves consequências económicas desta medida unilateral.

Em comunicado, a Centromarca considera que a decisão dos EUA “corre o risco de agravar as já frágeis relações comerciais a nível mundial” e sublinha que “não trará qualquer benefício para os consumidores de ambos os lados do Atlântico”. O setor dos bens de consumo representa um dos principais pilares da economia europeia, sendo que 39% da produção – avaliada em 175 mil milhões de euros – é destinada à exportação para fora da UE.

A associação chama ainda a atenção para o impacto que esta tarifa poderá ter na competitividade da indústria europeia, num contexto já marcado pela volatilidade nas cadeias de abastecimento. “As marcas representadas pela Centromarca e pela AIM enfrentam agora mais incerteza e perturbações”, refere a nota.

Com base nos dados mais recentes do Barómetro de Bens de Consumo da AIM, as empresas do setor estão a operar num ambiente de instabilidade crescente, agora agravado pela ameaça de uma guerra comercial internacional em 2025. Para a Centromarca, este cenário reforça a urgência de proteger e fortalecer o mercado único europeu, responsável pela circulação anual de 276 mil milhões de euros em mercadorias. A eliminação de obstáculos internos e a criação de um ambiente comercial justo são apontadas como prioridades críticas.

“Em linha com o que tem sido defendido pela AIM, a Centromarca insta o Governo e a Comissão Europeia a considerar as implicações profundas que o estabelecimento de tarifas retaliatórias possa ter no valor da indústria dos bens de consumo. Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais. Espera-se que o nosso Governo e a Comissão Europeia possam dar prioridade à diplomacia e encontrem soluções benéficas que previnam danos maiores para os consumidores, as marcas e a competitividade do setor”, afirma Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

“Acima de tudo, os fabricantes de marcas europeias reafirmam o seu compromisso inabalável para com os consumidores europeus. Desde a pandemia de COVID-19 até à guerra na Ucrânia e ao aumento da inflação, a nossa indústria tem estado sempre ao lado dos consumidores durante as adversidades. Voltaremos a fazê-lo. Trabalhando de forma colaborativa em todas as nossas cadeias de valor, pretendemos minimizar as perturbações e manter o acesso a marcas apreciadas e de confiança,” refere Michelle Gibbons, diretora-geral da AIM.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Não Alimentar

Expocosmética regressa este mês à Exponor

‘It´s just beauty’ é o tema deste ano da Expocosmética, um certame representativo de um setor que representa milhões de euros na atividade económica nacional.

Hipersuper

A 28ª edição da Expocosmética realiza-se na Exponor-Feira Internacional do Porto, de 5 a 7 de abril, e vai apresentar as novidades sobre beleza, dos novos produtos às novas técnicas de inteligência artificial. ‘It´s just beauty’ é o tema deste ano do fórum de beleza ibérico e pretende desafiar expositores e visitantes “a optarem por uma visão inclusiva e acessível do conceito de beleza, com os olhos postos na sustentabilidade económica e ambiental, esse caminho sem retorno em qualquer atividade económica”, refere a organização.

Materiais, coleções, técnicas inovadoras, nomes maiores da arte de cabeleireiro ou de blading estarão no recinto da feira, que este ano também dará uma atenção especial ao uso da inteligência artificial no mundo da beleza. Numa organização conjunta entre a Expocosmética e a Associação Nacional de Esteticismo Profissional (ANEP) terá lugar um congresso, no dia 7, para debater como a IA pode ser uma aliada do setor, melhorando a experiência do cliente, sem substituir o profissional.

As atividades do programa paralelo, incluem o International Hair Show com a apresentação da coleção Provoke, o Guilty Masters by Expocosmética, uma formação de maquilhagem profissional com cinco masterclasses e vários workshops, entre os quais um centrado nas técnicas de microblading adaptadas a pacientes oncológicos e com alopecia.

“Esta é uma das feiras profissionais de maior sucesso realizadas na Exponor e que toda a fileira identifica como o momento maior para as marcas mostrarem o que estão a fazer de novo, sendo uma montra facilitadora para negócios e parcerias que trazem proveitos para todos os stakeholders”, considera Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor – Feira Internacional do Porto.

As informações sobre a feira e a aquisição de bilhetes podem ser consultadasno site do certame. A Expocosmética está aberta das 10h às 20 (dia 5 de abril) e das 10h às 19h (dias 6 e 7).

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Alimentar

Inovação portuguesa cria o primeiro arroz 100% nacional

É a primeira variedade de Carolino 100% nacional. Todas as fases deste novo arroz, desde o desenvolvimento da semente, à produção, à industrialização e à comercialização decorrem em Portugal.

“Esta é uma parceria 100% portuguesa da qual nos orgulhamos muito e que assume particular importância uma vez que representa a nossa aposta na investigação e na sustentabilidade da produção nacional”, diz Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, em declarações ao Hipersuper. No âmbito da aposta na inovação e sustentabilidade da produção nacional, o Clube de Produtores Continente associou-se à produção do arroz Carolino Caravela, numa parceria com a Lusosem, detentora da patente da semente, e a Novarroz, responsável pela componente industrial e de processamento. A primeira variedade 100% portuguesa foi lançada no início deste ano em exclusivo nas lojas Continente.

Um “marco histórico”

Desenvolvida pelo INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e pelo COTArroz – Centro Operativo e Tecnológico do Arroz, no âmbito do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Arroz, a variedade Carolino portuguesa foi obtida através do cruzamento de variedades da coleção portuguesa guardada no Banco Português de Germoplasma Vegetal em Braga, e passou por um processo de seleção e avaliação que durou cerca de 15 anos.

“Este longo e complexo processo envolveu várias etapas de seleção em campo e avaliação da qualidade e produção. A investigação conjunta do INIAV e COTArroz foi crucial para o desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, sublinha Filipa Setas, diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem, que participou neste processo desde a etapa do Programa Nacional de Melhoramento Genético.

O Caravela caracteriza-se pela sua produtividade, resistência a doenças e adaptação às condições do solo e climáticas portuguesas. Esta variedade de Carolino nasce do melhoramento genético nacional e, por isso, tem “uma elevada adaptação às nossas condições edafo-climáticas, excelente produtividade e resistência à piricularia, principal doença que afeta a cultura em Portugal”, explica a responsável que não tem dúvidas acerca da importância da sua criação: “O desenvolvimento da primeira variedade de arroz Carolino 100% nacional – o Caravela – é um marco histórico para o setor agroalimentar português”.

Carolina Pereira, diretora de I&D da Novarroz, recorda que o arroz Carolino teve sempre um papel importante na gastronomia portuguesa, nomeadamente em “pratos tradicionais e especialmente caldosos”, destacando-se “pela elevada qualidade e pela crescente notoriedade que vem construindo no setor”. E revela que a aposta da Novarroz numa semente 100% nacional permitiu à empresa “reforçar a independência do setor e garantir um arroz com uma identidade própria, adaptado às condições do nosso solo e clima”. E que oferece, por isso, vantagens tanto aos produtores como aos consumidores. Também Filipa Setas defende que a existência de uma variedade de arroz nacional estável, produtiva, com qualidade e autenticidade, “oferece vantagens competitivas versus as variedades estrangeiras presentes no mercado nacional”, tanto a produtores como a consumidores.

O arroz Carolino ‘Caravela’ é o resultado da primeira variedade de Carolino 100% nacional

Para a chegada ao mercado de consumidores, foi importante o apoio do Clube de Produtores Continente, ao assumir o compromisso de comercializar esta variedade em todas as lojas Continente. “O Clube de Produtores Continente permitiu implementar um projeto de fileira, de dimensão relevante, tendo como base a investigação aplicada”, refere Ondina Afonso, que acredita que esta nova variedade é um importante passo na valorização da agricultura nacional. “A nova variedade representa um passo significativo na valorização do arroz Carolino. Através desta colaboração, o Continente é o primeiro retalhista a comercializar um arroz 100% português e que está assente no modelo que o Clube de Produtores Continente promove há mais de 25 anos, isto é, na colaboração entre todos os elos da cadeia de valor. Estamos a aliar a tradição às tendências atuais de consumo, valorizando um ingrediente tradicional da culinária portuguesa e que simultaneamente responde às necessidades de muitos consumidores, enquanto fonte de proteína vegetal e sem glúten”, sublinha.

Ensaio feito em três zonas arrozeiras

A Lusosem, que atua no desenvolvimento de sementes certificadas, fitofarmacêuticos ou agroquímicos e nutrição vegetal, iniciou a multiplicação do arroz Carolino Caravela em 2022, tendo confirmado a adaptabilidade desta variedade nacional às condições das principais zonas de produção nacionais. Os campos de multiplicação e /ou ensaios, como explica Filipa Setas, foram cultivados nas zonas arrozeiras do Mondego, Tejo e Sado e, iniciada a fase de multiplicação de semente em 2022 e 2023, “foi possível confirmar a grande adaptabilidade desta variedade às condições das principais zonas de produção nacionais”, recorda.

Em 2023 foram plantados 20 hectares de Caravela para produção de semente, que deram origem a 200 toneladas de semente, das quais 150 toneladas destinadas para a produção de arroz em 2024, acrescenta a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem. Em 2024, primeiro ano de produção, o Caravela ocupou cerca de 700 hectares para a produção do arroz que chegou este ano aos consumidores através do Continente.

A Lusosem tem acompanhado todo o processo no terreno e está envolvida em todas as etapas, desde a produção de sementes certificadas até a implementação de novas práticas e tecnologias para a sustentabilidade. Filipa Setas conta que, apesar da comercialização da variedade Caravela para os orizicultores portugueses ter-se em 2024, “desde 2022 a Lusosem produz e comercializa o arroz Carolino Caravela, destacando a importância de uma semente 100% portuguesa e o compromisso com a agricultura nacional”.

Mário Coelho, CEO da Novarroz (esq), Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente e António Sevinate Pinto, administrador da Novarroz

Estreita colaboração com os produtores

Também a Novarroz participou no processo de criação da variedade portuguesa de Carolino, desde os primeiros testes até à sua introdução no mercado. “A Novarroz teve um papel fundamental no desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, assinala Carolina Pereira, diretora de I&D da empresa. Durante toda a produção agrícola, a Novarroz trabalhou “em estreita colaboração com os produtores e parceiros do projeto” para garantir que esta variedade “reunisse os mais elevados padrões de qualidade e rendimento agrícola”.

O envolvimento da empresa passou pela avaliação da viabilidade da semente, pelo apoio na definição das melhores práticas agrícolas e pela otimização dos processos industriais, “para garantir que o grão pudesse chegar ao consumidor com as características ideais”, explica. A Novarroz está a produzir o Carolino Caravela no Baixo Mondego, no Vale do Tejo e Sado em parceria com agricultores locais, com a primeira colheita (2024) a acontecer “após um longo período de ensaios e validação da adaptação da variedade às condições agrícolas nacionais pelo Cotarroz”, recorda a diretora de I&D da empresa.

Carolina Pereira destaca a importância, em todo o processo, da parceria com a Lusosem e o Clube de Produtores Continente. A responsável afirma que a já longa parceria com a Lusosem foi “essencial para o sucesso deste projeto em específico”, dado o papel da sua equipa no apoio aos agricultores e no incentivo ao desenvolvimento do projeto de variedades nacionais. Quanto à colaboração com o Clube de Produtores Continente, a diretora de I&D da Novarroz diz que “garantiu uma estrutura adicional de apoio aos agricultores, bem como um canal privilegiado de comercialização, permitindo que o arroz Carolino Caravela seja entregue diretamente aos consumidores portugueses através das lojas Continente”.

Quanto à possível expansão da atual área de produção, estará sempre dependente da adesão dos produtores ao projeto e da aceitação dos consumidores. “Este primeiro ano de produção permitiu uma avaliação das condições de desenvolvimento da cultura, em larga escala nas diversas regiões, o que tornará possível implementar estratégias, junto dos produtores que assegurem uma produção sustentável e de maior qualidade no futuro”, refere. O objetivo é o de garantir uma maior disponibilidade deste arroz Carolino 100% nacional, “fortalecendo o setor e consolidando o papel desta variedade como uma referência na alimentação portuguesa”, assegura Carolina Pereira.

Para Filipa Setas é também importante que o Carolino Caravela “tenha uma aceitação por parte do consumidor nacional”, sabendo que este é um produto de agricultura portuguesa “com qualidade, rastreabilidade, identidade, diferenciador e sustentável”. “Que promova um incremento do consumo do nosso arroz versus os diferentes tipos de arroz que se encontram no nosso mercado, muitos de outras origens diversas, nomeadamente fora do espaço europeu. E que o reforço da sua aceitação pelo consumidor nacional permita a criação de valor na fileira e até uma valorização do arroz português também no exterior”, defende a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem.

Ondina Afonso toca também neste ponto importante. “Todos os consumidores que comprarem o que é nacional, como é exemplo o arroz Carolino Caravela, estão a contribuir para ajudar os produtores portugueses e a nossa economia”.



Ondina Afonso, Clube de Produtores Continente
Esta aliança entre a investigação e produção, a indústria e a distribuição, via Clube de Produtores Continente, terá continuidade na criação de sementes de outras variedades nacionais?
O Clube de Produtores Continente assume-se como um acelerador de incorporação de conhecimento junto da produção nacional, através das parcerias que faz com entidades do sistema científico e tecnológico nacional e internacional.
Muitas têm sido as iniciativas desenvolvidas que abrangem várias áreas, tais como a aposta em programas de agricultura regenerativa e agroecologia, respondendo ao compromisso da MC Sonae com a sustentabilidade. Nesse sentido, o Clube de Produtores Continente continuará a ser fiel ao modelo de parceria conhecimento – produção agrícola – indústria – retalho para continuar a promover um sistema agrícola e agroindustrial mais inovador, sustentável e competitivo.

 

Filipa Setas, Lusosem
Que importância tem a parceria com o Clube de Produtores Continente e a Novarroz?
Esta parceria é crucial quanto a nós para o sucesso do projeto da primeira variedade de arroz carolino 100% nacional junto do consumidor final. Este projeto, com base na investigação e produção nacional, deverá ser a bandeira da promoção do Arroz Carolino Nacional.
Só com esta parceria é que teremos o sucesso e a dimensão necessária para implementar este projeto de Fileira com objetivos comuns e com parceiros de excelência nas suas diferentes áreas. Com a Lusosem a assegurar a parte da autenticidade, qualidade, identidade e sustentabilidade, económica e ambiental, da produção.
O Clube de Produtores Continente, como plataforma de valorização da produção agrícola nacional ligando e aproximando agricultores ao consumidor, com a missão de valorizar a produção nacional, a sustentabilidade, rastreabilidade e a segurança alimentar. E também, colocando as suas competências, recursos e dinâmica na promoção e divulgação do nosso arroz junto do consumidor final.
A componente industrial e de processamento, fundamental na garantia e na produção do arroz Caravela, será assegurada pela Novarroz, empresa com forte trabalho desenvolvido.

 

Carolina Pereira, Novarroz
Esta nova variedade é um passo importante na valorização da agricultura nacional. Em termos económicos, que mais valias trará à empresa?
Ao apostar num arroz 100% português, desde a semente até ao produto final, o projeto Caravela reforça a identidade do setor, aumenta a rastreabilidade e a sustentabilidade da produção, reduzindo a dependência de sementes de origem externa e promovendo a autonomia dos agricultores nacionais.
Além disso, este projeto gera um impacto económico positivo em toda a cadeia produtiva. Para os produtores, oferece maior previsibilidade e estabilidade, graças ao modelo de parceria a longo prazo, ao suporte técnico especializado por parte dos parceiros e à implementação de boas práticas agrícolas, que assegurem tanto a produtividade quanto a rentabilidade.
Para a Novarroz, esta aposta reforça o nosso compromisso com a qualidade e inovação, garantindo um produto diferenciado que atende às exigências do consumidor moderno. O Carolino Caravela não só fortalece a nossa posição no mercado nacional como projeta a identidade do arroz português além-fronteiras, aumentando a competitividade do setor.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Retalho

Sport Zone reinaugura segunda maior loja do país no CascaiShopping

A Sport Zone reforça a sua aposta na inovação e experiência do cliente com a remodelação total da sua loja no CascaiShopping.

Hipersuper

Com uma área de 1.760 m², a Sport Zone reabre a sua loja no CascaiShopping, a segunda maior loja da marca em Portugal, com um novo conceito: sob o mote “Sport For Life”, o espaço foi desenhado para ultrapassar a tradicional lógica de venda de artigos desportivos, afirmando-se como um verdadeiro aliado dos clientes na prática e no estilo de vida ativo.

A nova loja mantém a diversidade de oferta para Mulher, Homem e Criança, com propostas para modalidades como Running, Outdoor, Fitness, Futebol, Natação e Desportos de Raquete (com destaque para ténis e padel). A oferta estende-se ainda ao ciclismo e às máquinas de ginásio, mantendo o ADN multidesportivo que caracteriza a insígnia.

Com um design moderno e intuitivo, o espaço aposta numa experiência de compra mais interativa e personalizada. Entre as principais inovações, avançadas em comunicado, destacam-se as projeções no solo para orientação dos clientes, uma zona de personalização de t-shirts de futebol, o serviço Click & Collect e várias experiências exclusivas. Neste campo, sobressaem iniciativas como o saltómetro – que mede a altura do salto dos participantes – e o pull-up challenge, que desafia os clientes a testar a sua resistência física. Ambas as atividades oferecem prémios e vantagens em loja.

A renovação da loja implicou também um reforço da equipa com 28 novas contratações .

“A reinauguração da nossa loja no CascaiShopping representa um passo estratégico na nossa missão de estar cada vez mais próximos dos clientes e proporcionar-lhes experiências inovadoras e envolventes. Queremos ser mais do que um ponto de venda de artigos desportivos; queremos ser um verdadeiro friendly coach para todos os que vivem o desporto. Esta nova loja traduz esse compromisso, combinando tecnologia, conveniência e um atendimento especializado para oferecer uma experiência diferenciadora a quem nos visita”, afirma Rosa Catalão, Communications Specialist da Sport Zone.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Alimentar

Salutem volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher

A corrida, que decorre a 6 de abril, promove o bem-estar e apoia a luta contra o cancro da mama. Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas.

Hipersuper

A Salutem, marca com foco na alimentação equilibrada e num estilo de vida saudável, volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher como patrocinadora oficial. “Esta parceria reforça o compromisso contínuo da marca com o bem-estar e a qualidade de vida, unindo-se a um evento solidário que apoia a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama”, destaca um comunicado da marca.

Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas. Para além de oferecer produtos que vão estar disponíveis nos kits da corrida, durante o evento a marca terá ainda um stand interativo onde os participantes vão poder girar uma roda de prémios e todos vão sair vencedores ao receber amostras Salutem. Com esta dinâmica, a marca vai promover a experimentação de produtos como granolas, barritas e bolas energéticas.

 

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Equipa InPost (esq. para dir) - Fátima Espinar, Chain Acquisition manager,Vasilis Valaris, Iberia Corporate Chain manager, Mariana Costan, Brand Image specialist e Javier Gallego, International Account manager
Logística

Entregas não domiciliárias da InPost premiadas como ‘Melhor Serviço do Ano’

A escolha foi feita pelos consumidores espanhóis, através do voto num amplo inquérito, que distinguiram os pontos pack e os lockers da empresa.

Hipersuper

A InPost, empresa de tecnologia e logística especializada em entregas não domiciliárias, recebeu a distinção de ‘Melhor Serviço do Ano’ na categoria de correio e encomendas pelos consumidores espanhóis, num amplo inquérito que avalia todos os anos empresas, marcas e retalhistas.

“É uma honra e um orgulho receber o prémio de Melhor Serviço do Ano, porque resulta do voto direto dos consumidores e dos utilizadores, pelo que se trata de uma escolha consciente, livre e voluntária, que premeia o nosso trabalho no setor da logística”, afirmou Marc Vicente, CEO em Espanha e Portugal do Grupo InPost.

Todos os anos a organização Comercio del Año organiza um inquérito aos consumidores baseado no método Consumer Voice Ecosystem, de forma a elegerem as melhores empresas em três categorias: melhor retalhista do ano, melhor retalhista online do ano e melhor serviço do ano. O objetivo é premiar a excelência e reafirmar a confiança dos consumidores nas suas marcas e retalhistas preferidos, atribuindo um selo que representa a opinião de quem interage diariamente com estas empresas.

O prémio de ‘Melhor Serviço do Ano’, entregue a 2 de abril e cujo selo estará presente no site e nos materiais de comunicação da InPost, “servirá para reforçar a aposta da empresa no seu próprio crescimento”, destaca a empresa. A InPost possui uma rede de quase 10 mil pontos pack e lockers em Espanha. Até ao início de março deste ano, a InPost contabilizava 141 lockers ativos em Portugal Continental, num total de 7.414 compartimentos disponíveis ao público, de Norte a Sul do país.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Andre Boto - 'Montanha-de Farinha' - Selecionado na categoria MPBAward for Innovation World Food Photography Awards
Alimentar

Quatro portugueses são finalistas dos World Food Photography Awards

A organização dos World Food Photography Awards anunciou a shortlist da edição de 2025, que tem a marca Bimi como principal patrocinador.

Hipersuper

Maria João Gala, André Boto, Ana Misskind e Jerónimo Heitor Coelho são os fotógrafos portugueses selecionados para a short list dos World Food Photography Awards 2025.

Na edição deste ano foram submetidas milhares de candidaturas de mais de 70 países, naquela que é considerada a maior celebração mundial de fotografia gastronómica. Desde o cultivo, produção e colheita até à confeção, consumo, celebração e sobrevivência, “as imagens oferecem uma perspetiva única sobre a vida das pessoas em todo o mundo, através da comida”, destaca a organização.

Maria Joao Gala – ‘Acores, onde as vacas circulam livremente’ – Selecionada na categoria Food in the Field / World Food Photography Awards

Os quatro fotógrafos portugueses vão competir pelo prémio principal. Os vencedores serão revelados na terça-feira, 20 de maio, em Londres, durante a cerimónia Champagne Taittinger Awards Evening, apresentada pelo chef, empresário e escritor gastronómico Yotam Ottolenghi. O grande vencedor do concurso levará para casa um prémio de cinco mil libras.
O painel global de jurados deste ano, presidido pelo conceitudo fotógrafo gastronómico David Loftus inclui  Henrique Sá Pessoa, chef Michelin, Claire Reichenbach, CEO da James Beard Foundation, Tom Athron, CEO da Fortnum & Mason, e Rein Skullerud, fotógrafo sénior e editor de fotografia do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.

Jeronimo Heitor Coelho – ‘Barris em Chamas’ -Selecionado na categoria Errazuriz Wine Photographer of the Year People / World Food Photography Awards

Uma exposição com todas as imagens terá a sua estreia nas Mall Galleries, em Londres, de quarta-feira, 21 de maio, a domingo, 25 de maio (entrada gratuita). Uma seleção de imagens será também exibida na Fortnum & Mason a partir de 2 de junho, assim como no Museum of the Home, em Londres de 3 de junho a 7 de setembro. Veja aqui a galeria com todas as imagens da shortlist.

Ana Misskind – ‘Happy Hour’ – Selecionada na categoria Production Paradise Previously Published / World Food Photography Awards

Marca do grupo Sakata, o Bimi é o pricipal patrocinador desta edição dos World Food Photography Awards. Os brócolos Bimi são uma variedade única de brócolos de caule longo.  Outros patrocinadores e parceiros são Action Against Hunger, Aho & Soldan Foundation, Bite Back 2030, Champagne Taittinger, Errazuriz Wines, Fortnum & Mason, Hotel Art Group, International Salon Culinaire, Marks & Spencer, MPB.com, Production Paradise, Tiptree, The Oxford Cultural Collective, The Royal Photographic Society, unearthed eWorld Food Programme das Nações Unidas. Os World Food Photography Awards são propriedade da The Food Awards Company.

Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

Retalho

Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”

Projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

Hipersuper

A loja Continente localizada no GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia, assinalou o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo com a implementação de um conjunto de medidas que visam transformar o espaço comercial num ambiente inclusivo, especialmente preparado para acolher pessoas com incapacidade ou deficiência, nomeadamente no espectro do autismo.

Entre os novos serviços disponibilizados, destacam-se uma sala de bem-estar para clientes e colaboradores, uma planta sensorial à entrada da loja — que assinala zonas com maior probabilidade de sobrecarga sensorial —, abafadores de som para adultos e crianças, carrinhos de compras adaptados e apoio personalizado durante as compras. Estas medidas visam proporcionar uma experiência mais tranquila, autónoma e ajustada às necessidades específicas de cada cliente.

Os colaboradores da loja receberam formação especializada para melhor compreenderem a neurodiversidade e os desafios associados ao autismo, tendo também sido sensibilizados para práticas inclusivas e iniciados na aprendizagem da Língua Gestual Portuguesa. Esta formação contou com a colaboração da Federação Portuguesa das Associações de Surdos e insere-se na estratégia de Diversidade, Equidade e Inclusão da MC, sob o programa “Poder Ser”.

Este projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

“Acreditamos que o retalho deve ser um espaço de inclusão, onde todos, independentemente das suas capacidades, possam realizar as suas compras com conforto e dignidade”, sublinha a marca em comunicado.

Para além das medidas inclusivas, a loja apresenta ainda um conjunto de renovações ao nível da experiência de compra, com destaque para o novo conceito de padaria “A Padaria de Toda a Gente”, que inclui casulos de self-service, uma nova zona de leitão na Cozinha Continente e áreas de beleza e cuidado animal reconfiguradas. Os apreciadores de vinho podem ainda explorar uma nova área dedicada, com uma seleção cuidada de vinhos nacionais e internacionais.

“Estamos comprometidos em promover uma cultura inclusiva, oferecendo espaços adaptados às necessidades sensoriais e cognitivas de todas as pessoas. Através deste projeto, garantimos a autonomia, o conforto e uma experiência de compra cada vez mais positiva e inclusiva. Temos como objetivo alargar o projeto a mais lojas, em estreita colaboração com as associações do setor que apoiam pessoas com deficiência, nomeadamente no espectro autista e as suas famílias”, sublinha Carlos Silva, diretor de insígnia Continente, em comunicado.
Sobre o autorHipersuper

Hipersuper

PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2025 Hipersuper. Todos os direitos reservados.