“O Continente está a trabalhar o consumidor um a um”, diz Paulo Veiga (Sonae MC)
Os retalhistas com operação em Portugal, particularmente os da área alimentar, estão a trabalhar o consumidor individualmente, uma tendência que se consolidou no primeiro trimestre deste ano, disse Paulo Veiga, diretor de marketing da Sonae MC, por ocasião da Conferência organizada pelo Hipersuper

Rita Gonçalves
Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030
Conferência da APLOG vai debater os desafios de uma logística urbana mais eficiente
Chocolate do Dubai chega esta quarta-feira às lojas Galp
Grupo Bacalhôa reforça equipa de Enologia e cria nova Direção de Relações Institucionais
Vitacress e Flama unem-se num passatempo que premeia criatividade dos portugueses
Portugália de Alvalade reabre com nova imagem e conceito
Adega de Borba celebra 70 anos com visitas e provas gratuitas
Receitas da Decathlon atingem 16,2 mil M€ em 2024
Action chega a Ovar, Évora e Sintra em abril
Pombos-correio no marketing? Essa é a proposta da E-goi
“Vivemos hoje um paradoxo”. Por um lado, “numa sociedade cada vez mais globalizada as empresas têm de pensar global”. Por outro lado, “o consumidor quer, nesta economia global, ser tratado como um indivíduo. A sua expectativa é que o retalho moderno de grande superfície o trate pelo nome e saiba o que necessita. Estamos a voltar na sofisticação às origens do retalho”, sublinha Paulo Veiga, diretor de marketing da Sonae MC, por ocasião de um dos debate, subordinado ao tema “O que mudou no retalho nos últimos anos e o que esperar do futuro”, integrado na Conferência que o Hipersuper organizou a 30 de abril, na sede da Microsoft, em Lisboa.
Atenta às tendências, a divisão de retalho alimentar da Sonae tem vindo a apostar na individualização da sua proposta de valor. “Os portadores do cartão Continente recebem cupões e vales de desconto a cada dois meses, com valências de 15 em 15 dias. São enviadas cartas para três milhões de famílias e não haverá nenhuma igual. Procura-se fazer marketing um a um”. O primeiro trimestre consolidou esta tendência de “o retalho como um todo, em particular o alimentar, de trabalhar o consumidor um a um”.
A lógica de tratar o consumidor pelo nome, de entregar os produtos em casa uma hora depois da encomenda ou a capacidade para vender fiado é um aspiracional de um cliente com cada vez menos tempo, explica por sua vez Luís Rosário, Partner do Instituto de Marketing Research. É quase o regresso do retalho às tradicionais mercearias junto às nossas casas, uma tendência que se tem consolidado à boleia da expansão das cadeias de retalho de proximidade dos grande grupos de distribuição nacionais ou internacionais com operação em Portugal: Sonae (Meu Super), Jerónimo Martins (Amanhecer), Dia (Minipreço Market) e, mais recentemente, Auchan (Pão de Açúcar).
*Notícia escrita segundo o novo acordo ortográfico