Especial

Tecnologia em loja: Interligação e mobilidade acima de tudo

O retalho tem disponíveis as mais avançadas tecnologias para o ponto de venda, que permitem acumular cada vez mais dados sobre os consumidores. As soluções mobile são cada vez mais recorrentes em loja e mantêm-se como a principal tendência no futuro. Saiba porquê

Ana Catarina Monteiro
Especial

Tecnologia em loja: Interligação e mobilidade acima de tudo

O retalho tem disponíveis as mais avançadas tecnologias para o ponto de venda, que permitem acumular cada vez mais dados sobre os consumidores. As soluções mobile são cada vez mais recorrentes em loja e mantêm-se como a principal tendência no futuro. Saiba porquê

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Ana Catarina Monteiro
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lojas do futuroO retalho tem disponíveis as mais avançadas tecnologias para o ponto de venda, que permitem acumular cada vez mais dados sobre os consumidores. As soluções mobile são cada vez mais recorrentes em loja e mantêm-se como a principal tendência no futuro. Saiba porquê. 

“Na Europa circulam mais de 109 milhões de cartões Visa ‘Contactless’ com uma aceitação de mais de dois milhões de terminais e, em Portugal, a grande maioria dos bancos já se encontram também a emitir este tipo de cartões”, revela em entrevista ao Hipersuper. Sérgio Botelho, Country Manager da Visa Europe Portugal. Os pagamentos ‘contactless’ são já uma “importante tendência global” no ponto de venda e considerados os pagamentos do futuro. Estas soluções dominam actualmente a tecnologia aplicada nos espaços comercias, uma vez que, “a era digital trouxe consigo um infindável leque de oportunidades para a implementação” deste tipo de pagamentos. “Hoje, um smartphone ou um tablet pode ser transformado num dispositivo de aceitação de cartões de crédito, o que torna a troca possível em mais locais e abre a mesma possibilidade a mais pessoas”, esclarece o especialista.

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Como a experiência do consumidor em loja está a mudar – dispõe de mais equipamentos tecnológicos pessoais que o ajudam a adquirir mais informação sobre os artigos no momento de compra – as exigências tecnológicas em loja aumentam, conjugando a necessidade de interacção com os consumidores. A inovação tecnológica é, por outro lado, um importante acelerador de processos de loja, diminuindo esforços e potenciando o desempenho, seja qual for a área de actividade.

Para Jorge Silva, Director de Marketing da Ricoh Portugal, a área do retalho não foge à regra e cada vez mais se torna comum, por exemplo, “num restaurante, sermos atendidos com alguém munido de um tablet, que ao invés de apontar no típico bloco de notas, digita o pedido num software de ponto de venda que é imediatamente transmitido, tanto para a cozinha como para a zona de facturação”, tornando instantâneo o que poderia ser um processo demorado.

“Fazendo uma ligeira comparação com há, aproximadamente, 20 anos, quando a ligação à internet portátil significava um ‘modem’ barulhento cheio de luzes e um cabo gigante de rede, percebemos rapidamente as mudanças imediatas que a inovação tecnológica trouxe aos pontos de venda. O ‘wireless’ interligou todos os aparelhos móveis, possibilitando, também, com a facilidade de construção de aplicações para os diversos sistemas operativos mobile, um ecossistema mais fluido de POS Mobile”, explica o responsável que participou, de igual forma, na análise aos pontos de venda modernos.

Mobile é palavra de ordem

Longe vão os tempos em que era necessário existir uma caixa registadora presa a um único local na loja, onde todas as filas se concentravam para o momento de escolha e pagamento. “A mensagem a transmitir é que os pontos de venda são, neste momento, mobile”, destaca Alexandre Santos, Business Manager da Intel Portugal.

Hoje, com um simples tablet, “qualquer colaborador poderá dirigir-se ao cliente, registar o pedido e até receber e facturar o pagamento. Mais, tudo isto pode acontecer através do smartphone do consumidor, caso este possua o software necessário, pelo que a mobilidade é a chave de ordem”, reforça. Assim, constata-se ainda uma poupança de energia e manutenção, graças à possibilidade de se desligarem à noite os sistemas mobile, por exemplo.

O ponto de venda está a tornar-se mais inteligente, experiencial e informativo, devido aos dispositivos móveis. “A nível internacional, as grandes cadeias de venda a retalho têm vindo a reforçar a aposta nos pontos de venda interactivos. A Marks & Spencer, por exemplo, investiu no conceito ‘eBoutique’, através do qual pretende melhorar a experiência de compra e potenciar as vendas, oferecendo artigos que não estão disponíveis na loja”, acrescenta Pedro Pereira, Director de Marketing da Edigma.

Em Portugal, são vários os exemplos que traduzem esta aposta não só no digital mas também no interactivo. “A Mercedes-Benz criou uma loja Pop Up no Cascais Shopping, onde, utilizando uma mesa interactiva, é possível aceder a informações sobres os automóveis da marca, fazer simulações, entre outros. Mais recentemente, o shopping Alegro Setúbal, respondeu ao desafio de se afirmar como um Shopping 2.0, ao introduzir espaços interactivos em locais até agora não explorados, como é o caso das mesas de restauração e dos corredores de acesso aos WC”, exemplifica o responsável.

Com os vários canais de venda existentes, os pontos de contacto entre o consumidor e a marca multiplicam-se, sendo que “a loja online, a ‘app’ para o smartphone, a loja física, entre outras plataformas, interagem entre si de forma a garantir uma melhor experiência de compra”.

Retalho é pioneiro

“Os retalhistas são pioneiros em adaptar e permitir o alcance dos seus clientes às tecnologias que contribuem para uma melhor experiência de compra, o que contribui para acrescentar valor às marcas, permitindo a diferenciação”, defende Carmen Martinez, Directora-Geral de Cegid Ibéria. Como o cliente moderno “vive conectado” através dos vários dispositivos, “as empresas que aplicam mais tecnologia no ponto de venda, assumem um posicionamento mais inteligente e uma maior acessibilidade ao consumidor”, explica.

O retalho é dos sectores que mais espaço de manobra tem quando aos recentes desenvolvimentos tecnológicos, incorporando sistemas de reconhecimento facial, mobilidade na loja, aplicações móveis ou novos sistemas de pagamentos. “Aplicando a tecnologia consegue-se a fidelização dos clientes e a recolha de dados-chave para conhecer melhor o público, assim como melhorar os produtos e optimizar o posicionamento da marca”.

Actualmente, o ponto de venda já dispõe de montras digitais interactivas em alternativa às montras tradicionais, ou soluções mistas que conjugam o tradicional com o digital.

Apps’ potenciam negócio

“O consumidor, através da ‘app’ da marca, pode aceder a promoções instantâneas, bastando para isso estar próximo de um dos pontos de venda”, explica Pedro Pereira. Segundo o estudo “Digital Impact on In-Store Shopping”, citado pelo responsável, 43% dos consumidores saem da loja frustrados por não encontrarem a informação desejada, 69% utiliza o espaço físico da loja nas diferentes fases de aquisição do produto, 79% utiliza o smartphone para procurar informação enquanto estão na loja e 85% prefere lojas que disponibilizam ofertas personalizadas e exclusivas.

Para os comerciantes, é possível “conhecer os locais de maior e menor afluência, o percurso efectuado dentro de uma loja, quais os artigos despertaram maior interesse, quais as horas de maior afluência, entre outros aspectos. “Esta informação pode ser obtida conjugando a informação fornecida pelas ‘apps’, com tecnologias de tracking (Beacons, localização por Wifi, visão por computador), ecrãs interactivos e sistemas de medição de audiências. É também possível desenvolver software de Digital Signage capaz de adequar, em tempo real, os conteúdos apresentados ao público-alvo, num dado momento”.

Desta forma, providenciar sistemas interactivos para o acesso à informação possibilita ao consumidor obter a informação que procura, podendo ainda melhorar o nível atendimento, potenciar vendas cruzadas e aumentar de forma virtual o número artigos disponíveis na loja.

Cartão de fidelização é chave

“Se pensarmos que a utilização das inovações tecnológicas desenvolve a qualidade de processos dos retalhistas não será demasiado isolado imaginarmos que existirá, certamente, uma diferença qualitativa”, considera Jorge Silva, que não hesita em dizer que “os cartões de fidelização e a sua assimilação de dados são, sem dúvida, a chave para um marketing personalizado e com resultados mais optimizados”.

O constante desenvolvimento das tecnologias de armazenamento de dados relativos aos hábitos e perfil de compra do consumidor é cada vez mais uma realidade permite direccionar melhor as campanhas de marketing.

Para Alexandre Santos, cada vez mais, o marketing digital é um dos pontos essenciais para a “efectiva melhoria dos serviços com o usufruto da tecnologia”. A comunicação funde-se com “preçários, gestão de inventários, serviços de clientes e suporte para programas de fidelidade para transacções, como forma de elevar a relação entre os lojistas, optimizando, ao mesmo tempo, as oportunidades de vendas onde mais importa”.

Tendências para o ponto de venda

“De acordo com Grand View Research, o mercado do Digital Signage irá crescer 6,1% entre 2014 e 2020”, revela Pedro Pereira. “Isto significa que iremos continuar a ver a introdução de ecrãs digitais nos pontos de venda, sendo que uma parte destes serão interactivos. Teremos ainda a introdução de outras tecnologias, como as tecnologias de tracking do shopper dentro da loja, maximizando a eficácia da comunicação e a visibilidade dos produtos expostos”, prevê.

Por sua vez, Carmen Martinez considera que as lojas no futuro vão dispor de “manequins inteligentes”, que permitirão enviar informação dos produtos para os utilizadores, através de uma aplicação, e oferecer uma maior “interconectividade” entre as lojas física e online, para uma “experiência omnicanal total”. 

Novos sensores irão “além da contagem do número de pessoas que chegam ao espaço, permitir detectar os pontos da loja mais movimentados”, o que permitirá posicionar os denominados produtos “bestsellers” das marcas para potenciar as vendas. Futuramente, as lojas integram ainda “sensores de reconhecimento de retina”, que identificam o indivíduo e permitem “oferecer descontos personalizados, consoante a última compra efectuada”, ou acções de “re-marketing”, graças “ao acesso ao histórico do “abandono” do carrinho online”.

Porém, as tecnologias não se aplicam apenas à frente de loja, mas também aos armazéns afastados do olhar dos consumidores, mas cuja organização representa um importante factor para o bom funcionamento da loja e de todo o negócio. “Ferramentas como a tecnologia RFID permitem inventários importantes para a logística da loja, que determinam a localização dos artigos e outros apectos relevantes”, sublinha a responsável

A Visa Europe em Portugal prevê, ainda em 2015, um “crescimento no volume de transacções online e o início dos pagamentos móveis”, segundo Sérgio Botelho. Em Portugal, espera que, até ao final do ano, sejam emitidos cinco milhões de cartões ‘Contactless’ e 15 mil terminais a aceitarem este tipo de pagamentos. Para o responsável, “os consumidores e retalhistas confiam em novas tecnologias caracterizadas pela credibilidade, simplicidade, segurança e conveniência e é esta combinação de inovação e infra-estrutura que torna os negócios mais competitivos”.

A Internet das Coisas é, para Alexandre Santos, “sem sombra de dúvidas”, a tendência de 2015. “Permite interligar os diversos aspectos de gestão de loja de forma rápida, sem fios e intuitiva, o que irá facultar a experiência mais integrada possível ao consumidor”. No entanto, lembra que também o Big Data e a Cloud são “protagonistas que terão um papel fulcral no momento em que será necessário estudar os hábitos dos consumidores e analisar, da forma mais célere possível, todos os dados de consumo desenvolvidos pelos mesmos”.

Em conclusão, o ponto de venda no futuro próximo será “mais interactivo, experiencial e inteligente, providenciando a informação que o ‘shopper’ necessita e a informação de gestão para melhorar a eficácia e eficiência do ponto de venda.

Soluções que potenciam experiência de compra

Visa

“É interessante constatar a forma como os mPOS (Mobile Point of Sale) desafiaram os modelos de negócio tradicionais e a forma e o local de fazer pagamentos”, reforça o Country Manager da Visa Europe Portugal. “Os pagamentos tornaram-se, assim, fáceis de registar, de perceber e de usar”. Além disso, reforçam a “eficiência económica ao reduzir os custos directos de transacção e melhoram o cumprimento das obrigações fiscais. Tanto consumidores como retalhistas procuram “meios de pagamento sobre os quais não tenham de pensar muito” e, por isso, muitos já aderiram ao Contactless que, “também beneficia a segurança das transacções, ao contrário dos pagamentos em numerário”.

Intel

“Existem várias formas de conseguirmos efectivamente criar uma experiência melhorada no acto de compra para o consumidor”, é a perspectiva de Alexandre Santos, Business Manager da Intel Portugal. “O nosso principal objectivo é criar uma experiência omnicanal”, com tecnologia que possibilite aos administradores de loja uma “gestão remota” de todos os sistemas ao mesmo tempo.

“Com o Retail Client Manager (RCM) optimizamos a experiência de consumidor ao oferecer ao retalhista a possibilidade de enviar conteúdos digitais para todos os ecrãs, alcançando audiências segmentadas fruto duma gestão remota muito próxima do tempo real. Além disto, com a solução Audience Impression Metrics Suite conseguimos dar ao retalhista as ferramentas necessárias para conseguir identificar, de forma anónima, as características de cada consumidor e adaptar, de forma dinâmica, as mensagens de marketing. Sem esquecer, claro, a protecção do consumidor, assegurada com a solução Data Protection Technology for Transactions, desenhada para garantir a segurança de qualquer crédito ou débito, a partir do momento em que uma transacção é iniciada até ser alojada enquanto informação encriptada nas redes dos retalhistas e servidores bancários”.

Ricoh

Além da área da impressão, enquanto empresa de soluções, construímos software que possa efectivamente melhorar a funcionalidade dos processos de trabalho”, diz Jorge Silva, Director de Marketing da Ricoh Portugal. “Assim, a solução de impressão interactiva “ClickablePaper” posiciona-se como um apoio importante para alcançar esta produtividade”. A tecnologia da marca é particularmente útil para empresas de impressão comercial, utilizadores internos e editores, visto que “tem potencialidade para disponibilizar conteúdos multimédia aos seus clientes”, que podem reconhecer imediatamente uma página com a tecnologia, graças a um logótipo de fácil identificação.

“Esta inovação traduz-se, assim, na capacidade de os consumidores poderem apontar um iPhone ou smartphone Android para qualquer imagem impressa num documento e aceder a conteúdos online relacionados. É a chamada “realidade aumentada”, explica. O “ClickablePaper” é aplicável a qualquer tipo de suporte de impressão, incluindo jornais, revistas, directmail, livros, catálogos e posters, além dos vários tipos de informação digital ou serviços podem ser ligados, incluindo conteúdos multimédia, websites, serviços de e-commerce e redes sociais.

Cegid 

Carmen Martinez, Directora-Geral de Cegid Ibéria, diz que “apostar em estratégias como o ‘clienteling’, dão a oportunidade de oferecer um serviço de atenção global ao cliente. “Não importa onde se localizam, nem em que canal o retalhista está presente para oferecer uma experiência única que fidelize o consumidor”.

Hoje, a tecnologia avançada “facilita em tempo real, por exemplo, a monitorização do histórico de compras de cada cliente, sistemas de pagamento”, que deixam de precisar das tradicionais caixas registadoras, e “as montras personalizadas, que sugerem aqueles produtos que melhor encaixam nas preferências” dos clientes. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Diogo Barbot: “A inovação é uma prática contínua que nos diferencia no mercado”

A Barbot nasce no Porto em 1920. Cerca de dois anos após o fim da I Guerra Mundial, Diogo Barbot abriu uma fábrica em Santo Ildefonso, no Porto. Cento e cinco anos depois, a pequena empresa de cariz familiar deu lugar a um grupo internacional com mais de 350 colaboradores a nível mundial, que investe mais de 2M€ por ano e detém uma faturação global de mais de 60M€. “Nos mais de 100 anos de história, de onde passamos de ser um ator local para um player multinacional, procuramos sempre uma abordagem local, pensando global”, sublinha ao Hipersuper, Diogo Barbot, strategy director no Grupo Barbot.

Com uma dimensão global, o grupo empresarial português tem oito fábricas dispersas por cinco países em dois continentes – Portugal, Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde – e comercializa para mais de 26 países. O investimento em I&D e as práticas de inovação estão patentes num catálogo de 30 mil cores, “o maior catálogo de cores em Portugal”, assegura Diogo Barbot ao Hipersuper, e nas mais de quatro mil fórmulas criadas. “Não há limite para a nossa imaginação e ambição”, assegura Diogo Barbot.

A Barbot é uma empresa centenária, de cariz familiar, implantada no Grande Porto, que cresceu e levou os seus produtos a diversas geografias e continentes, mas mantém-se na sua região. Esta ligação é também parte do seu percurso de sucesso?
Nos mais de 100 anos de história, de onde passamos de ser um ator local para um player multinacional, procuramos sempre uma abordagem local, pensando global. Existimos para oferecer produtos e serviços de revestimento para o nosso consumidor que o façam viver novas emoções. Só o conseguimos fazer se procurarmos constantemente entender as necessidades dos nossos clientes, com uma escuta ativa e um espírito empreendedor em querer inovar. É por isso que apesar de estarmos em processo de expansão e internacionalização, atuando já em mais de 26 países, iremos sempre garantir que nos mercados onde atuamos, a nossa presença é de relação muito próxima com os nossos parceiros, fomentando a partilha de conhecimento e adequação às necessidades locais. Cimentar onde estamos, procurando crescer para onde queremos ir. O foco em crescimento é também essencial para os mercados onde já estamos presentes pois métodos de trabalho, produtos e serviços de outras regiões, podem sempre servir de aprendizagem para mercados maduros. Apesar de existir cada vez mais uma globalização da oferta, ainda que com as ameaças recentes ao multilateralismo, o setor da construção é o setor com menor digitalização, pelo que a adoção de novas práticas é morosa. Na Barbot, temos claro que o nosso foco é simplificar a vida dos nossos clientes no mundo dos revestimentos, atuando com o digital no centro do processo.

Laboratório

2020, o ano em que a empresa comemorou o seu centenário, foi marcado por uma pandemia. Nesse ano lançaram a loja online, comunicando que nunca fez tanto sentido ‘mudar de casa sem sair de casa’. Foi o mote para a nova abordagem de proximidade ao cliente?
Como referido, estarmos em contato com o cliente e termos a digitalização no centro dos nossos processos são dois vetores definidores da nossa forma de atuação. Por isso, quando confrontados, em pleno confinamento, com toda a população fechada em casa, apercebemo-nos desde cedo que existia uma grande predisposição do mercado em intervencionar a sua habitação. Este facto culminou com a visão que temos na marca Barbot há mais de 20 anos – que a tinta tem a capacidade de mudar de casa sem sair de casa, mas onde havia uma grande resistência no mercado, quer por falta de disponibilidade de tempo como financeira. Para nós sempre foi muito natural entender a importância da tinta para a população em Portugal.

Depois da pandemia, surgiram os conflitos externos, como a guerra na Ucrânia, o conflito israelo-palestiniano e ainda os ataques no Mar Vermelho. Como estão a enfrentar e ultrapassar a questão do fornecimento?
Em cada desafio procuramos a oportunidade, e o repensar nos nossos fluxos de abastecimento, privilegiando fornecedores mais próximos é uma dessas situações. Ao invés de procurarmos alternativas diretas para a mesma matéria-prima, rescrevemos o problema apresentado, procurando adereçar a sustentabilidade do nosso setor, desenvolvendo produtos com as mesmas prestações, mas com matérias-primas distintas, mais sustentáveis, e de parceiros situados em países com uma situação político-social mais estável.
Adicionalmente, ao escolhermos parceiros mais próximos, estamos a diminuir a pegada ecológica da produção do produto devido ao transporte. Transformamos uma barreira numa oportunidade, que exige um foco de inovação que se traduza em benefício para o consumidor final.
Com isto, não queremos dizer que colocamos de parte fornecedores, mas certos contextos tornam a viabilidade de compra mais difícil. Dou o exemplo do dióxido de titânio, um dos principais componentes duma formulação de tinta. Mais de 60% da produção mundial deste componente é feita na China. Sem qualquer aviso prévio, em 2024 a UE decretou uma taxa aduaneira de anti-dumping em x%, fazendo escalar o preço de custo dos produtos de toda a indústria de tintas. Queremos trabalhar com todos os fornecedores que nos permitam desenvolver o melhor produto que responde às necessidades dos consumidores, mas há um limite de custo que conseguimos absorver sem impactar a cadeia de valor.

As políticas sustentáveis são transversais às várias áreas da empresa? Como têm adaptado a Barbot a uma produção e comercialização mais sustentável? A Barbot Nature é disso exemplo?
A sustentabilidade é um dos nossos seis valores no Grupo Barbot que vai para além da sustentabilidade ambiental. Por sermos uma empresa de capital 100% familiar e português, não sofremos a pressão de ter de entregar resultados em muito curto prazo que coloquem o nosso futuro em causa, pelo que procuramos ser céleres na ação, garantindo a sustentabilidade económica da empresa para os próximos 100 anos. Para além do pilar de sustentabilidade económica, preocupamo-nos com os outros dois pilares da sustentabilidade: social e ambiental.
Dum ponto de vista social, orgulhamo-nos de ter uma oferta variada de marcas que procuram responder aos desafios técnicos de diversos clientes, sempre tendo em consideração a sua capacidade financeira. A marca Barbot é um bom exemplo disso: é a única marca em Portugal, disponível em todos os canais de venda – revenda, lojas, mass market e online – e que oferece desde produtos acessíveis até os mais tecnologicamente avançados. Orgulhamo-nos de dizer que não deixamos nenhum cidadão do mundo de fora: todos têm possibilidade de comprar produtos com o nome, marca e selo de garantia Barbot. Afinal de contas, são mais de 1,7 milhões de portugueses que vivem em pobreza habitacional. Também eles merecem poder ter uma marca reconhecida nas suas paredes para que se sintam em casa.
Por fim, a sustentabilidade ambiental é transversal à nossa forma de atuar, quer dum ponto de vista de produto, tal como no lançamento da primeira tinta à base de produtos de biomassa, o Barbot Nature, mas também no processo produtivo onde procuramos soluções de reutilização dos derivados de produção.

Em que investimentos e/ou produtos de cariz sustentável estão a trabalhar? A colaboração com a Hygienic Pigging Systems vem neste sentido?
A fonte principal de investimento no caminho da sustentabilidade está relacionada com todos os esforços que colocamos na investigação e desenvolvimento de produtos e processos mais sustentáveis, como foco principal na circularidade de materiais e durabilidade dos nossos produtos, de modo a diminuirmos o consumo. Por vezes, ao desenvolvermos soluções mais inócuas para o ambienta, vemo-nos confrontados com a necessidade de alterar o nosso processo produtivo. A instalação da Hygienic Pigging System vem precisamente nesse sentido. Trata-se de um sistema de limpeza com ar comprimido e água da tubagem de circulação de matéria-prima e produto acabado em todo o circuito, que garante a higienização total do nosso sistema produtivo. Esta aposta vem no seguimento da utilização de biocidas mais amigos das pessoas e do ambiente, o que faz com que tenhamos de garantir um circuito esterilizado.

Pode dizer-se que a inovação é parte integrante do ADN da empresa? E pressupõe um grande investimento em I&D…
Sem dúvida, a inovação não é apenas um pilar da Barbot, mas uma prática contínua que nos diferencia no mercado. Um exemplo claro disso foi a nossa decisão de sermos os primeiros em Portugal a apostar nas tintas de base aquosa, num momento em que o setor ainda operava maioritariamente com tintas solventes.
Esta mudança de paradigma não foi fácil. Enfrentámos sozinhos uma curva de aprendizagem técnica muito exigente, investindo fortemente em I&D para desenvolver produtos que garantissem a mesma qualidade, resistência e acabamento das tintas tradicionais, mas com um impacto ambiental significativamente reduzido. Fizemo-lo porque tínhamos a convicção de que era o caminho certo, não só em termos de sustentabilidade, mas também de segurança e conforto para os nossos clientes e aplicadores.
Ao liderarmos esta transformação, abrimos caminho para o setor e servimos de referência para outros operadores do mercado, reforçando o nosso compromisso com a inovação responsável. Este é apenas um dos muitos exemplos que demonstram como a Barbot não só acompanha as tendências, mas muitas vezes as antecipa, procurando sempre desenvolver soluções que conciliam performance, sustentabilidade e inovação.

Na Concreta de 2024 apresentaram uma nova ferramenta de Inteligência Artificial. O que representa para a empresa?
A apresentação da nossa nova ferramenta de Inteligência Artificial na Concreta 2024 representa um marco na evolução da Barbot e reforça o nosso compromisso contínuo com a inovação. Esta solução tecnológica foi desenvolvida para apoiar clientes e profissionais na escolha das melhores soluções de pintura e revestimento, simplificando a sua experiência e capacitando-os com o nosso conhecimento.
A IA permite-nos ir além da oferta tradicional de tintas, proporcionando recomendações inteligentes com base nas condições específicas do espaço, preferências estéticas e até mesmo na previsão de consumos e orçamentos. Desta forma, conseguimos tornar o processo mais intuitivo, acessível e informado, permitindo que os nossos clientes façam escolhas com maior confiança e precisão.
Mais do que um avanço tecnológico, esta inovação reforça o posicionamento da Barbot como uma marca que alia tradição e modernidade, antecipando as necessidades do mercado e elevando os padrões de qualidade e serviço no setor. É mais um passo no caminho da digitalização e personalização, garantindo que cada cliente tenha acesso às melhores soluções de forma simples e eficaz.

A Barbot é a única empresa no mundo a disponibilizar decoradores de inteligência artificial? Como surgiu este projeto e de que forma a IA está a moldar os produtos da Barbot?
A Barbot encara a Inteligência Artificial como um instrumento estratégico para criar valor real e não apenas como uma tendência tecnológica. O nosso decorador de IA é um exemplo disso – uma ferramenta com uma arquitetura inovadora, desenvolvida para dar respostas concretas às necessidades dos nossos clientes, e não apenas para marcar presença no mundo digital.
Mas este é apenas o começo. Temos em pipeline um conjunto vasto de ferramentas desenvolvidas pela nossa oficina técnica, que iremos gradualmente introduzir no mercado. Estas soluções irão complementar a experiência dos nossos clientes, ajudando-os não só na escolha de cores e produtos, mas também na otimização dos processos de pintura e revestimento. A IA continuará a desempenhar um papel central na inovação da Barbot, permitindo-nos personalizar ainda mais as nossas soluções, prever tendências de consumo e melhorar a eficiência dos nossos produtos e serviços. O nosso compromisso é claro: desenvolver tecnologia que faça realmente a diferença na vida dos nossos clientes e profissionais do setor.

Como está a ser trabalhada a expansão física da Barbot em Portugal, tanto em lojas como em unidades de produção?
A expansão física da Barbot em Portugal tem sido feita de forma estratégica e sustentada, tanto no reforço da rede de lojas como na modernização da capacidade produtiva. O nosso objetivo é aproximar-nos dos clientes, proporcionando-lhes um serviço cada vez mais especializado e experiências diferenciadoras.
Um exemplo claro desta abordagem é a nova loja em Loulé, inaugurada no final de 2024, que traz um conceito inovador. Mais do que um ponto de venda, esta loja representa um verdadeiro espaço de experiência e experimentação, onde os clientes podem explorar cores, texturas e soluções de revestimento com o apoio de especialistas. Destacamos ainda a zona de teste de produto, que permite aos profissionais e particulares experimentarem diretamente as nossas tintas e revestimentos antes da aplicação.

A nível internacional, que números representa a exportação e em quantos mercados já estão? No plano de internacionalização há novos mercados em vista ou o foco é crescer onde estão?
Relativamente ao volume de exportações, 2024 registou um volume 4,5M de euros. A Barbot tem vindo a consolidar a sua presença internacional, estando atualmente presente em diversos mercados europeus e africanos. A nossa estratégia de internacionalização levou-nos a estabelecer operações em países como Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique e temos diversos parceiros em outros países africanos.
No que concerne ao nosso plano de internacionalização, a Barbot mantém uma postura dinâmica e atenta às oportunidades de crescimento. Estamos empenhados em fortalecer a nossa posição nos mercados onde já operamos, garantindo a oferta de produtos de qualidade e serviços diferenciados. Simultaneamente, avaliamos continuamente novos mercados que, de forma sinérgica, se alinhem com a nossa estratégia de crescimento sustentável.

Até onde podem levar a inovação e as tendências em 2025 e nos próximos anos? Em que estão a trabalhar?
A inovação na Barbot sempre se baseou na ideia de que as tintas têm de incorporar mais valor e desempenhar funções que vão além da simples pintura. O futuro das tintas passa por incorporação de materiais que possam gerar energia a partir da luz solar, ou tintas regenerativas, que podem reparar pequenas fissuras por si mesmas. Não há limite para a nossa imaginação e ambição.

A empresa completou o seu primeiro século no mercado. Como estão a trabalhá-la e à nova geração, para que contribuam para a sua existência no próximo século?
A Barbot completou o seu primeiro século no mercado graças a uma cultura de inovação, resiliência e compromisso com a qualidade. Mas a nossa visão não é apenas celebrar o passado, é garantir que continuamos a crescer e a evoluir para os próximos 100 anos. Como? Inovação contínua. A inovação sempre foi um pilar fundamental da Barbot e continuará a ser como já detalhamos.
Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: A Barbot do futuro será mais sustentável. Estamos a trabalhar para reduzir a pegada ecológica dos nossos produtos e processos produtivos, com tintas de base aquosa, formulações com menor impacto ambiental e embalagens mais ecológicas. A sustentabilidade não é uma tendência, é uma responsabilidade que assumimos para as próximas gerações.
Formação e envolvimento da nova geração: o futuro da Barbot passa pelas pessoas. Estamos a apostar na formação contínua da nossa equipa, renovando e preparando uma nova geração para liderar a empresa com o mesmo espírito inovador que nos trouxe até aqui. Valorizamos o conhecimento interno e incentivamos a partilha de experiências entre gerações.
Transformação digital e proximidade com o cliente: Estamos a construir uma empresa cada vez mais digital, interativa e conectada com os clientes. Ferramentas como a Inteligência Artificial aplicada à escolha de tintas e a personalização da experiência do consumidor são apenas o início de uma nova era. Queremos estar onde os nossos clientes estão e dar-lhes mais autonomia e conhecimento na sua jornada com a Barbot.
Expansão e internacionalização estratégica: O crescimento sustentável passa por reforçar a nossa presença nos mercados onde já operamos e explorar novas oportunidades. A Barbot continuará a apostar na proximidade com os clientes, tanto a nível nacional como internacional, através de novas lojas e soluções inovadoras.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

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Fruit Attraction 2025 reforça crescimento e liderança com nova organização de setores e pavilhões

A Fruit Attraction 2025, considerada a principal feira internacional dedicada à comercialização de frutas e legumes frescos, regressa a Madrid entre 30 de setembro e 2 de outubro.

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Na sua 17.ª edição, o certame organizado pela IFEMA MADRID e pela FEPEX reforça a sua liderança global com uma expansão estratégica e uma nova organização setorial, que pretende otimizar a experiência dos expositores e visitantes.

O evento, que este ano ocupará dez pavilhões do recinto da IFEMA – nomeadamente os pavilhões 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12 e 14 – verá a sua área expositiva crescer para mais de 70 mil metros quadrados, resultado da incorporação dos pavilhões 12 e 14. Esta ampliação permitirá uma distribuição mais eficiente dos expositores por regiões geográficas, facilitando a identificação de produtores e fornecedores por país e promovendo novas oportunidades de negócio.

A nova setorização prevê uma divisão clara entre mercados e segmentos. Os pavilhões ímpares acolherão as novidades das empresas nacionais, com destaque para o espaço Innova&Tech no pavilhão 5. Já os pavilhões pares reúnem empresas europeias (4, 6 e 8), operadores globais (8 e 10), companhias das Américas (12), e players oriundos de África e da Ásia (14). O setor da logística alimentar fresca ficará concentrado no pavilhão 4. A maioria dos pavilhões integrará também uma zona dedicada à Indústria Auxiliar, garantindo a presença de toda a cadeia de valor.

A organização espera mais de 2.200 empresas participantes, que irão apresentar novos produtos, soluções logísticas, variedades, formatos, tendências e inovações, reforçando o papel da Fruit Attraction como plataforma de referência para o setor hortofrutícola mundial.

O evento decorrerá das 9:30 às 19 horas, nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, e até às 16 horas no dia 2 de outubro.

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IKEA lança em Portugal plataforma de compra e venda em segunda mão

Depois de projetos-piloto, que o IKEA sublinha serem bem-sucedidos, na Noruega e em Espanha, é agora a vez de Portugal integrar esta iniciativa inovadora.

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A IKEA acaba de lançar em Portugal a IKEA preowned, o seu primeiro marketplace dedicado à compra e venda de produtos da marca em segunda mão. Esta nova plataforma, disponível de forma gratuita para membros IKEA Family, visa responder a uma tendência crescente no setor do mobiliário e reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a acessibilidade.

Depois de projetos-piloto bem-sucedidos na Noruega e em Espanha, é agora a vez de Portugal integrar esta iniciativa inovadora. De acordo com o estudo Second Hand Furnishing Market Size (Statista+), cerca de 10% do mercado global de mobiliário já é transacionado em segunda mão e 52% dos consumidores admitem comprar este tipo de artigos com frequência, quer para poupar, quer para prolongar a vida útil dos produtos.

“Os números em Portugal são claros, mais de 10% do mobiliário vendido e comprado em segunda mão em Portugal já é IKEA. Com a IKEA preowned, estamos a proporcionar aos nossos clientes uma plataforma ágil, intuitiva e segura, que Inter IKEA Systems B.V. 2023 permite não só aceder aos nossos produtos a um preço ainda mais acessível, como prolongar o seu ciclo de vida” comenta Maria João Franco, Digital Portfolio & Deployment Leader da IKEA Portugal, e uma das líderes do processo de implementação da plataforma no país.

“Fizemos um lançamento interno com os nossos colaboradores, e desafiámo-los a colocarem os seus próprios produtos para venda na plataforma, de forma a testarmos todas as funcionalidades e todos os processos. O feedback foi muito positivo, e estamos muito entusiasmados para perceber nas próximas semanas como vai responder o resto do país”, concluiu.

Para a IKEA, a aposta neste novo serviço representa também uma adaptação à evolução do comportamento dos consumidores, que procuram soluções mais económicas, práticas e sustentáveis.

Mercedes Gutierrez, New Business & Innovation Area Manager da IKEA a nível global, destaca que “o crescente interesse por mobiliário em segunda mão e a crescente procura por soluções de habitação acessíveis refletem uma mudança significativa na forma como as pessoas mobilam as suas casas. Na IKEA, vemos isto como uma oportunidade. Entramos em Portugal com muito otimismo, e pretendemos tornar as compras de segunda mão mais acessíveis, fluídas e integradas na nossa experiência do cliente. Embora já existam players fortes neste setor, a IKEA traz uma vantagem única através dos seus pontos de contacto globais, do seu profundo conhecimento de produto e do seu compromisso de longa data com a acessibilidade e a durabilidade do design.”.

A IKEA preowned inclui funcionalidades pensadas para facilitar a experiência do utilizador, como recomendações automáticas de preço (que podem ser ajustadas pelo vendedor), fotografias profissionais, medidas exatas, guias de montagem e instruções de manutenção.

Adicionalmente, os utilizadores que optarem por receber o pagamento em cartão reembolso IKEA beneficiam de um bónus de 15% adicional sobre o valor da venda, incentivando a reutilização dentro do ecossistema da marca.

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Retalho

Arena Shopping cria um jardim da Páscoa com várias atividades

O objetivo é criar momentos de entretenimento com várias atividades para o público infantil.

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Entre os dias 5 e 20 de abril, o Arena Shopping, em Torres Vedras, vai transformar o piso 2 num Jardim da Páscoa, com a promessa de “um cenário encantador dedicado à efeméride, onde coelhos, ovos e entretenimento se juntam para proporcionar momentos inesquecíveis aos mais pequenos”.

O espaço recriará uma casinha e um jardim com um pequeno lago e, até ao dia 20, vão ser dinamizados desafios e jogos. As atividades incluem um jogo de bowling com cenouras no lugar dos pinos e uma bola em forma de ovo, um jogo da pesca com canas magnéticas para apanhar ovos coloridos num lago decorativo e o tradicional jogo das argolas, com o objetivo de acertar nas cenouras. Existirá também um cantinho artístico onde cada criança poderá decorar um ovo de esferovite com marcadores, brilhantes e outros materiais, e levá-lo para casa como recordação.

Este jardim temático poderá ser visitado por todos gratuitamente e as atividades decorrerão das 14h30 às 18h30, durante a semana, e das 11h às 13h e das 14h30 às 19h30, aos fins de semana e no feriado.

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Bebidas

Nestlé Lindahls Protein lança “Good Move” para inspirar estilo de vida mais ativo

No âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, que se celebra a 6 de abril, a Nestlé Lindahls Protein apresenta o seu novo posicionamento de marca: “Good Move”.

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Mais do que uma campanha, esta é uma promessa da marca de inspirar e apoiar os portugueses na adoção de um estilo de vida mais ativo, equilibrado e saboroso.

Através da assinatura “Good Move”, a Nestlé Lindahls Protein pretende destacar a importância das pequenas escolhas diárias que, ao serem repetidas com consistência, contribuem para uma melhoria significativa da saúde e bem-estar. A marca sublinha que todos podem superar os seus desafios pessoais, independentemente do ponto de partida, bastando para isso dar o primeiro passo.

Entre os exemplos de “moves” sugeridos estão ações simples como usar as escadas em vez do elevador, fazer caminhadas ao ar livre, substituir lanches processados por opções nutritivas ou trocar horas no sofá por atividade física regular.

“Numa altura em que o ritmo do dia a dia nos impõe decisões imediatas e, por vezes, pouco pensadas, a Nestlé Lindahls Protein acredita ter um papel fundamental em relembrar os portugueses sobre a importância de fazer escolhas que promovam o bem-estar”, menciona Mariana Frazão, Group Brand Manager. “O nosso convite é simples: que todos possam optar por um “Good Move”, sendo este uma celebração das conquistas diárias dos portugueses e a prova de que uma boa decisão nunca vem só. E, sem dúvida, que, como marca que se posiciona no segmento de um estilo de vida equilibrada, temos um papel fundamental em alertar para a importância de pensar em nós”, conclui.

A Nestlé Lindahls Protein assume-se como um parceiro nesta jornada, colocando à disposição dos consumidores uma gama de produtos com alto teor de proteína, 0% de gordura e sem açúcares adicionados, reforçando que é possível fazer escolhas saudáveis sem abdicar do sabor.

Com esta nova abordagem, a marca reforça o seu compromisso com a promoção de hábitos mais saudáveis, incentivando uma atitude positiva e proativa, onde cada pequena decisão conta para alcançar um estilo de vida mais ativo e equilibrado.

A Nestlé Lindahls Protein deixa o convite para que os consumidores se movimentem, através de uma campanha disponível em diversos suportes, como televisão, Youtube, muppies e redes sociais, com imagens e um spot que revelam a energia e a paixão que impulsionaram a criação de “Good Move”.

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Foto: Facebook Cerveja Sagres
Bebidas

Cerveja Sagres reforça presença em eventos de música em Portugal

A Sagres é a cerveja oficial dos Prémios Play, Sol da Caparica, Festival F e Mar me Quer.

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A Cerveja Sagres reforça a aposta no território da música e marca presença em diversos eventos nacionais, como os Prémios Play, o Sol da Caparica (Costa da Caparica), Festival F (Faro) e Mar me Quer (Portimão). Catarina Ferraz, responsável de marketing da Cerveja Sagres, afirma que “o apoio à cultura portuguesa é uma prioridade para a Cerveja Sagres”. “Acreditamos que os eventos de música são uma celebração do que de melhor se faz em Portugal e sinónimo de convívio e união, valores que nos definem enquanto marca.”´, complementa.

Ainda em parceria com os Prémios Play, a marca volta a promover a ativação ‘Segredo bem guardado’. A primeira edição decorreu no ano passado e revelou o talento do artista Sérgio Onze e a Cerveja Sagres regressa este ano para dar a conhecer novos artistas emergentes. “Ana Moura, Iolanda e Buba Espinho, intérpretes nomeados aos Prémos Play 2025, foram desafiados a contar um ‘segredo’ e a partilhar com o público o nome de um artista que admirem e considerem merecedor de outro destaque no universo musical”, informa a marca.

Os ‘Segredos bem guardados’, que irão a votos no dia 10 de Abril, serão conhecidos através de vídeos e reels publicados no Instagram da Cerveja Sagres. Após 24 horas de votações, será anunciado o vencedor, premiado com uma subida a palco no Festival Sol da Caparica.
“É com orgulho que voltamos a marcar presença nos Prémios Play, entrando em palco e brindando ao talento e à carreira dos artistas portugueses e lusófonos”, destaca Catarina Ferraz.

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Bebidas

CVRTM dá a provar vinhos de Trás-os-Montes em Vilamoura

Este sábado, dia 5, há mais de 100 vinhos de 17 produtores da região de Trás-os-Montes, para provar em Vilamoura

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Vilamoura foi o palco escolhido pela Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM) para a estreia do Trás-os-Montes em Prova no Algarve. Neste sábado, dia 5, 17 produtores transmontanos dão a conhecer e a provar mais de 100 referências de vinho, no hotel Tivoli Marina Vilamoura, das 15h às 20h. Os bilhetes são vendidos exclusivamente no local do evento e custam 10 euros.

O evento, aberto a profissionais e ao público em geral, visa promover os vinhos de Trás-os-Montes no sul do país, “um mercado ainda pouco explorado, até à data, e que tanto os produtores como a Comissão acreditam ter um enorme potencial”, destaca a organização.

Casa do Joa, Casa José Pedro, Encostas de Sonim, Flandório, Ninho da Pita, Palmeirim D’Inglaterra, Parapente, Quinta das Corriças, Quinta de Arcossó e Quinta do Salvante, Quinta Recomeço, Quinta Serra d’Oura, Quinta Vale dos Montes, Terras de Mogadouro, Villela Seca, Vinho dos Mortos e Vinhos Mont’alegre, são os produtores presentes.

“O grande objetivo do Trás-os-Montes em Prova no Algarve é levar até esta região do país os melhores vinhos produzidos nas terras transmontadas, certos de que vão surpreender muitos dos visitantes, pela qualidade e personalidade que os vinhos de Trás-os-Montes apresentam. Aqui fica o convite para que todos os algarvios apareçam, para saberem um pouco mais sobre esta região que tem tanto para revelar.”, afirma Ana Alves, presidente da CVRTM.

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Logística

Parceria Spring GDS e MailAmericas visa e-commerce entre Europa e América Latina

A aliança visa facilitar o acesso das empresas europeias de e-commerce à América Latina, com soluções logísticas otimizadas.

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A Spring GDS, fornecedor de logística de última milha especializado em e-commerce, e a MailAmericas, emrpesa de serviços postais e de e-commerce na América Latina, assinaram um acordo estratégico para otimizar o comércio eletrónico entre a Europa e a América Latina.

A MailAmericas, que atualmente entrega entre 4 e 5 milhões de encomendas por mês nas regiões LATAM e África, identificou uma grande oportunidade na América Latina, onde os serviços postais tradicionais são acessíveis, mas apresentam desafios de rastreabilidade e controlo. “Estamos muito contentes por anunciar esta colaboração com a MailAmericas, líder no mercado latino-americano, e que nos vai ajudar a oferecer aos nossos clientes europeus uma solução de e-commerce robusta e eficiente para ganharem acesso aos mercados daquela região,” comentou Emiliano Vidal, Managing director Southern Europe (Portugal, Espanha, França) da Spring GDS.

A Spring GDS é um fornecedor de soluções logísticas especializado no transporte marítimo internacional de e-commerce, possuindo 20 centros de operações em três continentes. Colabora com mais de 230 parceiros logísticos internacionais, proporcionando entregas em 190 destinos em todo o mundo. A parceria vai permitir á empresa o acesso a mercados-chave como Brasil, Argentina e México, que são alguns dos destinos com maior volume de envios na região, destaca.

A MailAmericas conta com armazéns próprios na Argentina, México, Colômbia, Peru, Chile e República Dominicana, entre outras localizações, e está presente em todos os países da região LATAM. “A experiência e liderança da MailAmericas na transformação dos serviços postais e comerciais vai permitir-nos oferecer um serviço logístico mais robusto e eficiente a todos os clientes europeus que desejem expandir-se para a América Latina,” remata Guillermo López, diretor de Operações da Spring GDS.

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Bebidas

Hipersuper promove debate sobre inovação no packaging do vinho na Empack e Logistics & Automation Porto

O debate decorre às 16 horas, na Sala Panattoni, e integra a programação oficial da feira. A Empack e Logistics & Automation Porto arranca dia 9 e é ponto de encontro de embalagem e logística em Portugal.

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O Hipersuper vai promover, no próximo dia 9 de abril, uma mesa redonda dedicada ao tema “Tendências e inovação no packaging do vinho: sustentabilidade, design e funcionalidade”, no âmbito da Empack e Logistics & Automation Porto. A sessão decorre às 16 horas, na Sala Panattoni, e integra a programação oficial da feira.

Sob o mote “Jornada do Vinho”, o debate reúne profissionais do setor vitivinícola para discutir os desafios e oportunidades na evolução das embalagens de vinho. Sustentabilidade, design e funcionalidade serão os principais eixos da conversa, numa altura em que as marcas procuram diferenciar-se e responder a consumidores mais conscientes e exigentes.

A mesa redonda contará com a participação de Ana Sampaio, diretora de marketing da Aveleda, Joana Santiago, produtora de vinhos na Quinta de Santiago e presidente da Associação de Produtores de Monção e Melgaço e Fernando Félix, CEO da Webcomum, sendo moderada por Ana Rita Almeida, jornalista e diretora editorial do Hipersuper.

A iniciativa pretende lançar um olhar técnico e estratégico sobre as soluções de packaging que estão a transformar o posicionamento das marcas e o comportamento dos consumidores, num setor altamente competitivo e em constante inovação.

A participação é gratuita, mediante inscrição.

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Retalho

UBBO Shopping Resort dinamiza atividades de Páscoa

Até ao dia 20 de abril, o UBBO está a dinamizar atividades alusivas á Páscoa, para quem visitar aquele centro comercial. O fim de semana de 5 e 6 de […]

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Até ao dia 20 de abril, o UBBO está a dinamizar atividades alusivas á Páscoa, para quem visitar aquele centro comercial.

O fim de semana de 5 e 6 de abril , comemora o início desta época festiva com uma parada no dia 5, às 15h, na Praça Central, num evento com música, animação, pinturas faciais e ovos de chocolate para dar as boas vindas ao coelho da Páscoa.

Já o labirinto da Páscoa regressa ao átrio do piso 0, até 20 de Abril, “onde os mais novos vão poder brincar e gastar toda a energia das férias”, informa a administração do UBBO. A 6, 11, 12, 13, 18 e 19, no mesmo local, haverá caças aos ovos, destinadas a crianças dos 3 aos 12 anos, com prémios garantidos pelos lojistas parceiros do evento.
As atividades são gratuitas, sendo apenas necessário inscrição na app UBBO para as caças aos ovos.

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