Hong Kong: Trampolim de entrada no comércio oriental
Na costa sul da China, Hong Kong recebe mais de 30 feiras profissionais por ano. Em 2014, mais de 500 profissionais portugueses passaram pela “cidade de negócios”, onde os mercados ocidentais cruzam o potencial do comércio oriental
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Ana Catarina Monteiro
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Na costa sul da China, Hong Kong recebe mais de 30 feiras profissionais por ano. Em 2014, mais de 500 profissionais portugueses passaram pela “cidade de negócios”, onde os mercados ocidentais cruzam o potencial do comércio oriental.
O Centro de Exposições daquele território chinês recebe, todos os anos, perto de 40 “grandes” feiras profissionais de vários sectores, promovidas pelo HKTDC (Hong Kong Trade Development Council). O Conselho administrativo de desenvolvimento do comércio pretende fazer daquela cidade-Estado, uma “plataforma de negócios para a China e toda a Ásia”.No último ano, o comércio entre Portugal e Hong Kong ultrapassou os 340 milhões de euros, um aumento de quase 21% em relação a 2013. As exportações portuguesas aumentaram quase 13%, totalizando 107 milhões de euros, com um “forte crescimento de dois dígitos” nas vendas de relógios, 39% do total de produtos exportados para a região chinesa, além de obras de arte, antiguidades, roupa, calçado, vinho e frutos do mar, entre outros alimentos e bebidas portuguesas.
No último ano, as feiras receberam mais de 35 mil expositores de 85 diferentes países. Empresas de vários sectores da indústria mundial, como moda, telecomunicações, alimentação e vinhos, entram em contacto, todos os anos, com oportunidades de negócio no mundo, através das feiras em Hong Kong. À medida que o comércio mundial se vai deslocando cada vez mais para a Ásia, “em particular para a China”, os eventos servem também como um “trampolim” de entrada nos mercados asiáticos.
“Portugal é dos parceiros mais influentes”
Em visita a Portugal, Johnny Wan, Director de Exhibitions Market Developments do HKTDC, agendou reuniões e eventos com associações empresariais e responsáveis comerciais, em Lisboa e Porto, com o intuito de fortalecer a colaboração comercial entre o País e a cidade-Estado chinesa.No dia 11 de Fevereiro, o HIPERSUPER marcou presença no encontro realizado na capital, para conhecer as perspectivas para os próximos meses dos exercícios comerciais realizados entre Portugal e a região chinesa, que recebe vários certames, com marcas de todo o mundo, ao longo de 2015.
As feiras Hong King & Premium, de Relógios, e a que acontece no Outono, a de Electrónica, são as maiores da sua categoria no mundo. “Muitos dos outros eventos são também os maiores de cada tipo na Ásia”, oferecendo às empresas portuguesas visibilidade perante compradores e fornecedores, não apenas daquele continente, mas de todo o mundo. No ano passado, 15 empresas portuguesas passaram pelos certames, incluindo os seis produtores de vinhos que participaram na internacional feira “Wine & Spirits”, o evento com maior expressão portuguesa e “principal feira do sector na região”, com mais de 1000 expositores. Incluindo países como França e Itália, além da China “que entrou agora para o mercado vitivinícola”, 75 países e regiões marcaram presença na última edição, com uma participação que rondou os 20 mil produtores.
“Desde que o governo de Hong Kong eliminou as tarifas aduaneiras sobre vinhos em 2008, Hong Kong tornou-se a porta de entrada do comércio de vinho para a China continental. Antevemos que o número de comerciantes internacionais de vinhos e entusiastas do sector continue a crescer”, afirma Johnny Wan.
Em 2014, estreou uma zona de “Whisky e Bebidas Espirituosas” no certame, que serviu de montra para uma variedade de vinhos, acessórios e equipamentos e serviços da área vinícola. A oitava edição da feira de vinhos e bebidas espirituosas de Hong Kong terá lugar de 5 a 7 de Novembro de 2015.
Além dos vinhos, os sectores portugueses representados nos vários certames são cerâmica, alimentar e calçado. Por outro lado, mais de 500 compradores nacionais visitaram os expositores, que são também“plataformas de marketing”, nos quais as empresas podem lançar e promover marcas, e “melhorar a imagem corporativa”.
Mais de 7 500 empresas sediadas
Como um ponto geográfico que dinamiza o volume de negócios efectuados nas regiões em redor, Hong Kong reflectiu um crescimento económico de 2,4% nos três primeiros trimestres de 2014, face ao período homólogo, e prevê-se agora que o crescimento total correspondente ao ano passado tenha atingido os 2,2%, uma vez que, contas feitas, a exportação de bens cresceu 3,2%.
Mais de 7 500 empresas externas operaram em Hong Kong, sendo que cerca de metade corresponde à sua sede regional para o mercado oriental, atraídas pelos pontos institucionais “fortes”, o Estado de direito, como também o “livre fluxo de informação, o capital e talento”.
As facilidades legislativas fazem da Região Administrativa Especial (RAE) da China, um dos principais pontos de contacto comercial entre os mercados europeus e asiáticos. As vantagens têm sido “progressivamente reforçadas” pelo Acordo de Parceria Económica (CEPA), lançado em 2003 para liberalizar o comércio e os investimentos em Hong Kong.
Em 2014, 52 mil participantes europeus juntaram-se às exposições HKTDC, que contaram no total com mais de 35 000 expositores, de 85 países, e 755 000 interessados em compras, provenientes de 189 países.