João Melo, Meu Super, Frame It
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“Condições bem observadas à partida, resultam em lojas bem-sucedidas no fim da cadeia”

João Melo, diretor-geral do Meu Super, revela em entrevista ao Hipersuper quais os ingredientes que têm colocado a cadeia de supermercados no radar dos consumidores que a elegem como referência quando falamos de proximidade.

Ana Rita Almeida
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“Condições bem observadas à partida, resultam em lojas bem-sucedidas no fim da cadeia”

João Melo, diretor-geral do Meu Super, revela em entrevista ao Hipersuper quais os ingredientes que têm colocado a cadeia de supermercados no radar dos consumidores que a elegem como referência quando falamos de proximidade.

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Ana Rita Almeida
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A rede Meu Super, marca de supermercados de proximidade da Sonae MC, destaca-se no panorama nacional de supermercados e cresceu 10% face ao ano passado. Com mais de 300 lojas em Portugal Continental, Açores, Madeira e Cabo Verde, com uma área total de venda 50 mil m2 , o Meu Super criou cerca de 1500 postos de trabalho. Com cerca de 230 parceiros de negócio, trabalha para oferecer uma experiência de compra conveniente e próxima, adaptada às necessidades locais, sublinha João Melo em entrevista ao nosso jornal. O responsável lembra que desde o início da atividade em 2011, o Meu Super tem apostado na diversidade da sua oferta, com um foco particular nos produtos da marca Continente, que garantem qualidade e um preço competitivo. Em 2023, foram abertas 29 novas lojas.

O Meu Super cresceu 10% face ao ano anterior. Qual é o posicionamento atual do Meu Super no retalho português?
O Meu Super faz parte de uma categoria de negócio que, para além de ser uma franquia, é uma marca de retalho alimentar que atua na proximidade e na ultra-proximidade. E, portanto, é um formato que está pensado para localidades urbanas, rurais, enfim, de conveniência. Lugares onde o tráfego possa permitir a presença de uma unidade da dimensão das nossas e com a proposta das nossas.

João Melo, Meu Super, Frame ItE é essa proximidade o vosso fator de diferenciação que tem feito o Meu Super crescer?
Eu acho que é um dos atributos relevantes, desde logo porque é uma marca que nasce no âmbito do líder do retalho alimentar português, que é o Modelo Continente. E, portanto, o Meu Super, quase que podemos dizer, que é uma declinação da proposta de valor do continente, assim num nível muito alto, mas que depois acaba por fazer um foco à proximidade e à ultra-proximidade, de uma forma não orgânica, porque é um negócio de Modelo Continente não orgânico, mas em regime de franquia. E, portanto, é este o seu enquadramento.

Foi essa a ambição quando pensaram no lançamento do Meu Super?
Também. Entendemos, um bocadinho como se vê noutros países e noutras realidades, e em determinada fase da nossa vida e da nossa presença no mercado, criar esta rede, a partir da força que a marca Continente e em parceria com empreendedores que queiram fazer comércio a retalho. Dentro de um determinado contexto, com determinadas características, com determinadas regras.
Com o Meu Super, como uma marca de parceria, podemos chegar mais depressa e com toda a força que está por trás da organização Modelo Continente.

Como é feita a escolha do parceiro? Quais são os critérios?
Muito bem. Nós não escolhemos os parceiros. Os parceiros manifestam uma intenção de fazerem uma aliança com a Modelo Continente para a exploração de um ponto de venda ou mais pontos de venda.O que nós fazemos é, perante uma intenção, avaliamos a possibilidade que aquela intenção tem em todas as suas dimensões.
Desde logo, uma maior e mandatória, que é perceber se o lugar onde este candidato a parceiro pretende ter uma loja reúne condições do ponto de vista de mercado, do ponto de vista de concorrência, do ponto de vista de logística, acessos… se existem condições objetivas para que a loja seja bem-sucedida.
Depois da análise de mercado e dos estudos que lhe estão subjacentes, passamos à fase seguinte que se foca na loja e nas condições para a sua operação.
E então começa um diálogo com o parceiro, porque tudo é decidido pelo parceiro. Nós temos um conjunto de normas, de princípios, mas depois prevalece muito a intenção do parceiro, a sua visão e disponibilidade de investimento, ao que nós respondemos com o nosso know-how, o nosso conhecimento, de forma a que aquele ponto de venda tenha uma sustentabilidade que dê garantias ao parceiro e garantia, do ponto de vista do investimento, à Modelo Continente.

Essas condições têm que estar bem definidas para o processo ter sucesso?
Seguimos passos muito firmes, muito criteriosos e não colaboramos, com muita facilidade, num processo de abertura sempre que alguma fragilidade, debilidade exista no contexto, seja de localização, seja de investimento, seja até de perfil do parceiro. Estas coisas do comércio em retalho ou de qualquer outra atividade não basta querer, é preciso depois estarem reunidas condições pessoais, empresariais, contratuais, de relação, para que o negócio flua bem.
Com a experiência que já levamos nesta atividade, sabemos que condições bem observadas à partida resultam em lojas bem-sucedidas no fim da cadeia e que condições mal estruturadas à partida condenam lojas.

E depois da abertura do ponto de venda, como é que é feito a avaliação de que estão está a ser uma parceria de sucesso?
Bom, o Meu Super é uma divisão da Modelo Continente, este negócio é de franchising.
Esta equipa, desta divisão e o contrato que une o franqueado ou o franqueador, no caso, segue um conjunto de normas e regras, todas expressas neste contrato.
Dentro de uma loja Meu Super, vende-se uma coisa maravilhosa e poderosa chamada marca Continente, que é desde logo uma distinção para esta franquia.
Entrar numa loja Meu Super e encontrar café Continente, iogurtes Continente, o que quer que seja Continente, ou as restantes marcas do grupo, é em si mesmo uma distinção.
E depois, para além disso, a nossa própria marca comercial, Meu Super, é a marca do líder da ultraproximidade.
E depois, ainda, a utilização do cartão Continente, enquanto uma ferramenta poderosíssima de um ecossistema poderoso e valioso, em que também as lojas Meu Super e os seus franqueados beneficiam nesta dinâmica de conceder descontos.
Sem esquecer uma coisa também muito importante,: as regras de segurança alimentar. Não nos basta franquear, temos que observar e apreciar o desempenho positivo destas lojas. Portanto, não somos um parceiro silencioso, ou adormecido, ou distante, ao contrário. Não somos ruidosos, mas somos presentes, concentrados…

E próximos?
Muito próximos. Com duas coordenações regionais de operações, uma direção de clientes e operações, que acompanha todo o território dos franqueados em operação.

João Melo, Meu Super, Frame ItE este acompanhar, verificar se a loja está bem operada, se a gama merece ser ajustada, é dinâmico?
Sim. Muito dinâmico mesmo. Sempre numa perspetiva positiva, construtiva. Deixe-me deixar aqui uma nota muito relevante: a nossa relação com os franqueados no Meu Super, não é uma relação de antagonismo, ou de hostilização, ou de hiper-controlo. Há hiper-controlo quando há hiper-desvio. Se as coisas estiverem dentro das normas, o nosso acompanhamento é sempre construtivo, para acrescentar.

Como é que trabalham as comunidades locais a nível de fornecimento? Falo, por exemplo, de legumes e frutas locais? Como é que trabalham este aspeto?
A vinculação que os franqueados no Meu Super têm aqui ao incumbente franqueador permite, no seu âmbito, que alguns abastecimentos das lojas sejam feitos localmente, e ao dizer localmente, pretendo significar que sejam feitos por quem entregue depressa, a bom preço e com qualidade. E Portugal, felizmente, também tem isso. De facto, em qualquer localidade de Portugal, há um distribuidor de frutas, um distribuidor de legumes, um distribuidor de cereais, ou o que seja, e que pode complementar a cadeia de abastecimento da Modelo Continente com abastecimentos locais. E isso é muitas vezes feito. Diria até que na maioria das vezes é feito.

Voltamos a falar em proximidade. Agora aos produtores…
E hoje em dia é muito importante e muito apreciado por todos e que também acaba por, enfim, consubstanciar quase que aquele dever de estarmos de forma solidária a trabalhar nos mercados onde operamos.

E sentem que isso é valorizado pelo cliente? Sentir que estão também a comprar produtos da sua terra?
Muito. Numa loja Meu Super que existe em Mogadouro, provavelmente vende pão da zona. O pão da terra é vendido ali.
Vou dar outro exemplo. A loja em Melgaço. O linear de vinhos Alvarinho é notável no supermercado. Um supermercado pequenino, centro-cidade, maravilhosamente bonito, e que o nosso parceiro decide ter alguns vinhos de produção local comprados por ele expressamente para as suas prateleiras e expressamente para os seus consumidores. E isto é imensamente distintivo.
Como se estivéssemos em terras onde há carne arouquesa. No Meu Super de Arouca, as carnes que são vendidas no talho do supermercado são carnes da raça autóctone maronesa ou alvarenga, que é outra.
Há sempre esta relação muito forte entre produtos daquele lugar com o supermercado daquele lugar. Normalmente é operado por alguém daquele lugar também. Cria-se aqui uma conjugação de oportunidade e interesse, serviço. e satisfação dos clientes. Uma conjugação que funciona bem!
Portanto, a nossa relação neste negócio é muito de facilitação da melhor proposta comercial possível, porque é o termo da melhor proposta comercial possível nos parceiros. Quando digo é o termo, estou sempre a expressar-me em nosso nome Modelo Continente e em nome das mais 230 empresas clientes com quem trabalhamos.

A nível de ponto de venda, quais são os objetivos para 2024? Na Madeira abriram recentemente dois pontos de venda…
Mais do que forçosamente atingir objetivos de aberturas, até porque as aberturas dependem da intenção de investidores, não é uma decisão nossa, o nosso princípio de orientação é lutar muito por ter lojas sustentáveis, com parcerias sustentáveis e evitar muito abrir lojas não sustentáveis ou que por alguma razão não reúnam todas as condições.
Estamos a falar de pequenos investidores, de cidadãos que tomam uma iniciativa corajosa, ambiciosa de abrir um negócio e que corra bem. Até porque só têm aquela loja, não têm 10, nem 20, nem 30, nem 100, nem 200, nem 500.
A inauguração de uma loja no Meu Super deve reunir mesmo muitas garantias e a nossa responsabilidade aqui vai muito também para a loja. Ter um nível de exigência forte, qualificado, para que esta inauguração e este investimento resulte. Porque ao resultar menos bem, temos um parceiro menos feliz e temos um parceiro com problemas. Queremos ter a maioria dos parceiros sem problemas desta ordem. Podem ter outros, mas não de viabilidade do negócio, de qualidade do seu ponto de venda, da aceitação do seu ponto de venda.

João Melo, Meu Super, Frame It

Mas o crescimento do Meu Super tem corrido como planeado?
Estamos contentes. Fazemos as lojas que é possível fazer, com o apoio que temos que dar. Com o know-how e a gama poderosa da Modelo Continente. Sortido largo, profundo, onde é possível fazer uma seleção de artigos que se ajustem a cada procura, a cada localização. E isso é o que conta para nós.

O sucesso de um franchisado não é só o valor, o volume de vendas. A experiência de compra é determinante?
Costumamos dizer que os clientes voltam às lojas com os pés. As pessoas entram nas lojas onde se sentem melhor. É assim. Embora hoje os portugueses comprem em duas, três lojas. Todos nós, enquanto consumidores, estamos a comprar em muitos lugares.

O preço é importante?
É, mas o preço também é relativo. O preço tem que ser o preço justo, percebido naquele lugar. E isto tem muito valor em si mesmo.
Por um lado, se entrar num supermercado Meu Super, que tenha um talho de sonho, com carne com qualidade, num lugar com muita higiene e com muita simpatia, este talho pode vender a carne um pouco mais cara. Porque isto tem valor em si mesmo e os consumidores estão dispostos a pagar. É sempre assim. Tudo é um equilíbrio entre a proposta de valor e o preço subjacente a ela. O negócio do preço pelo preço é um negócio que não serve.
Por outro, é claro que o preço é relevante o cesto de compras é muitas vezes contabilizado ao euro, ao cêntimo até.

Mas acha que a qualidade e a experiência de compra podem ser decisivas para que se pague um bocadinho mais?
Exatamente. Sair de casa, descer no meu prédio, para ir comprar areia para o gato ou fraldas para o bebé logo ali, perto e no meu supermercado tem um valor acrescentado. Além de que é uma compra prazerosa. Porque eu substancio muito também o comércio tradicional. Com pessoas empreendedoras do bairro ou da localidade.
Ou se precisar de alguma coisa, telefono que levam. Isto é um valor incomensurável.
Quando vamos numa loja maior, da grande rede, a coisa toma uma dimensão diferente. Sim, falamos de um campeonato de grande faturação, de grande venda e de grande valor. Mas o que se consegue na loja de patrão, de dono, de empreendedor, é diferente do que se consegue na loja grande, muito funcional, em que tudo está pensado. E referindo aqui a Modelo Continente, que é um líder de grande craveira em Portugal e fora de Portugal. As lojas de Modelo Continente são notáveis. Não estou com isto a desprestigiar, ao contrário. Mas a dizer que a loja mais pequena tem o seu valor, tem o seu encanto, tem proporcionalismo.

E é esse o futuro do nosso retalho?
Nós portugueses adoramos comprar em feiras, em mercearias, em feirinhas de Natal, por exemplo. Andamos quilómetros para ir a um festival de fumeiros, de pães, de mariscos. Movemo-nos por uma vontade de comprar. E comprar fresco, comprar bom.
Mas cruzando com o que se passa e com as tendências. Naturalmente, quando se olha, as pessoas preferem a proximidade. É impossível, num centro de Madrid, não comprar numa loja pequena de proximidade. No centro de Lisboa, não é possível haver um grande supermercado. É muito difícil. Mas, provavelmente, fazer uma loja de 100 metros, de 80 metros em algum lugar é possível.
Por várias razões: uns, porque têm muita idade e não têm disponibilidade física e emocional para irem para lojas distantes e maiores. Outros, pela junção de vida e estilo de vida, que acham muito valoroso comprar junto à sua casa e ajudar o que é local.

E esta conveniência, que mudou hábitos de, por exemplo, deixar de comprar para o mês e comprar para consumo diário, vai ajudar também no crescimento destas lojas de proximidade?
Vai. Tudo o que são supermercados de proximidade estão hoje com um excelente, cada vez melhor enquadramento, nas localidades onde estão, no serviço que prestam e na oferta comercial que têm, justamente por isso.

João Melo, Meu Super, Frame ItE a oferta do sortido também é pensada nisso?
É pensada nisso. Tem que ser pensada nisso. E é um exercício muito exigente. Mas, de facto, as pessoas gostam de comprar perto, gostam de comprar com conforto.
E depois, também sabemos, e isso é o que resulta das análises e dos estudos que fazem, as pessoas vão mais vezes às lojas, compram menos de cada vez e compram em mais do que uma loja. Antes as pessoas compravam uma vez por mês com aquele velho hábito de consumo. Não é velho por ser fora de moda, era porque era uma característica do consumo.

Também porque existiam menos pontos de venda…
Exatamente. Viajar do Alentejo para a Amadora para vir ao Continente ou de Braga ao Continente de Matosinhos e levar para a família toda. Isso acabou, é passado!
Agora estamos a comprar na proximidade e através da loja online também, que é outra tendência para quem tiver mais destreza digital e facilidade digital vai por aí.
Mas é muito bonito sentir a proximidade nas lojas do Meu Super. Encanta-nos ver que a loja abre e os vizinhos descem. ‘Bom dia, Dona Maria está melhor, o seu marido como passa’ ou ‘Olhe, hoje tenho aqui ameixas muito bonitas ou cerejas a chegar’. Este diálogo não é antigo, é humano, é autêntico.

Esta proximidade também é uma proximidade humana.  Nós temos uma população envelhecida, também é importante nesse aspeto?
Ajuda, ajuda.

Sentem isso no vosso trabalho?
No Meu Super, claramente. Há muitos parceiros nossos que toca o telefone, atendem e é o vizinho ou cliente que diz, não posso ir aí, quando puder traga-me isto e aquilo. Muitas vezes são pessoas de idade.

E mesmo as equipas de retaguarda, que estão a planear. Pensam nisso?
Sim, estamos a fazer um trabalho que também vai além de um valor de negócio. Toda a comunicação, o marketing,.. tudo é feito para estabelecer um reforço da vizinhança.
Não é a primeira vez que ouço donos de loja Meu Super que ajudaram alguém com algo não tinham na loja. Estou a lembrar-me de um caso, um microondas. E o dono da loja foi a uma Worten, trouxe um microondas e serviu aquele cliente.
E, portanto, isto existe muito. Não se pode ter uma loja de proximidade sem ter esse espírito. E isto consubstancia muito um ditado que penso ser chinês, não sei se é verdade mas vou citar, e que diz: ‘quem não sabe sorrir não deve abrir uma loja’. E é bem verdade.

O sucesso do Meu Super também se explica com os prémios que tem ganho. É também um reconhecimento para vocês?
É. O que o Meu Super é e representa é resultado de uma ligação ao líder do mercado. O Continente é uma empresa exemplar e notável a fazer lojas, a conceber lojas e a oferecer uma proposta de valor. Uma boa cidadania, uma boa ligação a fornecedores, a clientes, a colaboradores. Nós que cá trabalhamos temos muito orgulho nisso.
Foi este know-how, esta capacidade de conceber pontos de venda e esta proposta de valor que nos levou a construir o Meu Super. Quem serve o Meu Super são pessoas como eu, que nascemos no maravilhoso mundo do Continente.
Esta é uma pequena equipa, com quatro divisões muito bem estabelecidas – uma divisão comercial e de marca, uma divisão de expansão, uma divisão de clientes e operações e uma divisão de business development – com um diretor-coordenador, que sou eu. E depois uma equipa organizada para fazer acontecer o negócio.
Nós levamos tudo o que a Modelo Continente tem. Para que estes empreendedores possam fazer tão bem quanto a Modelo Continente.
Eu não estou a exagerar: hoje há lojas do Meu Super que têm uma qualidade operacional e uma qualidade de serviço a um nível de, pode parecer presunção, mas não é, e vou insistir, a um nível do melhor que se pode encontrar no comércio a retalho. E isto é para nós um orgulho!
Portanto, nenhum de nós é alguém muito indiferente ao fenómeno do retalho, ao fenómeno das relações entre pessoas, ao fenómeno do serviço, ao fenómeno de uma liderança de serviço aos outros, ao fenómeno da humildade e pedagogia para ensinar as coisas. Qualquer um de nós que vai a uma loja tem que ter tempo, tem que investir na relação, tem que ouvir, tem que aprender. O mundo não é perfeito, há vicissitudes nos negócios, nos processos. Mas nós escutamos com muita humildade e desde que isso seja mesmo muito franco, olhos nos olhos e para acrescentar valor ao sistema Meu Super, escutamos até a última nota, em silêncio, tomamos nota e vamos tratar de melhorar, se estiver ao nosso alcance. E os nossos parceiros percebem isto. Percebem que estão emparelhados com um grupo de pessoas e uma divisão da Modelo Continente que é talvez única e irrepetível em Portugal.

Agora que chega o verão os desafios são outros?
No verão melhoramos ainda mais a nossa capacidade de resposta ao aumento da procura em muitas das lojas do Meu Super. As pessoas movimentam-se. O litoral e alguns lugares no interior fazem mais negócio.
Há lojas do Meu Super cuja faturação dos meses de verão, face à média dos outros meses, multiplica por dois e por três. E é preciso ter uma máquina logística muito forte para responder.
E aí este é o desafio: conseguir levar a mercadorias a esta capilaridade, que é uma capilaridade muito exigente e muitas vezes distante. Isto exige muito, ao ritmo, com as regras logísticas e de segurança alimentar que seguimos.

Entrevista publicada na edição 424 do jornal Hipersuper

Sobre o autorAna Rita Almeida

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Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional

A 12ª edição do Concurso Vinhos de Portugal vai reunir perto de 1300 vinhos nacionais na disputa pelos títulos mais prestigiados do setor. Os Melhores do Ano serão revelados no jantar e cerimónia de entrega de prémios, que irá decorrer a 9 de maio, em Viseu.

Organizado pela ViniPortugal, este concurso anual distingue a qualidade e diversidade da produção vitivinícola nacional, contando com um painel de especialistas para avaliar os candidatos. A competição decorre em duas fases. A primeira terá lugar a 5, 6 e 7 de maio, no CNEMA, em Santarém, com um painel de 72 especialistas nacionais e internacionais, incluindo enólogos, sommeliers, jornalistas e wine educators, a avaliaram os vinhos candidatos em sessões técnicas de prova.

A decisiva 2ª fase decorrerá nos dias 8 e 9 de maio, em Viseu, onde o Grande Júri irá eleger os Grandes Ouros e os Melhores do Ano, que serão revelados na cerimónia de entrega de prémios.
“Mais do que um galardão, o Concurso Vinhos de Portugal é um selo de qualidade e uma plataforma de promoção internacional. Os vinhos distinguidos com as Medalhas Grande Ouro e Ouro garantem presença em prestigiados eventos internacionais, reforçando a visibilidade e credibilidade do vinho português nos mercados externos”, destaca a ViniPortugal.
Mais informações sobre o Concurso Vinhos de Portugal e a lista completa de jurados, aqui

A ViniPortugal é a Associação Interprofissional do Vinho. Tem como missão promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos por excelência, valorizando a marca ‘Vinhos de Portugal/Wines of Portugal’, contribuindo para um crescimento sustentado do volume e do preço médio dos vinhos portugueses.

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Clube de Ténis do Porto recebe Torneio CTP Torrié Coffee 2025

O Clube de Ténis do Porto recebe, entre os dias 2 e 6 de abril, o Torneio CTP Torrié Coffee 2025, uma iniciativa que alia a energia competitiva do ténis à experiência sensorial proporcionada pela marca de café portuguesa. 

Com um prize money total de 7.500 euros, distribuído pelos escalões de +35, +45, +55 e +65 anos, esta edição assume particular relevância no panorama nacional. Trata-se do maior valor alguma vez atribuído pelo Clube de Ténis do Porto nesta categoria e o segundo mais elevado em Portugal, refletindo o reforço do compromisso da Torrié com o desporto sénior e com os valores de superação e qualidade.

Mais do que um torneio, o CTP Torrié Coffee 2025 é apresentado como  uma experiência imersiva, onde atletas, adeptos e apreciadores de café poderão descobrir diferentes variedades da marca, selecionadas para intensificar os momentos de pausa e de partilha.

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Centromarca manifesta preocupação com tarifas e lembra: “Força e integridade do mercado único da UE nunca foram tão essenciais”

Centromarca manifesta preocupação com tarifas e pede medidas para proteger o mercado único. “Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais”, sublinha Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

A Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca manifesta a sua “profunda preocupação” perante o anúncio do Governo dos Estados Unidos da América de uma tarifa generalizada de 20% sobre todos os bens exportados da União Europeia para o território norte-americano. Em linha com a posição já assumida pela AIM – Associação Europeia de Marcas, a associação portuguesa alerta para as graves consequências económicas desta medida unilateral.

Em comunicado, a Centromarca considera que a decisão dos EUA “corre o risco de agravar as já frágeis relações comerciais a nível mundial” e sublinha que “não trará qualquer benefício para os consumidores de ambos os lados do Atlântico”. O setor dos bens de consumo representa um dos principais pilares da economia europeia, sendo que 39% da produção – avaliada em 175 mil milhões de euros – é destinada à exportação para fora da UE.

A associação chama ainda a atenção para o impacto que esta tarifa poderá ter na competitividade da indústria europeia, num contexto já marcado pela volatilidade nas cadeias de abastecimento. “As marcas representadas pela Centromarca e pela AIM enfrentam agora mais incerteza e perturbações”, refere a nota.

Com base nos dados mais recentes do Barómetro de Bens de Consumo da AIM, as empresas do setor estão a operar num ambiente de instabilidade crescente, agora agravado pela ameaça de uma guerra comercial internacional em 2025. Para a Centromarca, este cenário reforça a urgência de proteger e fortalecer o mercado único europeu, responsável pela circulação anual de 276 mil milhões de euros em mercadorias. A eliminação de obstáculos internos e a criação de um ambiente comercial justo são apontadas como prioridades críticas.

“Em linha com o que tem sido defendido pela AIM, a Centromarca insta o Governo e a Comissão Europeia a considerar as implicações profundas que o estabelecimento de tarifas retaliatórias possa ter no valor da indústria dos bens de consumo. Muitos dos setores potencialmente atingidos pelas tarifas são representativos de marcas acarinhadas por consumidores portugueses, europeus e globais. Espera-se que o nosso Governo e a Comissão Europeia possam dar prioridade à diplomacia e encontrem soluções benéficas que previnam danos maiores para os consumidores, as marcas e a competitividade do setor”, afirma Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

“Acima de tudo, os fabricantes de marcas europeias reafirmam o seu compromisso inabalável para com os consumidores europeus. Desde a pandemia de COVID-19 até à guerra na Ucrânia e ao aumento da inflação, a nossa indústria tem estado sempre ao lado dos consumidores durante as adversidades. Voltaremos a fazê-lo. Trabalhando de forma colaborativa em todas as nossas cadeias de valor, pretendemos minimizar as perturbações e manter o acesso a marcas apreciadas e de confiança,” refere Michelle Gibbons, diretora-geral da AIM.

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Expocosmética regressa este mês à Exponor

‘It´s just beauty’ é o tema deste ano da Expocosmética, um certame representativo de um setor que representa milhões de euros na atividade económica nacional.

A 28ª edição da Expocosmética realiza-se na Exponor-Feira Internacional do Porto, de 5 a 7 de abril, e vai apresentar as novidades sobre beleza, dos novos produtos às novas técnicas de inteligência artificial. ‘It´s just beauty’ é o tema deste ano do fórum de beleza ibérico e pretende desafiar expositores e visitantes “a optarem por uma visão inclusiva e acessível do conceito de beleza, com os olhos postos na sustentabilidade económica e ambiental, esse caminho sem retorno em qualquer atividade económica”, refere a organização.

Materiais, coleções, técnicas inovadoras, nomes maiores da arte de cabeleireiro ou de blading estarão no recinto da feira, que este ano também dará uma atenção especial ao uso da inteligência artificial no mundo da beleza. Numa organização conjunta entre a Expocosmética e a Associação Nacional de Esteticismo Profissional (ANEP) terá lugar um congresso, no dia 7, para debater como a IA pode ser uma aliada do setor, melhorando a experiência do cliente, sem substituir o profissional.

As atividades do programa paralelo, incluem o International Hair Show com a apresentação da coleção Provoke, o Guilty Masters by Expocosmética, uma formação de maquilhagem profissional com cinco masterclasses e vários workshops, entre os quais um centrado nas técnicas de microblading adaptadas a pacientes oncológicos e com alopecia.

“Esta é uma das feiras profissionais de maior sucesso realizadas na Exponor e que toda a fileira identifica como o momento maior para as marcas mostrarem o que estão a fazer de novo, sendo uma montra facilitadora para negócios e parcerias que trazem proveitos para todos os stakeholders”, considera Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor – Feira Internacional do Porto.

As informações sobre a feira e a aquisição de bilhetes podem ser consultadasno site do certame. A Expocosmética está aberta das 10h às 20 (dia 5 de abril) e das 10h às 19h (dias 6 e 7).

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Inovação portuguesa cria o primeiro arroz 100% nacional

É a primeira variedade de Carolino 100% nacional. Todas as fases deste novo arroz, desde o desenvolvimento da semente, à produção, à industrialização e à comercialização decorrem em Portugal.

“Esta é uma parceria 100% portuguesa da qual nos orgulhamos muito e que assume particular importância uma vez que representa a nossa aposta na investigação e na sustentabilidade da produção nacional”, diz Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, em declarações ao Hipersuper. No âmbito da aposta na inovação e sustentabilidade da produção nacional, o Clube de Produtores Continente associou-se à produção do arroz Carolino Caravela, numa parceria com a Lusosem, detentora da patente da semente, e a Novarroz, responsável pela componente industrial e de processamento. A primeira variedade 100% portuguesa foi lançada no início deste ano em exclusivo nas lojas Continente.

Um “marco histórico”

Desenvolvida pelo INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e pelo COTArroz – Centro Operativo e Tecnológico do Arroz, no âmbito do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Arroz, a variedade Carolino portuguesa foi obtida através do cruzamento de variedades da coleção portuguesa guardada no Banco Português de Germoplasma Vegetal em Braga, e passou por um processo de seleção e avaliação que durou cerca de 15 anos.

“Este longo e complexo processo envolveu várias etapas de seleção em campo e avaliação da qualidade e produção. A investigação conjunta do INIAV e COTArroz foi crucial para o desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, sublinha Filipa Setas, diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem, que participou neste processo desde a etapa do Programa Nacional de Melhoramento Genético.

O Caravela caracteriza-se pela sua produtividade, resistência a doenças e adaptação às condições do solo e climáticas portuguesas. Esta variedade de Carolino nasce do melhoramento genético nacional e, por isso, tem “uma elevada adaptação às nossas condições edafo-climáticas, excelente produtividade e resistência à piricularia, principal doença que afeta a cultura em Portugal”, explica a responsável que não tem dúvidas acerca da importância da sua criação: “O desenvolvimento da primeira variedade de arroz Carolino 100% nacional – o Caravela – é um marco histórico para o setor agroalimentar português”.

Carolina Pereira, diretora de I&D da Novarroz, recorda que o arroz Carolino teve sempre um papel importante na gastronomia portuguesa, nomeadamente em “pratos tradicionais e especialmente caldosos”, destacando-se “pela elevada qualidade e pela crescente notoriedade que vem construindo no setor”. E revela que a aposta da Novarroz numa semente 100% nacional permitiu à empresa “reforçar a independência do setor e garantir um arroz com uma identidade própria, adaptado às condições do nosso solo e clima”. E que oferece, por isso, vantagens tanto aos produtores como aos consumidores. Também Filipa Setas defende que a existência de uma variedade de arroz nacional estável, produtiva, com qualidade e autenticidade, “oferece vantagens competitivas versus as variedades estrangeiras presentes no mercado nacional”, tanto a produtores como a consumidores.

O arroz Carolino ‘Caravela’ é o resultado da primeira variedade de Carolino 100% nacional

Para a chegada ao mercado de consumidores, foi importante o apoio do Clube de Produtores Continente, ao assumir o compromisso de comercializar esta variedade em todas as lojas Continente. “O Clube de Produtores Continente permitiu implementar um projeto de fileira, de dimensão relevante, tendo como base a investigação aplicada”, refere Ondina Afonso, que acredita que esta nova variedade é um importante passo na valorização da agricultura nacional. “A nova variedade representa um passo significativo na valorização do arroz Carolino. Através desta colaboração, o Continente é o primeiro retalhista a comercializar um arroz 100% português e que está assente no modelo que o Clube de Produtores Continente promove há mais de 25 anos, isto é, na colaboração entre todos os elos da cadeia de valor. Estamos a aliar a tradição às tendências atuais de consumo, valorizando um ingrediente tradicional da culinária portuguesa e que simultaneamente responde às necessidades de muitos consumidores, enquanto fonte de proteína vegetal e sem glúten”, sublinha.

Ensaio feito em três zonas arrozeiras

A Lusosem, que atua no desenvolvimento de sementes certificadas, fitofarmacêuticos ou agroquímicos e nutrição vegetal, iniciou a multiplicação do arroz Carolino Caravela em 2022, tendo confirmado a adaptabilidade desta variedade nacional às condições das principais zonas de produção nacionais. Os campos de multiplicação e /ou ensaios, como explica Filipa Setas, foram cultivados nas zonas arrozeiras do Mondego, Tejo e Sado e, iniciada a fase de multiplicação de semente em 2022 e 2023, “foi possível confirmar a grande adaptabilidade desta variedade às condições das principais zonas de produção nacionais”, recorda.

Em 2023 foram plantados 20 hectares de Caravela para produção de semente, que deram origem a 200 toneladas de semente, das quais 150 toneladas destinadas para a produção de arroz em 2024, acrescenta a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem. Em 2024, primeiro ano de produção, o Caravela ocupou cerca de 700 hectares para a produção do arroz que chegou este ano aos consumidores através do Continente.

A Lusosem tem acompanhado todo o processo no terreno e está envolvida em todas as etapas, desde a produção de sementes certificadas até a implementação de novas práticas e tecnologias para a sustentabilidade. Filipa Setas conta que, apesar da comercialização da variedade Caravela para os orizicultores portugueses ter-se em 2024, “desde 2022 a Lusosem produz e comercializa o arroz Carolino Caravela, destacando a importância de uma semente 100% portuguesa e o compromisso com a agricultura nacional”.

Mário Coelho, CEO da Novarroz (esq), Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente e António Sevinate Pinto, administrador da Novarroz

Estreita colaboração com os produtores

Também a Novarroz participou no processo de criação da variedade portuguesa de Carolino, desde os primeiros testes até à sua introdução no mercado. “A Novarroz teve um papel fundamental no desenvolvimento do arroz Carolino Caravela”, assinala Carolina Pereira, diretora de I&D da empresa. Durante toda a produção agrícola, a Novarroz trabalhou “em estreita colaboração com os produtores e parceiros do projeto” para garantir que esta variedade “reunisse os mais elevados padrões de qualidade e rendimento agrícola”.

O envolvimento da empresa passou pela avaliação da viabilidade da semente, pelo apoio na definição das melhores práticas agrícolas e pela otimização dos processos industriais, “para garantir que o grão pudesse chegar ao consumidor com as características ideais”, explica. A Novarroz está a produzir o Carolino Caravela no Baixo Mondego, no Vale do Tejo e Sado em parceria com agricultores locais, com a primeira colheita (2024) a acontecer “após um longo período de ensaios e validação da adaptação da variedade às condições agrícolas nacionais pelo Cotarroz”, recorda a diretora de I&D da empresa.

Carolina Pereira destaca a importância, em todo o processo, da parceria com a Lusosem e o Clube de Produtores Continente. A responsável afirma que a já longa parceria com a Lusosem foi “essencial para o sucesso deste projeto em específico”, dado o papel da sua equipa no apoio aos agricultores e no incentivo ao desenvolvimento do projeto de variedades nacionais. Quanto à colaboração com o Clube de Produtores Continente, a diretora de I&D da Novarroz diz que “garantiu uma estrutura adicional de apoio aos agricultores, bem como um canal privilegiado de comercialização, permitindo que o arroz Carolino Caravela seja entregue diretamente aos consumidores portugueses através das lojas Continente”.

Quanto à possível expansão da atual área de produção, estará sempre dependente da adesão dos produtores ao projeto e da aceitação dos consumidores. “Este primeiro ano de produção permitiu uma avaliação das condições de desenvolvimento da cultura, em larga escala nas diversas regiões, o que tornará possível implementar estratégias, junto dos produtores que assegurem uma produção sustentável e de maior qualidade no futuro”, refere. O objetivo é o de garantir uma maior disponibilidade deste arroz Carolino 100% nacional, “fortalecendo o setor e consolidando o papel desta variedade como uma referência na alimentação portuguesa”, assegura Carolina Pereira.

Para Filipa Setas é também importante que o Carolino Caravela “tenha uma aceitação por parte do consumidor nacional”, sabendo que este é um produto de agricultura portuguesa “com qualidade, rastreabilidade, identidade, diferenciador e sustentável”. “Que promova um incremento do consumo do nosso arroz versus os diferentes tipos de arroz que se encontram no nosso mercado, muitos de outras origens diversas, nomeadamente fora do espaço europeu. E que o reforço da sua aceitação pelo consumidor nacional permita a criação de valor na fileira e até uma valorização do arroz português também no exterior”, defende a diretora de desenvolvimento técnico e inovação da Lusosem.

Ondina Afonso toca também neste ponto importante. “Todos os consumidores que comprarem o que é nacional, como é exemplo o arroz Carolino Caravela, estão a contribuir para ajudar os produtores portugueses e a nossa economia”.



Ondina Afonso, Clube de Produtores Continente
Esta aliança entre a investigação e produção, a indústria e a distribuição, via Clube de Produtores Continente, terá continuidade na criação de sementes de outras variedades nacionais?
O Clube de Produtores Continente assume-se como um acelerador de incorporação de conhecimento junto da produção nacional, através das parcerias que faz com entidades do sistema científico e tecnológico nacional e internacional.
Muitas têm sido as iniciativas desenvolvidas que abrangem várias áreas, tais como a aposta em programas de agricultura regenerativa e agroecologia, respondendo ao compromisso da MC Sonae com a sustentabilidade. Nesse sentido, o Clube de Produtores Continente continuará a ser fiel ao modelo de parceria conhecimento – produção agrícola – indústria – retalho para continuar a promover um sistema agrícola e agroindustrial mais inovador, sustentável e competitivo.

 

Filipa Setas, Lusosem
Que importância tem a parceria com o Clube de Produtores Continente e a Novarroz?
Esta parceria é crucial quanto a nós para o sucesso do projeto da primeira variedade de arroz carolino 100% nacional junto do consumidor final. Este projeto, com base na investigação e produção nacional, deverá ser a bandeira da promoção do Arroz Carolino Nacional.
Só com esta parceria é que teremos o sucesso e a dimensão necessária para implementar este projeto de Fileira com objetivos comuns e com parceiros de excelência nas suas diferentes áreas. Com a Lusosem a assegurar a parte da autenticidade, qualidade, identidade e sustentabilidade, económica e ambiental, da produção.
O Clube de Produtores Continente, como plataforma de valorização da produção agrícola nacional ligando e aproximando agricultores ao consumidor, com a missão de valorizar a produção nacional, a sustentabilidade, rastreabilidade e a segurança alimentar. E também, colocando as suas competências, recursos e dinâmica na promoção e divulgação do nosso arroz junto do consumidor final.
A componente industrial e de processamento, fundamental na garantia e na produção do arroz Caravela, será assegurada pela Novarroz, empresa com forte trabalho desenvolvido.

 

Carolina Pereira, Novarroz
Esta nova variedade é um passo importante na valorização da agricultura nacional. Em termos económicos, que mais valias trará à empresa?
Ao apostar num arroz 100% português, desde a semente até ao produto final, o projeto Caravela reforça a identidade do setor, aumenta a rastreabilidade e a sustentabilidade da produção, reduzindo a dependência de sementes de origem externa e promovendo a autonomia dos agricultores nacionais.
Além disso, este projeto gera um impacto económico positivo em toda a cadeia produtiva. Para os produtores, oferece maior previsibilidade e estabilidade, graças ao modelo de parceria a longo prazo, ao suporte técnico especializado por parte dos parceiros e à implementação de boas práticas agrícolas, que assegurem tanto a produtividade quanto a rentabilidade.
Para a Novarroz, esta aposta reforça o nosso compromisso com a qualidade e inovação, garantindo um produto diferenciado que atende às exigências do consumidor moderno. O Carolino Caravela não só fortalece a nossa posição no mercado nacional como projeta a identidade do arroz português além-fronteiras, aumentando a competitividade do setor.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Retalho

Sport Zone reinaugura segunda maior loja do país no CascaiShopping

A Sport Zone reforça a sua aposta na inovação e experiência do cliente com a remodelação total da sua loja no CascaiShopping.

Com uma área de 1.760 m², a Sport Zone reabre a sua loja no CascaiShopping, a segunda maior loja da marca em Portugal, com um novo conceito: sob o mote “Sport For Life”, o espaço foi desenhado para ultrapassar a tradicional lógica de venda de artigos desportivos, afirmando-se como um verdadeiro aliado dos clientes na prática e no estilo de vida ativo.

A nova loja mantém a diversidade de oferta para Mulher, Homem e Criança, com propostas para modalidades como Running, Outdoor, Fitness, Futebol, Natação e Desportos de Raquete (com destaque para ténis e padel). A oferta estende-se ainda ao ciclismo e às máquinas de ginásio, mantendo o ADN multidesportivo que caracteriza a insígnia.

Com um design moderno e intuitivo, o espaço aposta numa experiência de compra mais interativa e personalizada. Entre as principais inovações, avançadas em comunicado, destacam-se as projeções no solo para orientação dos clientes, uma zona de personalização de t-shirts de futebol, o serviço Click & Collect e várias experiências exclusivas. Neste campo, sobressaem iniciativas como o saltómetro – que mede a altura do salto dos participantes – e o pull-up challenge, que desafia os clientes a testar a sua resistência física. Ambas as atividades oferecem prémios e vantagens em loja.

A renovação da loja implicou também um reforço da equipa com 28 novas contratações .

“A reinauguração da nossa loja no CascaiShopping representa um passo estratégico na nossa missão de estar cada vez mais próximos dos clientes e proporcionar-lhes experiências inovadoras e envolventes. Queremos ser mais do que um ponto de venda de artigos desportivos; queremos ser um verdadeiro friendly coach para todos os que vivem o desporto. Esta nova loja traduz esse compromisso, combinando tecnologia, conveniência e um atendimento especializado para oferecer uma experiência diferenciadora a quem nos visita”, afirma Rosa Catalão, Communications Specialist da Sport Zone.

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Alimentar

Salutem volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher

A corrida, que decorre a 6 de abril, promove o bem-estar e apoia a luta contra o cancro da mama. Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas.

A Salutem, marca com foco na alimentação equilibrada e num estilo de vida saudável, volta a apoiar a Corrida Sempre Mulher como patrocinadora oficial. “Esta parceria reforça o compromisso contínuo da marca com o bem-estar e a qualidade de vida, unindo-se a um evento solidário que apoia a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama”, destaca um comunicado da marca.

Enquanto patrocinadora oficial, a Salutem marcará presença na Corrida Sempre Mulher de diversas formas. Para além de oferecer produtos que vão estar disponíveis nos kits da corrida, durante o evento a marca terá ainda um stand interativo onde os participantes vão poder girar uma roda de prémios e todos vão sair vencedores ao receber amostras Salutem. Com esta dinâmica, a marca vai promover a experimentação de produtos como granolas, barritas e bolas energéticas.

 

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Equipa InPost (esq. para dir) - Fátima Espinar, Chain Acquisition manager,Vasilis Valaris, Iberia Corporate Chain manager, Mariana Costan, Brand Image specialist e Javier Gallego, International Account manager
Logística

Entregas não domiciliárias da InPost premiadas como ‘Melhor Serviço do Ano’

A escolha foi feita pelos consumidores espanhóis, através do voto num amplo inquérito, que distinguiram os pontos pack e os lockers da empresa.

A InPost, empresa de tecnologia e logística especializada em entregas não domiciliárias, recebeu a distinção de ‘Melhor Serviço do Ano’ na categoria de correio e encomendas pelos consumidores espanhóis, num amplo inquérito que avalia todos os anos empresas, marcas e retalhistas.

“É uma honra e um orgulho receber o prémio de Melhor Serviço do Ano, porque resulta do voto direto dos consumidores e dos utilizadores, pelo que se trata de uma escolha consciente, livre e voluntária, que premeia o nosso trabalho no setor da logística”, afirmou Marc Vicente, CEO em Espanha e Portugal do Grupo InPost.

Todos os anos a organização Comercio del Año organiza um inquérito aos consumidores baseado no método Consumer Voice Ecosystem, de forma a elegerem as melhores empresas em três categorias: melhor retalhista do ano, melhor retalhista online do ano e melhor serviço do ano. O objetivo é premiar a excelência e reafirmar a confiança dos consumidores nas suas marcas e retalhistas preferidos, atribuindo um selo que representa a opinião de quem interage diariamente com estas empresas.

O prémio de ‘Melhor Serviço do Ano’, entregue a 2 de abril e cujo selo estará presente no site e nos materiais de comunicação da InPost, “servirá para reforçar a aposta da empresa no seu próprio crescimento”, destaca a empresa. A InPost possui uma rede de quase 10 mil pontos pack e lockers em Espanha. Até ao início de março deste ano, a InPost contabilizava 141 lockers ativos em Portugal Continental, num total de 7.414 compartimentos disponíveis ao público, de Norte a Sul do país.

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Andre Boto - 'Montanha-de Farinha' - Selecionado na categoria MPBAward for Innovation World Food Photography Awards
Alimentar

Quatro portugueses são finalistas dos World Food Photography Awards

A organização dos World Food Photography Awards anunciou a shortlist da edição de 2025, que tem a marca Bimi como principal patrocinador.

Maria João Gala, André Boto, Ana Misskind e Jerónimo Heitor Coelho são os fotógrafos portugueses selecionados para a short list dos World Food Photography Awards 2025.

Na edição deste ano foram submetidas milhares de candidaturas de mais de 70 países, naquela que é considerada a maior celebração mundial de fotografia gastronómica. Desde o cultivo, produção e colheita até à confeção, consumo, celebração e sobrevivência, “as imagens oferecem uma perspetiva única sobre a vida das pessoas em todo o mundo, através da comida”, destaca a organização.

Maria Joao Gala – ‘Acores, onde as vacas circulam livremente’ – Selecionada na categoria Food in the Field / World Food Photography Awards

Os quatro fotógrafos portugueses vão competir pelo prémio principal. Os vencedores serão revelados na terça-feira, 20 de maio, em Londres, durante a cerimónia Champagne Taittinger Awards Evening, apresentada pelo chef, empresário e escritor gastronómico Yotam Ottolenghi. O grande vencedor do concurso levará para casa um prémio de cinco mil libras.
O painel global de jurados deste ano, presidido pelo conceitudo fotógrafo gastronómico David Loftus inclui  Henrique Sá Pessoa, chef Michelin, Claire Reichenbach, CEO da James Beard Foundation, Tom Athron, CEO da Fortnum & Mason, e Rein Skullerud, fotógrafo sénior e editor de fotografia do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.

Jeronimo Heitor Coelho – ‘Barris em Chamas’ -Selecionado na categoria Errazuriz Wine Photographer of the Year People / World Food Photography Awards

Uma exposição com todas as imagens terá a sua estreia nas Mall Galleries, em Londres, de quarta-feira, 21 de maio, a domingo, 25 de maio (entrada gratuita). Uma seleção de imagens será também exibida na Fortnum & Mason a partir de 2 de junho, assim como no Museum of the Home, em Londres de 3 de junho a 7 de setembro. Veja aqui a galeria com todas as imagens da shortlist.

Ana Misskind – ‘Happy Hour’ – Selecionada na categoria Production Paradise Previously Published / World Food Photography Awards

Marca do grupo Sakata, o Bimi é o pricipal patrocinador desta edição dos World Food Photography Awards. Os brócolos Bimi são uma variedade única de brócolos de caule longo.  Outros patrocinadores e parceiros são Action Against Hunger, Aho & Soldan Foundation, Bite Back 2030, Champagne Taittinger, Errazuriz Wines, Fortnum & Mason, Hotel Art Group, International Salon Culinaire, Marks & Spencer, MPB.com, Production Paradise, Tiptree, The Oxford Cultural Collective, The Royal Photographic Society, unearthed eWorld Food Programme das Nações Unidas. Os World Food Photography Awards são propriedade da The Food Awards Company.

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Retalho

Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”

Projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

Hipersuper

A loja Continente localizada no GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia, assinalou o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo com a implementação de um conjunto de medidas que visam transformar o espaço comercial num ambiente inclusivo, especialmente preparado para acolher pessoas com incapacidade ou deficiência, nomeadamente no espectro do autismo.

Entre os novos serviços disponibilizados, destacam-se uma sala de bem-estar para clientes e colaboradores, uma planta sensorial à entrada da loja — que assinala zonas com maior probabilidade de sobrecarga sensorial —, abafadores de som para adultos e crianças, carrinhos de compras adaptados e apoio personalizado durante as compras. Estas medidas visam proporcionar uma experiência mais tranquila, autónoma e ajustada às necessidades específicas de cada cliente.

Os colaboradores da loja receberam formação especializada para melhor compreenderem a neurodiversidade e os desafios associados ao autismo, tendo também sido sensibilizados para práticas inclusivas e iniciados na aprendizagem da Língua Gestual Portuguesa. Esta formação contou com a colaboração da Federação Portuguesa das Associações de Surdos e insere-se na estratégia de Diversidade, Equidade e Inclusão da MC, sob o programa “Poder Ser”.

Este projeto tem como referência o Continente Modelo de Leça do Balio, a primeira loja da insígnia adaptada para clientes com necessidades especiais, inaugurada há um ano como piloto da estratégia da MC.

“Acreditamos que o retalho deve ser um espaço de inclusão, onde todos, independentemente das suas capacidades, possam realizar as suas compras com conforto e dignidade”, sublinha a marca em comunicado.

Para além das medidas inclusivas, a loja apresenta ainda um conjunto de renovações ao nível da experiência de compra, com destaque para o novo conceito de padaria “A Padaria de Toda a Gente”, que inclui casulos de self-service, uma nova zona de leitão na Cozinha Continente e áreas de beleza e cuidado animal reconfiguradas. Os apreciadores de vinho podem ainda explorar uma nova área dedicada, com uma seleção cuidada de vinhos nacionais e internacionais.

“Estamos comprometidos em promover uma cultura inclusiva, oferecendo espaços adaptados às necessidades sensoriais e cognitivas de todas as pessoas. Através deste projeto, garantimos a autonomia, o conforto e uma experiência de compra cada vez mais positiva e inclusiva. Temos como objetivo alargar o projeto a mais lojas, em estreita colaboração com as associações do setor que apoiam pessoas com deficiência, nomeadamente no espectro autista e as suas famílias”, sublinha Carlos Silva, diretor de insígnia Continente, em comunicado.
Sobre o autorHipersuper

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