Distribuição

Intermarché apoia 27 mil toneladas de produção nacional por ano

O Intermarché está há três anos a premiar a produção nacional. Os vencedores de 2016 foram conhecidos numa cerimónia realizada em Lisboa, que reuniu representantes de toda a cadeia de valor e promoveu a discussão sobre o estado atual da agricultura portuguesa

Ana Catarina Monteiro
Distribuição

Intermarché apoia 27 mil toneladas de produção nacional por ano

O Intermarché está há três anos a premiar a produção nacional. Os vencedores de 2016 foram conhecidos numa cerimónia realizada em Lisboa, que reuniu representantes de toda a cadeia de valor e promoveu a discussão sobre o estado atual da agricultura portuguesa

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Ana Catarina Monteiro
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Intermarché está há três anos a premiar a produção nacional. Os vencedores de 2016 foram conhecidos numa cerimónia realizada em Lisboa, que reuniu representantes de toda a cadeia de valor e promoveu a discussão sobre o estado a
tual da agricultura portuguesa.

O Intermarché premiou pelo terceiro ano consecutivo a produção nacional. Os vencedores foram conhecidos no dia 28 de setembro numa cerimónia realizada no Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa, que contou com a participação do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, e do secretário de estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira.

Este ano foram entregues seis dos nove prémios anunciados e duas menções honrosas. O júri do concurso não encontrou vencedores para as categorias de Legumes e Preparados de Legumes e Biológico, e para a subcategoria de Azeite em Produtos Processados. Aos premiados (ver caixa) é garantido o escoamento dos produtos durante um ano nos hipermercados da retalhista, havendo ainda a possibilidade de ganharem espaços nos lineares dos pontos de venda do Intermarché nos restantes países onde opera (França, Bélgica e Polónia). Os dois produtores que receberem as menções honrosas beneficiarão, por sua vez, de até três meses de acompanhamento e formação técnica. Com esta terceira edição, a cadeia de distribuição alimentar “ultrapassou a centena de candidaturas aos prémios”, explicou no final do evento Vasco Simões, um dos administradores da cadeia do grupo francês Os Mosqueteiros.

Vasco Simões, administrador Intermarché, acompanhado de Luís Capoulas Santos, Ministro Agricultura

Vasco Simões, administrador Intermarché, acompanhado de Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura

27 mil toneladas de produção agropecuária por ano 

Miguel Alves, também administrador da insígnia de retalho alimentar, teve honras de abertura do evento, lembrando como nasceu a iniciativa de incentivo à produção portuguesa. O Programa Origens surgiu em 1999 com a denominação Programa AGRO, sendo “pioneiro no apoio à produção nacional através de acordos diretos com os produtores”. Garante até hoje acompanhamento na produção e escoamento dos produtos a mais de 170 fornecedores locais, envolvendo “27 mil toneladas de produção agropecuária por ano e mais de 300 referências portuguesas certificadas nos termos do programa”. No total, o projeto já atribuiu mais de um milhão de euros de incentivos à produção nacional. “O País precisa de um setor agrícola moderno. A procura por produtos tradicionais que satisfazem a curiosidade e a novidade representa uma franja crescente no setor da agropecuária”, sublinha o responsável.

Governo quer alargar lei da rotulagem a laticínios

O Ministro Luís Capoulas Santos, por sua vez, revelou as prioridades do Governo para a agricultura. O Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014-2020, que conta com “milhares de projetos despachados”, abre no próximo mês de novembro as candidaturas aos investimentos para explorações agrícolas e transformação e comercialização de produtos agrícolas. As prioridades do Ministério “passam pelos apoios florestais”, devido aos incêndios que devoraram as florestas do País este verão, assim como pelas “questões de rotulagem dos produtos”. Depois de aprovada em abril deste ano a lei que obriga à rotulagem da origem de toda a carne, o Governo “está a lutar em Bruxelas para estender ao setor dos laticínios”. Transformar a bandeira Portugal Sou Eu na “marca chapéu” para a internacionalização dos produtos portugueses é também uma das prioridades do Ministério, assim como “modernizar 180 mil hectares da rede nacional de regadios até 2020”.

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Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, a discursar na entrega dos Prémios Intermarché

Abertura de novos mercados para setor agrícola 

Os esforços do Executivo para desenvolver o setor agrícola nacional passam ainda pela abertura de novos mercados. De acordo com o Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, “estão em curso processos para abertura de 23 mercados aos produtos nacionais”.

O responsável desempenhou o papel de representante do Governo na sessão de debate, promovida em parceria com o jornal Expresso, que antecedeu a entrega de prémios. Perante uma plateia de produtores nacionais e outros empresários ligados à agricultura nacional, o debate contou também com a presença de Ana Isabel Morais, diretora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Amarillis de Varennes, Presidente do Instituto Superior de Agronomia, Amândio Santos, Presidente da Portugal Foods, João Machado, Presidente da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e Daniel Campelo, responsável pelo projeto Aromáticas Vivas, um dos vencedores da segunda edição dos prémios do Intermarché, no último ano.

Para o Secretário de Estado, “a agricultura portuguesa está muito mais moderna e direcionada para o mercado. Há dez anos, o setor do azeite produzia 30 mil toneladas. Hoje produz 100 mil. A dinâmica de investimento levou a mais produção. As hortofrutícolas têm uma taxa de cobertura de 97% [percentagem das importações ‘paga’ pelas exportações] e cresceu três vezes nos últimos dez anos”.

Frutos vermelhos são os que mais exportam em valor

“Exportamos mais mas mais barato. Por isso, estamos a perder valor”, observa, por outro lado, Amândio Santos. O presidente da Portugal Foods destaca a necessidade de uma marca de suporte à produção nacional. “Quando abordamos outros mercados, temos que apresentar o contexto – em que condições são criados os produtos e as mais-valias que apresentamos. Os frutos vermelhos, por exemplo, são uma aposta recente que, em pouco tempo, se tornaram os frutos que mais exportam em valor. Se apontarmos para os mercados nórdicos, para um consumidor mais exigente, que valoriza a qualidade e a sustentabilidade, somos obrigados a acrescentar valor e a valorizar os produtos”.

“Há empresas do norte da Europa a investirem em Portugal pelas ótimas condições e custos mais baixos”, revela, por sua vez, o representante do projeto Aromáticas Vivas. “Temos uma empresa associada que investiu quatro milhões de euros na agricultura em Portugal e o produto vai ser vendido no Reino Unido”.

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Da direita: Luís Vieria, Sec. Geral da Agricultura e Alimentação, Amarillis de Varennes, Presidente ISA, Ana Isabel Morais, diretora-geral APED, Daniel Campelo, responsável Aromáticas Vivas, João Machado, Presidente CAP, Amândio Santos, Presidente Portugal Foods e João Vieira Pereira, diretor adjunto Expresso

Exportações crescem 300 milhões por ano 

“Desde há cinco anos, as exportações agroalimentares cresceram mais de mil milhões de euros, a um ritmo de 300 milhões por ano”, indica João Machado que, no entanto, recusa a ideia de que Portugal apresenta condições de solo ideais para a agricultura. “Não temos terrenos de qualidade, temos é certas porções de solo magníficas”. O Presidente da CAP destaca ainda alguns dos problemas do setor, como o licenciamento das empresas, por parte das entidades públicas, que “leva anos a acontecer” ou a “lacuna em investigação, conhecimento e tecnologia” na agricultura portuguesa e ainda a falta de mão-de-obra para as colheitas. “Estamos agora a voltar a juntar-nos às universidades. Esta ligação com as universidades não existia há 30 anos. Somos o que somos hoje no setor do azeite devido ao investimento espanhol em tecnologia e investigação. Outro problema é não haver mão-de-obra no verão para as colheitas. Precisamos também de medidas para flexibilizar o recrutamento de jovens a partir dos 16 anos e de uma política fiscal que não prejudique nem os jovens nem os pais”.

Agricultura procura cada vez mais universidades

De acordo com a professora e presidente do Instituto que recebeu o evento, “as empresas de maior dimensão ligadas à agricultura procuram cada vez mais as universidades para resolver problemas mais complexos, como o aparecimento de uma planta invasora”. Amarillis de Varennes destaca a contribuição dos setores do “turismo e da restauração, que têm elevado a imagem do País e impactado a valorização dos produtos lá fora”.

Defendendo os interesses das empresas de distribuição, a diretora-geral da APED sublinha, por sua vez, que “os hábitos de consumo mudam mais rápido que a capacidade de resposta da cadeia de valor” e que “o setor da distribuição puxa pela inovação”. Para Ana Trigo Morais, “neste momento, os desafios junto do consumidor são a sustentabilidade e a transparência”.

Também o Secretário de Estado denota que as cadeias de distribuição “tiveram um papel muito importante na evolução dos produtos, ao trazerem novos formatos, concentrarem oferta e obrigarem a cumprir e manter requisitos específicos de qualidade dos produtos”.

Luís Vieira conclui que o futuro do setor agrícola nacional passa pelo “conhecimento e pela aposta em tecnologia, inovação e internacionalização. É importante a criação de marcas chapéu, como a Portugal Foods ou a Portugal Wines, assim como apostar na visibilidade dos produtos através da diferenciação. Nos vinhos, por exemplo, temos que vender o território, as nossas castas e o nosso clima”.

Os vencedores do Prémio Intermarché para a Produção Nacional

O júri dos prémios Intermarché para a Produção Nacional, composto por membros da APED, CAP, Faculdade de Medicina Veterinária, ISA, Intermarché, Quercus e Grupo Impresa, avaliou os produtores portugueses com base em critérios de produção sustentável, inovadora e tradicional. Os vencedores da terceira edição do concurso são:

Vivid Foods 

186A produtora açoriana criada em 2014 venceu na categoria de Carnes e Preparados de Carne, por mostrar preocupação com a saúde dos consumidores, bem-estar animal e com o planeta, assim como com os produtores dos Açores. A candidatura foi feita em parceria com a Cooperativa Agrícola Unicol, sediada na ilha Terceira e com 800 associados, que garante o escoamento dos produtos em Portugal continental. A empresa está atualmente a desenvolver refeições prontas a cozinhar, entre outros projetos.

Receituarium 

189As almôndegas de cavala da Receituarium valeram-lhe o prémio na categoria de Pesca e Preparados de Pesca. A produtora de Peniche utilizou um produto considerado subaproveitado – a cavala – para criar uma refeição saudável, rápida de confeccionar e que promove o consumo de peixe entre as crianças. Atualmente, a produtora vende também uma referência direcionada a adultos.

 


Pom Portugal 

194A romã da Pom Portugal convenceu o júri na categoria de Frutas e Preparados de Frutas, derrotando assim o ananás açoriano da Estufaçor. A empresa resulta da iniciativa de três jovens agricultores que se juntaram para promover práticas de agricultura sustentáveis e fazer escoar as romãs produzidas no Baixo Alentejo.

 

 

Hubertus Lenders – Bonjardim

200Produzido na Quinta da Portela, em Nesperal, na Sertã, o vinho biológico Bonjardim venceu na categoria de Produtos Processados, subcategoria de vinhos. A empresa adotou a agricultura biológica em 1989, sendo certificada desde 1992. Além disso, dá preferência à contratação de trabalhadores locais.

 

 

Granja dos Moinhos

 

204O queijo de cabra “Puro Chévre” da Granja de Moinhos foi considerado o melhor naquela subcategoria de Produtos Processados. A empresa de Adolfo Henriques, sediada em Maçussa, na Azambuja, é especialista na produção artesanal de queijo de pasta mole “chévre”, recorrendo a práticas sustentáveis, que vão desde a livre pastagem dos animais à não utilização de alimentos processados na confeção.

 


Quinta dos Fumeiros

quinta dos fumeirosA minhota Quinta dos Fumeiros concorreu com dois dos seus produtos na subcategoria de Charcutaria, inserida na categoria de Produtos Processados. A empresa familiar, com uma história ligada à criação de suínos e que hoje oferece enchidos de peru e de porco, desenvolveu o Presunto de Peru, considerado o produto mais inovador nesta categoria. Além disso, o segundo produto que levou ao concurso – o Cachaço de Porco – venceu uma menção honrosa.

Coresa – Conserveiros Reunidos 

conserveiros
A Conserveiros Reunidos não venceu a categoria de Pesca e Preparados de Pesca, à qual concorreu, mas o júri atribuiu-lhe uma menção honrosa pela nova gama de sabores (pimenta da terra e ervas finas, azeite virgem extra e óregãos e cinco pimentas) criada nos Açores para a marca Bom Petisco.


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Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030

Estudo da DS Smith revela que, até 2030, serão utilizados quase 22 mil milhões de sacos de plástico nas entregas online de artigos de moda em seis grandes economias europeias, o equivalente a mais de 400 000 sacos de plástico entregues por hora. As medidas para limitar a utilização de sacos de plástico reduziram significativamente a sua presença no comércio tradicional, mas o aumento das compras online fez aumentar a sua utilização no e-commerce.

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Apesar dos avanços no retalho físico na redução do uso de plásticos, o comércio eletrónico de moda está a gerar volumes alarmantes de resíduos plásticos. De acordo com uma análise da Development Economics, encomendada pela empresa de packaging sustentável DS Smith, uma empresa da International Paper, só em 2024, os seis principais mercados europeus (Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália e Polónia) receberam 2,9 mil milhões de sacos de plástico “secundários” — utilizados para transporte — nas suas compras online, o equivalente a 7,8 milhões de unidades por dia.

Ao contrário do que se verifica no retalho tradicional, onde medidas como a cobrança obrigatória dos sacos reduziram significativamente o seu uso, o crescimento das vendas online tem impulsionado o consumo de embalagens plásticas. A tendência é preocupante: estima-se que, até 2030, o número de sacos secundários aumente 47%, atingindo os 4,2 mil milhões anuais, o que poderá resultar num total acumulado de 21,8 mil milhões de sacos nos próximos cinco anos.

O estudo revela também que apenas 7% destes sacos são atualmente reciclados ou reutilizados. Os restantes 93% — cerca de 2,6 mil milhões em 2024 — acabam em aterros ou incinerados. Mantendo-se o atual ritmo de crescimento do e-commerce e das baixas taxas de reciclagem, este número poderá ultrapassar os 3,8 mil milhões por ano até ao final da década.

“Em parceria com algumas das maiores marcas do mundo, estimamos que, nos últimos quatro anos, substituímos mais de mil milhões de elementos de plástico, mas precisamos de fazer mais”, refere Luis Serrano, sales, marketing & innovation Diretor da DS Smith Ibéria. “Embora as compras online tenham crescido, os retalhistas de e-commerce estão atrasados em relação às grandes superfícies no que diz respeito à substituição dos sacos de plástico”, acrescenta.

“As empresas podem sentir-se tentadas a focar-se apenas no preço, mas manter o plástico tem um custo: os consumidores não o querem e as marcas arriscam a sua reputação se o ignorarem. Acreditamos que a legislação pode e deve ser mais exigente para todos nós, eliminando gradualmente determinados plásticos para ajudar a criar um contexto de mercado que incentive a inovação e o investimento e gere uma concorrência saudável para os substituir”, sublinha ainda.

Algumas marcas já iniciaram a transição. A Zalando, por exemplo, substituiu desde 2020 os sacos de plástico por alternativas em papel com certificação FSC e conteúdo reciclado. A mudança teve impacto direto na perceção do consumidor: a satisfação com o packaging aumentou 16 pontos percentuais após a introdução da nova solução.

“A substituição dos sacos de plástico por sacos de papel mudou as regras do jogo. Após a introdução dos nossos primeiros sacos de papel nas entregas, a satisfação dos clientes com o nosso novo packaging registou um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A elevada taxa de aceitação deixa-nos confiantes de que estamos no caminho certo com sacos de papel que são fáceis de reciclar na maior parte da Europa.”, afirma David Fischer, director logistics sustainability & packaging da Zalando.

Contudo, e como sublinha a DS Smith em comunicado, persistem desafios. A escalabilidade das alternativas sustentáveis e o cumprimento dos requisitos logísticos continuam a limitar uma adoção mais abrangente. Ainda assim, o inquérito conduzido pela DS Smith revela que 74% dos consumidores apoiam a eliminação progressiva dos sacos de plástico, sempre que existam alternativas viáveis. E 68% preferem embalagens em papel ou cartão.

Além disso, metade dos inquiridos afirma sentir-se culpada pela quantidade de plástico recebida com as suas encomendas, e 55% mostra-se mais propensa a comprar a retalhistas que utilizem embalagens recicláveis.

A análise conduzida pela Development Economics avaliou o potencial de crescimento do mercado de embalagens secundárias – aquelas utilizadas para o transporte de produtos – no setor do e-commerce de moda em seis dos maiores mercados europeus. O estudo baseou-se em dados sobre o volume e valor do comércio eletrónico de moda, a utilização de embalagens plásticas, a proporção de embalagens de transporte, bem como nas taxas de reciclagem, reutilização e destino final dos resíduos plásticos, como a deposição em aterro ou a incineração.

Para sustentar as projeções até 2030, foram analisados dados publicados e não publicados, recolhidos através de uma pesquisa bibliográfica extensa, incluindo estatísticas do Eurostat e documentação política da União Europeia e do Governo do Reino Unido. O objetivo foi modelar cenários de evolução do setor em condições de mercado estáveis e em contextos de políticas mais ambiciosas. Complementarmente, foi realizada uma sondagem junto de 12.000 consumidores nos seis países abrangidos — Espanha, França, Itália, Alemanha, Polónia e Reino Unido — entre 19 e 24 de fevereiro de 2025, seguindo os princípios de rigor metodológico estabelecidos pelas normas da ESOMAR e da Market Research Society.

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Logística

Conferência da APLOG vai debater os desafios de uma logística urbana mais eficiente

“As cidades deverão dar cada vez mais atenção a este tema da logística urbana. Existem medidas que têm sido tomadas e projetos em curso, mas existe um longo caminho a percorrer”, defende Afonso Almeida, presidente da APLOG.

Apresentar, e discutir, os desafios e destacar as soluções para uma logística urbana mais eficiente, inovadora e sustentável é o objetivo da 6ª edição da conferência Cidades & Logística, que a APLOG (Associação Portuguesa de Logística) realiza esta quarta-feira, 2 de abril.

A logística urbana continua a ser um grande desafio para os players do setor. O aumento exponencial das entregas de artigos do compras on-line que veio influenciar a mobilidade na entrega de mercadorias, as infraestruturas, os meios de transporte, o aumento da frequência da entrega com consequências no aumento do tráfego e no congestionamento das cidades, são alguns desses desafios, aos quais as empresas estão a responder, mas que têm que ser trabalhados em parceria com autarquias.

“As cidades deverão dar cada vez mais atenção a este tema da logística urbana. Existem medidas que têm sido tomadas e projetos em curso, mas existe um longo caminho a percorrer. É um tema que nunca está terminado e deve ser importante envolver todas as partes interessada, no sentido de conseguir arranjar as melhores soluções para a cidade”, defendia o presidente da APLOG, Afonso Almeida, ao Hipersuper no seguimento da conferência Cidades & Logística de 2024.

A edição deste ano da conferência Cidades & Logística tem lugar no Templo da Poesia, Parque dos Poetas, em Oeiras, com início às 11h. Vai receber os profissionais e decisores “que querem estar na vanguarda da mobilidade urbana, logística sustentável e inovação nas cidades”, para um programa que ao longo do dia vai debater a logística urbana sustentável, a descarbonização na última milha, o estacionamento, o armazenamento urbano, as entregas silenciosas. Vai ainda apresentar a visão de quem abastece, as novas abordagens à última milha e ainda divulgar o projeto Standtrack.

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Chocolate do Dubai chega esta quarta-feira às lojas Galp

O Chocolate do Dubai, a barra de chocolate de leite recheada de pistácio e Kadaif, que se tornou viral é a mais recente novidade na oferta de conveniência da Galp.

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A liderança da equipa de Enologia passa agora para Francisco Antunes
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Grupo Bacalhôa reforça equipa de Enologia e cria nova Direção de Relações Institucionais

O Grupo Bacalhôa anunciou uma reorganização estratégica na sua estrutura de Enologia, com o objetivo de reforçar a competitividade no mercado nacional e internacional.

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A medida, liderada por Luís Ferreira, CEO do grupo desde dezembro de 2024, integra a criação de uma nova direção e uma renovação significativa na equipa técnica, refletindo o compromisso da empresa com a inovação, a qualidade e a excelência enológica.

Nova Direção de Relações Institucionais sob liderança de Vasco Penha Garcia

Vasco Penha Garcia

Como parte desta reorganização, o grupo criou a Direção de Relações Institucionais, confiada a Vasco Penha Garcia, que durante décadas liderou a área de Enologia da Bacalhôa. A nova função terá como foco o fortalecimento dos laços com parceiros estratégicos e entidades do setor, num esforço de aproximação institucional que visa sustentar a presença da empresa junto dos principais atores do mercado.

Francisco Antunes lidera renovação geracional da Enologia

A liderança da equipa de Enologia passa agora para Francisco Antunes, um dos nomes mais reconhecidos da enologia portuguesa. Com mais de 35 anos de experiência, o enólogo – distinguido com os prémios de Melhor Enólogo em 2006 (Essência do Vinho) e Enólogo do Ano em 2023 (revista Grandes Escolhas) – assume a missão de elevar a qualidade dos vinhos Bacalhôa. A sua carreira inclui a direção enológica da Aliança Vinhos de Portugal, abrangendo múltiplas regiões vitivinícolas, e é marcada por um profundo conhecimento técnico e uma abordagem versátil à vinificação.

Continuidade e reforço nas adegas do grupo

A nova estrutura mantém figuras históricas como Filipa Tomaz da Costa, que, após 42 vindimas, cede a direção enológica da Adega de Azeitão, mantendo-se como Enóloga Consultora. João Ramos, com formação internacional em viticultura e enologia, assume agora a responsabilidade pelos vinhos produzidos em Azeitão.

Na Aliança Vinhos de Portugal, Magda Costa, Enóloga Assistente desde 2022, sucede a Francisco Antunes na liderança dos vinhos, espumantes e aguardentes das regiões do Douro, Beira Interior, Dão e Bairrada. No Alentejo, Rui Vieira manterá a direção enológica da adega de Estremoz, assegurando a continuidade da certificação PSVA e o compromisso com a sustentabilidade.

Compromisso com a modernização e o legado

Luís Ferreira, CEO do Grupo Bacalhôa

Para Luís Ferreira, CEO do Grupo Bacalhôa, estas mudanças estratégicas reforçam o compromisso “com a inovação, a qualidade e a sustentabilidade e com o reforço desta nova geração de Enólogos na equipa de Enologia, estamos preparados para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais competitivo, mantendo o legado das gerações anteriores, quer na tradição de excelência na produção de vinhos, quer no compromisso de crescimento e transformação. Sendo a inovação um dos maiores desafios do nosso setor, estamos certos de que esta equipa dará continuidade à missão de posicionar a Bacalhôa na vanguarda do vinho português, reforçando a nossa modernidade e capacidade de marcar a agenda do setor.”.

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Vitacress e Flama unem-se num passatempo que premeia criatividade dos portugueses

A Vitacress aliou-se à Flama para lançar um passatempo dirigido ao consumidor final, com o objetivo de promover a conveniência e versatilidade das Batatas Vitacress.

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A iniciativa decorre ao longo do mês de abril e inclui prémios diários e um prémio final: um Micro-ondas Air Fryer & Forno 3 em 1 da FLAMA.

Segundo Nuno Crispim, diretor de marketing da Vitacress, esta ação procura valorizar a utilização das batatas em diferentes momentos de consumo: “Na Páscoa, a batata assume um protagonismo especial à mesa. Por isso, criámos um passatempo que destaca toda a versatilidade das Batatas Vitacress: podem ir diretamente ao micro-ondas, ficam especialmente estaladiças na air fryer e são ideais para os tradicionais assados no forno, pela sua textura e sabor únicos. Para celebrar esta tripla versatilidade, estabelecemos uma parceria com a FLAMA, cujo inovador eletrodoméstico 3 em 1 permite aos consumidores desfrutar plenamente das Batatas Vitacress em qualquer ocasião.”.

Para participar, basta adquirir uma embalagem de Batata Branca Vitacress (Mini 400g ou Média 500g), submeter o talão de compra e responder de forma criativa à pergunta: “Quais são as três razões que tornam as Batatas Vitacress práticas no seu dia a dia?”. A resposta mais original será premiada no final da campanha, com o vencedor anunciado a 9 de maio.

Durante os 31 dias da campanha, será atribuído diariamente um cabaz de produtos Vitacress ao participante que interagir com a marca no momento do passatempo. O prémio final – o eletrodoméstico 3 em 1 da FLAMA – pretende sublinhar a praticidade na preparação de refeições, reunindo três funções num único equipamento.

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Retalho

Portugália de Alvalade reabre com nova imagem e conceito

Este momento marca o início da comunicação oficial da celebração dos 100 anos da Portugália.

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Reabriu restaurante da Portugália de Alvalade, agora renovado e adaptado ao novo conceito e imagem da marca.

“A reabertura do restaurante de Alvalade é mais um importante momento na estratégia de transformação da marca Portugália. Mais uma vez demonstra que a marca se consegue modernizar e transportar para os dias de hoje sem perder aquilo que faz da Portugália uma marca única. Representa a harmonia entre a tradição e a modernidade, preservando o legado gastronómico que há mais de um século define a marca. Este momento também assinala o início das comemorações do centenário da Portugália, que será celebrado este ano.”, sublinha José Maria Carvalho Martins, diretor-geral da Portugália.

A arte continua a desempenhar um papel central nos espaços da Portugália. No restaurante de Alvalade, mantém-se o emblemático painel de azulejos de Júlio Pomar, uma obra que ocupa uma das paredes do interior do restaurante. Este painel foi idealizado pelo artista antes do seu falecimento, em maio de 2018, e concretizado pela Fábrica Viúva Lamego, reforçando a ligação da marca à cultura e ao património artístico.

O restaurante está aberto todos os dias das 12 às 23 horas e sextas, sábados e domingos das 12h00 às 00h00.

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Bebidas

Adega de Borba celebra 70 anos com visitas e provas gratuitas

No âmbito da celebração dos seus 70 anos, a Adega de Borba promove, entre abril e setembro, visitas gratuitas às suas instalações.

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Para assinalar sete décadas de fundação, a Adega de Borba vai realizar visitas gratuitas e provas de vinhos, que decorrem no primeiro sábado de cada mês, de abril a setembro.

As visitas dão a conhecer ao público a história e os bastidores da produção vitivinícola alentejana e incluem uma prova de vinhos e azeite, mediante reserva prévia. “Com esta ação, a Adega de Borba convida o público a conhecer de perto a sua história, os processos de produção e a qualidade dos seus produtos, numa verdadeira viagem ao coração da enologia alentejana”, convida.

O percurso inicia-se no edifício original da Adega, onde os visitantes poderão explorar espaços como a garrafeira histórica e a cave de estágio em garrafa. Segue-se o edifício mais recente, que integra o centro de vinificação com diferentes tecnologias de fermentação e um imponente espaço dedicado ao envelhecimento em barricas de carvalho francês, americano e português.

A experiência inclui uma prova de três vinhos: Adega de Borba Reserva Branco, Montes Claros Reserva Tinto e Senses (à escolha entre as diferentes monocastas disponíveis). A degustação decorre na sala de provas da Adega de Borba, com vista para a sala de barricas e para o centro de vinificação, e além da prova de um vinho branco e de dois tintos, contempla também o azeite virgem extra da marca, servido com pão regional. A visita termina na loja da Adega, onde os participantes poderão adquirir os produtos degustados e outras referências da Adega de Borba.

As visitas guiadas realizam-se às 11h e às 15h, com capacidade limitada a 50 pessoas por grupo. As reservas devem ser feitas através do email enoturismo@adegaborba.pt ou do telefone 268 891 660.

Fundada em 1955, a Adega de Borba tem 230 viticultores associados que cultivam cerca de 2.200 hectares de vinha distribuídos por 75% de castas tintas e 25% de castas brancas. A par da produção vinícola, a diversificação do negócio sob a sua marca estende-se a produtos como o azeite e vinagre e ao enoturismo.

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Receitas da Decathlon atingem 16,2 mil M€ em 2024

As vendas digitais representam agora 20% das receitas totais, incluindo e-commerce, marketplace e pedidos realizados em loja.

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O Grupo Decathlon fechou 2024 com um aumento de 5,2% face a 2023, tendo registado um volume de receitas de 16,2 mil milhões de euros, refere num comunicado onde revela ainda que as vendas digitais representam agora 20% das receitas totais, “incluindo e-commerce, marketplace e pedidos realizados em loja”.

“Medidas rigorosas de controlo de custos mitigaram o impacto da inflação, permitindo que a Decathlon mantivesse o seu dinamismo comercial, ao mesmo tempo que assegurava preços acessíveis para os clientes. A otimização das despesas operacionais continua a ser uma prioridade para 2025, com o objetivo de apoiar o crescimento a longo prazo”, define ainda no comunicado.

Presente em 79 territórios, a Decathlon mantém o foco na expansão internacional. Na Índia, a empresa anunciou um investimento significativo de 100 milhões de euros nos próximos cinco anos para aumentar o número de lojas e melhorar a capacidade de produção. Na Alemanha, planeia investir até 100 milhões de euros até 2027, tanto na abertura de novas lojas como na modernização das já existente. Também a Fundação Decathlon ampliou a sua área de atuação, tendo apoiado, em 2024, “96 novos projetos em 21 países, beneficiando mais de 395 mil pessoas”, destaca a multinacional.

O Grupo, que tem mais de 101.000 colaboradores e 1.750 lojas em todo o mundo, destaca ainda o investimento em sustentabilidade no centro das operações, através, entre outras medidas, do aumento da colaboração com parceiros industriais para descarbonizar processos produtivos e expandir modelos de negócios circulares. “Prolongar a vida útil dos produtos continua a ser uma prioridade, tornando mais fácil para os clientes reutilizarem, repararem e reciclarem o seu equipamento”, assegura.

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Action chega a Ovar, Évora e Sintra em abril

A Action vai abrir em Abril a 13ª, 14ª e 15ª lojas em Portugal, localizadas, respetivamente, em Ovar, Évora e Sintra.

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A Action, discount store de produtos não alimentares, abre a nova loja de Ovar no próximo dia 3 de abril, enquanto as de Évora e Sintra serão inauguradas a 24 de abril. Com estes novos espaços, a insígnia alarga a presença em Portugal.

A marca chega a estas três cidades com a mesma fórmula aplicada nas lojas já abertas: um protfólio de seis mil produtos em 14 categorias – como brinquedos e produtos para a casa, produtos de jardinagem, DIY (‘do it yourself’), alimentação – com o compromisso de preços mais baixos. “A Action oferece uma seleção de 150 novos produtos todas as semanas” e assume que “o preço médio de todos os produtos é inferior a 2 euros”, destaca.

“Estamos muito satisfeitos por abrir as primeiras lojas em Ovar, Évora e Sintra, apenas um ano depois de termos apresentado a nossa primeira loja em Portugal. Os clientes receberam-nos calorosamente e estamos felizes por podermos trazer a fórmula Action para mais perto deles. O nosso sucesso assenta na nossa fórmula forte e no empenho e compromisso das nossas equipas, de que muito nos orgulhamos. Quero agradecer a todos os que contribuíram para esta conquista: os nossos clientes, os nossos colegas, os nossos fornecedores e todos os que nos apoiaram,” afirma Sofia Mendoça, diretora-geral da Action em Portugal.

A nova loja de Ovar (Next Retail Park) tem 1088 metros quadrados, a de Évora terá 1125 metros quadrados e a de Sintra 1147 metros quadrados. A Action contratou uma equipa de 20 colaboradores para gerir a loja de Ovar, 24 para Évora (R. Armando Antunes da Silva) e 28 para a loja de Sintra ( Rua Do Urano, Rio de Mouro). As lojas estão abertas das 09h às 21hs, de segunda a domingo.

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Pombos-correio no marketing? Essa é a proposta da E-goi

Com vantagens como taxa de entrega de 100%, impressão biodegradável e uma frota exclusiva de pombos, a proposta promete revolucionar a comunicação digital.

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Em plena era da inovação tecnológica, a E-goi, plataforma de marketing omnicanal, surpreende hoje com o lançamento da tecnologia “Pidgital“, o primeiro sistema de mensagens inteligentes via pombos-correio do mundo. Uma proposta que combina nostalgia, tecnologia e sustentabilidade.

Entre as vantagens do serviço, a E-goi destaca:

  • Taxa de entrega de 100% (exceto se o pombo se perder)
  • Impressão biodegradável
  • Frota exclusiva de pombos “alimentados com os melhores grãos”
  • Tracking 360º com registos de abertura e leitura
  • Envio otimizado por IA com o algoritmo “Sending Optimisation”
  • Geolocalização em tempo real das rotas dos pombos
  • Testes A/B com dois pombos para análise comparativa
  • Retargeting com um segundo pombo reforçando a comunicação

Fiel à sua reputação de alta entregabilidade, a E-goi garante que o serviço conta com as autenticações clássicas do email marketing: DKIM (para evitar adulterações), SPF (para identificar falsificações) e BIMI (para identificação imediata do remetente).

Saiba mais sobre o Pidigital aqui.

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