Ministra da Agricultura dá recado à Distribuição
Uma no cravo e outra na ferradura. Foi assim o discurso da Ministra da Agricultura, que teve honras de inauguração do último dia do IV Congresso da Distribuição Moderna

Rita Gonçalves
Casaleiro com nova imagem e novas referências
Mars vai investir 27 milhões de dólares para reduzir emissões em explorações agrícolas
Sophos e Pax8 anunciam parceria para simplificar a gestão da segurança
Wells abre nova loja em Aveiro
Panattoni Iberia constrói parque logístico em Santarém
Corticeira Amorim promove novo programa de recolha seletiva e de reciclagem de rolhas de cortiça em Nova Iorque
MO reabre lojas em Esposende e Abrantes
Abertas as candidaturas ao PEL – Prémio de Excelência Logística 2025
Novo Mercadona em Santa Iria de Azóia abre no dia 20 de março
Missão Continente salva mais de 8 milhões de refeições em 2024
Uma no cravo e outra na ferradura. Foi assim o discurso da Ministra da Agricultura, que teve honras de inauguração do último dia do IV Congresso da Distribuição Moderna.
Assunção Cristas começou por elogiar o trabalho da Distribuição organizada nos últimos anos, realçando o papel dos distribuidores na sofisticação da oferta em Portugal nos últimos anos.
Mas há a parte menos boa da história, sublinhou a ministra.
“A relação de poder entre distribuidores e produtores não é equilibrada. E quem está na posição mais fraca, sente-se esmagado. É esta a palavra que os produtores utilizam quando me fazem queixas. Ameaçam abandonar a agricultura porque não conseguem vender em Portugal a preços razoáveis. Sinto alguma tristeza quando me dizem que é mais fácil vender para fora do que entrar na nossa distribuição”.
E continua. “Se é verdade que os distribuidores têm o dever de oferecer aos consumidores os melhores produtos, também é verdade que há uma tendência para consumir localmente e o consumidor está mais fino nesta análise”.
O discurso em Portugal não condiz com a prática, refere, alegando que o nosso País deve aprender com países como a Suécia. “Visitamos recentemente uma cadeia de distribuição sueca, com cerca de 30% de quota de mercado, que mostrou interesse na produção agrícola nacional”.
Os responsáveis explicaram à ministra que compram toda a produção nacional e apenas recorrem aos mercados internacionais como complemento. “Um país tem preocupações conjuntas. É preciso dar visibilidade e promover os produtos portugueses”.
Estar atento aos bons exemplos e encarar os desafios em conjunto, é o conselho de Assunção Cristas que resume em três eixos o caminho a seguir: aumentar a produção nacional, comprar mais produtos nacionais e exportar mais.
A ministra mostrou ainda disponibilidade para afinar a legislação, se isso se revelar o melhor para o país, mas também deixou claro que a legislação já existente é para ser aplicada.