FMCG

Entrevista a Luís Marques, Administrador da Atlantic Meals

O Hipersuper entrevistou o responsável máximo pela empresa que fornece arroz para várias marcas da distribuição. A marca da casa – Ceifeira – é, no entanto, o segundo maior cliente da Atlantic Meals.

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Entrevista a Luís Marques, Administrador da Atlantic Meals

O Hipersuper entrevistou o responsável máximo pela empresa que fornece arroz para várias marcas da distribuição. A marca da casa – Ceifeira – é, no entanto, o segundo maior cliente da Atlantic Meals.

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“O negócio hoje é da distribuição que proporciona ao consumidor final um serviço completo”

O Hipersuper entrevistou o responsável máximo pela empresa que fornece arroz para várias marcas da distribuição, contando entre seus clientes a Jerónimo Martins, Sonae ou El Corte Inglés. A marca da casa – Ceifeira – é, no entanto, o segundo maior cliente da Atlantic Meals.

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Luís Marques, administrador da Atlantic Meals, prefere não ser fotografado quando dá entrevistas. Julga que desse modo a equipa fica obliterada apenas por um rosto. Ciente do papel próprio de cada colaborador no desempenho das empresas, o Hipersuper entrevistou um dos homens chave da cúpula responsável pela estratégia que tornou a Atlantic Meals num fornecedor privilegiado de arroz para insígnias da distribuição como a Jerónimo Martins, Modelo Continente ou El Corte Inglés. Mesmo tendo uma marca própria, Ceifeira, apresentada como a mais antiga de Portugal.

Hipersuper (H): A Atlantic Meals realizou recentemente investimentos na fábrica de Monte da Barca, em Coruche. Em que consistiram?
Luís Marques (L.M.):
Em bom português, temos andado um pouco a correr atrás do prejuízo. Crescemos à força e muito rapidamente, basicamente por solicitação dos clientes. Primeiro, tivemos de resolver no imediato essa situação. A seguir, estruturámos para que o futuro não traga mais dores de crescimento e, sobretudo, para adequar o nível de serviço e qualidade do produto que é expectável, e que sempre disponibilizámos ao cliente.

Este ano começámos por fazer a substituição total das máquinas da linha mais antiga de branqueamento de arroz. Não que estivessem obsoletas, mas não estavam ao nível do que havíamos feito em 2007. Agora temos duas linhas exactamente ao mesmo nível, com sofisticação, layout moderno, máquinas energeticamente mais limpas, e estamos tranquilos. Depois, é preciso embalar e guardar em condições tudo aquilo que se fabrica. Na segunda parte do investimento, duplicámos o abastecimento do fabrico ao embalamento e criámos condições de armazenagem para o produto acabado, que permitam ter produto permanentemente em stock para satisfazer o just-in-time que os clientes exigem.

H: A capacidade de produção também aumentou?
L.M.:
Os grandes ganhos de capacidade de produção têm a ver com a eficiência das máquinas e o redesenho dos layouts.

H: Disse que correram um pouco atrás dos vossos clientes. A aposta recai nos mesmos clientes ou pensam expandir?
L.M.:
Estamos satisfeitos com a carteira de clientes que temos, esperamos que continuem a comprar e nos mantenham como fornecedores. Novos clientes… sim, mas novo cliente por novo cliente não vale a pena. Novo cliente por ser um desafio, que nos vai obrigar a crescer, a ser melhores, a ser mais eficientes, claramente sim. E ir para a exportação só por ir, não faz sentido. Se é para agregarmos algum valor, para acrescentar alguma coisa para nós e para a fileira, fará sentido: só porque é moda, não vale a pena.

H: Produzem muito para marcas próprias da distribuição. Porquê essa aposta estratégica uma vez que também têm a marca Ceifeira?
L.M.:
Estamos a falar de uma comodity. Arroz é arroz. Isto não é uma verdade absoluta, mas é uma verdade muito grande. É um produto muito barato, de alimentação base, em que a diferenciação pode ser feita pelo tipo de arroz e por outras coisas, muitas das quais não serão apercebidas pelo cliente final. Falamos de embalagem, imagem, notoriedade junto do consumidor final. Ou já se tinha isso, ou hoje não faz sentido. Existem marcas fortes em cada segmento e mesmo essas têm vindo a perder quota ao longo do tempo. O negócio hoje é da distribuição que proporciona ao consumidor final um serviço completo, com uma gama de marcas mais completa nuns casos (hipers), menos completa noutros (supers), mas de qualquer modo com ofertas diversificadas de valor e variedade. Qualquer uma das insígnias consegue, com as suas gamas de marca própria, satisfazer a totalidade dos segmentos. Então porquê a marca Ceifeira? Obviamente porque acrescenta mais vendas, porque é a marca mais antiga do País (1925), que veio agarrada ao accionista Herdade da Comporta / Grupo Espírito Santo e, portanto, há que fazer alguma coisa por ela.

H: Mas tem importância na actividade da Atlantic?
L.M.:
É claramente importante. Se a Ceifeira fosse um cliente de arroz, era o segundo maior cliente da Atlantic Meals.

H: Que percentagem da vossa produção interna vai para a marca Ceifeira?
L.M.:
20%, grosso modo, vai para a marca Ceifeira.

H: E a vossa expectativa é que esse valor vá decrescendo de ano para ano?
L.M.:
Não, ele tem vindo a crescer! Nós não partimos de zero, mas quase. E temos vindo a crescer sistematicamente todos os anos. Acreditamos que vamos continuar a crescer com a marca Ceifeira. Mas crescer com a marca só para ter números bonitos… não vale a pena. Se for para acrescentar valor a nós e à fileira, estamos inteiramente disponíveis.

H: E pensam investir na expansão na marca ou ela tem o seu mercado…
L.M.:
…ela tem o seu mercado. Temos uma aposta forte de estarmos presentes em todos os canais, o que é importante porque significa vendas. O consumidor depois fará a escolha entre a Ceifeira, produto certificado com qualidade irrepreensível, e tudo aquilo que existe no mercado. Sendo certo que muitas das coisas, se não são iguais, são muito parecidas… Mas o cliente saberá distinguir.

H: É difícil a coexistência de deter uma marca de fabricante e produzir para as marcas da distribuição?
L.M.:
Depende do posicionamento que lhe quisermos dar. E do que pretendemos com a marca. Para nós, a Ceifeira merece todo o respeito e ainda nos merece mais respeito e carinho os clientes que a preferem. Mas não pode entrar em colisão, nem em conflito, com as marcas da distribuição. Não pode. Não pode de modo nenhum.

H: Em entrevistas passadas, já expressaram dúvidas sobre as mais-valias em relação a novos produtos, como por exemplo os arrozes preparados. Como sabe, outras empresas apostam na inovação como bandeira e estratégia para combater as MDD. Mas esse caminho parece não ser o da Atlantic Meals…
L.M.:
O termo combate para nós é um bocadinho estranho…

H: Posso retirar o termo…
L.M.:
Não precisa de retirar! Eu digo-lhe porque é que é um pouco estranho. Não vale a pena tentarmos fazer as coisas contra, vale a pena tentarmos fazer a favor. Vejamos: a distribuição moderna, qualquer uma delas, tem de cem lojas para cima. Consegue cativar a esmagadora maioria do consumidor pela proximidade, variedade, preço, ou por tudo em conjunto. Qual é a alternativa a isto? Abrir uma loja para vender arroz? Ou existimos para ir a jogo com os nossos clientes e para servir o cliente deles, funcionando como desbloqueador dos problemas que eles tenham, ou não nos querem. Isto não é o raciocínio do “se não podes vencê-los, junta-te a eles”. Ou nós produtores, transformadores, distribuidores e clientes andamos lado a lado, sabemos todos o que cada um quer, acertamos no que produzimos e criamos o produto que as pessoas realmente querem, ou então não andamos cá a fazer nada. Nos tempos actuais, com a quantidade de informação que há, com a liberdade de escolha, apesar de tudo com o poder de compra que existe, pensar que vamos influenciar as pessoas a comprar um produto, criando carência ou criando excesso, parece-me uma ideia um bocado peregrina. Na nossa cabeça não faz sentido.

H: O crescimento das MDD tem dinamizado o mercado?
L.M.:
Claramente. A partir do momento em que as MDD fizeram uma gama a cobrir a totalidade dos segmentos, já a bater nalguns nichos, com um produto de qualidade…

H: Portanto, não foi só trazer dinâmica pelo baixo preço?
L.M.:
Todos os nossos clientes da distribuição ocupam lugar na gama alta, gama baixa, gama premium, nos nichos… Cobrem perfeitamente a totalidade dos segmentos e nichos de mercado. Basta ver a quantidade de referências disponíveis em arroz de qualquer um deles.

H: No caso do arroz, a alternativa às MDD complica-se por tratar-se de um produto básico?
L.M.:
Sendo um produto muito básico consegue claramente ter sete ou oito referências, perfeitamente demarcadas e diferenciadas. Temos o basmati, o jasmim, o agulha, o carolino, o risotto, o aromatizado, o integral… e apesar disso, é tudo arroz. Faz lembrar o leite. No passado, havia leite. Ponto. Hoje há leite com não sei quantas coisas. No fundo, é tudo leite. Mais ou menos açúcar, mais ou menos chocolate, mais ou menos aditivo, mais ou menos cálcio… vem tudo da vaca. Nós fomos produtores de leite, por isso dei o exemplo. Estamos a falar de produtos base que, sendo difícil, é possível diferenciar. Mas diferenciar muito mais do que isto? Se calhar vai ser possível. Se calhar um caminho serão os tais arrozes preparados. Se as pessoas vão aderir ou não? Veremos. Nós não estamos numa de apostar aí.

H: Disse que as MDD geraram dinâmica no sector do arroz. Isso teve impacto na produção nacional?
L.M.:
Achamos que sim e que a Atlantic Meals também é um pouco causadora e promotora da mudança. Havia e há um conservadorismo muito grande de que o arroz produzido em Portugal é o carolino e que o carolino é que é bom. Não me parece que isto seja uma verdade absoluta. Diria que o carolino é o arroz tradicional de Portugal porque foi aquele que durante mais tempo se cultivou e que sempre esteve disponível para toda a gente. O crescimento do agulha deve-se a algum motivo e presumo que não tenha sido por ser mau. Quando fazemos estudos de mercado e perguntamos aos consumidores “porque é que o agulha é mais caro?”, a resposta é “porque é melhor”. Perguntamos a seguir “porque é que é melhor?” e dizem “porque é agulha”. Isto é circular, não se sai daqui. Diz-se que o carolino adapta-se à gastronomia tradicional portuguesa. Estamos completamente de acordo. O carolino é excelente, mas tem técnica de cozinhar; é fácil o arroz ficar espapaçado. Hoje, o tempo destinado à refeição, sobretudo a cozinhá-la, é cada vez menor. Tudo o que seja fácil de cozinhar e fique imediatamente pronto e em condições, é usado em detrimento daquilo que é mais complicado. Julgo que isto justifica, também, o fortíssimo crescimento do basmati nos últimos anos, sendo o arroz mais caro de todos. Tem a ver com o ser um arroz extremamente simples de cozinhar, que tem realmente um paladar diferente, e ainda por cima é leve em termos de digestão. Não vale a pena dizer que tem de comer-se carolino porque carolino é que é bom. Isso hoje não vale nada com consumidores que são perfeitamente livres nas suas escolhas.

H: E como passaram essa mensagem aos produtores?
L.M.:
Se o nosso País só produz, normalmente, 50 a 60% do arroz que consome e ainda assim consegue criar excedentes… é algo que não lembra a ninguém. Havia excedentes de carolino e variedades que, não sendo exactamente carolino, entravam no lote carolino, o que tornava tudo um pouco complicado. Trabalhamos com os produtores de maneira diferente do que trabalham os restantes. Os produtores fazem parte do nosso processo: têm à disposição a totalidade dos factores de produção, acordam connosco determinadas variedades – duas por tipo de arroz -, e uma determinada área. É tudo programado em Janeiro, antes da sementeira e quando vamos colher, já sabemos que vamos ter X por cento de carolino e X por cento de agulha, que já estão destinados. Assim não se criam excedentes e produz-se para o mercado. Foi isto que a Atlantic Meals fez. Passámos a produzir mais agulha e, se quiser, a importar menos agulha. O agulha produzido em Portugal tem uma qualidade muito razoável.

H: Actualmente como estão as percentagens de produção nacional e importação de arroz?
L.M.:
Para este ano, se a safra for normal, dado a área que é a maior dos últimos dez anos, acreditamos que se andará ligeiramente acima dos 70% de cobertura do consumo por produção nacional. Algo que não se vê desde há muitos anos.

H: Que argumentos existem nas produções portuguesas para se entrar nos mercados internacionais?
L.M.:
A Atlantic Meals basicamente exporta farinhas que servem como ingredientes nas farinhas de alimentação infantil. O que nos diferencia dos restantes é a qualidade dos nossos solos, das nossas águas, do nosso ar e dos nossos produtores. “Só” isso. Atingem-se níveis microbiológicos, de metais pesados, muito abaixo do que se consegue noutros sítios da Europa. Aquilo que exportamos é mais caro do que aquilo que se produz e comercializa em Portugal, estamos claramente a falar de um produto de valor acrescentado que traz valor e processo para o País, e que é reconhecido lá fora.

H: Que expectativas têm para 2011?
L.M.:
Para este ano prevíamos um crescimento total – arroz e milho -, na casa dos 10% e estamos em linha com o esperado. Queremos sempre crescer todos os anos. Já crescemos a três dígitos, por incrível que possa parecer! Temos funcionado bem. Estamos numa situação social e económica muito complicada. Isso normalmente ajuda o arroz, porque é um produto muito barato e, passe a expressão, um quilo de arroz e um bocado de frango alimenta muitas pessoas por meia dúzia de tostões. Mas noutras áreas importantes para nós, como é o caso da cerveja, tem havido alguma retracção. Portanto, há alguma precaução, não temos orçamento fechado para o ano… Mas pelo menos manter é um objectivo claro, crescer é um objectivo constante, a exportação é sempre procurada desde que acrescente valor.

H: Os momentos de crise são bons para as empresas solidificarem posições já adquiridas?
L.M.:
O crédito é escasso mas continua a ser barato. Quando nós não formos capazes de gerar, pelo menos, o suficiente para o serviço à dívida, é melhor pensarmos fazer outra coisa diferente. Estamos a falar de taxas de juro abaixo dos cinco por cento, portanto continua a ser perfeitamente fazível. Não temos de investir todos os anos ao mesmo nível, nem temos de investir só por investir. Nada disso. Mas no dia em que deixarmos de perceber que alguma coisa tem de ser feita, que alguma máquina tem de ser mudada, que algum processo tem de ser revisto, é o princípio do fim. Começamos a estagnar e, a seguir, é a descida a pique. E a recuperação custa verdadeiras barbaridades… caso haja capacidade para a encetar.

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Diogo Barbot: “A inovação é uma prática contínua que nos diferencia no mercado”

A Barbot nasce no Porto em 1920. Cerca de dois anos após o fim da I Guerra Mundial, Diogo Barbot abriu uma fábrica em Santo Ildefonso, no Porto. Cento e cinco anos depois, a pequena empresa de cariz familiar deu lugar a um grupo internacional com mais de 350 colaboradores a nível mundial, que investe mais de 2M€ por ano e detém uma faturação global de mais de 60M€. “Nos mais de 100 anos de história, de onde passamos de ser um ator local para um player multinacional, procuramos sempre uma abordagem local, pensando global”, sublinha ao Hipersuper, Diogo Barbot, strategy director no Grupo Barbot.

Com uma dimensão global, o grupo empresarial português tem oito fábricas dispersas por cinco países em dois continentes – Portugal, Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde – e comercializa para mais de 26 países. O investimento em I&D e as práticas de inovação estão patentes num catálogo de 30 mil cores, “o maior catálogo de cores em Portugal”, assegura Diogo Barbot ao Hipersuper, e nas mais de quatro mil fórmulas criadas. “Não há limite para a nossa imaginação e ambição”, assegura Diogo Barbot.

A Barbot é uma empresa centenária, de cariz familiar, implantada no Grande Porto, que cresceu e levou os seus produtos a diversas geografias e continentes, mas mantém-se na sua região. Esta ligação é também parte do seu percurso de sucesso?
Nos mais de 100 anos de história, de onde passamos de ser um ator local para um player multinacional, procuramos sempre uma abordagem local, pensando global. Existimos para oferecer produtos e serviços de revestimento para o nosso consumidor que o façam viver novas emoções. Só o conseguimos fazer se procurarmos constantemente entender as necessidades dos nossos clientes, com uma escuta ativa e um espírito empreendedor em querer inovar. É por isso que apesar de estarmos em processo de expansão e internacionalização, atuando já em mais de 26 países, iremos sempre garantir que nos mercados onde atuamos, a nossa presença é de relação muito próxima com os nossos parceiros, fomentando a partilha de conhecimento e adequação às necessidades locais. Cimentar onde estamos, procurando crescer para onde queremos ir. O foco em crescimento é também essencial para os mercados onde já estamos presentes pois métodos de trabalho, produtos e serviços de outras regiões, podem sempre servir de aprendizagem para mercados maduros. Apesar de existir cada vez mais uma globalização da oferta, ainda que com as ameaças recentes ao multilateralismo, o setor da construção é o setor com menor digitalização, pelo que a adoção de novas práticas é morosa. Na Barbot, temos claro que o nosso foco é simplificar a vida dos nossos clientes no mundo dos revestimentos, atuando com o digital no centro do processo.

Laboratório

2020, o ano em que a empresa comemorou o seu centenário, foi marcado por uma pandemia. Nesse ano lançaram a loja online, comunicando que nunca fez tanto sentido ‘mudar de casa sem sair de casa’. Foi o mote para a nova abordagem de proximidade ao cliente?
Como referido, estarmos em contato com o cliente e termos a digitalização no centro dos nossos processos são dois vetores definidores da nossa forma de atuação. Por isso, quando confrontados, em pleno confinamento, com toda a população fechada em casa, apercebemo-nos desde cedo que existia uma grande predisposição do mercado em intervencionar a sua habitação. Este facto culminou com a visão que temos na marca Barbot há mais de 20 anos – que a tinta tem a capacidade de mudar de casa sem sair de casa, mas onde havia uma grande resistência no mercado, quer por falta de disponibilidade de tempo como financeira. Para nós sempre foi muito natural entender a importância da tinta para a população em Portugal.

Depois da pandemia, surgiram os conflitos externos, como a guerra na Ucrânia, o conflito israelo-palestiniano e ainda os ataques no Mar Vermelho. Como estão a enfrentar e ultrapassar a questão do fornecimento?
Em cada desafio procuramos a oportunidade, e o repensar nos nossos fluxos de abastecimento, privilegiando fornecedores mais próximos é uma dessas situações. Ao invés de procurarmos alternativas diretas para a mesma matéria-prima, rescrevemos o problema apresentado, procurando adereçar a sustentabilidade do nosso setor, desenvolvendo produtos com as mesmas prestações, mas com matérias-primas distintas, mais sustentáveis, e de parceiros situados em países com uma situação político-social mais estável.
Adicionalmente, ao escolhermos parceiros mais próximos, estamos a diminuir a pegada ecológica da produção do produto devido ao transporte. Transformamos uma barreira numa oportunidade, que exige um foco de inovação que se traduza em benefício para o consumidor final.
Com isto, não queremos dizer que colocamos de parte fornecedores, mas certos contextos tornam a viabilidade de compra mais difícil. Dou o exemplo do dióxido de titânio, um dos principais componentes duma formulação de tinta. Mais de 60% da produção mundial deste componente é feita na China. Sem qualquer aviso prévio, em 2024 a UE decretou uma taxa aduaneira de anti-dumping em x%, fazendo escalar o preço de custo dos produtos de toda a indústria de tintas. Queremos trabalhar com todos os fornecedores que nos permitam desenvolver o melhor produto que responde às necessidades dos consumidores, mas há um limite de custo que conseguimos absorver sem impactar a cadeia de valor.

As políticas sustentáveis são transversais às várias áreas da empresa? Como têm adaptado a Barbot a uma produção e comercialização mais sustentável? A Barbot Nature é disso exemplo?
A sustentabilidade é um dos nossos seis valores no Grupo Barbot que vai para além da sustentabilidade ambiental. Por sermos uma empresa de capital 100% familiar e português, não sofremos a pressão de ter de entregar resultados em muito curto prazo que coloquem o nosso futuro em causa, pelo que procuramos ser céleres na ação, garantindo a sustentabilidade económica da empresa para os próximos 100 anos. Para além do pilar de sustentabilidade económica, preocupamo-nos com os outros dois pilares da sustentabilidade: social e ambiental.
Dum ponto de vista social, orgulhamo-nos de ter uma oferta variada de marcas que procuram responder aos desafios técnicos de diversos clientes, sempre tendo em consideração a sua capacidade financeira. A marca Barbot é um bom exemplo disso: é a única marca em Portugal, disponível em todos os canais de venda – revenda, lojas, mass market e online – e que oferece desde produtos acessíveis até os mais tecnologicamente avançados. Orgulhamo-nos de dizer que não deixamos nenhum cidadão do mundo de fora: todos têm possibilidade de comprar produtos com o nome, marca e selo de garantia Barbot. Afinal de contas, são mais de 1,7 milhões de portugueses que vivem em pobreza habitacional. Também eles merecem poder ter uma marca reconhecida nas suas paredes para que se sintam em casa.
Por fim, a sustentabilidade ambiental é transversal à nossa forma de atuar, quer dum ponto de vista de produto, tal como no lançamento da primeira tinta à base de produtos de biomassa, o Barbot Nature, mas também no processo produtivo onde procuramos soluções de reutilização dos derivados de produção.

Em que investimentos e/ou produtos de cariz sustentável estão a trabalhar? A colaboração com a Hygienic Pigging Systems vem neste sentido?
A fonte principal de investimento no caminho da sustentabilidade está relacionada com todos os esforços que colocamos na investigação e desenvolvimento de produtos e processos mais sustentáveis, como foco principal na circularidade de materiais e durabilidade dos nossos produtos, de modo a diminuirmos o consumo. Por vezes, ao desenvolvermos soluções mais inócuas para o ambienta, vemo-nos confrontados com a necessidade de alterar o nosso processo produtivo. A instalação da Hygienic Pigging System vem precisamente nesse sentido. Trata-se de um sistema de limpeza com ar comprimido e água da tubagem de circulação de matéria-prima e produto acabado em todo o circuito, que garante a higienização total do nosso sistema produtivo. Esta aposta vem no seguimento da utilização de biocidas mais amigos das pessoas e do ambiente, o que faz com que tenhamos de garantir um circuito esterilizado.

Pode dizer-se que a inovação é parte integrante do ADN da empresa? E pressupõe um grande investimento em I&D…
Sem dúvida, a inovação não é apenas um pilar da Barbot, mas uma prática contínua que nos diferencia no mercado. Um exemplo claro disso foi a nossa decisão de sermos os primeiros em Portugal a apostar nas tintas de base aquosa, num momento em que o setor ainda operava maioritariamente com tintas solventes.
Esta mudança de paradigma não foi fácil. Enfrentámos sozinhos uma curva de aprendizagem técnica muito exigente, investindo fortemente em I&D para desenvolver produtos que garantissem a mesma qualidade, resistência e acabamento das tintas tradicionais, mas com um impacto ambiental significativamente reduzido. Fizemo-lo porque tínhamos a convicção de que era o caminho certo, não só em termos de sustentabilidade, mas também de segurança e conforto para os nossos clientes e aplicadores.
Ao liderarmos esta transformação, abrimos caminho para o setor e servimos de referência para outros operadores do mercado, reforçando o nosso compromisso com a inovação responsável. Este é apenas um dos muitos exemplos que demonstram como a Barbot não só acompanha as tendências, mas muitas vezes as antecipa, procurando sempre desenvolver soluções que conciliam performance, sustentabilidade e inovação.

Na Concreta de 2024 apresentaram uma nova ferramenta de Inteligência Artificial. O que representa para a empresa?
A apresentação da nossa nova ferramenta de Inteligência Artificial na Concreta 2024 representa um marco na evolução da Barbot e reforça o nosso compromisso contínuo com a inovação. Esta solução tecnológica foi desenvolvida para apoiar clientes e profissionais na escolha das melhores soluções de pintura e revestimento, simplificando a sua experiência e capacitando-os com o nosso conhecimento.
A IA permite-nos ir além da oferta tradicional de tintas, proporcionando recomendações inteligentes com base nas condições específicas do espaço, preferências estéticas e até mesmo na previsão de consumos e orçamentos. Desta forma, conseguimos tornar o processo mais intuitivo, acessível e informado, permitindo que os nossos clientes façam escolhas com maior confiança e precisão.
Mais do que um avanço tecnológico, esta inovação reforça o posicionamento da Barbot como uma marca que alia tradição e modernidade, antecipando as necessidades do mercado e elevando os padrões de qualidade e serviço no setor. É mais um passo no caminho da digitalização e personalização, garantindo que cada cliente tenha acesso às melhores soluções de forma simples e eficaz.

A Barbot é a única empresa no mundo a disponibilizar decoradores de inteligência artificial? Como surgiu este projeto e de que forma a IA está a moldar os produtos da Barbot?
A Barbot encara a Inteligência Artificial como um instrumento estratégico para criar valor real e não apenas como uma tendência tecnológica. O nosso decorador de IA é um exemplo disso – uma ferramenta com uma arquitetura inovadora, desenvolvida para dar respostas concretas às necessidades dos nossos clientes, e não apenas para marcar presença no mundo digital.
Mas este é apenas o começo. Temos em pipeline um conjunto vasto de ferramentas desenvolvidas pela nossa oficina técnica, que iremos gradualmente introduzir no mercado. Estas soluções irão complementar a experiência dos nossos clientes, ajudando-os não só na escolha de cores e produtos, mas também na otimização dos processos de pintura e revestimento. A IA continuará a desempenhar um papel central na inovação da Barbot, permitindo-nos personalizar ainda mais as nossas soluções, prever tendências de consumo e melhorar a eficiência dos nossos produtos e serviços. O nosso compromisso é claro: desenvolver tecnologia que faça realmente a diferença na vida dos nossos clientes e profissionais do setor.

Como está a ser trabalhada a expansão física da Barbot em Portugal, tanto em lojas como em unidades de produção?
A expansão física da Barbot em Portugal tem sido feita de forma estratégica e sustentada, tanto no reforço da rede de lojas como na modernização da capacidade produtiva. O nosso objetivo é aproximar-nos dos clientes, proporcionando-lhes um serviço cada vez mais especializado e experiências diferenciadoras.
Um exemplo claro desta abordagem é a nova loja em Loulé, inaugurada no final de 2024, que traz um conceito inovador. Mais do que um ponto de venda, esta loja representa um verdadeiro espaço de experiência e experimentação, onde os clientes podem explorar cores, texturas e soluções de revestimento com o apoio de especialistas. Destacamos ainda a zona de teste de produto, que permite aos profissionais e particulares experimentarem diretamente as nossas tintas e revestimentos antes da aplicação.

A nível internacional, que números representa a exportação e em quantos mercados já estão? No plano de internacionalização há novos mercados em vista ou o foco é crescer onde estão?
Relativamente ao volume de exportações, 2024 registou um volume 4,5M de euros. A Barbot tem vindo a consolidar a sua presença internacional, estando atualmente presente em diversos mercados europeus e africanos. A nossa estratégia de internacionalização levou-nos a estabelecer operações em países como Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique e temos diversos parceiros em outros países africanos.
No que concerne ao nosso plano de internacionalização, a Barbot mantém uma postura dinâmica e atenta às oportunidades de crescimento. Estamos empenhados em fortalecer a nossa posição nos mercados onde já operamos, garantindo a oferta de produtos de qualidade e serviços diferenciados. Simultaneamente, avaliamos continuamente novos mercados que, de forma sinérgica, se alinhem com a nossa estratégia de crescimento sustentável.

Até onde podem levar a inovação e as tendências em 2025 e nos próximos anos? Em que estão a trabalhar?
A inovação na Barbot sempre se baseou na ideia de que as tintas têm de incorporar mais valor e desempenhar funções que vão além da simples pintura. O futuro das tintas passa por incorporação de materiais que possam gerar energia a partir da luz solar, ou tintas regenerativas, que podem reparar pequenas fissuras por si mesmas. Não há limite para a nossa imaginação e ambição.

A empresa completou o seu primeiro século no mercado. Como estão a trabalhá-la e à nova geração, para que contribuam para a sua existência no próximo século?
A Barbot completou o seu primeiro século no mercado graças a uma cultura de inovação, resiliência e compromisso com a qualidade. Mas a nossa visão não é apenas celebrar o passado, é garantir que continuamos a crescer e a evoluir para os próximos 100 anos. Como? Inovação contínua. A inovação sempre foi um pilar fundamental da Barbot e continuará a ser como já detalhamos.
Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: A Barbot do futuro será mais sustentável. Estamos a trabalhar para reduzir a pegada ecológica dos nossos produtos e processos produtivos, com tintas de base aquosa, formulações com menor impacto ambiental e embalagens mais ecológicas. A sustentabilidade não é uma tendência, é uma responsabilidade que assumimos para as próximas gerações.
Formação e envolvimento da nova geração: o futuro da Barbot passa pelas pessoas. Estamos a apostar na formação contínua da nossa equipa, renovando e preparando uma nova geração para liderar a empresa com o mesmo espírito inovador que nos trouxe até aqui. Valorizamos o conhecimento interno e incentivamos a partilha de experiências entre gerações.
Transformação digital e proximidade com o cliente: Estamos a construir uma empresa cada vez mais digital, interativa e conectada com os clientes. Ferramentas como a Inteligência Artificial aplicada à escolha de tintas e a personalização da experiência do consumidor são apenas o início de uma nova era. Queremos estar onde os nossos clientes estão e dar-lhes mais autonomia e conhecimento na sua jornada com a Barbot.
Expansão e internacionalização estratégica: O crescimento sustentável passa por reforçar a nossa presença nos mercados onde já operamos e explorar novas oportunidades. A Barbot continuará a apostar na proximidade com os clientes, tanto a nível nacional como internacional, através de novas lojas e soluções inovadoras.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

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Fruit Attraction 2025 reforça crescimento e liderança com nova organização de setores e pavilhões

A Fruit Attraction 2025, considerada a principal feira internacional dedicada à comercialização de frutas e legumes frescos, regressa a Madrid entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Hipersuper

Na sua 17.ª edição, o certame organizado pela IFEMA MADRID e pela FEPEX reforça a sua liderança global com uma expansão estratégica e uma nova organização setorial, que pretende otimizar a experiência dos expositores e visitantes.

O evento, que este ano ocupará dez pavilhões do recinto da IFEMA – nomeadamente os pavilhões 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12 e 14 – verá a sua área expositiva crescer para mais de 70 mil metros quadrados, resultado da incorporação dos pavilhões 12 e 14. Esta ampliação permitirá uma distribuição mais eficiente dos expositores por regiões geográficas, facilitando a identificação de produtores e fornecedores por país e promovendo novas oportunidades de negócio.

A nova setorização prevê uma divisão clara entre mercados e segmentos. Os pavilhões ímpares acolherão as novidades das empresas nacionais, com destaque para o espaço Innova&Tech no pavilhão 5. Já os pavilhões pares reúnem empresas europeias (4, 6 e 8), operadores globais (8 e 10), companhias das Américas (12), e players oriundos de África e da Ásia (14). O setor da logística alimentar fresca ficará concentrado no pavilhão 4. A maioria dos pavilhões integrará também uma zona dedicada à Indústria Auxiliar, garantindo a presença de toda a cadeia de valor.

A organização espera mais de 2.200 empresas participantes, que irão apresentar novos produtos, soluções logísticas, variedades, formatos, tendências e inovações, reforçando o papel da Fruit Attraction como plataforma de referência para o setor hortofrutícola mundial.

O evento decorrerá das 9:30 às 19 horas, nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, e até às 16 horas no dia 2 de outubro.

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Retalho

IKEA lança em Portugal plataforma de compra e venda em segunda mão

Depois de projetos-piloto, que o IKEA sublinha serem bem-sucedidos, na Noruega e em Espanha, é agora a vez de Portugal integrar esta iniciativa inovadora.

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A IKEA acaba de lançar em Portugal a IKEA preowned, o seu primeiro marketplace dedicado à compra e venda de produtos da marca em segunda mão. Esta nova plataforma, disponível de forma gratuita para membros IKEA Family, visa responder a uma tendência crescente no setor do mobiliário e reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a acessibilidade.

Depois de projetos-piloto bem-sucedidos na Noruega e em Espanha, é agora a vez de Portugal integrar esta iniciativa inovadora. De acordo com o estudo Second Hand Furnishing Market Size (Statista+), cerca de 10% do mercado global de mobiliário já é transacionado em segunda mão e 52% dos consumidores admitem comprar este tipo de artigos com frequência, quer para poupar, quer para prolongar a vida útil dos produtos.

“Os números em Portugal são claros, mais de 10% do mobiliário vendido e comprado em segunda mão em Portugal já é IKEA. Com a IKEA preowned, estamos a proporcionar aos nossos clientes uma plataforma ágil, intuitiva e segura, que Inter IKEA Systems B.V. 2023 permite não só aceder aos nossos produtos a um preço ainda mais acessível, como prolongar o seu ciclo de vida” comenta Maria João Franco, Digital Portfolio & Deployment Leader da IKEA Portugal, e uma das líderes do processo de implementação da plataforma no país.

“Fizemos um lançamento interno com os nossos colaboradores, e desafiámo-los a colocarem os seus próprios produtos para venda na plataforma, de forma a testarmos todas as funcionalidades e todos os processos. O feedback foi muito positivo, e estamos muito entusiasmados para perceber nas próximas semanas como vai responder o resto do país”, concluiu.

Para a IKEA, a aposta neste novo serviço representa também uma adaptação à evolução do comportamento dos consumidores, que procuram soluções mais económicas, práticas e sustentáveis.

Mercedes Gutierrez, New Business & Innovation Area Manager da IKEA a nível global, destaca que “o crescente interesse por mobiliário em segunda mão e a crescente procura por soluções de habitação acessíveis refletem uma mudança significativa na forma como as pessoas mobilam as suas casas. Na IKEA, vemos isto como uma oportunidade. Entramos em Portugal com muito otimismo, e pretendemos tornar as compras de segunda mão mais acessíveis, fluídas e integradas na nossa experiência do cliente. Embora já existam players fortes neste setor, a IKEA traz uma vantagem única através dos seus pontos de contacto globais, do seu profundo conhecimento de produto e do seu compromisso de longa data com a acessibilidade e a durabilidade do design.”.

A IKEA preowned inclui funcionalidades pensadas para facilitar a experiência do utilizador, como recomendações automáticas de preço (que podem ser ajustadas pelo vendedor), fotografias profissionais, medidas exatas, guias de montagem e instruções de manutenção.

Adicionalmente, os utilizadores que optarem por receber o pagamento em cartão reembolso IKEA beneficiam de um bónus de 15% adicional sobre o valor da venda, incentivando a reutilização dentro do ecossistema da marca.

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Retalho

Arena Shopping cria um jardim da Páscoa com várias atividades

O objetivo é criar momentos de entretenimento com várias atividades para o público infantil.

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Entre os dias 5 e 20 de abril, o Arena Shopping, em Torres Vedras, vai transformar o piso 2 num Jardim da Páscoa, com a promessa de “um cenário encantador dedicado à efeméride, onde coelhos, ovos e entretenimento se juntam para proporcionar momentos inesquecíveis aos mais pequenos”.

O espaço recriará uma casinha e um jardim com um pequeno lago e, até ao dia 20, vão ser dinamizados desafios e jogos. As atividades incluem um jogo de bowling com cenouras no lugar dos pinos e uma bola em forma de ovo, um jogo da pesca com canas magnéticas para apanhar ovos coloridos num lago decorativo e o tradicional jogo das argolas, com o objetivo de acertar nas cenouras. Existirá também um cantinho artístico onde cada criança poderá decorar um ovo de esferovite com marcadores, brilhantes e outros materiais, e levá-lo para casa como recordação.

Este jardim temático poderá ser visitado por todos gratuitamente e as atividades decorrerão das 14h30 às 18h30, durante a semana, e das 11h às 13h e das 14h30 às 19h30, aos fins de semana e no feriado.

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Bebidas

Nestlé Lindahls Protein lança “Good Move” para inspirar estilo de vida mais ativo

No âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, que se celebra a 6 de abril, a Nestlé Lindahls Protein apresenta o seu novo posicionamento de marca: “Good Move”.

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Mais do que uma campanha, esta é uma promessa da marca de inspirar e apoiar os portugueses na adoção de um estilo de vida mais ativo, equilibrado e saboroso.

Através da assinatura “Good Move”, a Nestlé Lindahls Protein pretende destacar a importância das pequenas escolhas diárias que, ao serem repetidas com consistência, contribuem para uma melhoria significativa da saúde e bem-estar. A marca sublinha que todos podem superar os seus desafios pessoais, independentemente do ponto de partida, bastando para isso dar o primeiro passo.

Entre os exemplos de “moves” sugeridos estão ações simples como usar as escadas em vez do elevador, fazer caminhadas ao ar livre, substituir lanches processados por opções nutritivas ou trocar horas no sofá por atividade física regular.

“Numa altura em que o ritmo do dia a dia nos impõe decisões imediatas e, por vezes, pouco pensadas, a Nestlé Lindahls Protein acredita ter um papel fundamental em relembrar os portugueses sobre a importância de fazer escolhas que promovam o bem-estar”, menciona Mariana Frazão, Group Brand Manager. “O nosso convite é simples: que todos possam optar por um “Good Move”, sendo este uma celebração das conquistas diárias dos portugueses e a prova de que uma boa decisão nunca vem só. E, sem dúvida, que, como marca que se posiciona no segmento de um estilo de vida equilibrada, temos um papel fundamental em alertar para a importância de pensar em nós”, conclui.

A Nestlé Lindahls Protein assume-se como um parceiro nesta jornada, colocando à disposição dos consumidores uma gama de produtos com alto teor de proteína, 0% de gordura e sem açúcares adicionados, reforçando que é possível fazer escolhas saudáveis sem abdicar do sabor.

Com esta nova abordagem, a marca reforça o seu compromisso com a promoção de hábitos mais saudáveis, incentivando uma atitude positiva e proativa, onde cada pequena decisão conta para alcançar um estilo de vida mais ativo e equilibrado.

A Nestlé Lindahls Protein deixa o convite para que os consumidores se movimentem, através de uma campanha disponível em diversos suportes, como televisão, Youtube, muppies e redes sociais, com imagens e um spot que revelam a energia e a paixão que impulsionaram a criação de “Good Move”.

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Foto: Facebook Cerveja Sagres
Bebidas

Cerveja Sagres reforça presença em eventos de música em Portugal

A Sagres é a cerveja oficial dos Prémios Play, Sol da Caparica, Festival F e Mar me Quer.

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A Cerveja Sagres reforça a aposta no território da música e marca presença em diversos eventos nacionais, como os Prémios Play, o Sol da Caparica (Costa da Caparica), Festival F (Faro) e Mar me Quer (Portimão). Catarina Ferraz, responsável de marketing da Cerveja Sagres, afirma que “o apoio à cultura portuguesa é uma prioridade para a Cerveja Sagres”. “Acreditamos que os eventos de música são uma celebração do que de melhor se faz em Portugal e sinónimo de convívio e união, valores que nos definem enquanto marca.”´, complementa.

Ainda em parceria com os Prémios Play, a marca volta a promover a ativação ‘Segredo bem guardado’. A primeira edição decorreu no ano passado e revelou o talento do artista Sérgio Onze e a Cerveja Sagres regressa este ano para dar a conhecer novos artistas emergentes. “Ana Moura, Iolanda e Buba Espinho, intérpretes nomeados aos Prémos Play 2025, foram desafiados a contar um ‘segredo’ e a partilhar com o público o nome de um artista que admirem e considerem merecedor de outro destaque no universo musical”, informa a marca.

Os ‘Segredos bem guardados’, que irão a votos no dia 10 de Abril, serão conhecidos através de vídeos e reels publicados no Instagram da Cerveja Sagres. Após 24 horas de votações, será anunciado o vencedor, premiado com uma subida a palco no Festival Sol da Caparica.
“É com orgulho que voltamos a marcar presença nos Prémios Play, entrando em palco e brindando ao talento e à carreira dos artistas portugueses e lusófonos”, destaca Catarina Ferraz.

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Bebidas

CVRTM dá a provar vinhos de Trás-os-Montes em Vilamoura

Este sábado, dia 5, há mais de 100 vinhos de 17 produtores da região de Trás-os-Montes, para provar em Vilamoura

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Vilamoura foi o palco escolhido pela Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM) para a estreia do Trás-os-Montes em Prova no Algarve. Neste sábado, dia 5, 17 produtores transmontanos dão a conhecer e a provar mais de 100 referências de vinho, no hotel Tivoli Marina Vilamoura, das 15h às 20h. Os bilhetes são vendidos exclusivamente no local do evento e custam 10 euros.

O evento, aberto a profissionais e ao público em geral, visa promover os vinhos de Trás-os-Montes no sul do país, “um mercado ainda pouco explorado, até à data, e que tanto os produtores como a Comissão acreditam ter um enorme potencial”, destaca a organização.

Casa do Joa, Casa José Pedro, Encostas de Sonim, Flandório, Ninho da Pita, Palmeirim D’Inglaterra, Parapente, Quinta das Corriças, Quinta de Arcossó e Quinta do Salvante, Quinta Recomeço, Quinta Serra d’Oura, Quinta Vale dos Montes, Terras de Mogadouro, Villela Seca, Vinho dos Mortos e Vinhos Mont’alegre, são os produtores presentes.

“O grande objetivo do Trás-os-Montes em Prova no Algarve é levar até esta região do país os melhores vinhos produzidos nas terras transmontadas, certos de que vão surpreender muitos dos visitantes, pela qualidade e personalidade que os vinhos de Trás-os-Montes apresentam. Aqui fica o convite para que todos os algarvios apareçam, para saberem um pouco mais sobre esta região que tem tanto para revelar.”, afirma Ana Alves, presidente da CVRTM.

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Logística

Parceria Spring GDS e MailAmericas visa e-commerce entre Europa e América Latina

A aliança visa facilitar o acesso das empresas europeias de e-commerce à América Latina, com soluções logísticas otimizadas.

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A Spring GDS, fornecedor de logística de última milha especializado em e-commerce, e a MailAmericas, emrpesa de serviços postais e de e-commerce na América Latina, assinaram um acordo estratégico para otimizar o comércio eletrónico entre a Europa e a América Latina.

A MailAmericas, que atualmente entrega entre 4 e 5 milhões de encomendas por mês nas regiões LATAM e África, identificou uma grande oportunidade na América Latina, onde os serviços postais tradicionais são acessíveis, mas apresentam desafios de rastreabilidade e controlo. “Estamos muito contentes por anunciar esta colaboração com a MailAmericas, líder no mercado latino-americano, e que nos vai ajudar a oferecer aos nossos clientes europeus uma solução de e-commerce robusta e eficiente para ganharem acesso aos mercados daquela região,” comentou Emiliano Vidal, Managing director Southern Europe (Portugal, Espanha, França) da Spring GDS.

A Spring GDS é um fornecedor de soluções logísticas especializado no transporte marítimo internacional de e-commerce, possuindo 20 centros de operações em três continentes. Colabora com mais de 230 parceiros logísticos internacionais, proporcionando entregas em 190 destinos em todo o mundo. A parceria vai permitir á empresa o acesso a mercados-chave como Brasil, Argentina e México, que são alguns dos destinos com maior volume de envios na região, destaca.

A MailAmericas conta com armazéns próprios na Argentina, México, Colômbia, Peru, Chile e República Dominicana, entre outras localizações, e está presente em todos os países da região LATAM. “A experiência e liderança da MailAmericas na transformação dos serviços postais e comerciais vai permitir-nos oferecer um serviço logístico mais robusto e eficiente a todos os clientes europeus que desejem expandir-se para a América Latina,” remata Guillermo López, diretor de Operações da Spring GDS.

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Bebidas

Hipersuper promove debate sobre inovação no packaging do vinho na Empack e Logistics & Automation Porto

O debate decorre às 16 horas, na Sala Panattoni, e integra a programação oficial da feira. A Empack e Logistics & Automation Porto arranca dia 9 e é ponto de encontro de embalagem e logística em Portugal.

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O Hipersuper vai promover, no próximo dia 9 de abril, uma mesa redonda dedicada ao tema “Tendências e inovação no packaging do vinho: sustentabilidade, design e funcionalidade”, no âmbito da Empack e Logistics & Automation Porto. A sessão decorre às 16 horas, na Sala Panattoni, e integra a programação oficial da feira.

Sob o mote “Jornada do Vinho”, o debate reúne profissionais do setor vitivinícola para discutir os desafios e oportunidades na evolução das embalagens de vinho. Sustentabilidade, design e funcionalidade serão os principais eixos da conversa, numa altura em que as marcas procuram diferenciar-se e responder a consumidores mais conscientes e exigentes.

A mesa redonda contará com a participação de Ana Sampaio, diretora de marketing da Aveleda, Joana Santiago, produtora de vinhos na Quinta de Santiago e presidente da Associação de Produtores de Monção e Melgaço e Fernando Félix, CEO da Webcomum, sendo moderada por Ana Rita Almeida, jornalista e diretora editorial do Hipersuper.

A iniciativa pretende lançar um olhar técnico e estratégico sobre as soluções de packaging que estão a transformar o posicionamento das marcas e o comportamento dos consumidores, num setor altamente competitivo e em constante inovação.

A participação é gratuita, mediante inscrição.

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Retalho

UBBO Shopping Resort dinamiza atividades de Páscoa

Até ao dia 20 de abril, o UBBO está a dinamizar atividades alusivas á Páscoa, para quem visitar aquele centro comercial. O fim de semana de 5 e 6 de […]

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Até ao dia 20 de abril, o UBBO está a dinamizar atividades alusivas á Páscoa, para quem visitar aquele centro comercial.

O fim de semana de 5 e 6 de abril , comemora o início desta época festiva com uma parada no dia 5, às 15h, na Praça Central, num evento com música, animação, pinturas faciais e ovos de chocolate para dar as boas vindas ao coelho da Páscoa.

Já o labirinto da Páscoa regressa ao átrio do piso 0, até 20 de Abril, “onde os mais novos vão poder brincar e gastar toda a energia das férias”, informa a administração do UBBO. A 6, 11, 12, 13, 18 e 19, no mesmo local, haverá caças aos ovos, destinadas a crianças dos 3 aos 12 anos, com prémios garantidos pelos lojistas parceiros do evento.
As atividades são gratuitas, sendo apenas necessário inscrição na app UBBO para as caças aos ovos.

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