Portugal pode ser “auto suficiente” na produção de cereais
Portugal reúne condições para se tornar “auto suficiente” na produção de determinados cereais, oleaginosas e proteaginosas, revela um estudo de uma associação agrícola

Rita Gonçalves
Loja Continente GaiaShopping transformada para uma experiência de compra “cada vez mais positiva e inclusiva”
Costa Boal Family Estates apresenta os primeiros vinhos 100% produzidos no Alentejo
Vieira lança novas embalagens sustentáveis e desafia consumidores com campanha Do It Yourself
CBRE lidera mercado de escritórios flexíveis em 2024
Vinha Maria renova imagem e apresenta novidades
Danone reforça compromisso com nutrição infantil com Actimel sem açúcares adicionados e sem adoçantes
Nuno Ferreira reforça equipa de retalho da Cushman & Wakefield
Tetra Pak e Schoeller Allibert desenvolvem embalagens logísticas feitas a partir de embalagens de cartão para bebidas recicladas
Desperdício de plástico no retalho de moda online vai agravar-se até 2030
Conferência da APLOG debate os desafios de uma logística urbana mais eficiente
Portugal reúne condições para se tornar “auto suficiente” na produção de determinados cereais, oleaginosas e proteaginosas, combatendo as importações que dominam o mercado, revela um estudo divulgado em Elvas, Alentejo, por uma associação agrícola.
“Acreditamos piamente que esse caminho é possível, assim queira o Estado, os produtores e a indústria”, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Produtores de Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas (ANPOC), Bernardo Albino.
O estudo não abrange determinados cereais, como o milho, o sorgo e o arroz, dedicando-se a investigação ao mercado dos trigos (mole e duro), aveia, triticale, centeio, cevada, girassol, soja, feijão, fava e ervilha.
“Dentro destes produtos que organizámos por fileiras, estudámos de que forma a produção agrícola nacional poderia gerar mais rendimento para os agricultores e organizações de produtores. Estamos a falar de importações no sector num valor superior de mil milhões de euros por ano”.
O dirigente agrícola observou que o estudo revela, ainda, que Portugal “não é muito competitivo” na produção de produtos agrícolas indiferenciados, defendendo que o País tem de apostar na “qualidade”.
“Nós não temos capacidade para ser auto suficientes em várias áreas, mas nos produtos de menor valor acrescentado temos imenso espaço para crescer, como é o caso da cevada dística, trigo duro, trigo mole, grão, fava, entre outros”.
Para combater as importações, Bernardo Albino defendeu uma “maior concentração” da produção, cabendo às organizações de produtores o trabalho de concentrarem a produção e gerar uma “maior homogeneidade” do produto ano após ano.
Do lado da indústria, segundo o dirigente da ANPOC, o estudo sugere que o sector deverá “trabalhar mais” com a produção, no sentido de a “conhecer melhor” para identificar o caminho que deverá ser seguido.
“Tem de haver mais contacto da produção com a indústria, isto de forma reciproca”, aconselha.
Com Lusa